Arnicas no Brasil: do perfil químico a morfoanatômia, uma comparação entre as espécies

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Athayde, Amanda Ellen de
Orientador(a): Biavatti, Maique Weber
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/211605
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Florianópolis, 2019.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaAthayde, Amanda Ellen deBiavatti, Maique WeberSandjo, Louis Pergaud2020-08-20T05:51:38Z2020-08-20T05:51:38Z2019363932https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/211605Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Farmácia, Florianópolis, 2019.As \"arnicas\" encontradas no Brasil são exemplos de diferentes espécies da família Asteraceae utilizadas na medicina popular por atribuída ação anti-inflamatória. Entre as espécies conhecidas e usadas no Brasil como \"arnica\" selecionamos: Calea uniflora Less, Chaptalia nutans (L.) Polák, Lychnophora diamantinana Coile & S.B. Jones, Lychnophora ericoides Mart, Lychnophora pinaster Mart, Lychnophora salicifolia Mart, Porophyllum ruderale (Jacq.) Cass, Pseudobrickellia brasiliensis (Spreng.), Sphagneticola trilobata (L.) Pruski, R.M.King & H.Rob e Solidago chilensis Meyen, devido a ampla tradicionalidade de uso destas. Entretanto, devido a falta de informações sobre a morfoanatomia e a química destas espécies, a identificação das mesmas é dificultada ou impossibilitada visto que, em sua maioria, são comercializadas apenas com a denominação ?arnica? nas formas rasurada, pulverizada ou preparadas na forma de tinturas. Desta forma, o presente estudo fornece novas informações sobre a morfoanatomia foliar e química dos principais metabólitos encontrados em preparos tradicionais (tintura e chá) destas espécies. Para este estudo, as folhas das arnicas foram seccionadas e avaliadas por microscopia de luz, microscopia eletrônica de varredura e realizados testes histoquímicos (cloreto férrico, sudam, ácido sulfúrico e vermelho de rutêni). Para a desreplicação dos extratos foi utilizado Cromatografo Liquido de Ultra Eficiência hifenado a espectrômetro de massas (CLUE-EM). Os resultados revelaram caracteres anatômicos para o diferenciação e identificação das arnicas, sendo estes: anexos epidérmicos, células epidérmicas, parênquima do mesofilo, feixes vasculares e formato e caracterização da nervura central e das estruturas secretoras. Através da desreplicação dos extratos foram identificadas 45 substâncias, entre eles, o flavonoide buteína e o cromeno noreugenin em Calea uniflora; hidroxi-cumarina e cromanona glicosilada em Chaptalia nutans; flavonoides pinobanskina e vicenina-2 para Lychnophora ericoides; flavonoides vicenina-2, violantina/isoviolantina para Lychnophora pinaster; flavonoides camferol-acetil-raminopiranosideo e vicenina-2 para Lychnophora salicifolia; diterpenos labdanos para Solidago chilensis e os flavonóides camferol e rutina para Sphagneticola trilobata. Neste sentido, este trabalho contribui para a diferenciação morfoanatômica e química das espécies selecionadas utilizadas no Brasil como ?arnica?, identificando caracteres anatômicos e marcadores químicos específicos para cada espécies avaliada.Abstract : The \"arnicas\" found in Brazil are examples of different species of the family Asteraceae used in the popular medicine for attributed anti-inflammatory action. Among the species known and used in Brazil as \"arnica\" we selected: Calea uniflora Less, Chaptalia nutans (L.) Polák, Lychnophora diamantinana Coile & S.B. Jones, Lychnophora ericoides Mart, Lychnophora pinaster Mart, Lychnophora salicifolia Mart, Porphyllum ruderale (Jacq.) Cass, Pseudobrickellia brasiliensis (Spreng.), Sphagneticola trilobata (L.) Pruski, RMKing & H.Rob and Solidago chilensis Meyen, due to their traditional use. However, due to a lack of information on the morphology and chemistry of these species, the identification of these species is hampered or impossible since most are marketed only under the name \"arnica\" in the forms shaved, sprayed or prepared in the form of tinctures. Thus, the present study provides new information on foliar and chemical morphology of the major metabolites found in traditional (dye and tea) preparations of these species. For this study, the leaves of the arnicas were sectioned and evaluated by light microscopy, scanning electron microscopy and histochemical tests (ferric chloride, sweat, sulfuric acid and ruthenium red). For the dereplication of the extracts was used Ultra performance liquid chromatography of hyphenated to mass spectrometer (CLUE-EM). The results revealed anatomical characters for the differentiation and identification of the arnicas, being these: epidermal attachments, epidermal cells, mesophilic parenchyma, vascular bundles and shape and characterization of the central vein and the secretory structures. Through the excretion of the extracts, 45 substances were identified, among them flavonoid buteína and cromeno noreugenin in Calea uniflora; hydroxycoumarin and glycosylated chromanone in Chaptalia nutans; flavonoids pinobanskina and vicenin-2 for Lychnophora ericoides; vicenin-2 flavonoids, violantin/ isoviolanthin for Lychnophora pinaster; flavonoids camphorol-acetyl-raminopyranoside and vicenin-2 for Lychnophora salicifolia; diterpenos labdanos for Solidago chilensis and the flavonoids camferol and rutin for Sphagneticola trilobata. In this sense, this work contributes to the morphological and chemical differentiation of the selected species used in Brazil as \"arnica\", identifying anatomical characters and specific chemical markers for each species evaluated.191 p.| il., gráfs., tabs.porFarmáciaArnicaPlantas medicinaisEtnofarmacologiaArnicas no Brasil: do perfil químico a morfoanatômia, uma comparação entre as espéciesinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPCCF0452-D.pdfPCCF0452-D.pdfapplication/pdf6480245https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/211605/-1/PCCF0452-D.pdfc5257d4b4aaec1e12dbe471fcbd885c2MD5-1123456789/2116052020-08-20 02:51:38.567oai:repositorio.ufsc.br:123456789/211605Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732020-08-20T05:51:38Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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