Dispositivo de Velhice: uma analítica interpretativa
| Ano de defesa: | 2012 |
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| País: |
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| Link de acesso: | http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95208 |
Resumo: | Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2011 |
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Universidade Federal de Santa CatarinaSais, Almir PedroPrado Filho, Kleber2012-10-25T22:22:31Z2012-10-25T22:22:31Z2012-10-25T22:22:31Z288330http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/95208Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2011A velhice é um Dispositivo. É dessa afirmação, dessa hipo-tese que parto para realizar minha pesquisa e escrever minha tese. Embora pessoas em idade avançada possam ser encontradas em diferentes períodos da história humana, a velhice só pode se realizar como objeto e sujeito de interesse científico e práticas em período recente: segunda metade do século XX. Foi preciso que a luta pelas liberdades, igualdades e a boa arte de governar os homens, mais que os territórios, ganhasse a dimensão de #natureza# e universalidade atravessadas pelas novas técnicas de governamentalização: o biopoder. Neste sentido afirmo que a velhice, mais que um fenômeno do curso de vida (life-span), é uma tecnologia centrada na vida. Uma tecnologia centrada na regulação de hábitos, normatização de comportamentos e normalização de sujeitos com vistas a gestão da população visando a conduta dos homens. O referencial teórico metodológico desta pesquisa se ancorou na (des)construção foucaultiana sustentada na problematização do pensamento. Trata-se de um método histórico no sentido do pensamento crítico de Nietzsche em termos da desconstrução de valores, produção de conhecimento, das relações de poder e da constituição do sujeito ou da subjetividade. Tratou-se, pois de uma análise das condições nas quais se formaram ou se modificaram certas relações de sujeito a objeto constitutivas de um saber possível a respeito da Velhice Dispositivo. Ou Dispositivo de Velhice. Para produzir meus resultados me vali da #analítica interpretativa#, um conceito proposto por Dreyfus e Rabinow (1995) para designar a relação entre os métodos arqueológicos e genealógico em Foucault. Uma complementaridade entre a raridade dos enunciados (arqueologia e a efetiva formação do discurso pelas práticas não-discursivas (genealogia). Como efeitos do discurso, ou das formações discursivas que emergem em meio a jogos de verdades em constante atualização, o velho e a velhice são efeitos do dispositivo de velhice. O #trabalho em terreno# foi, pois, o de desemaranhar as linhas do dispositivo, traçar um mapa, cartografar a velhice. Foucault nos diz que não se pode falar de qualquer coisa em qualquer época; não é fácil dizer uma coisa nova; não basta abrir os olhos, prestar atenção, ou tomar consciência, para que os novos objetos logo se iluminem e na superfície do solo, lancem sua primeira claridade. Bem como noz diz que, o comando da história de uma instituição não é dado pelo fracasso ou sucesso de sua funcionalidade, mas pelo lugar que ocupa em termos estratégicos e táticos no Estado de governo. A velhice dispositivo tem seu lugar estratégico e tático assegurado na sociedade de segurança e na racionalidade previdenciária estatal. Num mesmo movimento, mas por caminho inverso, se o dispositivo de infantilidade via sexualidade infantil põe em xeque a sexualidade adulta, o dispositivo de velhice pelas vias do trabalho e não trabalho, qualidade de vida e saúde põe em xeque todas as gerações precedentes.porPsicologiaVelhiceDispositivo de Velhice: uma analítica interpretativainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL288330.pdfapplication/pdf529375https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95208/1/288330.pdf316fc03ac83485e4ad751fc3e3df3b81MD51TEXT288330.pdf.txt288330.pdf.txtExtracted Texttext/plain171093https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95208/2/288330.pdf.txteb017c0ee8e420c105aff41ca81cfa51MD52THUMBNAIL288330.pdf.jpg288330.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg791https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/95208/3/288330.pdf.jpgdba1d0ef51bdca62984fb0f6895ba2dfMD53123456789/952082013-04-30 12:44:58.603oai:repositorio.ufsc.br:123456789/95208Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-04-30T15:44:58Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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