Foi fácil! Porque tinha desenho, tinha libras. Então ficou mais fácil responder em espanhol: a constituição da avaliação da aprendizagem em aula de espanhol como língua adicional e o sentido dessas práticas para os alunos surdos
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
UFSC
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/188460 |
Resumo: | Este estudo tem como objetivo principal problematizar a relação entre os conhecimentos escolares sistematizados, as práticas avaliativas desenvolvidas na sala de aula de espanhol como língua adicional e as práticas sociais cotidianas dos alunos surdos. Para buscar atingir esse objetivo identifico, descrevo, analiso e interpreto rotinas do trabalho pedagógico de uma sala de aula de Espanhol em uma turma inclusiva de 6º ano com sete alunos surdos e onze alunos ouvintes, de uma escola pólo no ensino de surdos, da rede básica de ensino do município de São José. Embora o foco da investigação tenha se voltado mais para a turma inclusiva, também foram realizadas observações em uma turma bilíngue do 1º ano do ensino médio, sobre a qual discuto algumas práticas de linguagem e usos do espanhol como língua adicional, realizadas por alunos desse grupo, relevantes para esse estudo. Situada na área de Linguística Aplicada, essa pesquisa foi desenvolvida a partir de uma perspectiva etnográfica, interpretativista e consiste, especialmente, de registro de dados através da observação sistemática da rotina escolar do grupo de dezoito alunos da turma inclusiva, que conta com uma professora que domina três idiomas: português, espanhol e LIBRAS e com uma intérprete de língua de sinais durante todo o período de aulas. Além disso, consiste de observações da turma bilíngue, de análise documental e de entrevistas com participantes da comunidade escolar. A referência teórica que sustenta este trabalho nos conduz a repensar a prática avaliativa do ensino da língua adicional sob uma perspectiva pós-colonialista (Pennycook, 1998, 2010; Rajagopalan, 2003; Garcez, 2013; Lucena, 2006, 2010; García, 2009; Schlatter & Garcez, 2009; 2012; entre outros). Durante a análise e interpretação dos dados, aponto para discussões que possam contribuir com o processo de ensino-aprendizagem do espanhol desse alunado e para práticas avaliativas que contemplem as características desse grupo minoritarizado. Os dados revelam que apesar do empenho de professores e da intérprete no processo de ensino-aprendizagem e da inclusão dos alunos surdos na aula de espanhol, a maior parte das avaliações realizadas não é significativa e tampouco se mostra produtiva, contribuindo pouco com a aprendizagem desses alunos. Nesse sentido, esse estudo aponta o descompasso existente entre a teoria que rege a avaliação no ensino de língua adicional (espanhol) no contexto dessa sala de aula inclusiva e sua prática em si. Através dos registros pode-se também identificar a necessidade explícita dos alunos surdos por práticas de avaliação mais coerentes com o uso da linguagem em suas realidades, de modo que elas forneçam elementos que possam contribuir para avaliar, efetivamente, o desempenho do aluno no idioma espanhol. Os resultados dessa pesquisa contribuem para a literatura sobre avaliação em língua adicional no contexto de línguas minoritarizadas, principalmente no que diz respeito a comunidade surda. |
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Para buscar atingir esse objetivo identifico, descrevo, analiso e interpreto rotinas do trabalho pedagógico de uma sala de aula de Espanhol em uma turma inclusiva de 6º ano com sete alunos surdos e onze alunos ouvintes, de uma escola pólo no ensino de surdos, da rede básica de ensino do município de São José. Embora o foco da investigação tenha se voltado mais para a turma inclusiva, também foram realizadas observações em uma turma bilíngue do 1º ano do ensino médio, sobre a qual discuto algumas práticas de linguagem e usos do espanhol como língua adicional, realizadas por alunos desse grupo, relevantes para esse estudo. Situada na área de Linguística Aplicada, essa pesquisa foi desenvolvida a partir de uma perspectiva etnográfica, interpretativista e consiste, especialmente, de registro de dados através da observação sistemática da rotina escolar do grupo de dezoito alunos da turma inclusiva, que conta com uma professora que domina três idiomas: português, espanhol e LIBRAS e com uma intérprete de língua de sinais durante todo o período de aulas. Além disso, consiste de observações da turma bilíngue, de análise documental e de entrevistas com participantes da comunidade escolar. A referência teórica que sustenta este trabalho nos conduz a repensar a prática avaliativa do ensino da língua adicional sob uma perspectiva pós-colonialista (Pennycook, 1998, 2010; Rajagopalan, 2003; Garcez, 2013; Lucena, 2006, 2010; García, 2009; Schlatter & Garcez, 2009; 2012; entre outros). Durante a análise e interpretação dos dados, aponto para discussões que possam contribuir com o processo de ensino-aprendizagem do espanhol desse alunado e para práticas avaliativas que contemplem as características desse grupo minoritarizado. Os dados revelam que apesar do empenho de professores e da intérprete no processo de ensino-aprendizagem e da inclusão dos alunos surdos na aula de espanhol, a maior parte das avaliações realizadas não é significativa e tampouco se mostra produtiva, contribuindo pouco com a aprendizagem desses alunos. Nesse sentido, esse estudo aponta o descompasso existente entre a teoria que rege a avaliação no ensino de língua adicional (espanhol) no contexto dessa sala de aula inclusiva e sua prática em si. Através dos registros pode-se também identificar a necessidade explícita dos alunos surdos por práticas de avaliação mais coerentes com o uso da linguagem em suas realidades, de modo que elas forneçam elementos que possam contribuir para avaliar, efetivamente, o desempenho do aluno no idioma espanhol. Os resultados dessa pesquisa contribuem para a literatura sobre avaliação em língua adicional no contexto de línguas minoritarizadas, principalmente no que diz respeito a comunidade surda.porUFSCEnsino de línguasAvaliaçãoEducação inclusiva e bilíngueSurdezFoi fácil! Porque tinha desenho, tinha libras. 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