Associação entre solidão e alto risco cardiovascular em adultos mais velhos brasileiros

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Gabriel, Ian Rabelo
Orientador(a): Schneider, Ione Jayce Ceola
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/259790
Resumo: Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Araranguá, 2024.
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spelling Universidade Federal de Santa CatarinaGabriel, Ian RabeloSchneider, Ione Jayce Ceola2024-09-16T23:25:41Z2024-09-16T23:25:41Z2024387691https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/259790Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Araranguá, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Reabilitação, Araranguá, 2024.A solidão é uma emoção negativa, e pode se associar a doenças de caráter psicológico, como a depressão. Os fatores de risco para essa emoção podem incluir hábitos de vida inadequados, fatores de risco já conhecidos para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), entre estas, as doenças cardiovasculares (DCVs). A solidão pode aumentar o risco de morte por DCVs em adultos mais velhos e idosos, contudo os achados não são definitivos, e em sua maioria feitos com populações em condições socioeconômicas similares. Assim, o objetivo do estudo foi associar a frequência de sentir-se solitário com o risco cardiovascular (RCV) em adultos mais velhos brasileiros. Trata-se de um estudo transversal com dados dos participantes do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), amostra representativa da população brasileira, coletado em 2015-16, com pessoas a partir de 50 anos não institucionalizados. A variável de desfecho foi o RCV, pelo instrumento WHO/ISH Cardiovascular Risk Prediction Charts, classificado em baixo (<10%) e alto risco (=10%). A presença de solidão, exposição principal, foi avaliada por pergunta única no instrumento: ?Com que frequência o(a) Sr(a) se sente sozinho (solitário)??. Também foram utilizadas informações sociodemográficas, de saúde e hábitos de vida. Por meio da análise bivariada entre o desfecho e as variáveis independentes foram estimadas as prevalências e associações com auxílio do teste qui-quadrado (?²). A análise de Poisson bruta e ajustada, com os respectivos IC95%, foram utilizadas para estimar as associações. No presente estudo, a prevalência de RCV =10% foi de 18,8%. Em relação as variáveis que compõem o escore utilizado para avaliação do RCV as categorias que apontaram maiores prevalências foram os sujeitos entre 50 e 59 anos de idade (57,3%), sexo feminino (52%), sobrepeso (41%), pré-hipertensos (38,2%), nunca fumantes (44,3%). Sentir-se sempre solitário foi relatado por 13,7% e 33% sentiam-se às vezes solitário. Quanto as características dos sujeitos que sentiam-se sempre solitários, eram em sua maioria mais velhos (entre 70 e 74 anos) (14,2%), sexo feminino (16,5%), pressão arterial normal (15%), ex-fumantes (15%), indígenas (42,2%), sem companheiro (19,8%), nunca estudou (25%), tercil de renda mais baixo (19%), uma ou mais dificuldades para atividades de vida diária (25%), fisicamente inativos (14,2%), consumo de frutas/legumes/verduras adequado (15,2%), pior memória (19,6%), sintomas depressivos (30%), relatos de eventos críticos de vida (15,2%), morar sozinho (11,7%) e insatisfeitos com a vida (17,1%). Estar sempre solitário reduziu a prevalência de RCV =10% em 28% na análise bruta, contudo no modelo ajustado não manteve a redução. Sentir-se solitário algumas vezes foi fator independente para redução na prevalência de RCV =10% em 39% na análise bruta e 25% na ajustada. Assim, no presente estudo sentir-se solitário sempre não pode ser associado ao RCV, contudo sentir-se solitário algumas vezes indicou reduzir a prevalência desse risco. Esses resultados ajudam a entender como a emoção solidão afeta a prevalência do RCV na realidade de um país de renda média utilizando um escore que não utiliza dados laboratoriais para o cálculo do escore.Abstract: Loneliness is a negative emotion and can be related with mental health conditions, for example, depression. Risk factors for this emotion may include inadequate lifestyle habits and known risk factors for chronic non-communicable diseases (CNCDs), including cardiovascular diseases (CVDs). Loneliness may increase the risk of death from CVDs in older adults, however the findings are not definitive, and most of them have been made in populations with similar socioeconomic conditions. Thus, the objective of the study was to associate the frequency of feeling lonely with cardiovascular risk (CVR) among older Brazilian adults. This is a cross-sectional study enrolled in a longitudinal cohort. The sample was composed of participants from the Brazilian Longitudinal Study of Elderly Health (ELSI-Brazil), which has a representative sample of the Brazilian population, collected in 2015-16, with non-institutionalized people aged 50 and over. The outcome variable was the CVR within 10 years in older people, using the WHO/ISH Cardiovascular Risk Prediction Charts instrument, classified in this study as low (<10%) and high risk (=10%). The presence of the loneliness was the main exposure, assessed through a single question contained in the individual questionnaire: ?How often do you feel alone (lonely)??. In addition, sociodemographic, health and lifestyle information were used. Bivariate analysis between the outcome and independent variables was performed to estimate prevalence and associations using the chi-square test (?²). Crude and adjusted Poisson analysis, with respective 95% CI, were used to estimate associations. In the present study, the prevalence of CVR >10% was 18.8%. In relation to the variables that make up the score used to evaluate CVR, the categories that showed the highest prevalence were subjects between 50 and 59 years of age (57, 3%), majority female (52%), overweight (41%), pre-hypertensive (38.2%) and hypertensive (35%) and mostly never smokers (44.3%). Always feeling lonely was reported for 13.7% and felt lonely sometimes was 33.0%. As for the characteristics of the subjects who always felt lonely, they were from the oldest age group between 70 and 74 years old (14.2%), female (16.5%), normal systemic arterial hypertension (15.0%), former smokers (15.0%), indigenous (42.2%), without partner (19.8%), never studied (25%.0), lowest tertile of income (19%), one or more difficulties with activities of daily living (25%), physically inactive (14.2%), adequate fruit/vegetable consumption (15.2%), worst memory (19.6%), presence of depressive symptoms (30.0%), reports of critical life events (15.2%), living alone (11.7%) and dissatisfied with life (17.1%). Being always lonely reduced the prevalence of CVR =10% by 28% in the crude analysis, however in the adjusted model it did not maintain the reduction. Feeling lonely sometimes was independent factor in reducing the prevalence of CVR =10% by 39% in the adjusted analysis and 25% in the crude analysis. Therefore, in the present study, feeling lonely all the time could not be associated with CVR, but feeling lonely sometimes presented a reduction in the prevalence of this risk. These results can help to understand how the emotion loneliness affects the prevalence of CVR in the reality of a middle-income country using a score that does not use laboratory data to calculate the score.114 p.| il., gráfs.porReabilitaçãoSolidãoCoraçãoIdososAssociação entre solidão e alto risco cardiovascular em adultos mais velhos brasileirosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UFSCinstname:Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)instacron:UFSCinfo:eu-repo/semantics/openAccessORIGINALPGCR0082-D.pdfPGCR0082-D.pdfapplication/pdf2996364https://repositorio.ufsc.br/bitstream/123456789/259790/-1/PGCR0082-D.pdf0b119a93c703ff0479e9bf83ec30228aMD5-1123456789/2597902024-09-16 20:25:41.837oai:repositorio.ufsc.br:123456789/259790Repositório InstitucionalPUBhttp://150.162.242.35/oai/requestsandra.sobrera@ufsc.bropendoar:23732024-09-16T23:25:41Repositório Institucional da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)false
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