Relação dietética dos ácidos graxos n-3/n-6 para tilápia-do-Nilo, em temperatura ótima e em simulação de entrada de inverno
| Ano de defesa: | 2017 |
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Resumo: | Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura, Florianópolis, 2017. |
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Universidade Federal de Santa CatarinaMufatto, Liziane MacielFracalossi, Débora Machado2018-04-13T19:40:09Z2018-04-13T19:40:09Z2017352507https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/185629Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura, Florianópolis, 2017.Este estudo teve como objetivo determinar a melhor relação de ácidos dietéticos da série n-3/n-6 para juvenis de tilápia-do-Nilo. Os peixes (70,49 ± 1,43 g) foram alimentados com dietas contendo 1,3% de ácidos graxos poli-insaturados (PUFA), mas com diferentes relações dietéticas de PUFA n-3/n-6: 2,9; 1,3; 0,8; 0,5 e 0,2 durante 56 dias a 28 °C. Posteriormente, os peixes foram submetidos a uma simulação de entrada de inverno (22 °C) durante 33 dias. A dieta basal, formulada com ingredientes semi-purificados, continha 5% de lípidio. Diferentes quantidades de óleo de fígado de bacalhau e quatro óleos vegetais: linhaça, soja, canola e palma foram misturados para atingir os diferentes índices n-3/n-6. As diferentes relações dietéticas de PUFA n-3/n-6 não afetaram o crescimento dos peixes. No entanto, a 28 °C, o teor de gordura corporal aumentou à medida que diminuiu a relação de PUFA n-3/n-6 na dieta. A simulação de entrada de inverno promoveu regresssão significativa na ingestão de ração entre os tratamentos alimentares: houve maior ingestão de ração nos peixes alimentados com a menor relação n-3/n-6. Como esperado, concentrações corporais de ácido linolênico (a-LNA, 18:3 n-3), docosahexaenóico (DHA, 22:6 n-3), ácido eicosatrienóico (20:3 n-3) e ácido docosapentaenóico (DPA, 22:5 n- 3) diminuiram à medida que a relação dietética n-3/n-6 diminuiu. No entanto, o ácido eicosapentaenóico (EPA, 20:5 n-3) corporal aumentou conforme sua concentração reduzia nas dietas. Os ácidos graxos da série n-6 com maior acumulação corporal foram o linoleico (LOA, 18:2 n-6) e o ácido araquidônico (ARA, 20:4 n-6). O conteúdo corporal de ARA diminuiu à medida que aumentou a relação dietética de n-3/n-6, com maior acúmulo corporal nos peixes alimentados com a dieta contendo a menor relação n-3/n-6. A expressão do gene FAD6, associada à enzima ?6 dessaturase, variou entre as temperaturas para peixes alimentados com a menor relação dietética n-3/n-6. A 28 °C, a SREBP1, envolvida na síntese de ácidos graxos, foi mais expressiva em peixes alimentados com a dieta com a menor relação n-3/n-6, quando comparada àqueles alimentados com a dieta com a maior relação n-3/n-6. Em conclusão, este estudo mostra que as dietas contendo 1,3% de PUFA, independentemente da proporção n-3/n-6, não afetaram o desempenho produtivo da tilápia-do-Nilo à temperatura ideal, bem como quando submetidos a uma simulação de entrada de inverno. Além disso, a gordura corporal e o EPA corporal diminuiram conforme aumentava a relação n-3/n-6 da dieta.Abstract : This study aimed at determining the optimal dietary n-3/n-6 fatty acids for Nile tilapia juveniles. Fish (70,49 ± 1,43 g) were fed diets containing 1,3% polyunsaturated fatty acids (PUFA), but different n-3/n-6 dietary ratios: 2.9; 1,3; 0.8; 0.5 and 0.2 for 56 days at 28 °C. Afterwards, fish were submitted to a winter-onset simulation (22 °C) for 33 days. Basal diet was formulated with semipurified ingredients and contained 5% lipid. Different amounts of cod liver oil and four vegetable oils: linseed, soybean, canola, and palm were mixed to reach the different n-3/n-6 ratios. Different PUFA n-3/n-6 dietary ratios did not affect fish growth. However, at 28 °C, body fat content increased as dietary PUFA n-3/n-6 decreased. Winter-onset simulation promoted a significant difference in feed intake among dietary treatments: fish fed the lowest n-3/n-6 ratio showest the highest feed intake. As expected, body concentrations of linolenic acid (a-LNA, 18:3 n-3), docosahexaenoic (DHA, 22:6 n-3), eicosatrienoic acid (20:3 n-3) and docosapentaenoic acid (DPA, 22:5 n-3) decreased as dietary n-3/n- 6 decreased. On the other hand, body acid eicosapentaenoic (EPA, 20-5 n-3) increased as its concentration reduced in the diets. The n-6-series fatty acids with the highest body accumulation were both linoleic (LOA, 18:2 n-6) and arachidonic acids (ARA, 20:4 n-6). The body content of ARA decreased as dietary n-3/n-6 ratio increased, with higher body accumulation in fish fed diet containing the lower n-3/n-6. FAD6 gene expression, associated with the enzyme ?6 desaturase, varied between temperatures for fish fed the lowest n-3/n-6 ratio. At 28 °C, SREBP1, involved in fatty acids synthesis, was up-regulated in fish fed the diet with the lowest n-3/n-6, when compared to those fed the diet containing the highest n-3 /n-6 ratio. In conclusion, our findings show that diets containing 1.3% PUFA, independent of the n-3/n-6 ratio, did not affect the productive performance in Nile tilapia at optimal temperature as well as when submitted to a simulation of onset of winter. In addition, body fat and body EPA decreased as dietary n-3/n-6 increased.67 p.| gráfs., tabs.porAquiculturaTilápia (Peixe)Relação dietética dos ácidos graxos n-3/n-6 para tilápia-do-Nilo, em temperatura ótima e em simulação de entrada de invernoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPAQI0506-D.pdfPAQI0506-D.pdfapplication/pdf816779https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/185629/-1/PAQI0506-D.pdf3ce30faaed2ffc11018026025ecd7868MD5-1123456789/1856292018-04-13 16:40:09.466oai:repositorio.ufsc.br:123456789/185629Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732018-04-13T19:40:09Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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