A importação como função de desempenho de empresas de capital aberto no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Gehrke, Germano Adolfo
Orientador(a): Borba, José Alonso
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/215216
Resumo: Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Administração, Florianópolis, 2019.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaGehrke, Germano AdolfoBorba, José Alonso2020-10-21T21:14:15Z2020-10-21T21:14:15Z2019368356https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/215216Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico, Programa de Pós-Graduação em Administração, Florianópolis, 2019.Sabe-se muito pouco do detalhamento das importações (em oposição às exportações), seus determinantes e seu papel na dinâmica do comércio internacional (WAGNER, 2015). A presente tese combinou fontes distintas para verificar a mediação da importação no desempenho (lucro bruto) das empresas, sendo i) a disponibilidade de dados sobre as importações no nível organizacional, publicados pelo MDIC até o ano de 2016, ii) a demonstração de resultados divulgada pelas empresas de capital aberto no Brasil e iii) o uso do instrumento de drawback por empresas nacionais, como proxy para integração às cadeias globais de valor, por meio de lista divulgada pelo MDIC para os anos de 2016 e 2017. Foi avaliado o desempenho de 202 empresas de capital aberto no Brasil ao longo do período compreendido entre 2009 e 2016. Adotou-se a análise de dados em painel para a avaliação quantitativa. Confirmou-se a hipótese (p-valor < 0,01) de que empresas que operam com importação apresentam melhores resultados que aquelas que atuam somente no mercado doméstico. Também, que empresas que operam simultaneamente com importação e exportação alcançam melhores resultados que aquelas que se dedicam somente ao mercado doméstico. Foi verificada, sem sucesso, a hipótese de que empresas integradas às cadeias globais de valor (identificadas pelo uso do instrumento de drawback) alcancem resultados mais favoráveis do que aquelas que somente importam e exportam sem pertencer às cadeias. Ainda adotando a análise de dados em painel, criou-se um modelo econométrico com a variável dependente lucro bruto e nove variáveis independentes, sendo 3 internas à organização (tamanho, variação de caixa, adoção de drawback), 3 externas à organização (valor do US$, variação do PIB, variação do PIB setorial) e 3 relacionadas a negócios internacionais (importação, exportação e receita líquida no exterior). Para as 202 empresas, o modelo apontou a importação como variável estatisticamente significativa (p-valor < 0,01) como mediadora do lucro bruto. A análise estendeu-se a 9 setores econômicos, dos quais 5 apresentaram uma relação positiva entre importação e lucro bruto (p-valor < 0,01), setores que contemplam 74,2% das empresas avaliadas. Foram analisados também 13 setores de negócios, dos quais 6 apresentaram relação positiva e estatisticamente favorável (p-valor < 0,05 ou menor) entre importação e lucro bruto, representando 63,1% das empresas. Aos resultados quantitativos foi acrescida uma análise qualitativa, abordando o segmento que teve o maior crescimento relativo de importações brasileiras no período compreendido entre 2004 e 2016, o setor têxtil catarinense, mais concretamente o segmento do vestuário. O instrumento utilizado foi entrevista com o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau. A posição do entrevistado confirma os resultados quantitativos, à medida que considera a importação como ação responsável pelo sucesso das empresas têxteis catarinenses. Inspirado pela entrevista, foi desenvolvido mais uma análise de dados em painel somente com as indústrias têxteis de capital aberto (12 do total de 202 organizações), criando-se uma variável categorizada independente adicional, a localização no estado de Santa Catarina. A análise do modelo apontou, novamente, uma relação estatisticamente significativa (p-valor < 0,01) e positiva entre importação e lucro bruto, bem como a relação favorável entre localização (Santa Catarina) e o lucro bruto, com p-valor < 0,01. Por fim, relatório publicado pela FIESC (2014) aponta para um alinhamento entre os resultados quantitativos e qualitativos apresentados nesta tese, uma vez que indica o aumento do valor industrial do segmento vestuário catarinense e a manutenção da participação do emprego do setor, não havendo, portanto, sinais de desindustrialização.Abstract: We do know much less about the extensive margins of imports, its determinants, and its role in the dynamics of trade, than the respective margin of exports (WAGNER, 2015). This thesis has combined different sources to verify the mediation of imports in the performance (gross profit) of companies, being these sources i) the availability of data on imports at the organizational level published by MDIC until the year 2016, ii) the income statement published by publicly traded companies in Brazil and iii) the use of drawback by Brazilian companies, as a proxy for integration into global value chains, list published by MDIC for the years 2016 and 2017. Performance for 202 publicly traded companies was assessed over the period from 2009 to 2016. Panel data analysis was used for quantitative evaluation. The hypothesis that companies that operate with imports present better results than those dealing with domestic market only was confirmed at a p-value < 0, 01 level. The second hypothesis, that companies operating with import and export simultaneously have better results than those operating domestically was also confirmed at a statistically significant level of p-value < 0,01. The hypothesis that companies integrated into global value chains (identified by the use of drawback) perform better than those importing and exporting simultaneously (and not using drawback) has not been confirmed. Still using panel data analysis, an econometric model was created using gross profit as dependable variable plus 9 independent variables, being 3 internal to the organization (size rank, cash variation and drawback use), 3 external to the organization (US$ rate, GDP and sectorial GDP) and 3 related to international business (import, export and net income abroad). For the 202 companies, the model pointed the variable import as positively correlated to gross profit at a statistically significant level at p-value < 0.01. The analysis was extended to 9 economic sectors, of which 5 presented a positive relation between imports and gross profit (at p-value < 0.01), representing 74,2% of companies analyzed. A total of 13 business sector were also studied, 6 of which showed a positive and statistically significant relation between imports and gross profit, representing 63,1% of the companies. A qualitative analysis was added to the quantitative results, addressing the segment that had the highest relative growth in Brazilian imports during the period of 2004 and 2016, the textile sector in the state of Santa Catarina, more specifically the clothing segment. The instrument used was an interview with the president of the Union of Spinning, Weaving and Clothing Industries of Blumenau. The interviewee?s position confirms the quantitative results, as he considers imports as responsible for the success of textile companies in Santa Catarina. Inspired by the interview, a panel data analysis was developed exclusively for the textile companies (12 out of 202), creating an additional categorized variable, the location in the state of Santa Catarina. This analysis showed once more a positive relation between import and gross profit as well as location in Santa Catarina (opposed to location in other Brazilian states) at a p-value < 0,01 level. Finally, a report published by FIESC (2014) points to an alignment between the quantitative and qualitative results presented in this thesis, once it indicated an increase in the industrial value of the clothing segment, the maintenance of the sector?s employment share and, therefore, does not show any sign of deindustrialization.173 p.| il., gráfs., tabs.porAdministraçãoImportaçãoIndústria têxtilVestuárioA importação como função de desempenho de empresas de capital aberto no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPCAD1115-T.pdfPCAD1115-T.pdfapplication/pdf3684163https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/215216/1/PCAD1115-T.pdfc922285f7a8baad2015c340dd11603caMD51123456789/2152162020-10-21 18:14:16.022oai:repositorio.ufsc.br:123456789/215216Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732020-10-21T21:14:16Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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