Estudo da biomecânica ocular e tomografia da córnea em pacientes com ceratocone, forma frustra de ceratocone e em pacientes normais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Souza, Allan Cezar da Luz [UNIFESP]
Orientador(a): Ambrosio Junior, Renato [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002vhzf
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3936060
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46558
Resumo: Objetivo: Estudar a biomecânica ocular e a tomografia da córnea em pacientes com ceratocone, forma frustra de ceratocone e em pacientes normais, a fim de avaliar se os parâmetros derivados da forma da curva gerada pelo sinal do aparelho Ocular Response Analyzer poderiam diferenciar esses grupos. Avaliar, também, se a combinação das duas tecnologias estudadas poderia aumentar a acurácia em diferenciar os grupos. Métodos: Estudo clínico observacional, tipo série de casos comparativa. Foram estudados 205 olhos de 205 pacientes considerados normais e 177 olhos de 177 pacientes com ceratocone. Também foram estudados, em outra amostra, 78 olhos de 78 pacientes considerados normais e 21 olhos de 21 pacientes com forma frustra de ceratocone; ambas as amostras foram de pacientes do Instituto de Olhos Renato Ambrósio, Rio de Janeiro, Brasil. Na primeira amostra, foram comparados histerese corneana (HC) e fator de resistência corneana (FRC) de duas formas diferentes em pacientes normais e com ceratocone. Uma forma de medir o resultado se deu pela média de dois exames consecutivos e outra forma ocorreu com a medida única de melhor qualidade. Também na primeira amostra, foram estudados 37 parâmetros derivados da forma da curva gerada pelo sinal do ORA. Na segunda amostra, foram estudados, além dos parâmetros citados anteriormente, 16 parâmetros tomográficos e 15 parâmetros derivados da curva do ORA relacionados à pressão aplicada à córnea, tempo de resposta da córnea ao sopro de ar e intensidade da aplanação corneana (variáveis personalizadas). Resultados: Os resultados obtidos na primeira amostra demonstram que medidas biomecânicas obtidas com os valores de melhor qualidade podem ter maior acurácia para discriminar olhos com ceratocone de olhos normais que a média de duas medidas consecutivas. Ainda na primeira amostra, os parâmetros relacionados com a área sob o pico da curva (p1area e p2area) obtiveram os melhores resultados para discriminar olhos com ceratocone de olhos normais. Os resultados desses parâmetros foram estatisticamente superiores aos de HC e FCR. Na segunda amostra, vinte e um parâmetros apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre o grupo controle e o grupo forma frustra de ceratocone. Entre os parâmetros derivados da forma da curva do ORA, o melhor foi aquele relacionada à área abaixo do primeiro pico (p1area1). Entre as variáveis personalizadas, o melhor parâmetro foi aquele relacionado à relação pressão-deformação em todo o ciclo de resposta (HLA ? Hysteresis Loop Area). Entre os parâmetros tomográficos, aquele denominado BAD-D apresentou os melhores resultados. No entanto a melhor performance para discriminar olhos normais de olhos com forma frustra de ceratocone foi alcançada por um parâmetro derivado de uma função de modelo linear que combinou os melhores parâmetros tomográficos e biomecânicos, superando qualquer parâmetro individual. Conclusão: Parâmetros biomecânicos têm capacidade de discriminar olhos normais de olhos com ceratocone e olhos com forma frustra de ceratocone. No entanto, devido à grande intersecção de valores, não foi possível determinar valores de corte com adequada sensibilidade e especificidade. A combinação dos dados tomográficos e parâmetros biomecânicos pode elevar nossa capacidade de realizar essa discriminação.
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Também foram estudados, em outra amostra, 78 olhos de 78 pacientes considerados normais e 21 olhos de 21 pacientes com forma frustra de ceratocone; ambas as amostras foram de pacientes do Instituto de Olhos Renato Ambrósio, Rio de Janeiro, Brasil. Na primeira amostra, foram comparados histerese corneana (HC) e fator de resistência corneana (FRC) de duas formas diferentes em pacientes normais e com ceratocone. Uma forma de medir o resultado se deu pela média de dois exames consecutivos e outra forma ocorreu com a medida única de melhor qualidade. Também na primeira amostra, foram estudados 37 parâmetros derivados da forma da curva gerada pelo sinal do ORA. Na segunda amostra, foram estudados, além dos parâmetros citados anteriormente, 16 parâmetros tomográficos e 15 parâmetros derivados da curva do ORA relacionados à pressão aplicada à córnea, tempo de resposta da córnea ao sopro de ar e intensidade da aplanação corneana (variáveis personalizadas). Resultados: Os resultados obtidos na primeira amostra demonstram que medidas biomecânicas obtidas com os valores de melhor qualidade podem ter maior acurácia para discriminar olhos com ceratocone de olhos normais que a média de duas medidas consecutivas. Ainda na primeira amostra, os parâmetros relacionados com a área sob o pico da curva (p1area e p2area) obtiveram os melhores resultados para discriminar olhos com ceratocone de olhos normais. Os resultados desses parâmetros foram estatisticamente superiores aos de HC e FCR. Na segunda amostra, vinte e um parâmetros apresentaram diferenças estatisticamente significantes entre o grupo controle e o grupo forma frustra de ceratocone. Entre os parâmetros derivados da forma da curva do ORA, o melhor foi aquele relacionada à área abaixo do primeiro pico (p1area1). Entre as variáveis personalizadas, o melhor parâmetro foi aquele relacionado à relação pressão-deformação em todo o ciclo de resposta (HLA ? Hysteresis Loop Area). Entre os parâmetros tomográficos, aquele denominado BAD-D apresentou os melhores resultados. No entanto a melhor performance para discriminar olhos normais de olhos com forma frustra de ceratocone foi alcançada por um parâmetro derivado de uma função de modelo linear que combinou os melhores parâmetros tomográficos e biomecânicos, superando qualquer parâmetro individual. Conclusão: Parâmetros biomecânicos têm capacidade de discriminar olhos normais de olhos com ceratocone e olhos com forma frustra de ceratocone. No entanto, devido à grande intersecção de valores, não foi possível determinar valores de corte com adequada sensibilidade e especificidade. A combinação dos dados tomográficos e parâmetros biomecânicos pode elevar nossa capacidade de realizar essa discriminação.Objective: To study ocular biomechanics and corneal tomography in patients with keratoconus, a frustrated form of keratoconus and in normal patients, in order to evaluate whether the parameters derived from the shape of the curve generated by the Ocular Response Analyzer signal could differentiate these groups. Also, evaluate if the combination of the two technologies studied could increase the accuracy in differentiating the groups. Methods: Observational clinical study, type series of comparative cases. We studied 205 eyes of 205 patients considered normal and 177 eyes of 177 patients with keratoconus. In another sample, 78 eyes from 78 patients considered normal and 21 eyes from 21 patients with frustrated form of keratoconus were also studied; Both samples were from patients of the Renato Ambrósio Eyes Institute, Rio de Janeiro, Brazil. In the first sample, corneal hysteresis (HC) and corneal resistance factor (CRF) were compared in two different ways in normal and keratoconus patients. One way to measure the result was the average of two consecutive exams and another form was the single measurement of better quality. Also in the first sample, 37 parameters derived from the shape of the curve generated by the ORA signal were studied. In the second sample, in addition to the aforementioned parameters, 16 tomographic parameters and 15 parameters derived from the ORA curve related to corneal pressure, corneal response time to air murmur and intensity of corneal aplanation (personalized variables) were studied. Results: The results obtained in the first sample demonstrate that biomechanical measurements obtained with the best quality values ??may be more accurate to discriminate eyes with keratoconus from normal eyes than the average of two consecutive measurements. Still in the first sample, the parameters related to the area under the curve peak (p1area and p2area) obtained the best results to discriminate eyes with keratoconus from normal eyes. The results of these parameters were statistically superior to those of HC and FCR. In the second sample, twenty-one parameters presented statistically significant differences between the control group and the frustrating group of keratoconus. Among the parameters derived from the shape of the ORA curve, the best was that related to the area below the first peak (p1area1). Among the personalized variables, the best parameter was that related to the pressure-strain relationship throughout the response cycle (HLA). Among the tomographic parameters, the so-called BAD-D presented the best results. However, the best performance to discriminate normal eyes from the frustrated form of keratoconus was achieved by a parameter derived from a linear model function that combined the best tomographic and biomechanical parameters, surpassing any individual parameter. Conclusion: Biomechanical parameters have the ability to discriminate normal eyes from keratoconus and frustrated eyes of keratoconus. However, due to the large intersection of values, it was not possible to determine cutoff values ??with adequate sensitivity and specificity. The combination of tomographic data and biomechanical parameters can increase our ability to perform such discrimination.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)82 f.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3936060SOUZA, Allan Cezar da Luz. Estudo da biomecânica ocular e tomografia da córnea em pacientes com ceratocone, forma frustra de ceratocone e em pacientes normais. 2016. 82 f. Tese (Doutorado em Oftalmologia e Ciências Visuais) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.2016-0813.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46558ark:/48912/001300002vhzfporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessCórneaceratoconecirurgia da córnea a laserBiomecânica ocularTomografia da córneaCorneaKeratoconusLaser cornea surgeryOcular biomechanicsCorneal tomographyEstudo da biomecânica ocular e tomografia da córnea em pacientes com ceratocone, forma frustra de ceratocone e em pacientes normaisinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Oftalmologia e Ciências VisuaisCiências da saúdeMedicinaORIGINALALLAN LUZ - ESTUDO DA BIOMECANICA OCULAR... - 02082017 - PDF A.pdfapplication/pdf18970365https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/efe44d61-998b-48d1-9697-81b405b9971e/download5657773992a4053ff66c805318a6a70eMD51TEXTALLAN LUZ - ESTUDO DA BIOMECANICA OCULAR... - 02082017 - PDF A.pdf.txtALLAN LUZ - ESTUDO DA BIOMECANICA OCULAR... - 02082017 - PDF A.pdf.txtExtracted texttext/plain63880https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/f2cd1ad5-6495-43c6-babe-dd624ce94156/download77d5f51fffb1073aa59e030b1ddf7872MD52THUMBNAILALLAN LUZ - ESTUDO DA BIOMECANICA OCULAR... - 02082017 - PDF A.pdf.jpgALLAN LUZ - ESTUDO DA BIOMECANICA OCULAR... - 02082017 - PDF A.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2780https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/fe5eec91-f984-4074-9fac-4c12df48e704/downloadfb274fc3e6785cdf42b71e6b5db45025MD5311600/465582024-07-31 21:42:47.924oai:repositorio.unifesp.br:11600/46558https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-31T21:42:47Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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