Era Vargas no cotidiano do Hospital do Juquery

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Escobar, Sergio Roberto Holloway [UNIFESP]
Orientador(a): Marcolan, João Fernando [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002sr4j
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/68401
Resumo: Objetivo: Analisar a relação entre o governo Vargas e a assistência psiquiátrica no Hospital do Juquery de 1930 a 1945. Método: Estudo quanti-qualitativo, exploratório-descritivo, análise dos dados sobre assistência psiquiátrica coletados nos prontuários dos pacientes internados pelo referencial da análise documental. Os dados tiveram análise também embasada em documentos históricos em acordo com o contexto social, político e ideológico, econômico e cultural em que os documentos foram produzidos e os autores se encontravam. Resultados: analisados 2.166 prontuários; épocas de conflitos sociais e guerras com maior número de prisões e internações; múltiplos diagnósticos para o paciente; diagnósticos inconclusivos; principais diagnósticos: esquizofrenia (23,59%), psicose maníaco depressiva (4,20%), psicoses diversas (4,02%), delírio (3,83%), parafrenia (3,60%), depressão (3,19%) e confusão mental (2,91%) configuravam 45,34% (982) do total; quadros que não eram estritamente psiquiátricos, mas poderiam ter sintomatologia derivada e sem serviços próprios para atendimento eram considerados mazelas sociais e ocorriam em 26,75% (593) dos internados: sífilis (10,80%), deficiência intelectual (8,08%), epilepsia (4,06%) e alcoolismo (3,81%); 2.023 (93,40%) prontuários sem observação médica; 08 (0,37%) pacientes diagnosticados “sem perturbação mental” com média de 1.446 dias internados; 37 (1,71%) “sem diagnóstico conclusivo” com média 2.755 dias internados; 920 (42,47%) prontuários sem dados de tratamentos; 213 (9,83%) sem definição de tratamentos; principais tipos de tratamento: 494 (22,81%) monoterapia sendo 196 (9,05%) piretoterapia, 157 (7,25%) convulsoterapia e 57 (2,63%) para paralisia geral progressiva/neurosífilis; 235 (10,85%) politerapia sendo piretoterapia+antissífilis (111 – 5,12%), piretoterapia + choqueterapia (73 – 3,37%); 2.005 (92,57%) prontuários sem dados dos efeitos dos tratamentos; 366 (16,90%) desfechos sem dados; 868 (40,07%) óbitos dos quais 496 (57,15%) não especificados; 263 (12,14%) saídas sem alta, 365 (16,85%) saídas com alta, evadidos 36 (1,66%) e 252 (11,63%) transferidos para outras instituições psiquiátricas. Principais causas de óbito: disenteria, desnutrição, anemia e caquexia, pneumonia/tuberculose, hemorragia cerebral/ictus. Observamos a desassistência (mau estado nutricional, falta de funcionários, medicamentos, tratamentos e higiene), reificação do paciente, violência institucional (maus tratos, uso da rotunda, choque elétrico e cardiazol como castigo); exploração de mão-de-obra na produção de gêneros alimentícios e demais produtos, limpeza e outras áreas; superlotação devido política de repressão e higienização social; falta de qualificação dos funcionários; cronificação dos pacientes; julgamento moral por parte dos médicos; violação de direitos humanos. Considerações: A era Vargas foi profícua em realizar repressão e exclusão social e associada ao saber psiquiátrico fez intenso uso das internações psiquiátricas onde a assistência violenta e inadequada foi praxe na reificação e exclusão dos indesejáveis sociais.
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Resultados: analisados 2.166 prontuários; épocas de conflitos sociais e guerras com maior número de prisões e internações; múltiplos diagnósticos para o paciente; diagnósticos inconclusivos; principais diagnósticos: esquizofrenia (23,59%), psicose maníaco depressiva (4,20%), psicoses diversas (4,02%), delírio (3,83%), parafrenia (3,60%), depressão (3,19%) e confusão mental (2,91%) configuravam 45,34% (982) do total; quadros que não eram estritamente psiquiátricos, mas poderiam ter sintomatologia derivada e sem serviços próprios para atendimento eram considerados mazelas sociais e ocorriam em 26,75% (593) dos internados: sífilis (10,80%), deficiência intelectual (8,08%), epilepsia (4,06%) e alcoolismo (3,81%); 2.023 (93,40%) prontuários sem observação médica; 08 (0,37%) pacientes diagnosticados “sem perturbação mental” com média de 1.446 dias internados; 37 (1,71%) “sem diagnóstico conclusivo” com média 2.755 dias internados; 920 (42,47%) prontuários sem dados de tratamentos; 213 (9,83%) sem definição de tratamentos; principais tipos de tratamento: 494 (22,81%) monoterapia sendo 196 (9,05%) piretoterapia, 157 (7,25%) convulsoterapia e 57 (2,63%) para paralisia geral progressiva/neurosífilis; 235 (10,85%) politerapia sendo piretoterapia+antissífilis (111 – 5,12%), piretoterapia + choqueterapia (73 – 3,37%); 2.005 (92,57%) prontuários sem dados dos efeitos dos tratamentos; 366 (16,90%) desfechos sem dados; 868 (40,07%) óbitos dos quais 496 (57,15%) não especificados; 263 (12,14%) saídas sem alta, 365 (16,85%) saídas com alta, evadidos 36 (1,66%) e 252 (11,63%) transferidos para outras instituições psiquiátricas. Principais causas de óbito: disenteria, desnutrição, anemia e caquexia, pneumonia/tuberculose, hemorragia cerebral/ictus. Observamos a desassistência (mau estado nutricional, falta de funcionários, medicamentos, tratamentos e higiene), reificação do paciente, violência institucional (maus tratos, uso da rotunda, choque elétrico e cardiazol como castigo); exploração de mão-de-obra na produção de gêneros alimentícios e demais produtos, limpeza e outras áreas; superlotação devido política de repressão e higienização social; falta de qualificação dos funcionários; cronificação dos pacientes; julgamento moral por parte dos médicos; violação de direitos humanos. Considerações: A era Vargas foi profícua em realizar repressão e exclusão social e associada ao saber psiquiátrico fez intenso uso das internações psiquiátricas onde a assistência violenta e inadequada foi praxe na reificação e exclusão dos indesejáveis sociais.jfmarcolan@uol.com.br298 f.ESCOBAR, Sergio Roberto Holloway. Era Vargas no cotidiano do Hospital do Juquery. 2023. 298 f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Escola Paulista de Enfermagem, Universidade Federal de São Paulo. São Paulo, 2023.https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/68401ark:/48912/001300002sr4jporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessSaúde mentalHistória da saúdeAssistência psiquiátricaInstituições psiquiátricasHospital do JuqueryEra Vargas no cotidiano do Hospital do JuqueryEra Vargas in everyday life at Hospital do Juqueryinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Enfermagem (EPE)EnfermagemHistória da SaúdeHistóriaORIGINALDissertacao Pos-Banca Revisada FINALISSIMA.pdfDissertacao Pos-Banca Revisada FINALISSIMA.pdfDissertação de Mestradoapplication/pdf2271678https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/1a9ca649-1e3e-4a0b-b75b-1b6ac98db91b/downloadaa5ff8b6cfe911cba9ebfd1af3491a18MD52LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Escobar, Sergio Roberto Holloway [UNIFESP]
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Assistência psiquiátrica
Instituições psiquiátricas
Hospital do Juquery
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description Objetivo: Analisar a relação entre o governo Vargas e a assistência psiquiátrica no Hospital do Juquery de 1930 a 1945. Método: Estudo quanti-qualitativo, exploratório-descritivo, análise dos dados sobre assistência psiquiátrica coletados nos prontuários dos pacientes internados pelo referencial da análise documental. Os dados tiveram análise também embasada em documentos históricos em acordo com o contexto social, político e ideológico, econômico e cultural em que os documentos foram produzidos e os autores se encontravam. Resultados: analisados 2.166 prontuários; épocas de conflitos sociais e guerras com maior número de prisões e internações; múltiplos diagnósticos para o paciente; diagnósticos inconclusivos; principais diagnósticos: esquizofrenia (23,59%), psicose maníaco depressiva (4,20%), psicoses diversas (4,02%), delírio (3,83%), parafrenia (3,60%), depressão (3,19%) e confusão mental (2,91%) configuravam 45,34% (982) do total; quadros que não eram estritamente psiquiátricos, mas poderiam ter sintomatologia derivada e sem serviços próprios para atendimento eram considerados mazelas sociais e ocorriam em 26,75% (593) dos internados: sífilis (10,80%), deficiência intelectual (8,08%), epilepsia (4,06%) e alcoolismo (3,81%); 2.023 (93,40%) prontuários sem observação médica; 08 (0,37%) pacientes diagnosticados “sem perturbação mental” com média de 1.446 dias internados; 37 (1,71%) “sem diagnóstico conclusivo” com média 2.755 dias internados; 920 (42,47%) prontuários sem dados de tratamentos; 213 (9,83%) sem definição de tratamentos; principais tipos de tratamento: 494 (22,81%) monoterapia sendo 196 (9,05%) piretoterapia, 157 (7,25%) convulsoterapia e 57 (2,63%) para paralisia geral progressiva/neurosífilis; 235 (10,85%) politerapia sendo piretoterapia+antissífilis (111 – 5,12%), piretoterapia + choqueterapia (73 – 3,37%); 2.005 (92,57%) prontuários sem dados dos efeitos dos tratamentos; 366 (16,90%) desfechos sem dados; 868 (40,07%) óbitos dos quais 496 (57,15%) não especificados; 263 (12,14%) saídas sem alta, 365 (16,85%) saídas com alta, evadidos 36 (1,66%) e 252 (11,63%) transferidos para outras instituições psiquiátricas. Principais causas de óbito: disenteria, desnutrição, anemia e caquexia, pneumonia/tuberculose, hemorragia cerebral/ictus. Observamos a desassistência (mau estado nutricional, falta de funcionários, medicamentos, tratamentos e higiene), reificação do paciente, violência institucional (maus tratos, uso da rotunda, choque elétrico e cardiazol como castigo); exploração de mão-de-obra na produção de gêneros alimentícios e demais produtos, limpeza e outras áreas; superlotação devido política de repressão e higienização social; falta de qualificação dos funcionários; cronificação dos pacientes; julgamento moral por parte dos médicos; violação de direitos humanos. Considerações: A era Vargas foi profícua em realizar repressão e exclusão social e associada ao saber psiquiátrico fez intenso uso das internações psiquiátricas onde a assistência violenta e inadequada foi praxe na reificação e exclusão dos indesejáveis sociais.
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