Arte e vida no Teatro das Oprimidas: estéticas e (po)éticas feministas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Ribeiro, Adriana Barbosa
Orientador(a): Zanella, Andréa V
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/261033
Resumo: Tese (doutorado) ? Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2022.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaRibeiro, Adriana BarbosaZanella, Andréa V2024-11-12T23:18:11Z2024-11-12T23:18:11Z2022388762https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/261033Tese (doutorado) ? Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2022.O Teatro das Oprimidas problematiza, por meio de práticas teatrais desenvolvidas por Bárbara Santos e fundamentadas nas contribuições de Augusto Boal, questões de gênero e outros marcadores sociais da diferença. Traz um debate interseccional para a cena teatral, questionando lógicas sexistas, machistas, racistas, heteronormativas, entre outras pautas opressivas. A pesquisa realizada buscou investigar as possibilidades éticas, estéticas e políticas dessa prática teatral para as mulheres que o protagonizam. Orientou-se pelos seguintes objetivos: investigar o desenvolvimento das práticas grupais; analisar os processos de criação no Teatro das Oprimidas; compreender o que pode esse teatro na inter-relação com as temáticas feministas e interseccionais; e problematizar como arte e vida se intercruzam em seu método teatral. Para o desenvolvimento da pesquisa adotou-se a participação-observante das atividades dos grupos de Teatro das Oprimidas em duas cidades brasileiras. No Rio de Janeiro, a pesquisa foi realizada durante os meses de julho e agosto de 2019, por meio do Programa de Residência Internacional do Centro Teatro do Oprimido, que possibilitou à pesquisadora acompanhar e participar como residente das atividades de três grupos de mulheres: Madalenas-Rio; Marias do Brasil e Coletivo Madalenas-Anastácias. Em Florianópolis, ocorreu a imersão no grupo de Teatro das Oprimidas Madalenas na Luta-SC, na condição de pesquisadora-atuante-participante, de março de 2018 a dezembro de 2020. Os registros das informações foram realizados por meio do diário de campo, gravação de conversas-entrevistas, fotografias e vídeos. Também foram acessados e analisados documentos produzidos pelos grupos pesquisados, como vídeos e entrevistas disponíveis em plataformas digitais e mídias sociais. As análises foram realizadas fundamentadas em Vigotski, no Círculo de Bakhtin e autoras feministas que discutem a interseccionalidade. Durante a pesquisa, verificou-se que, apesar de grupos de mulheres não serem exclusividade do Teatro das Oprimidas, a criação desses grupos a partir da especificidade de gênero contribui para ampliar a reflexão e fortalecer discussões importantes sobre as questões sociais ao confrontar valores herdados de lógicas sociais patriarcais, sexistas, racistas, heteronormativas, entre outras. Também foi compreendido que nesse teatro é possível expressar aspectos significativos e urgentes da vida das participantes, colocando em cena memórias, lembranças e sofrimentos individuais, coletivos e ético-políticos, visando transformá-los. Assim, os processos cênicos desses grupos contribuem para gerar uma postura responsiva à realidade apresentada, para a construção de estratégias de enfrentamento das opressões vividas, bem como para questionar formas universais, essencialistas e generalizantes da representação das mulheres. Por fim, as análises realizadas na pesquisa permitiram afirmar a tese de que, no Teatro das Oprimidas, imaginação e criação estão estreitamente relacionadas ao pensamento de outras formas possíveis de ação política que tensionam as opressões vividas, oportunizando possibilidades éticas, estéticas e políticas na esfera do vivido.Abstract: The Theater of the Oppressed problematizes, through theatrical practices developed by Bárbara Santos and based on the contributions of Augusto Boal, gender issues and other social markers of difference. It brings an intersectional debate to the theatrical scene, questioning sexist, racist, heteronormative logics, among other oppressive guidelines. The research carried out sought to investigate the ethical, aesthetic and political possibilities of this theatrical practice for the women who star in it. It was guided by the following objectives: to investigate the development of group practices; analyze the creative processes in the Theater of the Oppressed; understand what this theater can do in the interrelation with feminist and intersectional themes; and to problematize how art and life intersect in its theatrical method. For the development of the research, adopted the participation-observation of the activities of the Theater of the Oppressed groups in two Brazilian cities. In Rio de Janeiro, the research was carried out during the months of July and August 2019, through the International Residency Program of the Theatre of the Oppressed Center, which enabled the researcher to accompany and participate as a resident in the activities of three women`s groups: Madalenas-Rio; Marias do Brasil and Colectivo Madalenas-Anastácias. In Florianopolis, there was the immersion in the Theater of the Oppressed group Madalenas in Luta-SC in the condition of researcher-acting-participant, from March 2018 to December 2020. The information records were made by means of the field diary, recording of conversations-interviews, photographs and videos. Documents produced by the researched groups were also accessed and analyzed, such as videos and interviews available on digital platforms and social media. The analyzes were carried out based on Vygotsky, in Bakhtin Circle and feminist authors who discuss intersectionality. During the research it was found that, although women's groups are not exclusive to the Theater of the Oppressed, the creation of these groups based on gender specificity contributes to broaden the reflection andstrengthen important discussions about social issues by confronting values inherited from patriarchal, sexist, racist, heteronormative social logics, among others. It was also understood that in this theater it is possible to express significant and urgent aspects of the lives of the participants, putting on the scene memories, remembrances and individual, collective and ethical-political sufferings, aiming to transform them. Thus, the scenic processes of these groups contribute to generate a responsive posture to the reality presented, to the construction of strategies to confront the oppressions experienced, as well as to question universal, essentialist and generalizing forms of the representation of women. Finally, the analyzes performed in the research allowed us to affirm the thesis that, in the Theater of the Oppressed, the imagination and creation are closely related to the thought of other possible forms of political action that tension the oppressions experienced, providing ethical, aesthetics and political possibilities in the sphere of the lived169 p.| il.porPsicologiaTeatro do oprimidoCriação (Literária, artística, etc.)ArtesInterseccionalidadeEstéticaFeminismo e arteArte e vida no Teatro das Oprimidas: estéticas e (po)éticas feministasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPPSI1017-T.pdfPPSI1017-T.pdfapplication/pdf4091257https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/261033/-1/PPSI1017-T.pdf679c2893164b03fc1a868da9be334607MD5-1123456789/2610332024-11-12 20:18:11.87oai:repositorio.ufsc.br:123456789/261033Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732024-11-12T23:18:11Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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