Diversidade genética e distribuição geográfica: uma abordagem para a conservação on farm e ex situ e o uso sustentável dos recursos genéticos de milho do Oeste de Santa Catarina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Costa, Flaviane Malaquias
Orientador(a): Ogliari, Juliana Bernardi
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/122849
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaCosta, Flaviane MalaquiasOgliari, Juliana Bernardi2014-08-06T17:27:39Z2014-08-06T17:27:39Z2013325855https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/122849Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Recursos Genéticos Vegetais.As variedades crioulas de milho apresentam grande importância econômica, social e cultural para os agricultores do Oeste de Santa Catarina. Em 2008, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou a liberação comercial de milho transgênico no Brasil e estabeleceu 100 metros como norma de distância mínima entre lavouras de milho geneticamente modificado (GM) e milho não-GM. Conhecer o estado da diversidade desses recursos genéticos e sua possível contaminação com milho GM é fundamental para estabelecer estratégias de conservação in situ-on farm. O objetivo dessa pesquisa foi fornecer subsídios para a elaboração de estratégias de conservação e uso sustentável de variedades crioulas de Zea mays L. (comum, doce e pipoca) para o município de Anchieta, SC. O estudo foi desenvolvido mediante a realização de um Censo da Diversidade, conduzido em 876 estabelecimentos agrícolas desse município, distribuídos em 30 comunidades rurais, durante os meses de julho a dezembro de 2011. Foram realizadas entrevistas estruturadas, baseadas em grupos de perguntas organizadas em um único questionário. As análises espaciais foram realizadas utilizando o Sistema de Informação Geográfica (SIG) DIVA-GIS 7.5.0 e as análises de distâncias entre os bordos dos campos de milho foram realizadas por meio do software ArcGis. O Censo da Diversidade aliado às ferramentas de análise de SIG constituiu em uma metodologia inovadora no que diz respeito à identificação de populações de milho crioulo para diversos fins. Foram identificados 2.308 campos de milho, dos quais 309 são cultivares de milho GM, 743 são cultivares de milho NGM, 116 são cultivares melhoradas de milho-pipoca (PC), 207 são variedades crioulas de milho comum (MCL), 451 são variedades crioulas de milho-pipoca (MPL) e 21 são variedades crioulas de milho adocicado (MDL). Foram identificados 40, 35 e 9 nomes locais e, 16, 42 e 6 grupos morfológicos distintos para MCL, MPL e MDL, respectivamente. Foram observados 46 e 29 citações de valores de uso, adaptativos e agronômicos para MCL/MDL e MPL, respectivamente. Para MCL, o Índice de Shannon (H?) calculado para cor, tipo de grão e grupo morfológico foi de 1,21, 0,89 e 2,06, respectivamente e, para MDL, de 1,10, 0,52 e 1,28 para cor, tipo de grão e grupo morfológico, respectivamente. Para MPL, os valores de H?, calculados com base na cor, tamanho, formato do grão e grupo morfológico, foram de 1,37, 0,99, 0,85 e 2,99, respectivamente. A análise de agrupamento (Cluster Analysis) identificou a formação de 6 grupos de MCL, e 6 grupos de MPL, conforme as variáveis analisadas. O número de variedades crioulas, a riqueza de nomes locais, grupos morfológicos, valores de uso, adaptativos e agronômicos, a diversidade avaliada por meio dos valores de H? e a identificação de parentes silvestres de milho caracterizam a região como um relevante centro de cultivo e diversidade de milho, que deve ser preservado. A análise espacial da diversidade de grupos morfológicos indicou focos de diversidade no Oeste, Sudoeste, Noroeste e Centro do município para MCL e, Nordeste, Sudeste, Noroeste, Sudoeste e Centro para MPL. Essas regiões são indicadas como regiões relevantes para inclusão em estratégias de conservação in situ-on farm e coleta de germoplasma para atender programas de melhoramento participativo, produção orgânica e conservação ex situ. Entretanto, os resultados apontaram que 1.426,56 ha são cultivados por milho NGM, 819,13 ha por GM, 197,41 ha por MCL, 3,70 ha por MPL e 5,01 ha por MDL.Os contrastes quanto as proporções de áreas cultivadas por milho GM implicam em maiores riscos de contaminação por meio de fluxo gênico, uma vez que a quantidade de pólen está diretamente relacionado ao tamanho da área de cultivo, bem como ao número de plantas no campo. A análise de distâncias entre os bordos dos campos cultivados com GM em relação aos campos cultivados com milho NGM, MDL, MPL e MCL demonstrou que a classe 0 - 100 m apresentou o maior percentual relativo às lavouras do município, representando 46,03%, 47,62%, 37,92% e 33,82% das condições de cultivo, respectivamente; até 500 metros de distância, foram observados 77,25%, 73,46%, 72,46% e 71,43% de milhos NGM, MPL, MCL e MDL, nessa ordem. Pesquisas tem demonstrado que o pólen de milho pode percorrer distâncias superiores a 100 m de distância. Portanto, o risco de polinização cruzada, entre os campos de milho cultivados, é presente nesta região. Esta pesquisa sugere a inviabilidade de coexistência entre os sistemas de produção de milho GM, NGM e as variedades crioulas, no município de Anchieta, região que abriga grande diversidade de variedades crioulas de milho. Foram identificadas 351 áreas (campos) livres de cultivos GM, localizadas a 500 metros de distância dos campos de milho GM. Estas áreas estão sendo prioritariamente indicadas para inclusão em estratégias de conservação in situ-on farm e coleta de germoplasma para atender programas de melhoramento participativo, produção orgânica e conservação ex situ.<br>211 p.| il., grafs., tabs.porRecursos genéticos vegetaisAgriculturaSanta Catarina, OesteMilhoSanta Catarina, OesteSistemas de informação geográficaAlimentos geneticamente modificadosDiversidade genética e distribuição geográfica: uma abordagem para a conservação on farm e ex situ e o uso sustentável dos recursos genéticos de milho do Oeste de Santa Catarinainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL325855.pdfapplication/pdf5166522https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/122849/1/325855.pdfed3d22583a32babcc3aa7cf962c1ac22MD51123456789/1228492014-08-06 14:27:39.115oai:repositorio.ufsc.br:123456789/122849Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732014-08-06T17:27:39Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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