Ação de cratabl, crataeva tapia bark lectin, em modelos experimentais de trombose arterial e diabetes induzidas em camundongos black 6 c57
| Ano de defesa: | 2013 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | A hiperglicemia crônica presente nos quadros de diabetes é a maior iniciadora de complicações microvasculares, como a trombose arterial é um importante alvo para intervenções terapêuticas. Espécies de plantas do gênero Crataeva, da família Capparidaceae, comuns no nordeste brasileiro, tem sido utilizadas pela medicina popular no tratamento de diabetes sem uma sólida base científica. Uma lectina isolada da entrecasca da árvore, chamada CrataBL (Crataeva tapia bark lectin), foi utilizada em modelos de experimentação animal (camundongos Black 6 C57) de diabetes induzidos por aloxano com avalição do peso do animal, níveis de glicose, colesterol total, triglicerídeos, dosagem de citocinas e análise histológica dos órgãos. Paralelamente um modelo de trombose arterial com camundongos não diabéticos foi realizado avaliando a influência da proteína no tempo de oclusão de fluxo sanguíneo da artéria carótida. Uma dose simples de CrataBL em camundongos diabéticos promoveu a diminuição de 12% nos níveis de glicose sanguínea, após 6 horas da sua administração, enquanto um tratamento diário de 28 dias promoveu uma queda de 36% nos níveis de glicose, ambos valores comparados com a glicemia inicial do grupo no tempo zero de tratamento. Não foram observadas alterações no colesterol total, triglicerídeos e estruturas histológicas (pulmão, coração, rim, fígado e pâncreas) após os 28 dias de tratamento. CrataBL prolongou o TTPa (em plasma de humanos e camundongos) e não mostrou ação no TP nas concentrações utilizadas. No modelo de trombose induzido por Rosa de Bengala (50 mg/Kg, camundongo não diabético), o tempo de oclusão do fluxo sanguíneo da artéria carótida isolada foi monitorada. Nos grupos pré-tratados com 5 mg/kg ou 10 mg/kg de CrataBL, o tempo de oclusão do fluxo sanguíneo foi prolongado em 69,5% e 60,2%, respectivamente, em comparação com o grupo tratado com NaCl 0,15 M. |
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http://lattes.cnpq.br/5832778223847349Salu, Bruno Ramos [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/4217215760789690Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Oliva, Maria Luiza Vilela Oliva [UNIFESP]São Paulo2018-07-30T11:43:50Z2018-07-30T11:43:50Z2013-03-27A hiperglicemia crônica presente nos quadros de diabetes é a maior iniciadora de complicações microvasculares, como a trombose arterial é um importante alvo para intervenções terapêuticas. Espécies de plantas do gênero Crataeva, da família Capparidaceae, comuns no nordeste brasileiro, tem sido utilizadas pela medicina popular no tratamento de diabetes sem uma sólida base científica. Uma lectina isolada da entrecasca da árvore, chamada CrataBL (Crataeva tapia bark lectin), foi utilizada em modelos de experimentação animal (camundongos Black 6 C57) de diabetes induzidos por aloxano com avalição do peso do animal, níveis de glicose, colesterol total, triglicerídeos, dosagem de citocinas e análise histológica dos órgãos. Paralelamente um modelo de trombose arterial com camundongos não diabéticos foi realizado avaliando a influência da proteína no tempo de oclusão de fluxo sanguíneo da artéria carótida. Uma dose simples de CrataBL em camundongos diabéticos promoveu a diminuição de 12% nos níveis de glicose sanguínea, após 6 horas da sua administração, enquanto um tratamento diário de 28 dias promoveu uma queda de 36% nos níveis de glicose, ambos valores comparados com a glicemia inicial do grupo no tempo zero de tratamento. Não foram observadas alterações no colesterol total, triglicerídeos e estruturas histológicas (pulmão, coração, rim, fígado e pâncreas) após os 28 dias de tratamento. CrataBL prolongou o TTPa (em plasma de humanos e camundongos) e não mostrou ação no TP nas concentrações utilizadas. No modelo de trombose induzido por Rosa de Bengala (50 mg/Kg, camundongo não diabético), o tempo de oclusão do fluxo sanguíneo da artéria carótida isolada foi monitorada. Nos grupos pré-tratados com 5 mg/kg ou 10 mg/kg de CrataBL, o tempo de oclusão do fluxo sanguíneo foi prolongado em 69,5% e 60,2%, respectivamente, em comparação com o grupo tratado com NaCl 0,15 M.A hiperglicerina crônica nos quadros de diabetes é maior iniciadora de complicações microvasculares, como trombose arterial e é um importante alvo pra intervenções terapêuticas. Espécies de plantas do genêro.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)120 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=100832SALU, Bruno Ramos. Ação de cratabl, crataeva tapia bark lectin, em modelos experimentais de trombose arterial e diabetes induzidas em camundongos black 6 c57. 2013. 120 f. Dissertação (Mestrado em Biologia Molecular) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2013.Bruno Ramos Salu - PDF A.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47167ark:/48912/001300002msw1porUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccesslectinafator xadiabetestrombose arterialinibidor de proteaselectinafator xadiabetestrombose arterialinibidor de proteaseAção de cratabl, crataeva tapia bark lectin, em modelos experimentais de trombose arterial e diabetes induzidas em camundongos black 6 c57Action of CrataBL, Crataeva tapia Bark Lectin, in Experimental Models of Arterial Thrombosis and Diabetes Induced in Black 6C57 Mice.info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Ciências Biológicas (Biologia Molecular)Ciências biológicasBioquímicaORIGINALBruno Ramos Salu - PDF A.pdfapplication/pdf1923646https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/63bf78e3-5a13-4094-915a-acc0072e5975/download271f25540058c8889d23ac7404552f90MD5111600/471672025-07-03 16:32:28.938oai:repositorio.unifesp.br:11600/47167https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-07-03T16:32:28Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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A hiperglicemia crônica presente nos quadros de diabetes é a maior iniciadora de complicações microvasculares, como a trombose arterial é um importante alvo para intervenções terapêuticas. Espécies de plantas do gênero Crataeva, da família Capparidaceae, comuns no nordeste brasileiro, tem sido utilizadas pela medicina popular no tratamento de diabetes sem uma sólida base científica. Uma lectina isolada da entrecasca da árvore, chamada CrataBL (Crataeva tapia bark lectin), foi utilizada em modelos de experimentação animal (camundongos Black 6 C57) de diabetes induzidos por aloxano com avalição do peso do animal, níveis de glicose, colesterol total, triglicerídeos, dosagem de citocinas e análise histológica dos órgãos. Paralelamente um modelo de trombose arterial com camundongos não diabéticos foi realizado avaliando a influência da proteína no tempo de oclusão de fluxo sanguíneo da artéria carótida. Uma dose simples de CrataBL em camundongos diabéticos promoveu a diminuição de 12% nos níveis de glicose sanguínea, após 6 horas da sua administração, enquanto um tratamento diário de 28 dias promoveu uma queda de 36% nos níveis de glicose, ambos valores comparados com a glicemia inicial do grupo no tempo zero de tratamento. Não foram observadas alterações no colesterol total, triglicerídeos e estruturas histológicas (pulmão, coração, rim, fígado e pâncreas) após os 28 dias de tratamento. CrataBL prolongou o TTPa (em plasma de humanos e camundongos) e não mostrou ação no TP nas concentrações utilizadas. No modelo de trombose induzido por Rosa de Bengala (50 mg/Kg, camundongo não diabético), o tempo de oclusão do fluxo sanguíneo da artéria carótida isolada foi monitorada. Nos grupos pré-tratados com 5 mg/kg ou 10 mg/kg de CrataBL, o tempo de oclusão do fluxo sanguíneo foi prolongado em 69,5% e 60,2%, respectivamente, em comparação com o grupo tratado com NaCl 0,15 M. |
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