Instituições de ensino superior do Sistema ACAFE e autonomia universitária: o trabalho docente nos (des) encontros entre o proclamado e a práxis
| Ano de defesa: | 2012 |
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Resumo: | Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2010 |
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Universidade Federal de Santa CatarinaSiewerdt, Maurício JoséBianchetti, Lucídio2012-10-25T08:36:19Z2012-10-25T08:36:19Z2012-10-25T08:36:19Z281512http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/94311Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2010Nesta tese apresento os resultados de um estudo sobre os efeitos do modelo de gestão das Universidades da Associação Catarinense das Fundações Educacionais - ACAFE sobre o trabalho de seus docentes. Fenômeno emergente a partir da década de 1960 em Santa Catarina, a ACAFE foi protagonista na expansão do ensino superior neste Estado. A alternativa encontrada pela classe dominante catarinense para a reprodução da força de trabalho em nível superior foi por meio do ensino pago, e com professores subordinados ao regime de trabalho celetista em instituições municipais fundacionais públicas de direito privado, aglutinadas em torno da ACAFE. Procurou-se responder à seguinte questão: admitindo-se que possamos trocar uma suposta mercadoria educação por uma mercadoria dinheiro, é possível este intercâmbio particular escapar, volitiva e autonomamente, à lógica das relações mercantis em geral? Como eixo teórico foi empregado o conceito de autonomia relativa em György Lukács como contraposição às crenças na volitividade do individualismo burguês e sua razão pragmática. Defendo a tese que o trabalho docente nas Fundações do Sistema ACAFE é determinado por uma herança articulada à crença, do poder econômico e político regional, na eficiência do modelo empresarial da administração e gerenciamento destas IES, e que resultaria da agilidade e flexibilidade interna e externa em bases autossustentáveis. Entretanto, com a concessão desenfreada para a implantação de IES particulares pelo CNE a partir da década de 1990, implicando no aumento da concorrência intrassetorial, as IES ACAFE, que gozavam até então do monopólio da oferta de seus serviços, acabaram subordinadas à Lei do Valor; nestas condições, a relativa autonomia administrativa às leis que regem o ser do capital é, necessariamente, inversamente proporcional à realização da autonomia da instituição e da atividade docente. Conclui-se que esta concorrência põe tanto os dirigentes, quanto os professores, das IES ACAFE na condição de reféns do mercado, implicando na exacerbação da customização dos serviços e na intensificação do já precário estado do trabalho docente.355 p.| il., grafs., tabs.porEducaçãoAutonomia universitariaSanta CatarinaUniversidades e faculdades fundacionaisSanta CatarinaInstituições de ensino superior do Sistema ACAFE e autonomia universitária: o trabalho docente nos (des) encontros entre o proclamado e a práxisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL281512.pdfapplication/pdf1436342https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/94311/1/281512.pdf45ca0f7d5af1193bd6c0d23957c00955MD51TEXT281512.pdf.txt281512.pdf.txtExtracted Texttext/plain693173https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/94311/2/281512.pdf.txt27771c9f57e1b92de55d8ec842f24afeMD52THUMBNAIL281512.pdf.jpg281512.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1083https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/94311/3/281512.pdf.jpgf72e116240702338bd237e8713aa766eMD53123456789/943112013-05-03 14:27:07.788oai:repositorio.ufsc.br:123456789/94311Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-05-03T17:27:07Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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