Concepção dos profissionais de saúde mental sobre o trabalho multiprofissional desenvolvido em Caps do município de São Paulo
| Ano de defesa: | 2017 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | Resumo: A Reforma Psiquiátrica Brasileira preconiza o Paradigma da Atenção Psicossocial para os cuidados em Saúde Mental. Defende a atenção comunitária, territorial e em rede de serviços substitutivos aos hospitais psiquiátricos. Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é considerado equipamento estratégico para desinstitucionalização e cuidado em liberdade. Buscando ampliação do modelo biomédico de atenção, tem em seu cerne o trabalho em equipe multiprofissional, na perspectiva da integração disciplinar, que visa garantir integralidade da atenção. Este estudo teve o objetivo de verificar, junto aos profissionais de Saúde Mental de CAPS, como compreendiam multi, inter e transprofissionalidade; de que maneira estas práticas aconteciam nos CAPS; quais as potencialidades e desafios destas ações e a importância para os usuários. Tratou-se de estudo qualitativo, exploratório, descritivo, com uso da Análise de Conteúdo como referencial metodológico. Foram entrevistados vinte e sete profissionais de nove CAPS vinculados à Prefeitura Municipal de São Paulo, que responderam a quatro questões norteadoras elaboradas pelos autores. A pesquisa foi aprovada pelo CEP UNIFESP (CAAE 43383515.6.0000.5505) e pelo CEP SMS (CAAE nº 43383515.6.3001.0086), em maio de 2015. Os resultados foram organizados em quatro categorias: Definição de trabalho em equipe multiprofissional, interprofissional e transprofissional em Saúde Mental e aspectos específicos das diferentes profissões; Concepções sobre o trabalho em equipe multi, inter e transprofissional no cotidiano dos CAPS; Avaliação das Políticas Públicas de Saúde Mental; e Importância do trabalho em equipe multi, inter e transprofissional em Saúde Mental para o usuário e relações possíveis com a integralidade do cuidado. Foram observadas dificuldades em conceituar as modalidades de integração disciplinar e pouca problematização na realidade dos trabalhadores, com questionamentos sobre as práticas específicas de cada área. Elencaram-se elementos facilitadores e dificultadores das ações multi e interdisciplinares e dispositivos dos serviços em que estas se dão. Considerou- se que ainda há centralidade das ações na figura do médico e hierarquia nas relações entre os profissionais e entre equipe e usuários, comprometendo o trabalho de integração. Foram problematizados o distanciamento entre as Políticas Públicas de Saúde Mental e a prática efetiva dos profissionais, bem como a complexidade da noção de integralidade do cuidado, prejudicada pelas dificuldades que o trabalho em rede de serviços apresenta. Há coexistência dos paradigmas biomédico e da Atenção Psicossocial nos discursos e ações das equipes, o que compromete a efetivação dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica e da desinstitucionalização, processos construídos a partir de ações efetivamente antimanicomiais e não somente da construção de serviços substitutivos. Pode-se considerar que a Reforma Psiquiátrica, embora tenha avanços na reorientação da atenção em Saúde Mental, carece de decisão política para investimentos adequados na efetivação da RAPS e desenvolvimento do modelo oficial de atenção em saúde mental preconizado, para que os usuários possam alcançar efetivamente o lugar de cidadãos. |
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http://lattes.cnpq.br/5449589014899461Jafelice, Giovana Telles [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/7236051388735208Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Marcolan, João Fernando [UNIFESP]São Paulo2019-06-19T14:57:57Z2019-06-19T14:57:57Z2017-03-31Resumo: A Reforma Psiquiátrica Brasileira preconiza o Paradigma da Atenção Psicossocial para os cuidados em Saúde Mental. Defende a atenção comunitária, territorial e em rede de serviços substitutivos aos hospitais psiquiátricos. Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é considerado equipamento estratégico para desinstitucionalização e cuidado em liberdade. Buscando ampliação do modelo biomédico de atenção, tem em seu cerne o trabalho em equipe multiprofissional, na perspectiva da integração disciplinar, que visa garantir integralidade da atenção. Este estudo teve o objetivo de verificar, junto aos profissionais de Saúde Mental de CAPS, como compreendiam multi, inter e transprofissionalidade; de que maneira estas práticas aconteciam nos CAPS; quais as potencialidades e desafios destas ações e a importância para os usuários. Tratou-se de estudo qualitativo, exploratório, descritivo, com uso da Análise de Conteúdo como referencial metodológico. Foram entrevistados vinte e sete profissionais de nove CAPS vinculados à Prefeitura Municipal de São Paulo, que responderam a quatro questões norteadoras elaboradas pelos autores. A pesquisa foi aprovada pelo CEP UNIFESP (CAAE 43383515.6.0000.5505) e pelo CEP SMS (CAAE nº 43383515.6.3001.0086), em maio de 2015. Os resultados foram organizados em quatro categorias: Definição de trabalho em equipe multiprofissional, interprofissional e transprofissional em Saúde Mental e aspectos específicos das diferentes profissões; Concepções sobre o trabalho em equipe multi, inter e transprofissional no cotidiano dos CAPS; Avaliação das Políticas Públicas de Saúde Mental; e Importância do trabalho em equipe multi, inter e transprofissional em Saúde Mental para o usuário e relações possíveis com a integralidade do cuidado. Foram observadas dificuldades em conceituar as modalidades de integração disciplinar e pouca problematização na realidade dos trabalhadores, com questionamentos sobre as práticas específicas de cada área. Elencaram-se elementos facilitadores e dificultadores das ações multi e interdisciplinares e dispositivos dos serviços em que estas se dão. Considerou- se que ainda há centralidade das ações na figura do médico e hierarquia nas relações entre os profissionais e entre equipe e usuários, comprometendo o trabalho de integração. Foram problematizados o distanciamento entre as Políticas Públicas de Saúde Mental e a prática efetiva dos profissionais, bem como a complexidade da noção de integralidade do cuidado, prejudicada pelas dificuldades que o trabalho em rede de serviços apresenta. Há coexistência dos paradigmas biomédico e da Atenção Psicossocial nos discursos e ações das equipes, o que compromete a efetivação dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica e da desinstitucionalização, processos construídos a partir de ações efetivamente antimanicomiais e não somente da construção de serviços substitutivos. Pode-se considerar que a Reforma Psiquiátrica, embora tenha avanços na reorientação da atenção em Saúde Mental, carece de decisão política para investimentos adequados na efetivação da RAPS e desenvolvimento do modelo oficial de atenção em saúde mental preconizado, para que os usuários possam alcançar efetivamente o lugar de cidadãos.The Brazilian Psychiatric Reform advocates the Paradigm of Psychosocial Care for Mental Health care. It advocates the community, territorial care and in network of replacement services to psychiatric hospitals. In the Network of Psychosocial Care (RAPS), the Psychosocial Care Center (CAPS) is considered strategic equipment for de-institutionalization and care in freedom. Looking for expansion of the biomedical model of attention, it has at its heart the work in a multiprofessional team, under the perspective of disciplinary integration, which aims to ensure comprehensive care. This study aimed to verify with the Mental Health professionals of CAPS, how they understood multi, inter and transprofessionality; how these practices occurred in the CAPS; what are the potentials and challenges of these actions and the importance to users. It was a qualitative study, exploratory, descriptive, with the use of Content Analysis as a methodological framework. We interviewed twenty-seven professionals of nine CAPS tied to the City of São Paulo, who responded to four guiding questions developed by the authors. The research was approved by the CEP UNIFESP (CAAE 43383515.6.0000.5505) and by the CEP SMS (CAAE N 43383515.6.3001.0086), in May 2015. The results were organized into four categories: Definition of work in a multiprofessional team, interprofessional and transprofessional issue in Mental Health and specific aspects of various professions; conceptions about the teamwork multi, inter and transprofessional issue in the daily life of CAPS in that act; Evaluation of public mental health policies; and the importance of team work multi, inter and transprofessional issue in Mental Health for the user and possible relations with the integrality of care. There were difficulties in conceptualizing the modalities of disciplinary integration and little questioning the reality of workers, with questions about the specific practices to each area. There were elements facilitators and obstacles of multi and interdisciplinary and devices of the services they provide. Consider that there are still centrality of actions in the figure of the doctor and hierarchy in relations between professionals and between staff and users, jeopardizing the work of integration. There were questioned the distance between the Public Mental Health Policies and the effective practice of professionals, as well as the complexity of the concept of comprehensiveness of care, hampered by the difficulties that the networking of services presents. There is coexistence of biomedical paradigms and Psychosocial Care in dialogues and actions of teams, which compromises the effectuation of the assumptions of the Psychiatric Reform and of deinstitutionalization, processes constructed from actions effectively anti-madhouse and not only the construction of replacement services. It can be assumed that the Psychiatric Reform, although advances in reorientation in mental health care, lack of political decision making appropriate investments in the effectuation of the RAPS and model development journal of mental health care, so that users can achieve effectively the place of citizens.312 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5012142http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50466ark:/48912/0013000029vphporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessSaúde mentalPoliticas públicasIntegralidade em saúdeEquipe de assistencia ao PacienteServiços de saúde mentalMental HealthPublic policiesPatient care teamMental health servicesConcepção dos profissionais de saúde mental sobre o trabalho multiprofissional desenvolvido em Caps do município de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Enfermagem (EPE)EnfermagemEnfermagem, Cuidado e SaúdeCuidado em Enfermagem e Saúde na Dimensão ColetivaORIGINALDissertacao Mestrado Giovana Telles Jafelice PDF A.pdfDissertacao Mestrado Giovana Telles Jafelice PDF A.pdfDissertação de mestradoapplication/pdf2351814https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b08a0591-6b8e-420a-9b1b-23ab095030fd/downloadcd2dc04285654f5c102f7f56244acc3aMD51TEXTDissertacao Mestrado Giovana Telles Jafelice PDF A.pdf.txtDissertacao Mestrado Giovana Telles Jafelice PDF A.pdf.txtExtracted texttext/plain116798https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/113f8f95-0546-4e68-8fc0-82fb49cfdf94/download40406403c7e698107e822710e1beea2eMD55THUMBNAILDissertacao Mestrado Giovana Telles Jafelice PDF A.pdf.jpgDissertacao Mestrado Giovana Telles Jafelice PDF A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2394https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ff36fb18-3c9d-4f90-b29f-9b4d2a80ddc5/download629fc3644d4f8fbf0395e66efe16148bMD5611600/504662024-08-02 17:51:05.882oai:repositorio.unifesp.br:11600/50466https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-02T17:51:05Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Resumo: A Reforma Psiquiátrica Brasileira preconiza o Paradigma da Atenção Psicossocial para os cuidados em Saúde Mental. Defende a atenção comunitária, territorial e em rede de serviços substitutivos aos hospitais psiquiátricos. Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é considerado equipamento estratégico para desinstitucionalização e cuidado em liberdade. Buscando ampliação do modelo biomédico de atenção, tem em seu cerne o trabalho em equipe multiprofissional, na perspectiva da integração disciplinar, que visa garantir integralidade da atenção. Este estudo teve o objetivo de verificar, junto aos profissionais de Saúde Mental de CAPS, como compreendiam multi, inter e transprofissionalidade; de que maneira estas práticas aconteciam nos CAPS; quais as potencialidades e desafios destas ações e a importância para os usuários. Tratou-se de estudo qualitativo, exploratório, descritivo, com uso da Análise de Conteúdo como referencial metodológico. Foram entrevistados vinte e sete profissionais de nove CAPS vinculados à Prefeitura Municipal de São Paulo, que responderam a quatro questões norteadoras elaboradas pelos autores. A pesquisa foi aprovada pelo CEP UNIFESP (CAAE 43383515.6.0000.5505) e pelo CEP SMS (CAAE nº 43383515.6.3001.0086), em maio de 2015. Os resultados foram organizados em quatro categorias: Definição de trabalho em equipe multiprofissional, interprofissional e transprofissional em Saúde Mental e aspectos específicos das diferentes profissões; Concepções sobre o trabalho em equipe multi, inter e transprofissional no cotidiano dos CAPS; Avaliação das Políticas Públicas de Saúde Mental; e Importância do trabalho em equipe multi, inter e transprofissional em Saúde Mental para o usuário e relações possíveis com a integralidade do cuidado. Foram observadas dificuldades em conceituar as modalidades de integração disciplinar e pouca problematização na realidade dos trabalhadores, com questionamentos sobre as práticas específicas de cada área. Elencaram-se elementos facilitadores e dificultadores das ações multi e interdisciplinares e dispositivos dos serviços em que estas se dão. Considerou- se que ainda há centralidade das ações na figura do médico e hierarquia nas relações entre os profissionais e entre equipe e usuários, comprometendo o trabalho de integração. Foram problematizados o distanciamento entre as Políticas Públicas de Saúde Mental e a prática efetiva dos profissionais, bem como a complexidade da noção de integralidade do cuidado, prejudicada pelas dificuldades que o trabalho em rede de serviços apresenta. Há coexistência dos paradigmas biomédico e da Atenção Psicossocial nos discursos e ações das equipes, o que compromete a efetivação dos pressupostos da Reforma Psiquiátrica e da desinstitucionalização, processos construídos a partir de ações efetivamente antimanicomiais e não somente da construção de serviços substitutivos. Pode-se considerar que a Reforma Psiquiátrica, embora tenha avanços na reorientação da atenção em Saúde Mental, carece de decisão política para investimentos adequados na efetivação da RAPS e desenvolvimento do modelo oficial de atenção em saúde mental preconizado, para que os usuários possam alcançar efetivamente o lugar de cidadãos. |
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