A trajetória de atletas e treinadores (as) de basquetebol no Brasil: mapeamento das ligas nacionais adultas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Cunha, Luiza Darido da [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000025f3q
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/74239
Resumo: O objetivo deste trabalho foi verificar a trajetória de atletas, treinadores e assistentes técnicos (CT) da Liga de Basquete Feminino (LBF) e do Novo Basquete Brasil (NBB). Para tanto, aplicou-se um questionário online, a fim de obter dados de caráter quali-quantitativo, com análises estatísticas e descritivas que permitiram explorar alguns pontos importantes dessas trajetórias. Este trabalho é dividido em três artigos.Os principais resultados com atletas indicam que o primeiro contato com o basquete ocorre, principalmente, no ambiente escolar, mas o desenvolvimento subsequente varia entre os gêneros. A migração para cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mostra-se crucial, pois essas localidades oferecem melhores estruturas para o desenvolvimento esportivo. Influências sociais, como pais, professores de Educação Física e amigos, desempenham papéis fundamentais. Os dados mostram que as atletas femininas iniciam a competição mais cedo que os homens, com idade média de início no treinamento em torno dos 10 anos. A migração esportiva ocorre, principalmente, entre os 14 e 18 anos, sendo que cidades mais populosas oferecem maiores oportunidades de competição precoce, o que pode levar à especialização antecipada. A representatividade nas seleções de base é maior do que nas adultas, mas não há uma correlação forte entre o sucesso nas categorias de base e o desempenho na fase adulta, indicando que o desenvolvimento de um atleta de elite envolve múltiplos fatores além do desempenho inicial.O segundo artigo aborda os principais resultados relativos às CTs, investigando as condições e oportunidades de desenvolvimento do basquete nacional com base no modelo da Jornada de Desenvolvimento do Treinador (JADT). Os resultados revelam que a maioria dos profissionais das CTs possui experiência prévia como atletas de basquete, com muitos iniciando suas carreiras nas categorias de base ou como assistentes técnicos. A formação acadêmica em Educação Física é predominante, com diversos profissionais buscando especializações para aprimorar suas competências. A primeira experiência profissional geralmente ocorre em clubes, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A pesquisa destacou a baixa representatividade feminina nas CTs, refletindo desigualdades de gênero e barreiras estruturais no acesso a oportunidades. A progressão na carreira é marcada por um período relativamente curto entre a primeira experiência na CT e o momento de assumir uma equipe adulta, sendo a média de idade para isso de 30,44 anos. A participação em seleções nacionais e em competições como a Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) é vista como um indicativo de experiência e competência. No entanto, a falta de diversidade de gênero e a concentração de oportunidades em poucas cidades e instituições limitam o desenvolvimento equitativo da carreira de treinadores.O último estudo foi voltado exclusivamente às mulheres que participaram das CTs da LBF. O estudo destacou três etapas principais: 1) Aprendizagem pré-profissional, influenciada por familiares, amigos e experiências como atletas; 2) Formação profissional, com foco na pós-graduação e na promoção da participação feminina no esporte; e 3) Desenvolvimento profissional, marcado por experiências em clubes e no esporte feminino, principalmente nos estados de São Paulo e Santa Catarina. A trajetória revela a escassez de oportunidades de crescimento e a necessidade de compreender essas experiências para melhorar as condições de desenvolvimento profissional das mulheres no esporte. O estudo sugere a implementação de políticas públicas e programas que promovam maior inclusão e diversidade nas CTs, além de uma distribuição mais equitativa de recursos e oportunidades entre diferentes regiões e instituições. Como limitação, aponta-se a necessidade de ampliar o número de participantes e de adotar abordagens qualitativas para uma análise mais aprofundada das trajetórias e dos desafios enfrentados pelas profissionais das CTs no basquete brasileiro.
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A migração para cidades com maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mostra-se crucial, pois essas localidades oferecem melhores estruturas para o desenvolvimento esportivo. Influências sociais, como pais, professores de Educação Física e amigos, desempenham papéis fundamentais. Os dados mostram que as atletas femininas iniciam a competição mais cedo que os homens, com idade média de início no treinamento em torno dos 10 anos. A migração esportiva ocorre, principalmente, entre os 14 e 18 anos, sendo que cidades mais populosas oferecem maiores oportunidades de competição precoce, o que pode levar à especialização antecipada. A representatividade nas seleções de base é maior do que nas adultas, mas não há uma correlação forte entre o sucesso nas categorias de base e o desempenho na fase adulta, indicando que o desenvolvimento de um atleta de elite envolve múltiplos fatores além do desempenho inicial.O segundo artigo aborda os principais resultados relativos às CTs, investigando as condições e oportunidades de desenvolvimento do basquete nacional com base no modelo da Jornada de Desenvolvimento do Treinador (JADT). Os resultados revelam que a maioria dos profissionais das CTs possui experiência prévia como atletas de basquete, com muitos iniciando suas carreiras nas categorias de base ou como assistentes técnicos. A formação acadêmica em Educação Física é predominante, com diversos profissionais buscando especializações para aprimorar suas competências. A primeira experiência profissional geralmente ocorre em clubes, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. A pesquisa destacou a baixa representatividade feminina nas CTs, refletindo desigualdades de gênero e barreiras estruturais no acesso a oportunidades. A progressão na carreira é marcada por um período relativamente curto entre a primeira experiência na CT e o momento de assumir uma equipe adulta, sendo a média de idade para isso de 30,44 anos. A participação em seleções nacionais e em competições como a Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) é vista como um indicativo de experiência e competência. No entanto, a falta de diversidade de gênero e a concentração de oportunidades em poucas cidades e instituições limitam o desenvolvimento equitativo da carreira de treinadores.O último estudo foi voltado exclusivamente às mulheres que participaram das CTs da LBF. O estudo destacou três etapas principais: 1) Aprendizagem pré-profissional, influenciada por familiares, amigos e experiências como atletas; 2) Formação profissional, com foco na pós-graduação e na promoção da participação feminina no esporte; e 3) Desenvolvimento profissional, marcado por experiências em clubes e no esporte feminino, principalmente nos estados de São Paulo e Santa Catarina. A trajetória revela a escassez de oportunidades de crescimento e a necessidade de compreender essas experiências para melhorar as condições de desenvolvimento profissional das mulheres no esporte. O estudo sugere a implementação de políticas públicas e programas que promovam maior inclusão e diversidade nas CTs, além de uma distribuição mais equitativa de recursos e oportunidades entre diferentes regiões e instituições. Como limitação, aponta-se a necessidade de ampliar o número de participantes e de adotar abordagens qualitativas para uma análise mais aprofundada das trajetórias e dos desafios enfrentados pelas profissionais das CTs no basquete brasileiro. The objective of this study was to examine the career trajectories of athletes, coaches, and assistant coaches (CT) in the Novo Basquete Brasil (NBB) and the Liga de Basquete Feminino (LBF). To this end, an online questionnaire was applied to gather qualitative and quantitative data, with statistical and descriptive analyses that allowed for the examination of key aspects of these trajectories. This study is divided into three articles. The main findings regarding athletes were: The first contact with basketball primarily occurs in school settings, but subsequent development varies between genders. Migration to cities with a higher Municipal Human Development Index (IDHM) is crucial, as they offer better infrastructure for sports development. Social influences, such as parents, physical education teachers, and friends, play fundamental roles. The results show that female athletes begin competing earlier than males, with an average training start age of around 10 years. Sports migration mainly occurs between ages 14 and 18, with more populous cities offering greater opportunities for early competition, which may lead to early specialization. Representation in youth national teams is higher than in senior teams, but there is no strong correlation between success at youth levels and performance in adulthood, indicating that the development of an elite athlete involves multiple factors beyond initial performance. The main findings of the article on CT investigated the conditions and opportunities for the development of national basketball, based on the Coach Development Journey (JADT) model. The results revealed that most CT professionals have prior experience as basketball athletes, with many beginning their careers in youth categories or as assistant coaches. Academic training in Physical Education is predominant, with many pursuing specializations to enhance their skills. The first professional experience typically occurs in clubs, primarily in the South and Southeast regions. The research highlighted the low representation of women in CT roles, reflecting gender inequalities and structural barriers in accessing opportunities. Career progression is marked by a relatively short period between the first CT experience and taking charge of an adult team, with the average age for assuming an adult team being 30.44 years. Participation in national teams and competitions such as the LDB (Liga de Desenvolvimento de Basquete) is seen as an indicator of experience and competence, but the lack of gender diversity and the concentration of opportunities in a few cities and institutions limit the equitable development of coaching careers. The last study focused solely on women who participated in the CT of the LBF. The study highlighted three main stages: 1) Pre-professional learning, influenced by family, friends, and experiences as athletes; 2) Professional training, focused on postgraduate education and promoting female participation in sports; and 3) Professional development, marked by experiences in clubs and women's sports, mainly in São Paulo and Santa Catarina. The trajectory reveals a lack of growth opportunities and the need to understand these experiences to improve the professional development conditions for women in sports. The study suggests the need for public policies and programs that promote greater inclusion and diversity in CT roles, as well as a more equitable distribution of resources and opportunities across different regions and institutions. As a limitation, the study points to the need for more participants and qualitative approaches for a more comprehensive analysis of the trajectories and challenges faced by CT professionals in Brazilian basketball.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)CAPES: 88887.654152/2021-00Universidade Federal de São PauloGuerra, Ricardo Luís Fernandes [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/3856113753837921http://lattes.cnpq.br/9830668781971740Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Cunha, Luiza Darido da [UNIFESP]2025-06-18T00:10:39Z2025-06-18T00:10:39Z2025-04-28info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion140 f.application/pdfCUNHA, Luiza Darido da. A trajetória de atletas e treinadores (as) de basquetebol no Brasil: mapeamento das ligas nacionais adultas. 2025. 140 f. Tese (Doutorado Interdisciplinar em Ciências da Saúde) - Universidade Federal de São Paulo, Instituto de Saúde e Sociedade, Santos, 2025.Processo SEI 23089.011270/2025-85https://hdl.handle.net/11600/74239ark:/48912/0013000025f3qporSantos, SPinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-06-19T04:00:47Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/74239Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-06-19T04:00:47Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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