Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Farah, Daniela de Moura Azevedo Tuma [UNIFESP]
Orientador(a): Irigoyen, Maria Claudia Costa [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001zqfs
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48566
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3607335
Resumo: Estudos mostraram que a sinvastatina pode promover a melhora na sensibilidade dos pressorreceptores, provavelmente por aumentar a descarga aferente frente aos mesmos níveis de pressão arterial. Neste trabalho avaliamos o efeito pleiotrópico da sinvastatina sobre a modulação autonômica cardiovascular, resistência vascular, função cardíaca e o estresse oxidativo em ratos espontaneamente hipertensos (SHR) submetidos ou não a desnervação sinoaórtica (DSA) com a idéia de quantificar a participação dos aferentes barorreceptores nessa resposta. Ratos machos SHR foram divididos em 4 grupos (n=8 cada grupo): controle hipertenso (HC), hipertenso tratado com sinvastatina (HS), hipertenso desnervado (HD) e hipertenso desnervado tratado com sinvastatina (HDS). Os grupos HD e HDS foram submetidos à cirurgia de DSA. Os grupos HS e HDS foram tratados durante 5 semanas com sinvastatina na dose de 1mg/Kg/dia por via subcutânea através de uma bomba de liberação lenta (Alzet® mini-pump) a partir da 5ª semana de protocolo. Ao final do protocolo (10 semanas) foi realizada a avaliação do perfil lipídico, da pressão arterial (registro direto), da sensibilidade dos pressorreceptores, reatividade vascular, análise da modulação autonômica cardiovascular, função cardíaca e perfil oxidativo sistêmico. Testes estatísticos foram devidamente aplicados para comparação dos dados. Não houve diferença significativa no peso, pressão arterial, perfil lipídico e reatividade vascular entre os grupos, entretanto os grupos HD e HDS (381±7; 384±9 bpm) apresentaram taquicardia de repouso em relação ao grupo HS (355±9 bpm). A raiz quadrada da média do quadrado das diferenças entre intervalos RR estava reduzido no grupo HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC:8±0,9; HS:10±0,6; HD:6±0,4; HDS:5±0,6 msec). A variância do intervalo de pulso estava menor no grupo HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC: 109,8±13; HS:109,2±10; HD:62,3±3; HDS:68,9±9 ms2), e a variância da pressão arterial sistólica foi menor no grupo HS (55,7±2,9 mmHg2) em relação ao HC (84,1±7,7 mmHg2), e o grupo HDS apresentou menores valores em relação ao HD (HD:134,3±11,1; HDS:106,7±13,1 mmHg2). Função sistólica e diastólica estavam piores no grupo HD em relação aos demais. O fluxo coronariano e renal do grupo HD foi pior em relação ao HC (COR- HC:4,2±0,6 HD:1,4±0,4; REN- HC:3,4±0,6; HD:1,8±0,3 ml/min/g), e a resistência vascular coronariana estava aumentada no grupo HD em relação aos demais (HC:51±9; HS:85±15; HD:289±58; HDS:83±27 mmHg/mL/min/kg). A resistência vascular renal apresentou-se maior nos grupos HD e HDS em relação ao HC e HS (HC:76±9; HS:80±19; HD:166±43; HDS:232±63 mmHg/mL/min/kg). O grupo HS teve menor lipoperoxidação em relação ao HC (HC:0,29±0,01; HS:0,21±0,02 umol/mg proteína), o grupo HDS teve menor oxidação de proteínas que os grupos HS e HD (HS:1,12±0,05; HD:1,14±0,03; HDS:0,98±0,05 nmol/mg proteína). O grupo HD teve menor SOD que todos os grupos (HC: 0,7±0,02; HS:0,7±0,03; HD:0,6±0,04; HDS:0,7±0,03 Usod/mg), e TRAP ficou reduzida nos grupos HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC:3,3±0,3; HS: 2,8±0,3; HD:1,3±0,3; HDS:1,7±0,2 uM de trolox). O grupo HD teve aumento de peróxido de hidrogênio em relação ao HC (HC:2,4±0,4; HS:5,4±1,0; HD:7,6±1,9; HDS:4,8±1,1 ?M H2O2). Nossos resultados sugerem que o tratamento com sinvastatina associado ou não à desnervação sinoaórtica foi capaz de atenuar a disfunção autonômica e melhorar a sensibilidade baroreflexa. Todavia, a desnervação sinoaórtica atenuou marcantemente os benefícios autonômicos do tratamento com sinvastatina neste modelo de hipertensão, reforçando o papel dos pressorreceptores como modulador dos efeitos pleiotrópicos deste fármaco.
id UFSP_4cc03b5e1b1d92963efdabfd778f1f6d
oai_identifier_str oai:repositorio.unifesp.br:11600/48566
network_acronym_str UFSP
network_name_str Repositório Institucional da UNIFESP
repository_id_str
spelling http://lattes.cnpq.br/8049184468038869Farah, Daniela de Moura Azevedo Tuma [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/3511165474633351Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Irigoyen, Maria Claudia Costa [UNIFESP]São Paulo2018-07-30T11:53:07Z2018-07-30T11:53:07Z2015-05-04Estudos mostraram que a sinvastatina pode promover a melhora na sensibilidade dos pressorreceptores, provavelmente por aumentar a descarga aferente frente aos mesmos níveis de pressão arterial. Neste trabalho avaliamos o efeito pleiotrópico da sinvastatina sobre a modulação autonômica cardiovascular, resistência vascular, função cardíaca e o estresse oxidativo em ratos espontaneamente hipertensos (SHR) submetidos ou não a desnervação sinoaórtica (DSA) com a idéia de quantificar a participação dos aferentes barorreceptores nessa resposta. Ratos machos SHR foram divididos em 4 grupos (n=8 cada grupo): controle hipertenso (HC), hipertenso tratado com sinvastatina (HS), hipertenso desnervado (HD) e hipertenso desnervado tratado com sinvastatina (HDS). Os grupos HD e HDS foram submetidos à cirurgia de DSA. Os grupos HS e HDS foram tratados durante 5 semanas com sinvastatina na dose de 1mg/Kg/dia por via subcutânea através de uma bomba de liberação lenta (Alzet® mini-pump) a partir da 5ª semana de protocolo. Ao final do protocolo (10 semanas) foi realizada a avaliação do perfil lipídico, da pressão arterial (registro direto), da sensibilidade dos pressorreceptores, reatividade vascular, análise da modulação autonômica cardiovascular, função cardíaca e perfil oxidativo sistêmico. Testes estatísticos foram devidamente aplicados para comparação dos dados. Não houve diferença significativa no peso, pressão arterial, perfil lipídico e reatividade vascular entre os grupos, entretanto os grupos HD e HDS (381±7; 384±9 bpm) apresentaram taquicardia de repouso em relação ao grupo HS (355±9 bpm). A raiz quadrada da média do quadrado das diferenças entre intervalos RR estava reduzido no grupo HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC:8±0,9; HS:10±0,6; HD:6±0,4; HDS:5±0,6 msec). A variância do intervalo de pulso estava menor no grupo HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC: 109,8±13; HS:109,2±10; HD:62,3±3; HDS:68,9±9 ms2), e a variância da pressão arterial sistólica foi menor no grupo HS (55,7±2,9 mmHg2) em relação ao HC (84,1±7,7 mmHg2), e o grupo HDS apresentou menores valores em relação ao HD (HD:134,3±11,1; HDS:106,7±13,1 mmHg2). Função sistólica e diastólica estavam piores no grupo HD em relação aos demais. O fluxo coronariano e renal do grupo HD foi pior em relação ao HC (COR- HC:4,2±0,6 HD:1,4±0,4; REN- HC:3,4±0,6; HD:1,8±0,3 ml/min/g), e a resistência vascular coronariana estava aumentada no grupo HD em relação aos demais (HC:51±9; HS:85±15; HD:289±58; HDS:83±27 mmHg/mL/min/kg). A resistência vascular renal apresentou-se maior nos grupos HD e HDS em relação ao HC e HS (HC:76±9; HS:80±19; HD:166±43; HDS:232±63 mmHg/mL/min/kg). O grupo HS teve menor lipoperoxidação em relação ao HC (HC:0,29±0,01; HS:0,21±0,02 umol/mg proteína), o grupo HDS teve menor oxidação de proteínas que os grupos HS e HD (HS:1,12±0,05; HD:1,14±0,03; HDS:0,98±0,05 nmol/mg proteína). O grupo HD teve menor SOD que todos os grupos (HC: 0,7±0,02; HS:0,7±0,03; HD:0,6±0,04; HDS:0,7±0,03 Usod/mg), e TRAP ficou reduzida nos grupos HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC:3,3±0,3; HS: 2,8±0,3; HD:1,3±0,3; HDS:1,7±0,2 uM de trolox). O grupo HD teve aumento de peróxido de hidrogênio em relação ao HC (HC:2,4±0,4; HS:5,4±1,0; HD:7,6±1,9; HDS:4,8±1,1 ?M H2O2). Nossos resultados sugerem que o tratamento com sinvastatina associado ou não à desnervação sinoaórtica foi capaz de atenuar a disfunção autonômica e melhorar a sensibilidade baroreflexa. Todavia, a desnervação sinoaórtica atenuou marcantemente os benefícios autonômicos do tratamento com sinvastatina neste modelo de hipertensão, reforçando o papel dos pressorreceptores como modulador dos efeitos pleiotrópicos deste fármaco. Studies have shown that simvastatin can improve pressorreceptors sensitivity probably by increasing afferent discharge to the same levels of blood pressure. In this study we evaluated the pleiotropic effects of simvastatin on cardiovascular autonomic modulation, vascular reactivity, cardiac function and oxidative stress in spontaneously hypertensive rats (SHR) submitted or not to sinoaortic denervation surgery (DSA) with the idea of quantifying the participation of barorreceptors afferent in this response. Male rats SHR were divided into 4 groups (n = 8 each group): hypertension control (HC), hypertension treated with simvastatin (HS), hypertension denervated (HD) and denervated hypertension treated with simvastatin (HDS). HD and HDS groups underwent DSA surgery. The HDS and HS groups were treated for five weeks with simvastatin at a dose of 1mg / kg / day subcutaneously through a slow-release pump (Alzet® mini-pump) from the 5th week protocol. At the end of the protocol (10 weeks) was evaluated the lipid profile, blood pressure (direct registration), the sensitivity of pressorreceptor, vascular reactivity, analysis of cardiovascular autonomic modulation, cardiac function and systemic oxidative stress. Statistical tests were properly applied for data comparison. There was no significant difference in weight, blood pressure, lipid profile and vascular reactivity between the groups, however the HD group and HDS (381 ± 7, 384 ± 9 bpm) had resting tachycardia compared to the HS group (355 ± 9 bpm). The square root of the average of the squared differences between RR intervals were reduced in HD and HDS group compared to HC and HS groups (HC: 8 ± 0.9; HS: 10 ± 0.6; HD: 6 ± 0.4; HDS: 5 ± 0.6 msec). The pulse interval of the variance was lower in HD and HDS group compared to HC and HS groups (HC: 109.8 ± 13; HS: 109.2 ± 10; HD: 62.3 ± 3; HDS: 68.9 ± 9 ms2), and the variance in systolic blood pressure was lower in the HS group (55.7 ± 2.9 mmHg2) compared to HC (84.1 ± 7.7 mmHg2), and the HDS group showed lower values compared to HD (HD: 134.3 ± 11.1; HDS: 106.7 ± 13.1 mmHg2). Systolic and diastolic function was worse in HD group compared to the others. The coronary and renal blood flow in the DC group was worse compared to HC (HC Heart: 4.2 ± 0.6 HD: 1.4 ± 0.4; Renal- HC: 3.4 ± 0.6; HD: 1.8 ± 0.3 ml / min / g), and coronary vascular resistance was increased in the HD group compared to the others (HC: 51 ± 9; HS: 85 ± 15; HD: 289 ± 58; HDS: 83 ± 27 mm Hg / ml / min / kg). Renal vascular resistance higher in HD groups and HDS relative to HC and HS (HC: 76 ± 9; HS: 80 ± 19; HD: 166 ± 43; HDS: 232 ± 63 mm Hg / ml / min / kg). The HS group had lower lipid peroxidation compared to HC (HC: 0.29 ± 0.01; HS: 0.21 ± 0.02 micro mol/mg protein), the HDS group had lower protein oxidation that HS groups and HD (HS: 1.12 ± 0.05; HD: 1.14 ± 0.03; HDS: 0.98 ± 0.05 nmol/mg protein). The HD group had lower SOD that all (HC: 0.7 ± 0.02; HS: 0.7 ± 0.03; HD: 0.6 ± 0.04; HDS: 0.7 ± 0.03 USOD/mg protein), and TRAP was reduced in HD and HDS groups to the HC groups and HS (HC: 3.3 ± 0.3; HS: 2.8 ± 0.3; HD: 1.3 ± 0, 3; HDS: 1.7 ± 0.2 uM Trolox). The HD group had an increase of hydrogen peroxide compared to HC (HC: 2.4 ± 0.4; HS: 5.4 ± 1.0; HD: 7.6 ± 1.9; HDS: 4.8 ± 1.1 uMH2O2). Our results suggest that treatment with simvastatin with or without DSA was able to attenuate the autonomic dysfunction. However, DSA markedly attenuated autonomic benefits of treatment with simvastatin in this model of hypertension, reinforcing the role of pressoreceptor as a modulator of the pleiotropic effects of this drug.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)80 f.FARAH, Daniela de Moura Azevedo Tuma. Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica. 2015. 80 f. Dissertação (Mestrado em Nefrologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48566https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3607335ark:/48912/001300001zqfsporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessHipertensãoSinvastatinaPressorreceptoresDenervaçãoEfeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórticaEffects of simvastatin in cardiovascular function in experimental model of hypertension with sinoaortic denervationinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Nefrologia)Ciências da saúdeMedicinaORIGINALDissertação_Daniela Tuma Farah.pdfapplication/pdf914620https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/7f85470c-78f4-4cdb-b60d-635c40c3d75c/download94f8a505e5e372921ec45b29f3209134MD5111600/485662025-05-13 15:43:55.583oai:repositorio.unifesp.br:11600/48566https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-05-13T15:43:55Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
dc.title.pt_BR.fl_str_mv Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica
dc.title.alternative.en.fl_str_mv Effects of simvastatin in cardiovascular function in experimental model of hypertension with sinoaortic denervation
title Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica
spellingShingle Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica
Farah, Daniela de Moura Azevedo Tuma [UNIFESP]
Hipertensão
Sinvastatina
Pressorreceptores
Denervação
title_short Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica
title_full Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica
title_fullStr Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica
title_full_unstemmed Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica
title_sort Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica
author Farah, Daniela de Moura Azevedo Tuma [UNIFESP]
author_facet Farah, Daniela de Moura Azevedo Tuma [UNIFESP]
author_role author
dc.contributor.advisorLattes.none.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/8049184468038869
dc.contributor.authorLattes.none.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/3511165474633351
dc.contributor.institution.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.contributor.author.fl_str_mv Farah, Daniela de Moura Azevedo Tuma [UNIFESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Irigoyen, Maria Claudia Costa [UNIFESP]
contributor_str_mv Irigoyen, Maria Claudia Costa [UNIFESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Hipertensão
Sinvastatina
Pressorreceptores
Denervação
topic Hipertensão
Sinvastatina
Pressorreceptores
Denervação
description Estudos mostraram que a sinvastatina pode promover a melhora na sensibilidade dos pressorreceptores, provavelmente por aumentar a descarga aferente frente aos mesmos níveis de pressão arterial. Neste trabalho avaliamos o efeito pleiotrópico da sinvastatina sobre a modulação autonômica cardiovascular, resistência vascular, função cardíaca e o estresse oxidativo em ratos espontaneamente hipertensos (SHR) submetidos ou não a desnervação sinoaórtica (DSA) com a idéia de quantificar a participação dos aferentes barorreceptores nessa resposta. Ratos machos SHR foram divididos em 4 grupos (n=8 cada grupo): controle hipertenso (HC), hipertenso tratado com sinvastatina (HS), hipertenso desnervado (HD) e hipertenso desnervado tratado com sinvastatina (HDS). Os grupos HD e HDS foram submetidos à cirurgia de DSA. Os grupos HS e HDS foram tratados durante 5 semanas com sinvastatina na dose de 1mg/Kg/dia por via subcutânea através de uma bomba de liberação lenta (Alzet® mini-pump) a partir da 5ª semana de protocolo. Ao final do protocolo (10 semanas) foi realizada a avaliação do perfil lipídico, da pressão arterial (registro direto), da sensibilidade dos pressorreceptores, reatividade vascular, análise da modulação autonômica cardiovascular, função cardíaca e perfil oxidativo sistêmico. Testes estatísticos foram devidamente aplicados para comparação dos dados. Não houve diferença significativa no peso, pressão arterial, perfil lipídico e reatividade vascular entre os grupos, entretanto os grupos HD e HDS (381±7; 384±9 bpm) apresentaram taquicardia de repouso em relação ao grupo HS (355±9 bpm). A raiz quadrada da média do quadrado das diferenças entre intervalos RR estava reduzido no grupo HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC:8±0,9; HS:10±0,6; HD:6±0,4; HDS:5±0,6 msec). A variância do intervalo de pulso estava menor no grupo HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC: 109,8±13; HS:109,2±10; HD:62,3±3; HDS:68,9±9 ms2), e a variância da pressão arterial sistólica foi menor no grupo HS (55,7±2,9 mmHg2) em relação ao HC (84,1±7,7 mmHg2), e o grupo HDS apresentou menores valores em relação ao HD (HD:134,3±11,1; HDS:106,7±13,1 mmHg2). Função sistólica e diastólica estavam piores no grupo HD em relação aos demais. O fluxo coronariano e renal do grupo HD foi pior em relação ao HC (COR- HC:4,2±0,6 HD:1,4±0,4; REN- HC:3,4±0,6; HD:1,8±0,3 ml/min/g), e a resistência vascular coronariana estava aumentada no grupo HD em relação aos demais (HC:51±9; HS:85±15; HD:289±58; HDS:83±27 mmHg/mL/min/kg). A resistência vascular renal apresentou-se maior nos grupos HD e HDS em relação ao HC e HS (HC:76±9; HS:80±19; HD:166±43; HDS:232±63 mmHg/mL/min/kg). O grupo HS teve menor lipoperoxidação em relação ao HC (HC:0,29±0,01; HS:0,21±0,02 umol/mg proteína), o grupo HDS teve menor oxidação de proteínas que os grupos HS e HD (HS:1,12±0,05; HD:1,14±0,03; HDS:0,98±0,05 nmol/mg proteína). O grupo HD teve menor SOD que todos os grupos (HC: 0,7±0,02; HS:0,7±0,03; HD:0,6±0,04; HDS:0,7±0,03 Usod/mg), e TRAP ficou reduzida nos grupos HD e HDS em relação aos grupos HC e HS (HC:3,3±0,3; HS: 2,8±0,3; HD:1,3±0,3; HDS:1,7±0,2 uM de trolox). O grupo HD teve aumento de peróxido de hidrogênio em relação ao HC (HC:2,4±0,4; HS:5,4±1,0; HD:7,6±1,9; HDS:4,8±1,1 ?M H2O2). Nossos resultados sugerem que o tratamento com sinvastatina associado ou não à desnervação sinoaórtica foi capaz de atenuar a disfunção autonômica e melhorar a sensibilidade baroreflexa. Todavia, a desnervação sinoaórtica atenuou marcantemente os benefícios autonômicos do tratamento com sinvastatina neste modelo de hipertensão, reforçando o papel dos pressorreceptores como modulador dos efeitos pleiotrópicos deste fármaco.
publishDate 2015
dc.date.issued.fl_str_mv 2015-05-04
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2018-07-30T11:53:07Z
dc.date.available.fl_str_mv 2018-07-30T11:53:07Z
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.citation.fl_str_mv FARAH, Daniela de Moura Azevedo Tuma. Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica. 2015. 80 f. Dissertação (Mestrado em Nefrologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.
dc.identifier.uri.fl_str_mv http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48566
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3607335
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/48912/001300001zqfs
identifier_str_mv FARAH, Daniela de Moura Azevedo Tuma. Efeito da sinvastatina na função vascular em modelo experimental de hipertensão com desnervação sinoaórtica. 2015. 80 f. Dissertação (Mestrado em Nefrologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.
ark:/48912/001300001zqfs
url http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/48566
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3607335
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 80 f.
dc.coverage.spatial.none.fl_str_mv São Paulo
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNIFESP
instname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron:UNIFESP
instname_str Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron_str UNIFESP
institution UNIFESP
reponame_str Repositório Institucional da UNIFESP
collection Repositório Institucional da UNIFESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/7f85470c-78f4-4cdb-b60d-635c40c3d75c/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 94f8a505e5e372921ec45b29f3209134
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
repository.mail.fl_str_mv biblioteca.csp@unifesp.br
_version_ 1865648489878257664