Selvageria, primitividade e extinção: a construção do desaparecimento dos Xetá da Serra dos Dourados
| Ano de defesa: | 2022 |
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Resumo: | Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2022. |
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Universidade Federal de Santa CatarinaZilli, Ana Clara FerrudaIoris, Edviges Marta2023-06-28T18:25:34Z2023-06-28T18:25:34Z2022381570https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/247469Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2022.Diferentes agências governamentais, acadêmicas ou da imprensa elaboraram desde a década de 1960 um regime de verdade que enquadrou o povo indígena Xetá como um povo ?extinto?. Este regime discursivo ganhou autoridade ao longo do tempo e ecoa até os dias de hoje ao ser utilizado como argumento contra a demarcação da Terra Indígena Harerakã Xetá. Entretanto, contrariando as narrativas que anunciam o desaparecimento Xetá, os próprios indígenas afirmam que estão vivos, contrapondo a sentença de morte o apagamento produzido pelos não-indígenas sobre seu povo, seu passado e suas resistências. Inspirada pela luta Xetá em busca de seus direitos ao reconhecimento como ?vítimas de genocídio?, pela visibilidade e reconhecimento da sua existência, esta dissertação objetiva refletir acerca das narrativas elaboradoras sobre o desaparecimento Xetá, entendo-as como produtos de um regime de verdade que buscava não apenas descrever uma realidade que se sucedia ? o genocídio ? mas ajudava a criar essa mesma realidade. A dissertação aborda inicialmente as imagens construídas pela ideologia dominante de um Paraná desabitado e atrasado, que possuiria em seu interior ?terras férteis e promissoras?que deveriam ser ocupadas por colonos brancos e ?laboriosos?, estes representantes do ?desenvolvimento? e do ?progresso?. Na produção dessas narrativas, os indígenas eram representados como antítese da ?civilização? e obstáculos que deveriam ser eliminados para o desenvolvimento pleno do projeto político-econômico-social de branqueamento e colonização. Em seguida aborda como os Xetá foram ao longo de meados do século XX representados como pessoas pertencentes ao passado cujo fim seria inevitável. A partir dos paradigmas teóricos em voga na época (positivismo, evolucionismo e darwinismo), compreendo como a ?extinção? Xetá era vista como o fim lógico e natural diante do avanço da ?civilização?.Abstract: Since the 1960s, different governmental, academic, or press agencies have elaborated a regime of truth that framed the Xetá indigenous people as ?extinct.\"This discursive regime gained authority over time and echoes to this day when it is used as the main argument against Harerakã Xetá Indigenous land demarcation.However, against the narratives that announce the disappearance of the Xetá, the indigenous people themselves claim that they are alive, as opposed to the death sentence and the cultural loss produced by non-indigenous about their people and their past. Inspired by the Xetá's strugglein search of rights, visibility, and recognition of their existence, this thesis aims to reflect on the elaborate narratives about the Xetá's disappearance, understanding them as products of a regime of truth that sought not only to describe a reality that was happening -the genocide -but also that helped to create that same reality. At first, I present the image constructed by the dominant ideology of an uninhabited and backward Paraná, which would have in its countryside \"fertile and promising lands\" that should be occupied by white and \"laborious\" settlers, representatives of \"development\" and \" progress.\" In producing these narratives, indigenous people were represented as the antithesis of ?civilization? and obstacles that should be eliminated for the full development of the political-economic-social project of racial whitening and colonization. Second, I write about how the Xetá were represented throughout themid-twentieth century as people belonging to the past whose end would be inevitable. From the theoric paradigms in vogue at the time (positivism, evolutionism, and Darwinism), I conclude that the ?extinction? of the Xetá people was seen as the logical endin the face of the advance of ?civilization?.142 p.| il.porAntropologia socialIndios XetáGenocídioColôniasSelvageria, primitividade e extinção: a construção do desaparecimento dos Xetá da Serra dos Douradosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPASO0566-D.pdfPASO0566-D.pdfapplication/pdf5523616https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/247469/1/PASO0566-D.pdf24a58eb6822f38720f4e3855e1f265a2MD51123456789/2474692023-06-28 15:25:34.667oai:repositorio.ufsc.br:123456789/247469Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732023-06-28T18:25:34Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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