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Sujeito-cachimbo: a produção da subjetividade anormal em um território em confinamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Pescarmona, Danilo De Paiva [UNIFESP]
Orientador(a): Teles, Edson Luis De Almeida [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9278349
https://hdl.handle.net/11600/64642
Resumo: O objetivo desta dissertação é compreender como se configuram as relações de poder, no território conhecido como Cracolândia, como um catalisador político da atualidade. Com isso, pressupõe-se que este território tem sido concebido - por diversas forças políticas - como um campo de experimentação, um laboratório de produção de regimes de subjetividades que, simultaneamente, combina a testagem, implementação e proliferação de sofisticadas estratégias de controle pelo tecido social. Desse modo, utilizo-me do conceito de sujeito-cachimbo como ferramenta para analisar as forças que estão dispostas para a produção de uma subjetividade da anormalidade. O cachimbo é o conector imediato dos sentidos atribuídos ao crack socialmente. Ao mesmo tempo, o cachimbo veicula àquele que consome o crack como um indivíduo que perdeu a razão, uma figura abjeta que age impulsiva e violentamente para satisfazer o seu interesse imediato de usar a substância. O que se pretende investigar é que esta concepção atende a funções políticas muito específicas, implicadas em estratégias de assujeitamento relacionadas a produção de figuras anormais, patologizadas e concebidas como inimigos que, no limite, podem ser eliminados. A operacionalidade deste mecanismo ocorre, em primeiro lugar, pela disseminação do poder psiquiátrico em sua função de distinguir os indivíduos entre normais e anormais ou entre aqueles que devem viver ou morrer como consequência da biopolítica contemporânea. Com o inimigo (sujeito-cachimbo) personificado e patologicamente concebido, o combate se dá pela crescente militarização e mecanismos de securitização da vida que perpetua a lógica da guerra em regiões consideradas vulneráveis, construindo-se como verdadeiros cárceres a céu aberto, que legitima o estado de exceção.
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spelling MestradoPescarmona, Danilo De Paiva [UNIFESP]Universidade Federal de São PauloTeles, Edson Luis De Almeida [UNIFESP]2022-07-21T17:10:14Z2022-07-21T17:10:14Z2020-06-03O objetivo desta dissertação é compreender como se configuram as relações de poder, no território conhecido como Cracolândia, como um catalisador político da atualidade. Com isso, pressupõe-se que este território tem sido concebido - por diversas forças políticas - como um campo de experimentação, um laboratório de produção de regimes de subjetividades que, simultaneamente, combina a testagem, implementação e proliferação de sofisticadas estratégias de controle pelo tecido social. Desse modo, utilizo-me do conceito de sujeito-cachimbo como ferramenta para analisar as forças que estão dispostas para a produção de uma subjetividade da anormalidade. O cachimbo é o conector imediato dos sentidos atribuídos ao crack socialmente. Ao mesmo tempo, o cachimbo veicula àquele que consome o crack como um indivíduo que perdeu a razão, uma figura abjeta que age impulsiva e violentamente para satisfazer o seu interesse imediato de usar a substância. O que se pretende investigar é que esta concepção atende a funções políticas muito específicas, implicadas em estratégias de assujeitamento relacionadas a produção de figuras anormais, patologizadas e concebidas como inimigos que, no limite, podem ser eliminados. A operacionalidade deste mecanismo ocorre, em primeiro lugar, pela disseminação do poder psiquiátrico em sua função de distinguir os indivíduos entre normais e anormais ou entre aqueles que devem viver ou morrer como consequência da biopolítica contemporânea. Com o inimigo (sujeito-cachimbo) personificado e patologicamente concebido, o combate se dá pela crescente militarização e mecanismos de securitização da vida que perpetua a lógica da guerra em regiões consideradas vulneráveis, construindo-se como verdadeiros cárceres a céu aberto, que legitima o estado de exceção.The objective of this dissertation is to understand how power relations are arranged in the territory known as Cracolândia, as a current political catalyst. Considering this, it is assumed that this area has been conceived - by various political forces - as a field of experimentation, a production laboratory for successive regimes that simultaneously combines testing, implementation and propagation of sophisticated control strategies upon the social fabric. Thus, I adopt the concept of the subject-pipe as a tool to analyze the forces that are willing to produce a state of abnormality. The pipe is the immediate connector to the social meanings attributed to crack. It simultaneously conveys its user as an individual who has lost their reason, an abject failure who acts impulsively and violently to satisfy their immediate interest in using the substance. What we intend to investigate is the idea that this concept serves very specific political functions, implicated in subjection strategies related to the production of abnormal figures, pathologized and conceived as enemies that, in the end, can be eliminated. The operability of this mechanism occurs, first, by the dissemination of psychiatric power in its function of distinguishing individuals between normal and abnormal or between those who must live or die as a consequence of contemporary biopolitics. As the enemy (pipe-subject) is personified and pathologically conceived, the fight is given by the increasing militarization and mechanisms of securitization of life that perpetuate the logic of war in regions considered vulnerable, building themselves as true open-air jails, which legitimizes the state of exception.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2020)110 p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9278349DANILO DE PAIVA PESCARMONA.pdfhttps://hdl.handle.net/11600/64642ark:/48912/001300002mvvkporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessCracolândiaAnormal, Sujeito-CachimboMilitarizaçãoDemocracia SecuritáriaCracolândiaAbnormal, Pipe-SubjectMilitarizationSecurity DemocracySujeito-cachimbo: a produção da subjetividade anormal em um território em confinamentoinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPGuarulhos, Escola de Filosofia, Letras e Ciências HumanasFilosofiaFilosofiaPolítica, Conhecimento E SociedadeORIGINALDANILO DE PAIVA PESCARMONA.pdfDANILO DE PAIVA PESCARMONA.pdfapplication/pdf1058841https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/1a37e2da-d285-47ed-869c-9d934c530e12/downloadf5f28c6c6813546a6c79538c4ec59cf5MD51TEXTDANILO DE PAIVA PESCARMONA.pdf.txtDANILO DE PAIVA PESCARMONA.pdf.txtExtracted texttext/plain103496https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/46c454f0-0ee4-409b-8615-b2f6fb3b347d/download48dade0cc068527634f3f5f365622faaMD510THUMBNAILDANILO DE PAIVA PESCARMONA.pdf.jpgDANILO DE PAIVA PESCARMONA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2588https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b99f4511-0c18-4151-b76b-d4136cf0a823/downloadde0d73bdab1a366e92f076557fb06b86MD51111600/646422024-07-27 01:32:43.768oai:repositorio.unifesp.br:11600/64642https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-27T01:32:43Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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