Educação Interprofissional e Praticas Colaborativas: percepção dos gestores da Atenção Primária de Santos/SP

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Cordella, Telma Helena Gonçalves [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002crfh
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
SUS
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/68994
Resumo: Introdução: Em um mundo em crise financeira e ambiental, espera-se que os gestores públicos trabalhem a favor de atender às demandas de forma eficiente e com gasto mínimo de recursos. O mundo contemporâneo interligado pela internet e fragilizado após uma Pandemia, tornou as pessoas suscetíveis a priorizarem seus interesses em detrimento dos coletivos. No Brasil, o SUS, que já vinha enfrentando o subfinanciamento desde a sua constituição, foi afetado ainda mais em decorrência desta realidade atual, exigindo do gestor habilidade em encontrar um caminho que o fortaleça em suas premissas. A reformulação da atenção à saúde em Redes de Atenção é um passo nesta perspectiva, descentralizando o cuidado e promovendo autonomia para tomada de decisão no nível local de gestão. Porém, sem alinhar o trabalho ao ensino buscando resolver os problemas através das trocas de saberes e práticas entre profissionais e gestores, não seria possível. É necessário compreender que a formação no SUS para o SUS é fundamental. As práticas colaborativas precisam ser identificadas e reconhecidas, bem como a educação interprofissional como intenção formativa, deve ser colocada na agenda dos gestores de saúde. Entender como percebem e as reconhecem em seus cotidianos, torna-se necessário para corrigir divergências e incoerências no processo de gerir à área de saúde de forma integral e universal. Objetivos: Apreender, sob o ponto de vista da gestão do Departamento de Atenção Básica, Seção de Atenção à Saúde da Comunidade e Seção de Formação, as perspectivas para o desenvolvimento das Práticas Interprofissionais Colaborativas na Atenção Primária de Saúde, no município de Santos/SP. Método: O presente estudo tem como delineamento metodológico a pesquisa qualitativa, de campo exploratório e descritivo, adotando a entrevista semiestruturada aos gestores da Atenção Primária, que permitiu a produção de dados. Resultados: a alta rotatividade dos gestores é uma fragilidade, assim como o distanciamento entre as esferas, tendo como consequência uma prática individualizada, dificultando a elaboração de um plano objetivo gestor consensual direcionado à sua população. Estes demonstraram não estarem familiarizados com os conceitos das Práticas Colaborativas e da Educação Interprofissional, reforçando a necessidade de trazer a temática ao conhecimento dos profissionais de saúde. Os programas de residência são oportunidades de melhorar as atividades de educação permanente nos serviços, trazendo qualificação ao produto de saúde, nas unidades. Considerações Finais: Faz -se necessário alinhar as esferas em um objetivo comum de gestão a fim de se contemplar um produto de saúde sustentável e eficaz. É preciso fomentar as práticas de educação em saúde, bem como fortalecer a organização da saúde em redes de atenção, além de favorecer ambientes que privilegiam a ocorrência das práticas colaborativas, transpondo o modelo ultrapassado de fragmentação da saúde ainda existente. Por fim, elaborar um plano avaliativo dos processos e práticas de saúde servindo como marco regulador para correção e reformulação das ações, propiciando a melhoria permanente das ações relacionadas à saúde de todas as pessoas.
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A reformulação da atenção à saúde em Redes de Atenção é um passo nesta perspectiva, descentralizando o cuidado e promovendo autonomia para tomada de decisão no nível local de gestão. Porém, sem alinhar o trabalho ao ensino buscando resolver os problemas através das trocas de saberes e práticas entre profissionais e gestores, não seria possível. É necessário compreender que a formação no SUS para o SUS é fundamental. As práticas colaborativas precisam ser identificadas e reconhecidas, bem como a educação interprofissional como intenção formativa, deve ser colocada na agenda dos gestores de saúde. Entender como percebem e as reconhecem em seus cotidianos, torna-se necessário para corrigir divergências e incoerências no processo de gerir à área de saúde de forma integral e universal. Objetivos: Apreender, sob o ponto de vista da gestão do Departamento de Atenção Básica, Seção de Atenção à Saúde da Comunidade e Seção de Formação, as perspectivas para o desenvolvimento das Práticas Interprofissionais Colaborativas na Atenção Primária de Saúde, no município de Santos/SP. Método: O presente estudo tem como delineamento metodológico a pesquisa qualitativa, de campo exploratório e descritivo, adotando a entrevista semiestruturada aos gestores da Atenção Primária, que permitiu a produção de dados. Resultados: a alta rotatividade dos gestores é uma fragilidade, assim como o distanciamento entre as esferas, tendo como consequência uma prática individualizada, dificultando a elaboração de um plano objetivo gestor consensual direcionado à sua população. Estes demonstraram não estarem familiarizados com os conceitos das Práticas Colaborativas e da Educação Interprofissional, reforçando a necessidade de trazer a temática ao conhecimento dos profissionais de saúde. Os programas de residência são oportunidades de melhorar as atividades de educação permanente nos serviços, trazendo qualificação ao produto de saúde, nas unidades. Considerações Finais: Faz -se necessário alinhar as esferas em um objetivo comum de gestão a fim de se contemplar um produto de saúde sustentável e eficaz. É preciso fomentar as práticas de educação em saúde, bem como fortalecer a organização da saúde em redes de atenção, além de favorecer ambientes que privilegiam a ocorrência das práticas colaborativas, transpondo o modelo ultrapassado de fragmentação da saúde ainda existente. Por fim, elaborar um plano avaliativo dos processos e práticas de saúde servindo como marco regulador para correção e reformulação das ações, propiciando a melhoria permanente das ações relacionadas à saúde de todas as pessoas. Introduction: In a world in financial and environmental crisis, it is expected that public managers work to meet demands efficiently and with minimal resource spending. The contemporary world, interconnected by the internet and weakened after a pandemic, has made people susceptible to prioritizing their own interests at the expense of collective interests. In Brazil, the Unified Health System (SUS), which has been facing underfunding since its inception, has been further affected by this current reality, requiring the manager to find a way to strengthen its premises. The reformulation of healthcare attention in networks of care is a step in this perspective, decentralizing care and promoting autonomy for decision­making at the local management level. However, without aligning work with education, seeking to solve problems through the exchange of knowledge and practices among professionals and managers, it would not be possible. It is necessary to understand that training in the SUS for the SUS is fundamental. Collaborative practices need to be identified and recognized, as well as interprofessional education as a formative intention, which should be put on the health managers' agenda. Understanding how they perceive and recognize them in their daily lives becomes necessary to correct divergences and inconsistencies in the process of managing the health area in an integral and universal way. Objectives: To understand, from the perspective of the management of the Basic Attention Department, the Community Health Attention Section, and the Training Section, the perspectives for the development of Collaborative Interprofessional Practices in Primary Health Care in the city of Santos/SP. Method: This study has a qualitative, exploratory, and descriptive methodological design, adopting semi­structured interviews with Primary Care managers, which allowed for data production. Results: The high turnover of managers is a weakness, as well as the distance between spheres, resulting in an individualized practice, making it difficult to develop a consensual objective management plan directed at its population. They demonstrated not being familiar with the concepts of Collaborative Practices and Interprofessional Education, reinforcing the need to bring the theme to the knowledge of health professionals. Residency programs are opportunities to improve permanent education activities in services, bringing qualification to the health product in the units. Final Considerations: It is necessary to align spheres towards a common management objective in order to contemplate a sustainable and effective health product. It is necessary to promote health education practices, as well as to strengthen health organization in care networks, in addition to favoring environments that privilege the occurrence of collaborative practices, transcending the outdated model of health fragmentation still existing. Finally, to develop an evaluative plan of health processes and practices, serving as a regulatory framework for correction and reformulation of actions, promoting the permanent improvement of actions related to the health of all people.Universidade Federal de São PauloUchôa-Figueiredo, Lúcia da Rocha [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/3179063226554474http://lattes.cnpq.br/4066345325142238Cordella, Telma Helena Gonçalves [UNIFESP]2023-08-07T18:44:39Z2023-08-07T18:44:39Z2023-05-19info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion133 f.application/pdfUCHÔA-FIGUEIREDO, Lúcia da Rocha. Educação Interprofissional e Praticas Colaborativas: percepção dos gestores da Atenção Primária de Santos/SP. 2023. 144 f. Dissertação (Mestrado em Ensino em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de São Paulo, Instituto de Saúde e Sociedade, Santos, 2025.https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/68994ark:/48912/001300002crfhporSantos-SPinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-05-27T14:00:00Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/68994Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-05-27T14:00Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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