Entre o céu e o inferno: a governamentalização do brincar
| Ano de defesa: | 2012 |
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| Link de acesso: | http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/93757 |
Resumo: | Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2010. |
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Universidade Federal de Santa CatarinaMedrano, Carlos AlbertoBub, Maria Bettina Camargo2012-10-25T03:08:11Z2012-10-25T03:08:11Z2012-10-25T03:08:11Z276294http://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/93757Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Florianópolis, 2010.Entre o céu e o inferno: a governamentalização do brincar problematiza genealogicamente os regimes de verdade construídos com a intenção de govermentalizar o brincar da criança a partir dos dispositivos presentes em manuais e livros de Higiene e de Puericultura publicados no Brasil entre 1868 e 2009. A tese a partir da qual se desenvolve este trabalho é que a partir de meados do século XIX emerge o brincar como sendo uma prática a ser governamentalizada por ter uma função tática e estratégica em relação ao desenvolvimento e constituição da subjetividade da criança. Esta governamentalização constrói regimes de verdade, estratégias biopolíticas e práticas de cuidado si. Porque conhecendo o brincar é que se conhece a criança, também ao adulto, em suma, uma forma de pensar a condição humana. Partindo da idéia de um sujeito que se constitui entre as técnicas de dominação e tecnologias de si, agonisticamente condenado a viver entre o caos e a ordem, em uma luta na qual nem se ganha nem se perde, simplesmente se combate. Depois de analisar os documentos, a partir da metodologia descrita por Foucault como genealogia, estamos em condições de reafirmar que o brincar é uma das operações com as quais um sujeito cria as condições de autogoverno conforme as práticas de cultura de si. Também que resulta difícil imaginar uma fórmula mais próxima a da Parrhesia que o próprio brincar. Porque não há fazer de conta que se brinca, ou se é verdadeiro, francamente verdadeiro no ato de brincar ou isso não é brincar. No intento de dominar e governar os corpos e as mentes das crianças, foram construídos modelos higiênicos que pela via eugênica, jurídica, educacional, se encarregaram de destituir de 8 diversas formas, a autonomia e o direito da família para escolher o tipo e a intensidade do vínculo pai mãe filho. Foi assim que descrevemos a existência de um dispositivo psicomédico- pedagógico para dar conta dos saberes necessários a serem construídos em relação à criança e os métodos de criação-educação como instrumento de governo."Between heaven and hell: the governmentality of playing discusses genealogically real schemes built with the intention to governmentalize child's playing through devices found in manuals and books of Health and Child Care, published in Brazil between 1868 and 2009. The thesis which this work is developed from is that from mid-nineteenth century, playing emerges as a practice to be governmentalized in order to have a tactical and strategic role in relation to the constitution and subjectivity of the child. This builds true governmentality regimes, biopolitical strategies and practices of care themselves. Because one can only know the child, and also the adult, by knowing the act of playing. In short, that is a way of thinking about the human condition. Starting from the idea of an individual self-compounded between the techniques of domination and technologies, condemned to live in agony "between" chaos and order in a fight in which one neither wins nor loses, just battles. After reviewing the documents, based on the methodology described by Foucault as genealogy, we are able to reiterate that the playing is one of the operations with which an individual creates the conditions for self-government according to the practices of culture itself. Also, it is difficult to imagine a closer formula to the Parrhesia than the playing itself. Because there is no make believing one plays: either it is true, frankly true, in the act of playing, or it is not playing. In the attempt to dominate and govern children#s bodies and minds, hygienic models were built that through eugenist, legal, educational ways, that were in charge of dismissing the autonomy and right of families to choose the type and intensity of the relation father - mother - son. That is how we have described the existence of a psychomedical-pedagogical device to account for the knowledge needed to be built in relation to the child and the raising and educating methods as a government instrument.porEnfermagemBrincarCriançasDesenvolvimentoGenealogiaEntre o céu e o inferno: a governamentalização do brincarinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINAL276294.pdfapplication/pdf890858https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/93757/1/276294.pdffdc1694e07195ae0a167169e499da787MD51TEXT276294.pdf.txt276294.pdf.txtExtracted Texttext/plain416077https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/93757/2/276294.pdf.txt8f31515a1e67c26e5445a8670a7306c2MD52THUMBNAIL276294.pdf.jpg276294.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg707https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/93757/3/276294.pdf.jpg673eb773a1c9a281ec2c260b6a341261MD53123456789/937572013-05-02 03:30:41.714oai:repositorio.ufsc.br:123456789/93757Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732013-05-02T06:30:41Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false |
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