Segurança e efetividade das estratégias ventilatórias para pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica : revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Souza, George Marcio da Costa e [UNIFESP]
Orientador(a): Melnik, Tamara [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000024gxn
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50025
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5498223
Resumo: A obesidade é uma epidemia global, levando a grande impacto econômico e na qualidade de vida dos pacientes obesos. Dentre os tratamentos destaca-se a cirurgia bariátrica como uma alternativa eficaz. Sabidamente, o IMC possui associação com as alterações na mecânica do sistema respiratório, ocasionando atelectasia e queda da oxigenação durante a cirurgia. Assim, a escolha de uma estratégia ventilatória a ser adotada é de grande importância. Objetivo. Avaliar a segurança e efetividade das diferentes estratégias ventilatórias para pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica sob anestesia geral. Tipo de estudo. Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que avaliaram diferentes estratégias ventilatórias para pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica. Tipos de participantes. Pacientes obesos com IMC > 35 kg/m2 submetidos à cirurgia bariátrica sob anestesia geral. Intervenção. Diferentes estratégias ventilatórias como: VCV, PCV, manobras de recrutamento alveolar e utilização de diferentes níveis de PEEP. Desfechos. Primários: Mortalidade hospitalar, troca gasosa e mecânica respiratória. Secundários: número de complicações intra e pós-operatórias, resposta cardiovascular, necessidade de internação na unidade de terapia intensiva e tempo de permanência na unidade pósanestésica. Método. Foi realizada estratégia de busca online nas bases: MEDLINE, Embase, Clinical Trials, Base de Dados da OMS e literatura cinzenta além de busca manual e comunicação pessoal. A ultima busca foi atualizada em 20 de março de 2017. Dois revisores independentes analisaram os estudos encontrados considerando os critérios de elegibilidade para essa RS. Resultados. Quatorze ensaios clínicos com 574 participantes foram incluídos. Oito desses avaliaram a MR x PEEP mostrando que a MR levou a melhor oxigenação p = 0.03, (MD 79.93, 95% CI 8.83 to 151.04; participants = 121; studies = 5; I2 = 80%. Evidência de baixa qualidade), maior pressão de plateau p < 0.00001, (MD 7.30, 95% CI 4.47 to 10.13; participants = 31; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade), maior pressão média nas vias aéreas p<0.00001 (MD 6.61, 95% CI 4.83 to 8.39; participants = 68; studies = 3; I2 = 40%. Evidência de baixa qualidade) e maior complacência P< 0.00001 (MD 21.00, 95% CI 12.92 to 29.08; participants = 20; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); Na comparação PCV x VCV apenas dois estudos foram incluídos, dos quais apenas um mostrou que o modo PCV levou a melhor oxigenação p = 0.007, (MD 82.00, 95% CI 21.90 to 142.10; participants = 36; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); MR + ZEEP x MR + PEEP 5 ou 10 cmH2O dois estudos realizaram esta comparação, porém apenas um estudo avaliou a troca gasosa mostrando que a MR associada à PEEP levou a maior oxigenação p = 0.001, (MD 167.00, 95% CI 82.40 to 251.60; participants = 20; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); CPAP 40 cmH2O + PEEP 10 cmH2O x CPAP 40 cmH2O + PEEP 15 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a CPAP 40 + PEEP 15 levou a melhor troca gasosa p = 0.003, (MD 36.00, 95% CI 12.10 to 59.90; participants = 38; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade) e complacência p = 0.0003, (MD 3.00, 95% CI 1.38 to 4.62; participants = 38; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); RM + PEEP 5 cmH2O x RM + PEEP 10 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a RM + PEEP 5 levou a menor quantidade de atelectasia lamelar p = 0.05, (RR 2.61, 95% CI 1.00 to 6.80; participants = 39; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade) e maior pressão arterial média p= 0.02, (MD -10.56, 95% CI -19.62 to -1.50; participants = 39; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); RM + PEEP 10, 15 e 20 cmH2O x CPAP 30 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a RM + PEEP 10, 15 e 20 cmH2O levou a menor pressão média nas vias aéreas p = 0.0003, (MD -7.40, 95% CI -11.45 to -3.35; participants = 33; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de muito baixa qualidade); PEEP 10 cmH2O x PEEP 5 cmH2O um estudo avaliou esta comparação avaliando apenas o desecho tempo de permanência na unidade pós-anestésica mostrando não haver diferença p = 0.21, (MD 36.00, 95% CI -20.16 to 92.16; participants = 30; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de muito baixa qualidade) e por fim relação I:E 1:1 x relação I:E ratio 1:2. Um estudo avaliou esta comparação mostrando que a relação I:E 1:1 levou a maior complacência p = 0.01, (MD 4.67, 95% CI 1.06 to 8.28; participants = 30; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade). Nenhum estudo relatou mortalidade ou necessidade de internação em UTI. Conclusão. Existem evidências de baixa e muito baixa qualidade que as manobras de recrutamento alveolar associadas à PEEP levam a uma melhor oxigenação. Identificamos grande heterogeneidade clínica nos quatorze estudos incluídos em função de uma grande variedade de intervenções e desfechos avaliados. Não houve relatos de mortalidade e necessidade de internações em unidade de terapia intensiva mostrando que as intervenções parecem seguras.
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Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados que avaliaram diferentes estratégias ventilatórias para pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica. Tipos de participantes. Pacientes obesos com IMC > 35 kg/m2 submetidos à cirurgia bariátrica sob anestesia geral. Intervenção. Diferentes estratégias ventilatórias como: VCV, PCV, manobras de recrutamento alveolar e utilização de diferentes níveis de PEEP. Desfechos. Primários: Mortalidade hospitalar, troca gasosa e mecânica respiratória. Secundários: número de complicações intra e pós-operatórias, resposta cardiovascular, necessidade de internação na unidade de terapia intensiva e tempo de permanência na unidade pósanestésica. Método. Foi realizada estratégia de busca online nas bases: MEDLINE, Embase, Clinical Trials, Base de Dados da OMS e literatura cinzenta além de busca manual e comunicação pessoal. A ultima busca foi atualizada em 20 de março de 2017. Dois revisores independentes analisaram os estudos encontrados considerando os critérios de elegibilidade para essa RS. Resultados. Quatorze ensaios clínicos com 574 participantes foram incluídos. Oito desses avaliaram a MR x PEEP mostrando que a MR levou a melhor oxigenação p = 0.03, (MD 79.93, 95% CI 8.83 to 151.04; participants = 121; studies = 5; I2 = 80%. Evidência de baixa qualidade), maior pressão de plateau p < 0.00001, (MD 7.30, 95% CI 4.47 to 10.13; participants = 31; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade), maior pressão média nas vias aéreas p<0.00001 (MD 6.61, 95% CI 4.83 to 8.39; participants = 68; studies = 3; I2 = 40%. Evidência de baixa qualidade) e maior complacência P< 0.00001 (MD 21.00, 95% CI 12.92 to 29.08; participants = 20; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); Na comparação PCV x VCV apenas dois estudos foram incluídos, dos quais apenas um mostrou que o modo PCV levou a melhor oxigenação p = 0.007, (MD 82.00, 95% CI 21.90 to 142.10; participants = 36; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); MR + ZEEP x MR + PEEP 5 ou 10 cmH2O dois estudos realizaram esta comparação, porém apenas um estudo avaliou a troca gasosa mostrando que a MR associada à PEEP levou a maior oxigenação p = 0.001, (MD 167.00, 95% CI 82.40 to 251.60; participants = 20; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); CPAP 40 cmH2O + PEEP 10 cmH2O x CPAP 40 cmH2O + PEEP 15 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a CPAP 40 + PEEP 15 levou a melhor troca gasosa p = 0.003, (MD 36.00, 95% CI 12.10 to 59.90; participants = 38; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade) e complacência p = 0.0003, (MD 3.00, 95% CI 1.38 to 4.62; participants = 38; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); RM + PEEP 5 cmH2O x RM + PEEP 10 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a RM + PEEP 5 levou a menor quantidade de atelectasia lamelar p = 0.05, (RR 2.61, 95% CI 1.00 to 6.80; participants = 39; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade) e maior pressão arterial média p= 0.02, (MD -10.56, 95% CI -19.62 to -1.50; participants = 39; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); RM + PEEP 10, 15 e 20 cmH2O x CPAP 30 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a RM + PEEP 10, 15 e 20 cmH2O levou a menor pressão média nas vias aéreas p = 0.0003, (MD -7.40, 95% CI -11.45 to -3.35; participants = 33; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de muito baixa qualidade); PEEP 10 cmH2O x PEEP 5 cmH2O um estudo avaliou esta comparação avaliando apenas o desecho tempo de permanência na unidade pós-anestésica mostrando não haver diferença p = 0.21, (MD 36.00, 95% CI -20.16 to 92.16; participants = 30; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de muito baixa qualidade) e por fim relação I:E 1:1 x relação I:E ratio 1:2. Um estudo avaliou esta comparação mostrando que a relação I:E 1:1 levou a maior complacência p = 0.01, (MD 4.67, 95% CI 1.06 to 8.28; participants = 30; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade). Nenhum estudo relatou mortalidade ou necessidade de internação em UTI. Conclusão. Existem evidências de baixa e muito baixa qualidade que as manobras de recrutamento alveolar associadas à PEEP levam a uma melhor oxigenação. Identificamos grande heterogeneidade clínica nos quatorze estudos incluídos em função de uma grande variedade de intervenções e desfechos avaliados. Não houve relatos de mortalidade e necessidade de internações em unidade de terapia intensiva mostrando que as intervenções parecem seguras.Introduction. Obesity is a global epidemic. Whilst affecting the quality of life of obese patients, it also has a significant economic impact. Bariatric surgery stands out as an effective treatment. It is widely known that BMI is associated with changes in the mechanics of the respiratory system and that it leads to atelectasis and decreased oxygenation during surgery. Hence, the choice of ventilation strategy to be used is of utmost importance. Objective. To assess the safety and effectiveness of different ventilation strategies in obese patients undergoing bariatric surgery under general anesthesia. Type of study. A systematic review of randomized clinical trials that were aimed at evaluating different ventilation strategies for obese patients undergoing bariatric surgery. Types of participants. Obese patients whose BMI had been greater than 35 kg/m2 and who had gone through bariatric surgery under general anesthesia. Intervention. Different ventilation strategies such as: VCV, PCV, alveolar recruitment maneuvers, and the use of different levels of PEEP. Outcomes. Primary: In-hospital mortality, gas exchange, and respiration mechanics. Secondary: number of intra and postoperative complications, cardiovascular response, need for admittance into the intensive care unit, and length of stay at the post-anesthesia care unit. Method. An online search strategy was employed by looking into MEDLINE, Embase, Clinical Trials, WHO data banks, and grey literature, as well as manual search and personal communication. The last search was carried out on March 20, 2017. Two independent reviewers analyzed the studies that had been found according to the eligibility criteria for this SR. Results. Fourteen clinical trials with 574 participants were included. Eight of these assessed RM x PEEP, showing that RM caused better oxygenation p = 0.03, (MD 79.93, 95% CI 8.83 to 151.04; participants = 121; studies = 5; I2 = 80%. low-quality evidence), higher plateau pressure p < 0.00001, (MD 7.30, 95% CI 4.47 to 10.13; participants = 31; studies = 1; I2 = 0%. low-quality evidence), higher mean airway pressure p<0.00001 (MD 6.61, 95% CI 4.83 to 8.39; participants = 68; studies = 3; I2 = 40%. low-quality evidence), and higher compliance p < 0.00001 (MD 21.00, 95% CI 12.92 to 29.08; participants = 20; studies = 1; I2 = 0%. low-quality evidence); when comparing PCV x VCV, just two studies were included, of which only one demonstrated that the PCV mode led to better oxygenation p = 0.007, (MD 82.00, 95% CI 21.90 to 142.10; participants = 36; studies = 1; I2 = 0%. low-quality evidence); RM + ZEEP x RM + PEEP 5 or 10 cmH2O, two studies carried out such comparison, but only one evaluated gas exchange showing that RM associated with PEEP brought on higher oxygenation p = 0.001, (MD 167.00, 95% CI 82.40 to 251.60; participants = 20; studies = 1; I2 = 0%. low-quality evidence); CPAP 40 cmH2O + PEEP 10 cmH2O x CPAP 40 cmH2O + PEEP 15 cmH2O, one study assessed this comparison showing that CPAP 40 + PEEP 15 led to better gas exchange p = 0.003, (MD 36.00, 95% CI 12.10 to 59.90; participants = 38; studies = 1; I2 = 0%. low-quality evidence) and compliance p = 0.0003, (MD 3.00, 95% CI 1.38 to 4.62; participants = 38; studies = 1; I2 = 0%. low-quality evidence); RM + PEEP 5 cmH2O x RM + PEEP 10 cmH2O, one study examined this comparison and showed that RM + PEEP 5 led to fewer cases of lamellar atelectasis p = 0.05, (RR 2.61, 95% CI 1.00 to 6.80; participants = 39; studies = 1; I2 = 0%. low-quality evidence) and higher mean arterial pressure p= 0.02, (MD -10.56, 95% CI -19.62 to -1.50; participants = 39; studies = 1; I2 = 0%. low-quality evidence); RM + PEEP 10, 15, and 20 cmH2O x CPAP 30 cmH2O, one study examined this comparison and showed that RM + PEEP 10, 15, and 20 cmH2O lowered mean airway pressure p = 0.0003, (MD -7.40, 95% CI -11.45 to -3.35; participants = 33; studies = 1; I2 = 0%. very low-quality evidence); PEEP 10 cmH2O x PEEP 5 cmH2O, one study assessed this comparison looking only into the length of stay in the post-anesthesia care unit and showing that there was no difference p = 0.21, (MD 36.00, 95% CI -20.16 to 92.16; participants = 30; studies = 1; I2 = 0%. very low-quality evidence), and finally the ratio I:E 1:1 x ratio I:E 1:2, one study examined this comparison and showed that the ratio I:E 1:1 brought on higher compliance p = 0.01, (MD 4.67, 95% CI 1.06 to 8.28; participants = 30; studies = 1; I2 = 0%. very low-quality evidence). None of the studies reported mortality or the need for admittance to an ICU. Conclusion. There is low-quality and very low-quality evidence to support the notion that alveolar recruitment maneuvers associated with PEEP lead to better oxygenation. We did identify large clinical heterogeneity in the fourteen studies that were included due to the great variety of interventions and outcomes assessed. There were no reports of mortality or of the need for intensive care unit admissions, thus showing that the interventions appear to be safe.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2017)218 f.SOUZA, George Márcio da Costa e. Segurança e efetividade das estratégias ventilatórias para pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica : revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados. 2017. São Paulo, Tese (Doutorado em Saúde baseada em evidências) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2017.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50025https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5498223ark:/48912/0013000024gxnporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessObesidadeVentilação mecânicaMetanáliseCirurgia bariátricaRevisão sistemáticaRespiração artificialObesityMechanical ventilationMeta-analysisBariatric surgeryReview systematicRespiration, artificialSegurança e efetividade das estratégias ventilatórias para pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica : revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados Safety and effectiveness of ventilatory strategies for obese patients undergoing bariatric surgery : systematic review and meta-analysisinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP Escola Paulista de Medicina (EPM)Saúde baseada em evidênciasSaúde baseada em evidênciasMetodologia e realização de revisões sistemáticas de terapêuticas em saúdeORIGINALTese.pdfapplication/pdf5571396https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/2ea520a5-164d-4a8d-ac3a-13105cf8da69/downloadf0936a3a968fdadc68282c1d4ccb8ab1MD5111600/500252025-04-11 08:50:57.476oai:repositorio.unifesp.br:11600/50025https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-04-11T08:50:57Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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Diferentes estratégias ventilatórias como: VCV, PCV, manobras de recrutamento alveolar e utilização de diferentes níveis de PEEP. Desfechos. Primários: Mortalidade hospitalar, troca gasosa e mecânica respiratória. Secundários: número de complicações intra e pós-operatórias, resposta cardiovascular, necessidade de internação na unidade de terapia intensiva e tempo de permanência na unidade pósanestésica. Método. Foi realizada estratégia de busca online nas bases: MEDLINE, Embase, Clinical Trials, Base de Dados da OMS e literatura cinzenta além de busca manual e comunicação pessoal. A ultima busca foi atualizada em 20 de março de 2017. Dois revisores independentes analisaram os estudos encontrados considerando os critérios de elegibilidade para essa RS. Resultados. Quatorze ensaios clínicos com 574 participantes foram incluídos. Oito desses avaliaram a MR x PEEP mostrando que a MR levou a melhor oxigenação p = 0.03, (MD 79.93, 95% CI 8.83 to 151.04; participants = 121; studies = 5; I2 = 80%. Evidência de baixa qualidade), maior pressão de plateau p < 0.00001, (MD 7.30, 95% CI 4.47 to 10.13; participants = 31; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade), maior pressão média nas vias aéreas p<0.00001 (MD 6.61, 95% CI 4.83 to 8.39; participants = 68; studies = 3; I2 = 40%. Evidência de baixa qualidade) e maior complacência P< 0.00001 (MD 21.00, 95% CI 12.92 to 29.08; participants = 20; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); Na comparação PCV x VCV apenas dois estudos foram incluídos, dos quais apenas um mostrou que o modo PCV levou a melhor oxigenação p = 0.007, (MD 82.00, 95% CI 21.90 to 142.10; participants = 36; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); MR + ZEEP x MR + PEEP 5 ou 10 cmH2O dois estudos realizaram esta comparação, porém apenas um estudo avaliou a troca gasosa mostrando que a MR associada à PEEP levou a maior oxigenação p = 0.001, (MD 167.00, 95% CI 82.40 to 251.60; participants = 20; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); CPAP 40 cmH2O + PEEP 10 cmH2O x CPAP 40 cmH2O + PEEP 15 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a CPAP 40 + PEEP 15 levou a melhor troca gasosa p = 0.003, (MD 36.00, 95% CI 12.10 to 59.90; participants = 38; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade) e complacência p = 0.0003, (MD 3.00, 95% CI 1.38 to 4.62; participants = 38; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); RM + PEEP 5 cmH2O x RM + PEEP 10 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a RM + PEEP 5 levou a menor quantidade de atelectasia lamelar p = 0.05, (RR 2.61, 95% CI 1.00 to 6.80; participants = 39; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade) e maior pressão arterial média p= 0.02, (MD -10.56, 95% CI -19.62 to -1.50; participants = 39; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade); RM + PEEP 10, 15 e 20 cmH2O x CPAP 30 cmH2O, um estudo avaliou esta comparação mostrando que a RM + PEEP 10, 15 e 20 cmH2O levou a menor pressão média nas vias aéreas p = 0.0003, (MD -7.40, 95% CI -11.45 to -3.35; participants = 33; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de muito baixa qualidade); PEEP 10 cmH2O x PEEP 5 cmH2O um estudo avaliou esta comparação avaliando apenas o desecho tempo de permanência na unidade pós-anestésica mostrando não haver diferença p = 0.21, (MD 36.00, 95% CI -20.16 to 92.16; participants = 30; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de muito baixa qualidade) e por fim relação I:E 1:1 x relação I:E ratio 1:2. Um estudo avaliou esta comparação mostrando que a relação I:E 1:1 levou a maior complacência p = 0.01, (MD 4.67, 95% CI 1.06 to 8.28; participants = 30; studies = 1; I2 = 0%. Evidência de baixa qualidade). Nenhum estudo relatou mortalidade ou necessidade de internação em UTI. Conclusão. Existem evidências de baixa e muito baixa qualidade que as manobras de recrutamento alveolar associadas à PEEP levam a uma melhor oxigenação. Identificamos grande heterogeneidade clínica nos quatorze estudos incluídos em função de uma grande variedade de intervenções e desfechos avaliados. Não houve relatos de mortalidade e necessidade de internações em unidade de terapia intensiva mostrando que as intervenções parecem seguras.
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