O quotidiano com seus limites e forças para o ser saudável: um encontro da enfermagem com a potência para contornar a violência no dia-a-dia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Fernandes, Sônia Lorena Soeiro Argôllo
Orientador(a): Nitschke, Rosane Gonçalves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Florianópolis, SC
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/90181
Resumo: Tese [doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaFernandes, Sônia Lorena Soeiro ArgôlloNitschke, Rosane Gonçalves2012-10-23T06:56:07Z2012-10-23T06:56:07Z20072007242299http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/90181Tese [doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem.Esta tese revela a compreensão do quotidiano, identificando os limites e as forças para o ser saudável no dia-a-dia, e apreensão do significado da violência que se mostra no quotidiano identificando a potência para contornar a violência na construção do ser saudável. O encontro teórico-epistemo-metodológico com a Sociologia Compreensiva de Michel Maffesoli permitiu olhar o que de fato "é", apreendendo o subjacente das aparências expressas na singularidade e profundidade do quotidiano, pela razão sensível. Realizou-se um estudo descritivo com abordagem qualitativa, do qual participaram 44 pessoas, entre funcionários, familiares de alunos, estudantes de enfermagem e pesquisadores vinculados a um Núcleo de Educação Infantil de Florianópolis, por meio de entrevista e Oficinas de Criatividade e Sensibilidade, no período de julho a dezembro de 2005. Os dados foram agrupados em classes e ligações-chaves formando duas conjunções "O Quotidiano que se mostra para algumas pessoas", envolvendo o quotidiano contemporâneo; os limites e as forças do quotidiano e "Mergulhando no quotidiano de algumas pessoas e encontrando a violência", integrando as violências que se mostram no quotidiano e as forças para contorná-las. O tipo, ritmo, local e com quem se trabalha, além da satisfação e o reconhecimento deste; o lazer; a vivência da maternidade; problemas de saúde pessoal e familiar; superação dos desafios da vida; satisfação na vida profissional e familiar e a maneira de cuidar de si e do outro revelam a dimensão singular e estética do quotidiano. Os limites do quotidiano são: saudade dos amigos e familiares; problemas de saúde pessoal e familiar; dificuldades na relação familiar e profissional; falta de organização para cuidar de si e dos outros; sobrecarga de trabalho e pressão institucional. As forças que se mostraram são: persistência; força de vontade; fé; esperança; conhecimento da doença ou alteração de saúde individual e familiar; redes familiares e sociais. A violência no quotidiano mostra-se com tudo e com todos; estando em todo lugar; banalizada e relacionada ao poder; sendo enfrentada com deficiência pela sociedade... É polimorfa e cíclica; trazendo conseqüências para a saúde. As forças para contornar a violência revelam: entender para melhorar; evitar ler e ouvir sobre a violência; falar da violência; o cuidado; força em Deus, fé e esperança; não reproduzir violência; ter otimismo e determinação; amar e perdoar; família e amigos; manter a paz e cultivar a felicidade; ser otimista; diminuir o ritmo de vida; desenvolver redes familiares e sociais. Destaca-se a importância em mergulhar no quotidiano, considerando os limites e as forças das pessoas. Este revela micro violências que colocam em risco o processo de viver e ser saudável. A significação da violência no quotidiano, por si só, mostra a força das pessoas para o reconhecimento, compreensão e criação de possibilidades para contornar esta violência, tornando o quotidiano mais saudável. O conhecimento aqui produzido poderá ser utilizado pela enfermagem e outras áreas no cuidado às pessoas, reforçando a necessidade de criação de espaços para a reflexão sobre o seu quotidiano, buscando sua potência que contorna limites e a construção de maneiras de viver saudável no dia-a-dia. This thesis discloses the understanding of the day-to-day, identifying the limits and the forces for a healthy day-to-day, and learning the meaning of violence that shows itself daily, identifying the power to skirt violence in the construction of a healthy being. The meeting of the theoretical-epistemo-methodological with the Comprehensive Sociology of Michel Maffesoli permitted a look at what in fact "is", identifying the underlying appearances expressed in the singularity and profoundness of the day-to-day, through sensible reason. A descriptive study with qualitative approach, in which 44 individuals among them employees, nursing students and their relatives and researchers connected to the Nucleus of Child Education of Florianópolis, through interviews and Creativity and Sensibility Workshops, in the period from July to December 2005 was conducted. The data were grouped in classes and key links forming two conjunctions "the day-to-day that appears to some people", involving the contemporary day-to-day; the limits and the forces of the day-to-day and "Entering into the day-to-day of some individuals and finding the violence", integrating the violence that is seen in the day-to-day and the forces to skirt it. The type, rhythm, place and with whom one works, in addition to the satisfaction and the recognition thereof; the leisure; the experience of maternity; problems of personal and family health; overcoming of the life's challenges; satisfaction in professional and family life and the manner of caring for oneself and others reveals the singular and aesthetic dimension of the day-to-day. The limits of the day-to-day are: homesickness for friends and family; problems of personal and family health; difficulties in family and professional relationships; lack of organization to care for oneself and others; work overload and institutional pressure. The forces that showed themselves are: persistence; willpower; faith; hope; knowledge of the illness or alteration of personal and family health; family and social links. The violence in the day-to-day shows itself in full force and to all; present in all places; commonplace and related to power; faced ineffectively by society# it is polymorphic and cyclical; bringing consequences to health. The forces to skirt the violence reveal: understand to improve; avoid reading and hearing about violence; to speak of violence; caution; force in God, faith and hope; do not reproduce violence; be optimistic and show determination; to love and pardon; family and friends; keep the peace and cultivate happiness; be optimistic; slow down; develop family and social networks. The importance of immersing in the day-to-day, considering the limits and the forces of the individuals stands out. This reveals micro violence that places at risk the process of living and being healthy. The meaning of violence in the day-to-day itself shows the force of individuals for recognition, comprehension and creation of possibilities to skirt this violence, making the day-to-day healthier. The knowledge produced here can be used by nursing and other areas of personal care, strengthening the need for the establishment of spaces for reflection on the day-to-day, seeking the power that skirts limits and that builds the means to live healthfully from day-to-day.porFlorianópolis, SCEnfermagemPromoção da saúdeViolenciaO quotidiano com seus limites e forças para o ser saudável: um encontro da enfermagem com a potência para contornar a violência no dia-a-diainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL242299.pdfapplication/pdf2859469https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/90181/1/242299.pdfebd2db6c6004ce12c13f4cc86774f149MD51TEXT242299.pdf.txt242299.pdf.txtExtracted Texttext/plain607210https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/90181/2/242299.pdf.txtb20b3ff84140ebe3b1d9b2167c2b1b1dMD52THUMBNAIL242299.pdf.jpg242299.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg867https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/90181/3/242299.pdf.jpgf98a0e978190a06500050eb32b8ce689MD53123456789/901812013-05-03 03:31:22.789oai:repositorio.ufsc.br:123456789/90181Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-05-03T06:31:22Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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