Eosinofilia do lavado nasal: um novo indicador da inflamação brônquica eosinofílica em asmáticos estáveis
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9461 |
Resumo: | Estudos demonstram que há uma associação clínica, epidemiológica e fisiopatológica da inflamação das vias aéreas superior e inferior na rinite e na asma, o que sugere uma participação similar das células inflamatórias em ambas doenças. A proporção de eosinófilos na avaliação quantitativa nasal poderia, portanto, tornar-se um teste rápido, minimamente invasivo e útil para a identificação da inflamação eosinofílica das vias aéreas inferiores, representando uma ferramenta de avaliação do controle de pacientes asmáticos. Objetivo: Comparar a contagem de eosinófilos no escarro induzido e no lavado nasal de pacientes asmáticos regularmente tratados, assintomáticos e estáveis, em um estudo transversal. E ainda, avaliar a acurácia da eosinofilia do lavado nasal como preditor da eosinofilia do escarro induzido. Métodos: A avaliação clínica, o questionário de controle da asma (ACQ-7), espirometria pré e pós broncodilatador, amostra de lavado nasal e escarro foram realizados. A eosinofilia nasal foi analisada através da Receiver Operating Curve (ROC) e do modelo de regressão logística. Resultados: Nos 140 pacientes analisados, o volume expiratório forçado após o uso de broncodilatador (VEF1 pós-BD), não apresentou diferença estatisticamente significante entre o grupo de pacientes com escarro eosinofílico dos não-eosinofílicos (p=0,18). No modelo de regressão logística para a caracterização da eosinofilia no lavado nasal, quem tinha eosinofilia no escarro, tinha 52 vezes mais chance de ter eosinofilia no lavado nasal do que não ter eosinofilia no lavado nasal, e também, para cada aumento de 1% na resposta broncodilatadora, observou-se um aumento de 7% na chance de se ter eosinofilia no lavado nasal, ajustadas para a presença de sintomas das vias aéreas superiores, a idade, o escore de ACQ-7 e o VEF1 pós-broncodilatador. Conclusão: Este estudo evidenciou que a monitorização da eosinofilia na asma através da citologia nasal pode ser útil como complemento da avaliação clínica e acurada para a caracterização do tipo e da extensão da inflamação das vias aéreas inferiores, em substituição ao escarro induzido. |
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Eosinofilia do lavado nasal: um novo indicador da inflamação brônquica eosinofílica em asmáticos estáveisNasal eosinophilia: na indicator of eosinophilia inflammation in asthmaEosinófilosEosinofiliaLíquido da lavagem nasalAsmaInflamaçãoContagem de leucócitosEstudos demonstram que há uma associação clínica, epidemiológica e fisiopatológica da inflamação das vias aéreas superior e inferior na rinite e na asma, o que sugere uma participação similar das células inflamatórias em ambas doenças. A proporção de eosinófilos na avaliação quantitativa nasal poderia, portanto, tornar-se um teste rápido, minimamente invasivo e útil para a identificação da inflamação eosinofílica das vias aéreas inferiores, representando uma ferramenta de avaliação do controle de pacientes asmáticos. Objetivo: Comparar a contagem de eosinófilos no escarro induzido e no lavado nasal de pacientes asmáticos regularmente tratados, assintomáticos e estáveis, em um estudo transversal. E ainda, avaliar a acurácia da eosinofilia do lavado nasal como preditor da eosinofilia do escarro induzido. Métodos: A avaliação clínica, o questionário de controle da asma (ACQ-7), espirometria pré e pós broncodilatador, amostra de lavado nasal e escarro foram realizados. A eosinofilia nasal foi analisada através da Receiver Operating Curve (ROC) e do modelo de regressão logística. Resultados: Nos 140 pacientes analisados, o volume expiratório forçado após o uso de broncodilatador (VEF1 pós-BD), não apresentou diferença estatisticamente significante entre o grupo de pacientes com escarro eosinofílico dos não-eosinofílicos (p=0,18). No modelo de regressão logística para a caracterização da eosinofilia no lavado nasal, quem tinha eosinofilia no escarro, tinha 52 vezes mais chance de ter eosinofilia no lavado nasal do que não ter eosinofilia no lavado nasal, e também, para cada aumento de 1% na resposta broncodilatadora, observou-se um aumento de 7% na chance de se ter eosinofilia no lavado nasal, ajustadas para a presença de sintomas das vias aéreas superiores, a idade, o escore de ACQ-7 e o VEF1 pós-broncodilatador. Conclusão: Este estudo evidenciou que a monitorização da eosinofilia na asma através da citologia nasal pode ser útil como complemento da avaliação clínica e acurada para a caracterização do tipo e da extensão da inflamação das vias aéreas inferiores, em substituição ao escarro induzido. Background: It is noteworthy that there is a clear clinical, epidemiological and pathophysiological association between upper and lower airway inflammation in rhinitis and asthma. Objective: The aim of this study was to compare the eosinophil counts in induced sputum and nasal lavage fluids in asthma, checking their association and the accuracy of nasal eosinophilia as a predictor of sputum eosinophilia by a cross-sectional study. Methods: The clinical evaluation, asthma control questionnaire (ACQ), pre- and postbronchodilator spirometry, nasal and sputum sample was performed. The nasal eosinophilia was analysed by a receiver operating curve and logistic regression model. Results: In 140 adults, the post-bronchodilator forced expiratory volume in 1 s (FEV1) did not differ between patients with or without sputum eosinophilia (0.18). After adjusted for upper airway symptoms, age, ACQ score and post-bronchodilator FEV1, sputum eosinophilia was associated with 52 times increase in odds of nasal eosinophilia, whereas each 1% increase in bronchodilator response was associated with 7% increase in odds of nasal eosinophilia. Conclusion: This study brings further evidence that upper airway diseases are an important component of the asthma syndrome. Furthermore, monitoring of nasal eosinophilia by quantitative cytology may be useful as a surrogate of sputum cytology as a component of composite measurement for determining airway inflammation.TEDEFundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Fernandes, Ana Luisa Godoy [UNIFESP]Santoro, Ilka Lopes [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/0248800938983097http://lattes.cnpq.br/0379775988338724http://lattes.cnpq.br/0261411413297083Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Amorim, Maria Marta Ferreira [UNIFESP]2015-07-22T20:50:01Z2015-07-22T20:50:01Z2010-11-24info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion164 f.application/pdfAMORIM, Maria Marta Ferreira. Eosinofilia do lavado nasal: um novo indicador da inflamação brônquica eosinofílica em asmáticos estáveis. 2011. 164 f. Tese (Doutorado em Pneumologia) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9461ark:/48912/001300002dxs6porSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-06-25T15:10:44Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/9461Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-06-25T15:10:44Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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