Fronteiras de cor: a produção da identidade racial de mulheres negras de pele clara
| Ano de defesa: | 2022 |
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Resumo: | Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2022. |
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Universidade Federal de Santa CatarinaMontibeler, Débora Pinheiro da SilvaMiguel, Raquel de Barros PintoLago, Mara Coelho de Souza2023-06-28T18:25:05Z2023-06-28T18:25:05Z2022381269https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/247396Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2022.A elaboração desta dissertação foi motivada tanto por minha vivência nos entremeios da identidade racial quanto pelos estudos, leituras e discussões ocorridas em reuniões de orientação coletiva. Neste estudo foram analisadas as histórias de mulheres a partir da sua narrativa do processo de identificação racial, refletindo sobre a população parda-negra, e o tema do "pardismo" na sociedade brasileira. Busquei refletir a respeito dos processos de invisibilização da negritude de pessoas de origem multirracial com base na ambiguidade de seus traços fenotípicos. Na sociedade ocidental, pautada no cartesianismo e binarismos, e que deslegitima a concomitância, existe uma demanda para que pessoas de origem multirracial assumam uma racialização, posicionem-se no espectro racial oferecido. Porém, ao assumirem-se negras passam por um escrutínio social que, muitas vezes, invalida a sua pertença. Na mesma medida, se escolherem se assumir como pardas enquanto uma identidade mestiça descolada da pertença à negritude, são também altamente questionadas por uma falta de posicionamento político em relação à sua ancestralidade negra, provocando-lhes conflitos que podem ser vivenciados como "limbo identitário". Como todas as opressões que operam na sociedade ocidental colonial, a violência simbólica da desracialização, combinada com as opressões de gênero, pode provocar efeitos psicossociais significativos em pessoas que ocupam posições de gênero não-hegemônicas. Utilizando como método analítico a "escrevivência", o foco da pesquisa esteve centrado na escuta das histórias de vida de quatro mulheres que se identificam como negras de pele clara e/ou pardas. Assim, este estudo buscou refletir sobre as trajetórias identitárias dessas mulheres e sobre as formas como a negação da identidade racial incide sobre seus processos de subjetivação delas em uma sociedade marcada pela colonialidade. As entrevistas visibilizam uma série de conflitos na produção da identidade racial dessas mulheres, marcada por sofrimento psíquico, constantes questionamentos e marcas em suas autoestimas e autoimagem. A pesquisa traz ainda reflexões sobre a adequação do conceito de "colorismo" à realidade brasileira.Abstract: The elaboration of this dissertation was motivated both by my experience in the midst of racial identity and by the studies, readings and discussions that took place in collective orientation meetings. In this study, the stories of women were analyzed based on their narrative of the process of racial identification, reflecting on the brown-black population, and the theme of "pardismo" in Brazilian society. I sought to reflect on the processes of invisibility of the blackness of people of multiracial origin based on the ambiguity of their phenotypic traits. In Western society, based on Cartesianism and binarism, and which delegitimizes concomitance, there is a demand for people of multiracial origin to take on a racial position, to position themselves in the offered racial spectrum. However, when they assert that they are black, they undergo social scrutiny that often invalidates their belonging. To the same extent, if they choose to affirm themselves as pardas (brown) as a standalone mixed-race identity detached from belonging to blackness, they are also highly questioned due to a lack of political positioning in relation to their black ancestry. All these debates generate conflicts that can be experienced as "identity limbo". Like all oppressions that operate in Western colonial society, the symbolic violence of deracialization, combined with gender oppressions, can have significant psychosocial effects on people occupying non-hegemonic gender positions. Using the "escrevivências" as an analytical method, the focus of the research was centered on listening to the life stories of four women who identify themselves as light-skinned black and/or brown. Thus, this study sought to reflect on these women's identity journeys and on the ways in which the denial of racial identity affects their subjectivation processes in a society marked by coloniality. The interviews make visible a series of conflicts in the production of the racial identity of these women, marked by psychological suffering, constant questions and marks on their self-esteem and self-image. The research also reflects on the adequacy of the concept of "colorism" to the Brazilian reality.110 p.| il.porPsicologiaNegrasRacismoFronteiras de cor: a produção da identidade racial de mulheres negras de pele clarainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPPSI1030-D.pdfPPSI1030-D.pdfapplication/pdf1148754https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/247396/1/PPSI1030-D.pdff9d0a76c5c5dc724b7b36075ccd199ecMD51123456789/2473962023-06-30 15:16:05.077oai:repositorio.ufsc.br:123456789/247396Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732023-06-30T18:16:05Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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