Sapatão é só para os íntimos: a construção do vínculo no cuidado à saúde de mulheres lésbicas e bissexuais
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/62099 |
Resumo: | Objetivo: Compreender os modos de construção de vínculo na produção do cuidado à saúde de mulheres lésbicas e bissexuais. Métodos: Adotou-se metodologia qualitativa. A população estudada foi formada por 14 mulheres, divididas em dois grupos - militantes em movimentos sociais e não militantes -, residentes na cidade de São Paulo/SP. Para a coleta e produção de dados foram realizadas entrevistas semi-estruturadas presenciais e on-line, enfocando aspectos como o retrato social, a vivência da sexualidade, a experiência em relação ao processo saúde-doença e no relacionamento com profissionais, equipes e serviços de saúde. O material foi trabalhado e analisado através da análise de conteúdo. Resultados: A análise reconheceu sete planos de visibilidade, que foram sistematizados como: identidade e reconhecimento de si; preconceitos e discriminação; abordagens do serviço de saúde para a mulher lésbica/bissexual; percepções do (des)cuidado; estratégias da mulher lésbica/bissexual no uso dos serviços; (in)visibilização da sexualidade na busca do cuidado; e, vínculo e aceitação. A partir deles foram produzidas duas narrativas-síntese fictícias, considerando os dois agrupamentos propostos e condensando as principais questões trazidas nos relatos das participantes. Conclusões: A construção dos mapas de cuidado de mulheres lésbicas e bissexuais é delineada pelo movimento de invisibilização da sexualidade, o qual produz silenciamento e assujeitamento. A busca pela aceitação guia o processo de construção de vínculo. Evidenciou-se que marcadores sociais da diferença contribuem com a antecipação ou potencialização da exclusão e que a participação em movimentos sociais projeta as mulheres de maneira mais afirmativa e ativa na reivindicação de seu cuidado em saúde, com destaque para a construção de vínculo com profissionais de saúde companheiras de militância. |
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Sapatão é só para os íntimos: a construção do vínculo no cuidado à saúde de mulheres lésbicas e bissexuaisHomossexualidade femininaInterseccionalidadeAtivismo políticoEquidade no acesso aos serviços de saúdeIntegralidade em saúdeRelações Médico-PacienteObjetivo: Compreender os modos de construção de vínculo na produção do cuidado à saúde de mulheres lésbicas e bissexuais. Métodos: Adotou-se metodologia qualitativa. A população estudada foi formada por 14 mulheres, divididas em dois grupos - militantes em movimentos sociais e não militantes -, residentes na cidade de São Paulo/SP. Para a coleta e produção de dados foram realizadas entrevistas semi-estruturadas presenciais e on-line, enfocando aspectos como o retrato social, a vivência da sexualidade, a experiência em relação ao processo saúde-doença e no relacionamento com profissionais, equipes e serviços de saúde. O material foi trabalhado e analisado através da análise de conteúdo. Resultados: A análise reconheceu sete planos de visibilidade, que foram sistematizados como: identidade e reconhecimento de si; preconceitos e discriminação; abordagens do serviço de saúde para a mulher lésbica/bissexual; percepções do (des)cuidado; estratégias da mulher lésbica/bissexual no uso dos serviços; (in)visibilização da sexualidade na busca do cuidado; e, vínculo e aceitação. A partir deles foram produzidas duas narrativas-síntese fictícias, considerando os dois agrupamentos propostos e condensando as principais questões trazidas nos relatos das participantes. Conclusões: A construção dos mapas de cuidado de mulheres lésbicas e bissexuais é delineada pelo movimento de invisibilização da sexualidade, o qual produz silenciamento e assujeitamento. A busca pela aceitação guia o processo de construção de vínculo. Evidenciou-se que marcadores sociais da diferença contribuem com a antecipação ou potencialização da exclusão e que a participação em movimentos sociais projeta as mulheres de maneira mais afirmativa e ativa na reivindicação de seu cuidado em saúde, com destaque para a construção de vínculo com profissionais de saúde companheiras de militância.Objective: To understand the ways of building bonds in the production of health care for lesbian and bisexual women. Methods: A qualitative methodology was adopted. The studied population consisted of 14 women, divided into two groups - activists in social movements and non-militants -, residing in the city of São Paulo/SP. For the collection and production of data, semi-structured interviews were conducted in person and online, focusing on aspects such as the social portrait, the experience of sexuality, the experience in relation to the health-disease process and the relationship with professionals, teams and services of health. The material was worked and analyzed through content analysis. Results: The analysis recognized seven planes of visibility, which were systematized as: identity and self-recognition; prejudices and discrimination; health service approaches to lesbian/bisexual women; perceptions of (lack of) care; strategies of lesbian/bisexual women in the use of services; (in)visibility of sexuality in the search for care; and, bonding and acceptance. From them, two fictitious synthesis-narratives were produced, considering the two proposed groupings and condensing the main issues raised in the participants' reports. Conclusions: The construction of care maps for lesbian and bisexual women is shaped by the movement of invisibility of sexuality, which produces silencing and subjection. The search for acceptance guides the bond building process. It was evident that social markers of difference contribute to the anticipation or enhancement of exclusion and that participation in social movements projects women in a more affirmative and active way in claiming their health care, with emphasis on the construction of bonds with health professionals’ companions of militancy.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Universidade Federal de São PauloReis, Ademar Arthur Chioro dos [UNIFESP]Nasser, Mariana Arantes [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/2977111266549848http://lattes.cnpq.br/9454572596499303http://lattes.cnpq.br/3239242589859179Pereira, Amanda Gomes2021-10-20T12:22:20Z2021-10-20T12:22:20Z2021-09-09info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion124 f.application/pdfhttps://hdl.handle.net/11600/62099ark:/48912/001300002fc03porSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2024-07-26T09:38:03Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/62099Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-26T09:38:03Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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