Modelo de farmacorresistência a drogas antiepiléticas em primatas (Callithrix sp.)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Pontes, Josy Carolina Covan [UNIFESP]
Orientador(a): Mello, Luiz Eugênio Araújo de Moraes [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000021qj8
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23149
Resumo: A farmacorresistencia a drogas antiepilepticas (DAEs) ainda e um desafio no tratamento das epilepsias. Apesar do aparecimento de novos farmacos, a eficacia no controle das crises permanece um obstaculo na clinica. De forma geral, as DAEs tem sido caracterizadas em modelos agudos, o que difere da condicao epileptica dos modelos cronicos de epilepsia. Se por um lado os modelos agudos sao os mais utilizados pela industria farmaceutica, devido a sua praticidade e economicidade, de outro lado, os modelos cronicos mimetizariam melhor as epilepsias humanas. Contudo, devido ao carater imprevisivel das crises espontaneas recorrentes (CER) desses modelos cronicos, fica inviavel (em termos praticos) o screening de novas DAEs. Por este motivo, ha a necessidade de novas estrategias e modelos para o entendimento da farmacorresistencia. Neste contexto, a associacao de modelos cronicos como o da pilocarpina (que desencadeia CER) e a inducao de crises agudas pelo pentilenotetrazol (PTZ) poderia ser um bom modelo para o estudo da farmacorresistencia e no screening de novas DAEs. Para investigar essa hipotese, avaliamos o efeito de DAEs sobre as crises induzidas por PTZ em saguis naive comparados a saguis tornados epilepticos por meio do modelo da pilocarpina (Pilo). Os farmacos fenobarbital, acido valproico e carbamazepina foram administrados uma vez por semana previamente a inducao por PTZ. No presente trabalho, os animais epilepticos apresentaram uma maior susceptibilidade a precipitacao de crises, que alem disso foram mais intensas e duradouras. Como resultado, a inibicao de crises pelas DAEs foi menos eficiente nos animais epilepticos comparado aos saguis naive. As respostas geradas pelas DAEs nos animais em condicoes epilepticas diferiu das respostas em animais naive, principalmente no que se refere a carbamazepina e ao acido valproico. Alem disso, os animais epilepticos mostraram uma expressao aumentada tanto de NPY quanto de ΔFosB, sobretudo em areas de propagacao das crises. Concluimos que o modelo de Pilo/PTZ pode contribuir para o estudo das epilepsias resistentes as drogas, viabilizando tanto a compreensao dos mecanismos biologicos da farmacorresistencia como a investigacao de novas DAEs. Neste sentido no presente trabalho, buscamos ampliar a validade do modelo Pilo/PTZ para afericao das respostas as DAEs investigando esse modelo em primatas nao-humanos
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