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Complicações neuropsiquiátricas após COVID-19: abordagem clínico funcional e neurobiológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Rizardi, Viviane Naira Feitosa Lima [UNIFESP]
Orientador(a): Fernandes, Maria José da Silva [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001gt0r
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/74226
Resumo: Contexto: A COVID-19, causada pelo vírus Sars-COV-2, impactou diversos países ao redor do mundo tendo causado mais de 700 mil mortes no Brasil. Pessoas que foram infectadas e que manifestaram quadros leves ou graves da doença e que sobreviveram ao COVID-19, passaram a relatar sintomas como fadiga, déficit cognitivo, distúrbios do sono, psiquiátricos, cardíacos, ansiedade estresse póstraumático e depressão, mesmo após meses da doença. A Organização Mundial da Saúde definiu esses casos como Síndrome Pós-COVID-19. Há muitos estudos tentando elucidar os mecanismos envolvidos na gênese desses problemas. Objetivos: Avaliar fatores físico-funcionais (equilíbrio corporal, marcha e cognição), emocionais (ansiedade, estresse e depressão), neurobiológicos e moleculares (cortisol plasmático, monoaminas, BDNF e Klotho) em pessoas com Síndrome Pós-COVID-19, que apresentaram quadros leve (sem internação) e moderado-grave (com internação) após 12 meses da infecção por COVID-19. O objetivo é verificar se há alguma correlação entre os fatores analisados. Metodologia: Dois grupos foram estudados: pacientes com COVID-19 grau leve (sem necessidade de internação), grau moderado (infectados internados para suplementação de oxigênio, mas sem complicações importantes) a grave (pacientes internados e que foram submetidos a intubação orotraqueal (IOT). Os grupos foram estudados 12 meses após infecção ou alta hospitalar. Trata-se de estudo transversal cujos desfechos analisados foram fatores clínico-funcionais, emocionais e neurobiológicos. Resultados: Houve déficit cognitivo avaliado pela escala de rastreio cognitivo MOCA nos pacientes Internados comparados aos Não Internados; pacientes de ambos os grupos não apresentaram distúrbios relacionados a ansiedade e depressão, e nem da marcha e equilíbrio, de acordo com critérios das escalas de DASS-21 e MiniBest, respectivamente; pacientes Internados submetidos ao questionário EQ5D para avaliar a qualidade de vida, referiram apresentar dor/mal estar e quadro de ansiedade severa, embora a percepção da saúde global tenha sido melhor avaliada comparado ao grupo Não Internado; não houve diferença estatística entre os grupos, na concentração dos biomarcadores Klotho e cortisol; a concentração de BDNF nos grupos Internados e Não Internados foi menor comparado aos valores referência da literatura, e pacientes internados apresentaram maior concentração do que os Não Internados. Houve aumento significante na concentração da Dopamina e LDOPA nos grupos Internados e Não Internados comparados ao valor controle de literatura. No entanto, a concentração de LDOPA e DOPAC foram menores no grupo Internados comparado ao Não Internados. Não houve diferença significante nas concentrações de Noradrenalina, Adrenalina e Serotonina entre os grupos estudados e quando comparados aos valores controles de literatura (Noradrenalina, Adrenalina). Houve redução significante nas taxas de utilização da Dopamina quando comparadas as relações entre os principais metabólitos DOPAC e HVA de ambos os grupos de estudo. Uma correlação positiva moderada foi observada entre os dados do MOCA e BDNF nos pacientes Internados, e MOCA e cortisol em pacientes Não Internados; não houve correlação positiva entre DASS 21 e dopamina, BDNF e cortisol em ambos os grupos estudados, Conclusão: Pacientes que tiveram COVID-19 e passaram por internação (quadro moderado a grave), apresentaram déficit cognitivo, redução da concentração de BDNF e uma correlação positiva e moderada entre MOCA e BDNF. Houve aumento de Dopamina e LDOPA em ambos os grupos estudados comparados aos valores de referência, porém a concentração de LDOPA e DOPAC estão reduzidas no grupo Internados em relação aos Não Internados. Igualmente a taxa de utilização da Dopamina está reduzida no grupo Internados, indicando alteração no eixo dopaminérgico podendo contribuir com o déficit observado.
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Objetivos: Avaliar fatores físico-funcionais (equilíbrio corporal, marcha e cognição), emocionais (ansiedade, estresse e depressão), neurobiológicos e moleculares (cortisol plasmático, monoaminas, BDNF e Klotho) em pessoas com Síndrome Pós-COVID-19, que apresentaram quadros leve (sem internação) e moderado-grave (com internação) após 12 meses da infecção por COVID-19. O objetivo é verificar se há alguma correlação entre os fatores analisados. Metodologia: Dois grupos foram estudados: pacientes com COVID-19 grau leve (sem necessidade de internação), grau moderado (infectados internados para suplementação de oxigênio, mas sem complicações importantes) a grave (pacientes internados e que foram submetidos a intubação orotraqueal (IOT). Os grupos foram estudados 12 meses após infecção ou alta hospitalar. Trata-se de estudo transversal cujos desfechos analisados foram fatores clínico-funcionais, emocionais e neurobiológicos. Resultados: Houve déficit cognitivo avaliado pela escala de rastreio cognitivo MOCA nos pacientes Internados comparados aos Não Internados; pacientes de ambos os grupos não apresentaram distúrbios relacionados a ansiedade e depressão, e nem da marcha e equilíbrio, de acordo com critérios das escalas de DASS-21 e MiniBest, respectivamente; pacientes Internados submetidos ao questionário EQ5D para avaliar a qualidade de vida, referiram apresentar dor/mal estar e quadro de ansiedade severa, embora a percepção da saúde global tenha sido melhor avaliada comparado ao grupo Não Internado; não houve diferença estatística entre os grupos, na concentração dos biomarcadores Klotho e cortisol; a concentração de BDNF nos grupos Internados e Não Internados foi menor comparado aos valores referência da literatura, e pacientes internados apresentaram maior concentração do que os Não Internados. Houve aumento significante na concentração da Dopamina e LDOPA nos grupos Internados e Não Internados comparados ao valor controle de literatura. No entanto, a concentração de LDOPA e DOPAC foram menores no grupo Internados comparado ao Não Internados. Não houve diferença significante nas concentrações de Noradrenalina, Adrenalina e Serotonina entre os grupos estudados e quando comparados aos valores controles de literatura (Noradrenalina, Adrenalina). Houve redução significante nas taxas de utilização da Dopamina quando comparadas as relações entre os principais metabólitos DOPAC e HVA de ambos os grupos de estudo. Uma correlação positiva moderada foi observada entre os dados do MOCA e BDNF nos pacientes Internados, e MOCA e cortisol em pacientes Não Internados; não houve correlação positiva entre DASS 21 e dopamina, BDNF e cortisol em ambos os grupos estudados, Conclusão: Pacientes que tiveram COVID-19 e passaram por internação (quadro moderado a grave), apresentaram déficit cognitivo, redução da concentração de BDNF e uma correlação positiva e moderada entre MOCA e BDNF. Houve aumento de Dopamina e LDOPA em ambos os grupos estudados comparados aos valores de referência, porém a concentração de LDOPA e DOPAC estão reduzidas no grupo Internados em relação aos Não Internados. Igualmente a taxa de utilização da Dopamina está reduzida no grupo Internados, indicando alteração no eixo dopaminérgico podendo contribuir com o déficit observado.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)CAPES: Código de Financiamento 001mjsfernandes19@unifesp.br102 f.RIZARDI, Viviane Naira Feitosa Lima. Complicações neuropsiquiátricas após COVID-19: abordagem clínico funcional e neurobiológica. 2025. 102 f. Dissertação (Mestrado em Neurociência) – Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo,, 2025.https://hdl.handle.net/11600/74226ark:/48912/001300001gt0rporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccess3. Saúde e bem-estarComplicações neuropsiquiatricasCOVID-19BDNFKlothoMonoaminasCogniçãoComplicações neuropsiquiátricas após COVID-19: abordagem clínico funcional e neurobiológicaNeuropsychiatric complications post COVID-19: clinical-functional and neurobiological approachinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Neurologia - NeurociênciasNeurociênciaCOMPLICAÇÕES NEUROPSIQUIÁTRICAS APÓS COVID-19: ABORDAGEM CLÍNICO FUNCIONAL E NEUROBIOLÓGICALICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-86456https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/2b3dece7-5277-40f4-a0f8-81091cd336fe/download79881d6dea480587c66312d1102a8942MD51ORIGINALTESE MESTRADO_VIVIANE NAIRA FEITOSA LIMA RIZARDI - PDF A.pdfTESE MESTRADO_VIVIANE NAIRA FEITOSA LIMA RIZARDI - PDF 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Rizardi, Viviane Naira Feitosa Lima [UNIFESP]
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description Contexto: A COVID-19, causada pelo vírus Sars-COV-2, impactou diversos países ao redor do mundo tendo causado mais de 700 mil mortes no Brasil. Pessoas que foram infectadas e que manifestaram quadros leves ou graves da doença e que sobreviveram ao COVID-19, passaram a relatar sintomas como fadiga, déficit cognitivo, distúrbios do sono, psiquiátricos, cardíacos, ansiedade estresse póstraumático e depressão, mesmo após meses da doença. A Organização Mundial da Saúde definiu esses casos como Síndrome Pós-COVID-19. Há muitos estudos tentando elucidar os mecanismos envolvidos na gênese desses problemas. Objetivos: Avaliar fatores físico-funcionais (equilíbrio corporal, marcha e cognição), emocionais (ansiedade, estresse e depressão), neurobiológicos e moleculares (cortisol plasmático, monoaminas, BDNF e Klotho) em pessoas com Síndrome Pós-COVID-19, que apresentaram quadros leve (sem internação) e moderado-grave (com internação) após 12 meses da infecção por COVID-19. O objetivo é verificar se há alguma correlação entre os fatores analisados. Metodologia: Dois grupos foram estudados: pacientes com COVID-19 grau leve (sem necessidade de internação), grau moderado (infectados internados para suplementação de oxigênio, mas sem complicações importantes) a grave (pacientes internados e que foram submetidos a intubação orotraqueal (IOT). Os grupos foram estudados 12 meses após infecção ou alta hospitalar. Trata-se de estudo transversal cujos desfechos analisados foram fatores clínico-funcionais, emocionais e neurobiológicos. Resultados: Houve déficit cognitivo avaliado pela escala de rastreio cognitivo MOCA nos pacientes Internados comparados aos Não Internados; pacientes de ambos os grupos não apresentaram distúrbios relacionados a ansiedade e depressão, e nem da marcha e equilíbrio, de acordo com critérios das escalas de DASS-21 e MiniBest, respectivamente; pacientes Internados submetidos ao questionário EQ5D para avaliar a qualidade de vida, referiram apresentar dor/mal estar e quadro de ansiedade severa, embora a percepção da saúde global tenha sido melhor avaliada comparado ao grupo Não Internado; não houve diferença estatística entre os grupos, na concentração dos biomarcadores Klotho e cortisol; a concentração de BDNF nos grupos Internados e Não Internados foi menor comparado aos valores referência da literatura, e pacientes internados apresentaram maior concentração do que os Não Internados. Houve aumento significante na concentração da Dopamina e LDOPA nos grupos Internados e Não Internados comparados ao valor controle de literatura. No entanto, a concentração de LDOPA e DOPAC foram menores no grupo Internados comparado ao Não Internados. Não houve diferença significante nas concentrações de Noradrenalina, Adrenalina e Serotonina entre os grupos estudados e quando comparados aos valores controles de literatura (Noradrenalina, Adrenalina). Houve redução significante nas taxas de utilização da Dopamina quando comparadas as relações entre os principais metabólitos DOPAC e HVA de ambos os grupos de estudo. Uma correlação positiva moderada foi observada entre os dados do MOCA e BDNF nos pacientes Internados, e MOCA e cortisol em pacientes Não Internados; não houve correlação positiva entre DASS 21 e dopamina, BDNF e cortisol em ambos os grupos estudados, Conclusão: Pacientes que tiveram COVID-19 e passaram por internação (quadro moderado a grave), apresentaram déficit cognitivo, redução da concentração de BDNF e uma correlação positiva e moderada entre MOCA e BDNF. Houve aumento de Dopamina e LDOPA em ambos os grupos estudados comparados aos valores de referência, porém a concentração de LDOPA e DOPAC estão reduzidas no grupo Internados em relação aos Não Internados. Igualmente a taxa de utilização da Dopamina está reduzida no grupo Internados, indicando alteração no eixo dopaminérgico podendo contribuir com o déficit observado.
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