Religiosidade e espiritualidade entre estudantes de Psicologia: estudo qualitativo sobre formação e expectativa na prática profissional
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| dARK ID: | ark:/48912/001300002jjch |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/74129 |
Resumo: | Introdução: considerando que o cuidado integral do ser humano é um aspecto fundamental para a área da Saúde, e que a religiosidade e a espiritualidade (R/E) são dimensões indissociáveis da constituição psíquica do indivíduo, torna-se relevante compreender como esses aspectos são abordados na formação de estudantes de Psicologia. Apesar de sua importância reconhecida em diversas abordagens de cuidado em saúde, a R/E ainda ocupa um lugar periférico, quando não silenciado, nos currículos e nas práticas formativas da Psicologia. Essa lacuna pode impactar diretamente a atuação profissional futura, sobretudo em contextos onde tais dimensões emergem como parte da demanda subjetiva dos pacientes. Objetivo: investigar a percepção de estudantes ingressantes e concluintes do curso de graduação em Psicologia de uma universidade pública da região da Baixada Santista (SP), quanto às concepções da R/E na formação universitária e a aplicabilidade desses temas na sua vida profissional futura. Método: estudo qualitativo, descritivo e transversal, com grupos focais e entrevistas individuais em profundidade. Também foram utilizados o Instrumento de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde - Módulo Espiritualidade, Religiosidade e Crenças Pessoais (WHOQOL-SRPB) e a Medida Multidimensional Breve de Religiosidade/Espiritualidade (BMMRS). Os dados sociodemográficos e instrumentos foram tratados de modo descritivo e frequencial. Os discursos dos participantes foram categorizados pelo método de Análise de Conteúdo temática. As categorias construídas foram: 1) concepções de religiosidade e espiritualidade abordadas no grupo focal de estudantes participantes da pesquisa; 2) relação entre R/E e saúde segundo o grupo de estudantes participantes; 3) abordagem da R/E no curso de Psicologia da UNIFESP segundo os estudantes participantes da pesquisa; 4) abordagem da R/E no curso de Psicologia da UNIFESP segundo os estudantes participantes da pesquisas; 5) relação entre R/E e abordagens teóricas em Psicologia segundo participantes do grupo focal; e 6) sugestões e críticas dos participantes do grupo focal. Resultados: participaram dez estudantes (cinco ingressantes e cinco concluintes), sendo nove mulheres e um homem, todos declararam-se cisgênero, com idades entre 22 e 27 anos. Observou-se interesse quanto à temática da R/E, reconhecendo sua relevância na prática profissional futura, porém a abordagem da temática da R/E é vista como sendo limitada ao respeito pelas escolhas das pessoas atendidas, com foco na Ética e acolhimento. Tal lacuna na formação propicia insegurança e receio de cometer algum tipo de infração ética ao abordar a R/E no contexto psicoterapêutico, tornando esse assunto um tabu. Embora a questão da diversidade sociocultural seja abordada na formação, suas interfaces com a R/E são pouco exploradas, desconhecem trabalhos atualizados sobre o assunto e tendem a tratar tais questões como não científicas. Foi possível observar que os ingressantes têm maior abertura para estudar a temática da R/E sem preconceitos e considerando que essa temática será crucial para sua vida profissional futura. Por outro lado, os concluintes indicavam interesse na temática da R/E, porém ao longo do curso foram se tornando mais restritivos e questionadores sobre a cientificidade envolvida na área e, além disso, reconheceram que a formação os distanciou desta temática, tanto em seus estudos, quanto em sua vida pessoal. Conclusões: Observou-se que os estudantes demonstram interesse pela R/E, contudo, identificam-se lacunas em sua formação que dificultam, tanto o aprofundamento teórico, quanto a abordagem segura do tema na prática. Ademais, evidencia-se um receio por parte dos discentes em incorrerem em possíveis infrações éticas, o que parece estar relacionado à limitada familiaridade, tanto pessoal quanto acadêmica, com a temática em questão. |
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http://lattes.cnpq.br/8737042226108033Campos, Giovana Teixeira [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/6668988243583811Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Zihlmann, Karina Franco [UNIFESP]Santos, SP2025-05-20T23:29:26Z2025-05-20T23:29:26Z2025-04-24Introdução: considerando que o cuidado integral do ser humano é um aspecto fundamental para a área da Saúde, e que a religiosidade e a espiritualidade (R/E) são dimensões indissociáveis da constituição psíquica do indivíduo, torna-se relevante compreender como esses aspectos são abordados na formação de estudantes de Psicologia. Apesar de sua importância reconhecida em diversas abordagens de cuidado em saúde, a R/E ainda ocupa um lugar periférico, quando não silenciado, nos currículos e nas práticas formativas da Psicologia. Essa lacuna pode impactar diretamente a atuação profissional futura, sobretudo em contextos onde tais dimensões emergem como parte da demanda subjetiva dos pacientes. Objetivo: investigar a percepção de estudantes ingressantes e concluintes do curso de graduação em Psicologia de uma universidade pública da região da Baixada Santista (SP), quanto às concepções da R/E na formação universitária e a aplicabilidade desses temas na sua vida profissional futura. Método: estudo qualitativo, descritivo e transversal, com grupos focais e entrevistas individuais em profundidade. Também foram utilizados o Instrumento de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde - Módulo Espiritualidade, Religiosidade e Crenças Pessoais (WHOQOL-SRPB) e a Medida Multidimensional Breve de Religiosidade/Espiritualidade (BMMRS). Os dados sociodemográficos e instrumentos foram tratados de modo descritivo e frequencial. Os discursos dos participantes foram categorizados pelo método de Análise de Conteúdo temática. As categorias construídas foram: 1) concepções de religiosidade e espiritualidade abordadas no grupo focal de estudantes participantes da pesquisa; 2) relação entre R/E e saúde segundo o grupo de estudantes participantes; 3) abordagem da R/E no curso de Psicologia da UNIFESP segundo os estudantes participantes da pesquisa; 4) abordagem da R/E no curso de Psicologia da UNIFESP segundo os estudantes participantes da pesquisas; 5) relação entre R/E e abordagens teóricas em Psicologia segundo participantes do grupo focal; e 6) sugestões e críticas dos participantes do grupo focal. Resultados: participaram dez estudantes (cinco ingressantes e cinco concluintes), sendo nove mulheres e um homem, todos declararam-se cisgênero, com idades entre 22 e 27 anos. Observou-se interesse quanto à temática da R/E, reconhecendo sua relevância na prática profissional futura, porém a abordagem da temática da R/E é vista como sendo limitada ao respeito pelas escolhas das pessoas atendidas, com foco na Ética e acolhimento. Tal lacuna na formação propicia insegurança e receio de cometer algum tipo de infração ética ao abordar a R/E no contexto psicoterapêutico, tornando esse assunto um tabu. Embora a questão da diversidade sociocultural seja abordada na formação, suas interfaces com a R/E são pouco exploradas, desconhecem trabalhos atualizados sobre o assunto e tendem a tratar tais questões como não científicas. Foi possível observar que os ingressantes têm maior abertura para estudar a temática da R/E sem preconceitos e considerando que essa temática será crucial para sua vida profissional futura. Por outro lado, os concluintes indicavam interesse na temática da R/E, porém ao longo do curso foram se tornando mais restritivos e questionadores sobre a cientificidade envolvida na área e, além disso, reconheceram que a formação os distanciou desta temática, tanto em seus estudos, quanto em sua vida pessoal. Conclusões: Observou-se que os estudantes demonstram interesse pela R/E, contudo, identificam-se lacunas em sua formação que dificultam, tanto o aprofundamento teórico, quanto a abordagem segura do tema na prática. Ademais, evidencia-se um receio por parte dos discentes em incorrerem em possíveis infrações éticas, o que parece estar relacionado à limitada familiaridade, tanto pessoal quanto acadêmica, com a temática em questão. Introduction: Considering that comprehensive care for human beings is a fundamental aspect of the health field and that religiosity and spirituality (R/S) are inseparable dimensions of the individual's psychic constitution, it becomes relevant to understand how these aspects are addressed in the training of Psychology students. Despite its recognized importance in various approaches to health care, R/S still occupies a peripheral, if not silenced, place in Psychology curricula and training practices. This gap can directly impact future professional performance, especially in contexts where such dimensions emerge as part of the subjective demands of patients. Objective: To investigate the perception of incoming and graduating undergraduate Psychology students at a public university in the Baixada Santista region (SP), regarding the concepts of R/S in university education and the applicability of these themes in their future professional lives. Method: A qualitative, descriptive, and cross-sectional study with focus groups and in-depth individual interviews. The World Health Organization Quality of Life Instrument - Spirituality, Religiosity and Personal Beliefs Module (WHOQOL-SRPB) and the Brief Multidimensional Measure of Religiosity/Spirituality (BMMRS) were also used. Sociodemographic data and instruments were descriptively and frequently treated. The participants' speeches were categorized using Thematic Content Analysis. The categories constructed were: 1) conceptions of religiosity and spirituality addressed in the focus group of students participating in the research; 2) relationship between R/S and health according to the group of participating students; 3) approach to R/S in the Psychology course at UNIFESP according to the students participating in the research; 4) approach to R/S in the Psychology course at UNIFESP according to the students participating in the research; 5) relationship between R/S and theoretical approaches in Psychology according to the focus group participants; and 6) suggestions and criticism of the focus group participants. Results: Ten students (five freshmen and five seniors), nine women and one man, declared themselves cisgender, and were between 22 and 27 years old. The students were interested in R/S, recognizing its relevance in their future professional practice. However, the approach is seen as being limited to respecting the choices, with focus on ethics and acceptance. Such a gap in training leads to insecurity and fear of committing some type of ethical infraction when addressing R/S in a psychotherapeutic context, making this subject taboo. Although the issue of sociocultural diversity is addressed, its interfaces with aspects of R/S are little explored, they are unaware of updated works on the subject and tend to treat such issues as non-scientific. It was possible to observe that incoming students are more open to studying the topic of R/S without prejudice and considering that this topic will be crucial for their future professional life. On the other hand, the graduates showed interest in the R/S theme, but throughout the course they became more restrictive and questioning about the scientific nature involved in the area and, in addition, they recognized that their training distanced them from this theme, both in their studies and in their personal lives. Conclusion: It was observed that the students showed interest in R/S, however, gaps were identified in their training that hindered both the theoretical deepening and the safe approach of the theme in practice. Furthermore, there was evidence of a fear on the part of the students of incurring possible ethical infractions, which seems to be related to the limited familiarity, both personal and academic, with the theme in question.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 88887.984607/2024-00karina.zihlmann@unifesp.br161 f.CAMPOS, Giovana Teixeira. Religiosidade e espiritualidade entre estudantes de Psicologia: estudo qualitativo sobre formação e expectativa na prática profissional. 2025. 161 f. Dissertação (Mestrado Interdisciplinar em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de São Paulo, Instituto de Saúde e Sociedade, Santos, 2025.Processo SEI 23089.014228/2025-16https://hdl.handle.net/11600/74129ark:/48912/001300002jjchporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccess3. Saúde e bem-estarReligionScienceSpiritualityStudentsPsychologyQualitative researchReligiãoCiênciaEspiritualidadeEstudantesPsicologiaPesquisa qualitativaReligiosidade e espiritualidade entre estudantes de Psicologia: estudo qualitativo sobre formação e expectativa na prática profissionalinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPInstituto de Saúde e Sociedade (ISS)Interdisciplinar em Ciências da SaúdeORIGINALdissertacao_mestrado_GiovanaTC_versao_final .pdfdissertacao_mestrado_GiovanaTC_versao_final .pdfDissertação de mestradoapplication/pdf4737149https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/d96241f8-9869-4215-a27a-941187c38655/download85c966dda6b88455f81c4b62231e86bbMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Religiosidade e espiritualidade entre estudantes de Psicologia: estudo qualitativo sobre formação e expectativa na prática profissional Campos, Giovana Teixeira [UNIFESP] Religion Science Spirituality Students Psychology Qualitative research Religião Ciência Espiritualidade Estudantes Psicologia Pesquisa qualitativa 3. Saúde e bem-estar |
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3. Saúde e bem-estar |
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Introdução: considerando que o cuidado integral do ser humano é um aspecto fundamental para a área da Saúde, e que a religiosidade e a espiritualidade (R/E) são dimensões indissociáveis da constituição psíquica do indivíduo, torna-se relevante compreender como esses aspectos são abordados na formação de estudantes de Psicologia. Apesar de sua importância reconhecida em diversas abordagens de cuidado em saúde, a R/E ainda ocupa um lugar periférico, quando não silenciado, nos currículos e nas práticas formativas da Psicologia. Essa lacuna pode impactar diretamente a atuação profissional futura, sobretudo em contextos onde tais dimensões emergem como parte da demanda subjetiva dos pacientes. Objetivo: investigar a percepção de estudantes ingressantes e concluintes do curso de graduação em Psicologia de uma universidade pública da região da Baixada Santista (SP), quanto às concepções da R/E na formação universitária e a aplicabilidade desses temas na sua vida profissional futura. Método: estudo qualitativo, descritivo e transversal, com grupos focais e entrevistas individuais em profundidade. Também foram utilizados o Instrumento de Qualidade de Vida da Organização Mundial da Saúde - Módulo Espiritualidade, Religiosidade e Crenças Pessoais (WHOQOL-SRPB) e a Medida Multidimensional Breve de Religiosidade/Espiritualidade (BMMRS). Os dados sociodemográficos e instrumentos foram tratados de modo descritivo e frequencial. Os discursos dos participantes foram categorizados pelo método de Análise de Conteúdo temática. As categorias construídas foram: 1) concepções de religiosidade e espiritualidade abordadas no grupo focal de estudantes participantes da pesquisa; 2) relação entre R/E e saúde segundo o grupo de estudantes participantes; 3) abordagem da R/E no curso de Psicologia da UNIFESP segundo os estudantes participantes da pesquisa; 4) abordagem da R/E no curso de Psicologia da UNIFESP segundo os estudantes participantes da pesquisas; 5) relação entre R/E e abordagens teóricas em Psicologia segundo participantes do grupo focal; e 6) sugestões e críticas dos participantes do grupo focal. Resultados: participaram dez estudantes (cinco ingressantes e cinco concluintes), sendo nove mulheres e um homem, todos declararam-se cisgênero, com idades entre 22 e 27 anos. Observou-se interesse quanto à temática da R/E, reconhecendo sua relevância na prática profissional futura, porém a abordagem da temática da R/E é vista como sendo limitada ao respeito pelas escolhas das pessoas atendidas, com foco na Ética e acolhimento. Tal lacuna na formação propicia insegurança e receio de cometer algum tipo de infração ética ao abordar a R/E no contexto psicoterapêutico, tornando esse assunto um tabu. Embora a questão da diversidade sociocultural seja abordada na formação, suas interfaces com a R/E são pouco exploradas, desconhecem trabalhos atualizados sobre o assunto e tendem a tratar tais questões como não científicas. Foi possível observar que os ingressantes têm maior abertura para estudar a temática da R/E sem preconceitos e considerando que essa temática será crucial para sua vida profissional futura. Por outro lado, os concluintes indicavam interesse na temática da R/E, porém ao longo do curso foram se tornando mais restritivos e questionadores sobre a cientificidade envolvida na área e, além disso, reconheceram que a formação os distanciou desta temática, tanto em seus estudos, quanto em sua vida pessoal. Conclusões: Observou-se que os estudantes demonstram interesse pela R/E, contudo, identificam-se lacunas em sua formação que dificultam, tanto o aprofundamento teórico, quanto a abordagem segura do tema na prática. Ademais, evidencia-se um receio por parte dos discentes em incorrerem em possíveis infrações éticas, o que parece estar relacionado à limitada familiaridade, tanto pessoal quanto acadêmica, com a temática em questão. |
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