Ensino de História e estudantes surdos: concepções das professoras e intérpretes em duas escolas públicas de Criciúma
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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UNESC
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/192761 |
Resumo: | Na década de 90, o município de Criciúma/SC passou a oferecer atendimento especializado aos estudantes surdos na rede regular de ensino. Em 2002, os estudantes passaram a frequentar as salas de aulas regulares sem direito ao intérprete de Libras. Em 2005 com o Decreto Nº 5.626 legitima a atuação e formação profissional de tradutores e intérpretes de Libras e sua presença nas instituições escolares. Com os avanços conquistados por meio dos movimentos de luta dos Surdos nos últimos anos, ainda questiona-se sobre a efetivação da inclusão nas escolas regulares. Historicamente, essa preocupação nem sempre esteve presente nos espaços de ensino. Com relação ao ensino de história, os estudos e pesquisas são ainda incipientes. Nesse sentido, esta dissertação teve por objetivo principal analisar e compreender as relações e as concepções entre as professoras e intérpretes de Libras sobre o ensino de História para estudantes surdos em duas escolas da rede pública estadual no município de Criciúma. A metodologia utilizada para a efetivação deste estudo foi a abordagem qualitativa tendo como instrumento de pesquisa a entrevista semiestruturada. A pesquisa foi realizada com três professoras de história e três intérpretes educacionais de Libras. Buscou-se conhecer a formação das intérpretes e das professoras que atuam com os estudantes surdos, as concepções, metodologias e os materiais didáticos de história e a eficiência dos recursos visuais. A pesquisa demonstra que a maioria das professoras de história não tem formação básica e capacitação para lecionar para estudantes surdos, as professoras dependem integralmente das intérpretes de Libras para que ocorra a comunicação e o ensino de história desses estudantes, sendo que essa aproximação é deficitária. Alguns desses entraves contribuem para o desconhecimento das diferenças culturais dos surdos e a utilização de metodologias e materiais didáticos de história significativos para esses estudantes, esses entraves dificultam a realização de um ensino de história significativo e restringindo a participação dos mesmos na sociedade. Estudar história é criar possibilidades de buscar explicações para compreender as ações dos seres humanos no passado. Os questionamentos e as demandas do presente nos remetem ao estudo do passado no sentido de compreendermos o conhecimento histórico e como ocorre o seu processo e as várias realidades em que estamos inseridos. O ensino de história para os estudantes surdos pode contribuir na aproximação da comunidade surda ao reconhecer sua própria história e a sociedade em que estão inseridos, como cidadãos críticos de suas realidades. |
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OLIVEIRA, Bruna Corrêa de2019-01-04T13:55:16Z2019-01-04T13:55:16Z2018OLIVEIRA, Bruna Corrêa de. Ensino de História e estudantes surdos: concepções das professoras e intérpretes em duas escolas públicas de Criciúma. 2018. 148 f. Dissertação (Mestrado em Programa de Pós-Graduação em Educação). Universidade do Extremo Sul Catarinense. 2018. Orientador: Dr. Alex Sander da Silvahttps://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/192761Na década de 90, o município de Criciúma/SC passou a oferecer atendimento especializado aos estudantes surdos na rede regular de ensino. Em 2002, os estudantes passaram a frequentar as salas de aulas regulares sem direito ao intérprete de Libras. Em 2005 com o Decreto Nº 5.626 legitima a atuação e formação profissional de tradutores e intérpretes de Libras e sua presença nas instituições escolares. Com os avanços conquistados por meio dos movimentos de luta dos Surdos nos últimos anos, ainda questiona-se sobre a efetivação da inclusão nas escolas regulares. Historicamente, essa preocupação nem sempre esteve presente nos espaços de ensino. Com relação ao ensino de história, os estudos e pesquisas são ainda incipientes. Nesse sentido, esta dissertação teve por objetivo principal analisar e compreender as relações e as concepções entre as professoras e intérpretes de Libras sobre o ensino de História para estudantes surdos em duas escolas da rede pública estadual no município de Criciúma. A metodologia utilizada para a efetivação deste estudo foi a abordagem qualitativa tendo como instrumento de pesquisa a entrevista semiestruturada. A pesquisa foi realizada com três professoras de história e três intérpretes educacionais de Libras. Buscou-se conhecer a formação das intérpretes e das professoras que atuam com os estudantes surdos, as concepções, metodologias e os materiais didáticos de história e a eficiência dos recursos visuais. A pesquisa demonstra que a maioria das professoras de história não tem formação básica e capacitação para lecionar para estudantes surdos, as professoras dependem integralmente das intérpretes de Libras para que ocorra a comunicação e o ensino de história desses estudantes, sendo que essa aproximação é deficitária. Alguns desses entraves contribuem para o desconhecimento das diferenças culturais dos surdos e a utilização de metodologias e materiais didáticos de história significativos para esses estudantes, esses entraves dificultam a realização de um ensino de história significativo e restringindo a participação dos mesmos na sociedade. Estudar história é criar possibilidades de buscar explicações para compreender as ações dos seres humanos no passado. Os questionamentos e as demandas do presente nos remetem ao estudo do passado no sentido de compreendermos o conhecimento histórico e como ocorre o seu processo e as várias realidades em que estamos inseridos. O ensino de história para os estudantes surdos pode contribuir na aproximação da comunidade surda ao reconhecer sua própria história e a sociedade em que estão inseridos, como cidadãos críticos de suas realidades.porUNESCEnsino de HistóriaInclusãoSurdezEnsino de História e estudantes surdos: concepções das professoras e intérpretes em duas escolas públicas de Criciúmainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81383https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/192761/2/license.txt11ee89cd31d893362820eab7c4d46734MD52ORIGINALOLIVEIRA Bruna Corrêa de 2018 (dissertação) UNESC.pdfOLIVEIRA Bruna Corrêa de 2018 (dissertação) UNESC.pdfapplication/pdf1452500https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/192761/1/OLIVEIRA%20Bruna%20Corr%c3%aaa%20de%202018%20%28disserta%c3%a7%c3%a3o%29%20UNESC.pdf672f1bf35f47cb6951b8a5d88ab6ae35MD51123456789/1927612019-01-04 11:55:17.104oai:repositorio.ufsc.br:123456789/192761Vm9jw6ogdGVtIGEgbGliZXJkYWRlIGRlOiBDb21wYXJ0aWxoYXIg4oCUIGNvcGlhciwgZGlzdHJpYnVpciBlIHRyYW5zbWl0aXIgYSBvYnJhLiBSZW1peGFyIOKAlCBjcmlhciBvYnJhcyBkZXJpdmFkYXMuClNvYiBhcyBzZWd1aW50ZXMgY29uZGnDp8O1ZXM6IEF0cmlidWnDp8OjbyDigJQgVm9jw6ogZGV2ZSBjcmVkaXRhciBhIG9icmEgZGEgZm9ybWEgZXNwZWNpZmljYWRhIHBlbG8gYXV0b3Igb3UgbGljZW5jaWFudGUgKG1hcyBuw6NvIGRlIG1hbmVpcmEgcXVlIHN1Z2lyYSBxdWUgZXN0ZXMgY29uY2VkZW0gcXVhbHF1ZXIgYXZhbCBhIHZvY8OqIG91IGFvIHNldSB1c28gZGEgb2JyYSkuIFVzbyBuw6NvLWNvbWVyY2lhbCDigJQgVm9jw6ogbsOjbyBwb2RlIHVzYXIgZXN0YSBvYnJhIHBhcmEgZmlucyBjb21lcmNpYWlzLgpGaWNhbmRvIGNsYXJvIHF1ZTogUmVuw7puY2lhIOKAlCBRdWFscXVlciBkYXMgY29uZGnDp8O1ZXMgYWNpbWEgcG9kZSBzZXIgcmVudW5jaWFkYSBzZSB2b2PDqiBvYnRpdmVyIHBlcm1pc3PDo28gZG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMuIERvbcOtbmlvIFDDumJsaWNvIOKAlCBPbmRlIGEgb2JyYSBvdSBxdWFscXVlciBkZSBzZXVzIGVsZW1lbnRvcyBlc3RpdmVyIGVtIGRvbcOtbmlvIHDDumJsaWNvIHNvYiBvIGRpcmVpdG8gYXBsaWPDoXZlbCwgZXN0YSBjb25kacOnw6NvIG7Do28gw6ksIGRlIG1hbmVpcmEgYWxndW1hLCBhZmV0YWRhIHBlbGEgbGljZW7Dp2EuIE91dHJvcyBEaXJlaXRvcyDigJQgT3Mgc2VndWludGVzIGRpcmVpdG9zIG7Do28gc8OjbywgZGUgbWFuZWlyYSBhbGd1bWEsIGFmZXRhZG9zIHBlbGEgbGljZW7Dp2E6IExpbWl0YcOnw7VlcyBlIGV4Y2XDp8O1ZXMgYW9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzIG91IHF1YWlzcXVlciB1c29zIGxpdnJlcyBhcGxpY8OhdmVpczsgT3MgZGlyZWl0b3MgbW9yYWlzIGRvIGF1dG9yOyBEaXJlaXRvcyBxdWUgb3V0cmFzIHBlc3NvYXMgcG9kZW0gdGVyIHNvYnJlIGEgb2JyYSBvdSBzb2JyZSBhIHV0aWxpemHDp8OjbyBkYSBvYnJhLCB0YWlzIGNvbW8gZGlyZWl0b3MgZGUgaW1hZ2VtIG91IHByaXZhY2lkYWRlLiBBdmlzbyDigJQgUGFyYSBxdWFscXVlciByZXV0aWxpemHDp8OjbyBvdSBkaXN0cmlidWnDp8Ojbywgdm9jw6ogZGV2ZSBkZWl4YXIgY2xhcm8gYSB0ZXJjZWlyb3Mgb3MgdGVybW9zIGRhIGxpY2Vuw6dhIGEgcXVlIHNlIGVuY29udHJhIHN1Ym1ldGlkYSBlc3RhIG9icmEuIEEgbWVsaG9yIG1hbmVpcmEgZGUgZmF6ZXIgaXNzbyDDqSBjb20gdW0gbGluayBwYXJhIGVzdGEgcMOhZ2luYS4KTGljZW7Dp2EgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyAtIGh0dHA6Ly9jcmVhdGl2ZWNvbW1vbnMub3JnL2xpY2Vuc2VzL2J5LW5jLzMuMC9ici8KRepositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732019-01-04T13:55:17Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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