Teoria das operações predicativas e enunciativas: uma concepção de linguagem entre o construtivismo e a teoria do conhecimento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Trauzzola, Vanessa Santana Lima [UNIFESP]
Orientador(a): Lopes, Marcia Cristina Romero [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000023bs8
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9021377
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/59473
Resumo: Este estudo busca compreender as possíveis influências teóricas e filosóficas que possam ter contribuído para a elaboração da Teoria das Operações Predicativas e Enunciativas – TOPE (CULIOLI, 2000, 1999a, 1999b; CULIOLI, NORMAND, 2005; DE VOGÜÉ, FRANCKEL, PAILLARD, 2011) por Antoine Culioli. A TOPE, que neste trabalho se constitui tanto referencial teórico quanto objeto de investigação, há muito tem sido fonte profusa de pesquisas no campo da enunciação, especialmente na Europa, sendo que, nas três últimas décadas, pesquisadores brasileiros vêm agregando importantes elos a essa corrente com a realização de estudos que não apenas clareiam aspectos ainda complexos da teoria, como contribuem para a problematização do ensino do léxico e da gramática em língua portuguesa em nosso país. Nosso problema de pesquisa consiste, justamente, em identificar, na medida do possível, as correntes filosóficas e/ou epistemológicas nas quais Culioli possa ter buscado inspiração, posto que seu referencial apresenta, para um leque de conceitos, estreitas relações com o saber globalizador de Leibniz, a crítica kantiana, o idealismo de Hegel, a Teoria do Conhecimento, o Construtivismo e a Fenomenologia. Para melhor compreender o modo como essas correntes contribuíram para a compreensão do que é a linguagem e a enunciação do ponto de vista da TOPE, propomos um exame conceitual do sujeito – elemento bastante caro às correntes filosóficas citadas – ao analisarmos qual sujeito prepondera na perspectiva culioliana, mas igualmente um exame analítico, ao empenharmo-nos em observar e descrever o modo como este sujeito se comporta diante de verbos base e verbos prefixados. Com este empenho analítico, buscamos reforçar um dos pilares do pensamento culioliano acerca do sentido na língua: a significação é produto das relações estabelecidas no seio do enunciado, e tais relações jamais são quaisquer, ou realizadas à revelia. O resultado do estudo evidencia, ainda, o potencial pedagógico deste referencial para o ensino de línguas, e isso por se tratar de uma teoria que preza pela análise crítica de conceitos canônicos e concebe o conhecimento da língua como um processo de construção que passa necessariamente pela reflexão consciente acerca de seus fenômenos.