A saúde mental de pessoas em situação de rua durante a pandemia de COVID-19
| Ano de defesa: | 2024 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| dARK ID: | ark:/48912/0013000022fzk |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/72704 |
Resumo: | Objetivo: O presente estudo teve por objetivos principais caracterizar os transtornos mentais das pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo e correlacioná-los com o contexto da pandemia de COVID-19; e descrever a percepção das pessoas em situação de rua sobre sua saúde mental durante a pandemia de COVID-19. Métodos: A primeira parte do estudo foi realizada com abordagem quantitativa, descritiva e de recorte transversal em uma amostra estatisticamente representativa de 177 adultos em situação de rua, abordados junto com as equipes de Consultório na Rua na zona central da cidade de São Paulo. Os dados foram coletados por meio de três instrumentos validados: Questionário de Saúde do Paciente (PHQ), ASSIST (Teste de Triagem de Envolvimento com Álcool, Tabaco e Substâncias) e o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (IQSP). Desta forma, foi possível abordar sintomas afetivos, ansiosos, psicóticos, comportamentais, abuso de substâncias psicoativas e qualidade do sono. A ênfase do estudo foi colocada no período da pandemia de COVID-19 e suas implicações psicossociais. A análise foi realizada a partir dos scores de cada instrumento, permitindo identificar transtornos mentais correlacionando com dados sociodemográficos, antecedentes de saúde, tempo de vida nas ruas, etc. A segunda parte do estudo teve abordagem qualitativa, com uso do método da História Oral Temática. Foram selecionados 20 participantes por conveniência para entrevista com o tema gerador: Como você percebe sua saúde mental durante a pandemia de COVID-19? As entrevistas foram gravadas em arquivos de áudio e transcritas pelo próprio pesquisador. Para análise, foi utilizado o modelo de análise temática proposto por Minayo, que consiste na identificação dos núcleos de sentido, categorização e interpretação das narrativas. A coleta de dados de ambas as fases ocorreu com a aquiescência dos participantes mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: A prevalência de depressão foi menor que a da população geral (sendo 3% em nossa amostra e 5% a estimativa para a população mundial), havendo prevalência de sintomas ansiosos inespecíficos de 8% e sintomas de transtornos alimentares de 3%. Ressalta-se que o tempo efetivo de sono foi semelhante à média da população geral de São Paulo durante a pandemia (78,5% da amostra com eficiência de sono superior a 85%) e houve pouca alteração das atividades diurnas (2,8%); o álcool apresentou consumo de risco maior que o crack (20% vs 11%) e quase metade dos entrevistados necessitou de intervenção breve devido ao risco moderado no consumo de cannabis (41%). Em relação à qualidade subjetiva do sono, 67% dos participantes apresentaram boa qualidade subjetiva do sono (média ± desvio padrão: 4,9 ± 2,7). Quanto aos subcomponentes do PSQI, observou-se que os indivíduos que faziam uso de depressores e estimulantes apresentavam uma qualidade de sono inferior, e que as mulheres levavam mais tempo para pegar no sono e tinham mais disfunções durante o dia do que os homens. De um grupo de participantes com média de 48 anos de idade e com aproximadamente 7 anos em situação de rua, dos quais 70% estavam desempregados no momento da coleta de dados, a abordagem qualitativa propôs, após a análise três categorias: Experiência de Vida na Rua; Pandemia; Saúde Mental. A pandemia parece não ter sido tão disruptiva como em outros grupos sociais. No geral, não relataram agravamento dos problemas de saúde mental. Métodos tradicionais para diagnóstico em saúde mental podem não fazer sentido para esse contexto. Conclusões: As pessoas em situação de rua não apresentaram altos índices de diagnósticos psiquiátricos, sua qualidade de sono não foi ostensivamente pior do que a da população em geral e o consumo de substâncias psicoativas de alto risco afeta um grupo minoritário. Cabe ressaltar que parte dos diagnósticos em saúde mental se relaciona à percepção que a pessoa tem dos próprios sintomas, como eles afetam suas rotinas diárias, sendo assim, a situação de rua oferece condições de vida precárias e rotinas para manutenção da subsistência que podem distorcer a comparação com resultados de estudos com a população em geral. Além disso, o período de pandemia não parece ter sido um estressor predominante ou um gerador de transtornos tão relevantes como demonstrado na população em geral. |
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http://lattes.cnpq.br/6303382961871353http://lattes.cnpq.br/0916786723350340Gelvez, Rafael Eduardo Benavides [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/0951352679604610Rosa, Anderson da Silva [UNIFESP]Hipólide, Débora Cristina [UNIFESP]São Paulo2025-01-07T17:20:08Z2025-01-07T17:20:08Z2024-11-29Objetivo: O presente estudo teve por objetivos principais caracterizar os transtornos mentais das pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo e correlacioná-los com o contexto da pandemia de COVID-19; e descrever a percepção das pessoas em situação de rua sobre sua saúde mental durante a pandemia de COVID-19. Métodos: A primeira parte do estudo foi realizada com abordagem quantitativa, descritiva e de recorte transversal em uma amostra estatisticamente representativa de 177 adultos em situação de rua, abordados junto com as equipes de Consultório na Rua na zona central da cidade de São Paulo. Os dados foram coletados por meio de três instrumentos validados: Questionário de Saúde do Paciente (PHQ), ASSIST (Teste de Triagem de Envolvimento com Álcool, Tabaco e Substâncias) e o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (IQSP). Desta forma, foi possível abordar sintomas afetivos, ansiosos, psicóticos, comportamentais, abuso de substâncias psicoativas e qualidade do sono. A ênfase do estudo foi colocada no período da pandemia de COVID-19 e suas implicações psicossociais. A análise foi realizada a partir dos scores de cada instrumento, permitindo identificar transtornos mentais correlacionando com dados sociodemográficos, antecedentes de saúde, tempo de vida nas ruas, etc. A segunda parte do estudo teve abordagem qualitativa, com uso do método da História Oral Temática. Foram selecionados 20 participantes por conveniência para entrevista com o tema gerador: Como você percebe sua saúde mental durante a pandemia de COVID-19? As entrevistas foram gravadas em arquivos de áudio e transcritas pelo próprio pesquisador. Para análise, foi utilizado o modelo de análise temática proposto por Minayo, que consiste na identificação dos núcleos de sentido, categorização e interpretação das narrativas. A coleta de dados de ambas as fases ocorreu com a aquiescência dos participantes mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: A prevalência de depressão foi menor que a da população geral (sendo 3% em nossa amostra e 5% a estimativa para a população mundial), havendo prevalência de sintomas ansiosos inespecíficos de 8% e sintomas de transtornos alimentares de 3%. Ressalta-se que o tempo efetivo de sono foi semelhante à média da população geral de São Paulo durante a pandemia (78,5% da amostra com eficiência de sono superior a 85%) e houve pouca alteração das atividades diurnas (2,8%); o álcool apresentou consumo de risco maior que o crack (20% vs 11%) e quase metade dos entrevistados necessitou de intervenção breve devido ao risco moderado no consumo de cannabis (41%). Em relação à qualidade subjetiva do sono, 67% dos participantes apresentaram boa qualidade subjetiva do sono (média ± desvio padrão: 4,9 ± 2,7). Quanto aos subcomponentes do PSQI, observou-se que os indivíduos que faziam uso de depressores e estimulantes apresentavam uma qualidade de sono inferior, e que as mulheres levavam mais tempo para pegar no sono e tinham mais disfunções durante o dia do que os homens. De um grupo de participantes com média de 48 anos de idade e com aproximadamente 7 anos em situação de rua, dos quais 70% estavam desempregados no momento da coleta de dados, a abordagem qualitativa propôs, após a análise três categorias: Experiência de Vida na Rua; Pandemia; Saúde Mental. A pandemia parece não ter sido tão disruptiva como em outros grupos sociais. No geral, não relataram agravamento dos problemas de saúde mental. Métodos tradicionais para diagnóstico em saúde mental podem não fazer sentido para esse contexto. Conclusões: As pessoas em situação de rua não apresentaram altos índices de diagnósticos psiquiátricos, sua qualidade de sono não foi ostensivamente pior do que a da população em geral e o consumo de substâncias psicoativas de alto risco afeta um grupo minoritário. Cabe ressaltar que parte dos diagnósticos em saúde mental se relaciona à percepção que a pessoa tem dos próprios sintomas, como eles afetam suas rotinas diárias, sendo assim, a situação de rua oferece condições de vida precárias e rotinas para manutenção da subsistência que podem distorcer a comparação com resultados de estudos com a população em geral. Além disso, o período de pandemia não parece ter sido um estressor predominante ou um gerador de transtornos tão relevantes como demonstrado na população em geral. Objective: The primary objectives of this study were to characterize the mental disorder diagnoses of homeless individuals in the city of São Paulo and correlate them with the context of the COVID-19 pandemic, as well as to understand the perception of homeless individuals regarding their mental health during the COVID-19 pandemic. Methods: The first part of the study utilized a quantitative, descriptive, cross-sectional approach with a statistically representative sample of 177 homeless adults, recruited in collaboration with the Street Outreach Teams in the central area of São Paulo. Data were collected using three validated instruments: the Patient Health Questionnaire (PHQ), the ASSIST (Alcohol, Smoking, and Substance Involvement Screening Test), and the Pittsburgh Sleep Quality Index (PSQI). This allowed for the assessment of affective, anxious, psychotic, and behavioral symptoms, substance abuse, and sleep quality. The study focused on the psychosocial implications of the COVID-19 pandemic. Data analysis was conducted using the scores from each instrument, enabling the identification of psychiatric diagnoses correlated with sociodemographic data, health history, time spent living on the streets, and other relevant variables. The second part of the study employed a qualitative approach, using the Thematic Oral History method. Twenty participants were intentionally selected for interviews centered on the guiding question: How do you perceive your mental health during the COVID-19 pandemic? The interviews were recorded in audio format and transcribed by the researcher. The thematic analysis model proposed by Minayo was used to analyze the data, which involved identifying meaning units, categorizing, and interpreting the narratives. Data collection in both phases occurred with participants' consent through the signing of informed consent forms. Results: The prevalence of depression was lower than that of the general population (3% in our sample vs. 5% estimated globally), while there was a high prevalence of nonspecific anxiety symptoms (8%) and eating disorder symptoms (3%). Notably, the effective sleep duration was similar to that of the general population in São Paulo during the pandemic (78.5% of the sample had a sleep efficiency greater than 85%), with a low prevalence of daytime dysfunction (2.8%). Risky alcohol consumption exceeded that of crack (20% vs. 11%), and nearly half of the participants required brief intervention due to moderate-risk cannabis use (41%). Regarding subjective sleep quality, 67% of the participants reported good sleep quality (mean ± standard deviation: 4.9 ± 2.7). Among the PSQI subcomponents, individuals who used depressants and stimulants had poorer sleep quality, and women took longer to fall asleep and experienced more daytime dysfunction than men. In the qualitative analysis, participants were on average 48 years old, had been homeless for seven years, and 70% were unemployed at the time of data collection. Three categories emerged from the analysis: Life Experience on the Streets, the Pandemic, and Mental Health. The pandemic did not appear to be as disruptive for this group as it was for other social groups. Overall, they did not report a worsening of mental health problems. Traditional diagnostic methods may not be fully applicable to this context. Conclusions: Homeless individuals did not exhibit high rates of psychiatric diagnoses, their sleep quality was not significantly worse than that of the general population, and high-risk substance use was not the norm. It is important to note that mental health diagnoses are often related to individuals' perceptions of their symptoms and how these symptoms affect their daily routines. As such, homelessness creates precarious living conditions and survival routines that may distort comparisons with studies conducted in the general population. Furthermore, the pandemic did not seem to be a predominant stressor or a significant cause of mental health disorders in this group, as it was in the general population.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)141497/2020-3anderson.rosa@unifesp.br161 f.GELVEZ, Rafael Eduardo Benavides. A saúde mental de pessoas em situação de rua durante a pandemia de COVID-19. 2024. 161 f. Tese (Doutorado em Psicobiologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo, 2024.https://hdl.handle.net/11600/72704ark:/48912/0013000022fzkporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessSaúde mentalPopulação em situação de ruaPandemia por COVID-19Iniquidades em saúdeA saúde mental de pessoas em situação de rua durante a pandemia de COVID-19Mental health of homeless people during the COVID19 pandemicinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)PsicobiologiaORIGINALTese_Rafael Benavides Gelvez.pdfTese_Rafael Benavides Gelvez.pdfapplication/pdf4841164https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/7d8c0bc3-25df-42f2-ba89-fdc186d6bf97/download5bb36652397fe54f696f7258760a2c09MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Objetivo: O presente estudo teve por objetivos principais caracterizar os transtornos mentais das pessoas em situação de rua na cidade de São Paulo e correlacioná-los com o contexto da pandemia de COVID-19; e descrever a percepção das pessoas em situação de rua sobre sua saúde mental durante a pandemia de COVID-19. Métodos: A primeira parte do estudo foi realizada com abordagem quantitativa, descritiva e de recorte transversal em uma amostra estatisticamente representativa de 177 adultos em situação de rua, abordados junto com as equipes de Consultório na Rua na zona central da cidade de São Paulo. Os dados foram coletados por meio de três instrumentos validados: Questionário de Saúde do Paciente (PHQ), ASSIST (Teste de Triagem de Envolvimento com Álcool, Tabaco e Substâncias) e o Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh (IQSP). Desta forma, foi possível abordar sintomas afetivos, ansiosos, psicóticos, comportamentais, abuso de substâncias psicoativas e qualidade do sono. A ênfase do estudo foi colocada no período da pandemia de COVID-19 e suas implicações psicossociais. A análise foi realizada a partir dos scores de cada instrumento, permitindo identificar transtornos mentais correlacionando com dados sociodemográficos, antecedentes de saúde, tempo de vida nas ruas, etc. A segunda parte do estudo teve abordagem qualitativa, com uso do método da História Oral Temática. Foram selecionados 20 participantes por conveniência para entrevista com o tema gerador: Como você percebe sua saúde mental durante a pandemia de COVID-19? As entrevistas foram gravadas em arquivos de áudio e transcritas pelo próprio pesquisador. Para análise, foi utilizado o modelo de análise temática proposto por Minayo, que consiste na identificação dos núcleos de sentido, categorização e interpretação das narrativas. A coleta de dados de ambas as fases ocorreu com a aquiescência dos participantes mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: A prevalência de depressão foi menor que a da população geral (sendo 3% em nossa amostra e 5% a estimativa para a população mundial), havendo prevalência de sintomas ansiosos inespecíficos de 8% e sintomas de transtornos alimentares de 3%. Ressalta-se que o tempo efetivo de sono foi semelhante à média da população geral de São Paulo durante a pandemia (78,5% da amostra com eficiência de sono superior a 85%) e houve pouca alteração das atividades diurnas (2,8%); o álcool apresentou consumo de risco maior que o crack (20% vs 11%) e quase metade dos entrevistados necessitou de intervenção breve devido ao risco moderado no consumo de cannabis (41%). Em relação à qualidade subjetiva do sono, 67% dos participantes apresentaram boa qualidade subjetiva do sono (média ± desvio padrão: 4,9 ± 2,7). Quanto aos subcomponentes do PSQI, observou-se que os indivíduos que faziam uso de depressores e estimulantes apresentavam uma qualidade de sono inferior, e que as mulheres levavam mais tempo para pegar no sono e tinham mais disfunções durante o dia do que os homens. De um grupo de participantes com média de 48 anos de idade e com aproximadamente 7 anos em situação de rua, dos quais 70% estavam desempregados no momento da coleta de dados, a abordagem qualitativa propôs, após a análise três categorias: Experiência de Vida na Rua; Pandemia; Saúde Mental. A pandemia parece não ter sido tão disruptiva como em outros grupos sociais. No geral, não relataram agravamento dos problemas de saúde mental. Métodos tradicionais para diagnóstico em saúde mental podem não fazer sentido para esse contexto. Conclusões: As pessoas em situação de rua não apresentaram altos índices de diagnósticos psiquiátricos, sua qualidade de sono não foi ostensivamente pior do que a da população em geral e o consumo de substâncias psicoativas de alto risco afeta um grupo minoritário. Cabe ressaltar que parte dos diagnósticos em saúde mental se relaciona à percepção que a pessoa tem dos próprios sintomas, como eles afetam suas rotinas diárias, sendo assim, a situação de rua oferece condições de vida precárias e rotinas para manutenção da subsistência que podem distorcer a comparação com resultados de estudos com a população em geral. Além disso, o período de pandemia não parece ter sido um estressor predominante ou um gerador de transtornos tão relevantes como demonstrado na população em geral. |
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