Avaliação da frequência e carga viral do vírus sincicial respiratório em amostras de diferentes populações atendidas em um hospital terciário da cidade de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Cruz, Jessica Santiago [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002w3g8
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
RSV
VSR
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9921544
https://hdl.handle.net/11600/64309
Resumo: O vírus sincicial respiratório humano (VSR) causa grande impacto na população mundial, sendo um dos principais agentes em infecções graves do trato respiratório inferior, acometendo todas as faixas etárias. Por ser de fácil transmissão, dissemina-se rapidamente na comunidade e no ambiente hospitalar. Alguns pacientes podem desenvolver sintomas graves como bronquiolite e broncopneumonia, ocasionando um grande número de hospitalizações e óbito. Dessa forma, o nosso estudo teve como objetivo avaliar a frequência de infecção por VSR e a carga viral em diferentes populações. Foram analisadas 1.402 amostras coletadas no período de 2004 a 2014, em três populações de pacientes: 622 hospitalizados, 357 ambulatoriais, e 423 em processo de transplante. A técnica de RT-PCR quantitativo em tempo real foi utilizada como teste diagnóstico para VSR. A positividade geral para VSR foi de 15,98% (224/1.402), e carga viral média de 5,01±2,41 Log10 cópias de RNA/mL, com variação nas populações de pacientes estudadas, respectivamente: 1) hospitalizados, 47,32% e 6,29±1,74; 2) ambulatoriais, 27,23% e 4,11±2,01; e 3) em processo de transplante, 25,45% e 4,48±2,41. No geral, 83,81% dos casos positivos ocorreram entre os meses de março a setembro. Os pacientes hospitalizados apresentaram carga viral média maior que os ambulatoriais (p< 0,0001), tanto entre crianças de uma forma geral (p= 0,0013), e crianças maiores de 2 anos (p= 0,0010). Em hospitalizados, as crianças tiveram carga viral média maior que os adultos (p= 0,0421). Em pacientes ambulatoriais, crianças com cardiopatia congênita tiveram carga viral média menor que as sem essa comorbidade (p= 0,0187). Nos pacientes imunocomprometidos, os que estavam em processo de transplante tiveram carga viral média menor que os que não estavam nessa condição (p= 0,0037). Dessa maneira, nosso estudo descreveu a carga viral em diferentes populações de pacientes acometidos com infecção pelo VSR, além do risco de infecção pelo VSR independentemente da idade e estado imunológico do paciente. Atualmente faltam estudos que possam esclarecer questionamentos importantes, como manifestação clínica específica, além da ausência de drogas e vacinas que possam combater o vírus de forma eficaz. Sendo assim, descrevemos alguns parâmetros de frequência e carga viral de VSR que podem contribuir no estudo de futuras intervenções terapêuticas ou vacinais.
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Por ser de fácil transmissão, dissemina-se rapidamente na comunidade e no ambiente hospitalar. Alguns pacientes podem desenvolver sintomas graves como bronquiolite e broncopneumonia, ocasionando um grande número de hospitalizações e óbito. Dessa forma, o nosso estudo teve como objetivo avaliar a frequência de infecção por VSR e a carga viral em diferentes populações. Foram analisadas 1.402 amostras coletadas no período de 2004 a 2014, em três populações de pacientes: 622 hospitalizados, 357 ambulatoriais, e 423 em processo de transplante. A técnica de RT-PCR quantitativo em tempo real foi utilizada como teste diagnóstico para VSR. A positividade geral para VSR foi de 15,98% (224/1.402), e carga viral média de 5,01±2,41 Log10 cópias de RNA/mL, com variação nas populações de pacientes estudadas, respectivamente: 1) hospitalizados, 47,32% e 6,29±1,74; 2) ambulatoriais, 27,23% e 4,11±2,01; e 3) em processo de transplante, 25,45% e 4,48±2,41. No geral, 83,81% dos casos positivos ocorreram entre os meses de março a setembro. Os pacientes hospitalizados apresentaram carga viral média maior que os ambulatoriais (p< 0,0001), tanto entre crianças de uma forma geral (p= 0,0013), e crianças maiores de 2 anos (p= 0,0010). Em hospitalizados, as crianças tiveram carga viral média maior que os adultos (p= 0,0421). Em pacientes ambulatoriais, crianças com cardiopatia congênita tiveram carga viral média menor que as sem essa comorbidade (p= 0,0187). Nos pacientes imunocomprometidos, os que estavam em processo de transplante tiveram carga viral média menor que os que não estavam nessa condição (p= 0,0037). Dessa maneira, nosso estudo descreveu a carga viral em diferentes populações de pacientes acometidos com infecção pelo VSR, além do risco de infecção pelo VSR independentemente da idade e estado imunológico do paciente. Atualmente faltam estudos que possam esclarecer questionamentos importantes, como manifestação clínica específica, além da ausência de drogas e vacinas que possam combater o vírus de forma eficaz. Sendo assim, descrevemos alguns parâmetros de frequência e carga viral de VSR que podem contribuir no estudo de futuras intervenções terapêuticas ou vacinais.The human respiratory syncytial virus (RSV) has a great impact on the world population, as one of the main agents in serious infections of the lower respiratory tract, affecting all age groups. Due to its easy transmission, spread rapidly in the community and in the hospital environment. Some patients can develop severe symptoms such as bronchiolitis and bronchopneumonia, causing a large number of hospitalizations and death. Thus, our study aimed to assess the frequency of RSV infection and viral load in different populations. A total of 1,402 samples were collected from 2004 to 2014 and analyzed in three patient populations: 622 hospitalized, 357 outpatients, and 423 undergoing transplantation. The real-time quantitative RT-PCR technique was used as the diagnostic test for RSV. The overall positivity for RSV was 15.98% (224 / 1,402), and the average viral load was 5.01 ± 2.41 Log10 copies of RNA/mL, with variation in the studied patient populations, respectively: 1) hospitalized, 47.32% and 6.29 ± 1.74; 2) ambulatory, 27.23% and 4.11 ± 2.01; and 3) undergoing transplantation, 25.45% and 4.48 ± 2.41. Overall, 83.81% of positive cases occurred between March and September. Hospitalized patients had a higher average viral load than outpatients (p <0.0001), both among children in general (p = 0.0013), and children older than 2 years of age (p = 0.0010). In hospitalized patients, children had a higher average viral load than adults (p = 0.0421). In outpatients, children with congenital heart disease had a lower average viral load than those without this comorbidity (p = 0.0187). In immunocompromised patients, those who were undergoing a transplant had a lower average viral load than those who were not in this condition (p = 0.0037). Thus, our study described viral load in different populations of patients affected by RSV infection, in addition to the risk of RSV infection regardless of age and immune status of patients. Currently, there is a lack of studies that can clarify important questions, such as specific clinical manifestations, in addition to the absence of drugs and vaccines that can clear the virus infection effectively. We described some parameters of frequency and viral load of RSV that could contribute to the study of future therapeutic or vaccine interventions.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2020)Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Bellei, Nancy Cristina Junqueira [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulohttp://lattes.cnpq.br/2483584963266213http://lattes.cnpq.br/1571196803842272Cruz, Jessica Santiago [UNIFESP]2022-07-21T16:17:26Z2022-07-21T16:17:26Z2020-12-01info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion80 f.application/pdfhttps://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9921544CRUZ, Jéssica Santiago. Avaliação da frequência e carga viral do vírus sincicial respiratório em amostras de diferentes populações atendidas em um hospital terciário da cidade de São Paulo/UNIFESP. São Paulo, 2020. [80] f. Dissertação (Mestrado em Infectologia) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2020.https://hdl.handle.net/11600/64309ark:/48912/001300002w3g8porSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-10-01T15:48:31Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/64309Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-10-01T15:48:31Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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