Concentrações séricas de vitamina D e disfunção orgânica em pacientes com sepse grave e choque séptico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Alves, Fernanda Sampaio [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/00130000212zk
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3775706
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46595
Resumo: A vitamina D é importante na imunomodulação e regulação da resposta inflamatória. A deficiência de vitamina D é raramente considerada em pacientes críticos, sendo sua relação com piores desfechos incerta. Objetivamos avaliar os níveis séricos e a variação de vitamina D nos primeiros sete dias de inclusão em pacientes com ou sem sepse, correlacionando-os com a gravidade da disfunção orgânica na inclusão e sua variação nos primeiros 7 dias. Tratou-se de estudo prospectivo e observacional em doentes críticos maior ou igual 18 anos com sepse grave ou choque séptico. Incluímos também um grupo controle pareado por idade e gravidade da disfunção orgânica. Foi realizado dosagem sérica de vitamina D no momento da inclusão (D0) e no sétimo dia (D7). Os pacientes sépticos e não sépticos foram categorizados de acordo com a melhora ou não dos valores da vitamina D. Consideramos como deficiência grave de vitamina D valores abaixo de 10 ng/mL, como deficiência valores entre 10 e 20 ng/mL, insuficiência se entre 20 e 30 ng/mL e valores suficientes quando os níveis estivessem maior ou igual 30 ng/mL. Também foram avaliados dados clínicos e laboratoriais para determinação do escore Avaliação Sequencial de Disfunção Orgânica no D0 e D7 e sua variação. Consideramos significantes resultados com p <0,05. Foram incluídos 51 pacientes, sendo 26 sépticos e 25 controles. A prevalência de hipovitaminose D foi de 98%, sem diferença significativa entre os sépticos e controles. Não houve correlação significativa entre a vitamina D no D0 e o escore Avaliação Sequencial de Disfunção Orgânica no D0 ou com sua variação após 7 dias. Também não houve correlação entre a variação da vitamina D e a variação desse escore, tantoquando analisada a população em geral como apenas os sépticos. Os níveis basais de vitamina D se correlacionaram fracamente com os níveis de magnésio do D0 (r= 0,387). A melhora dos níveis de vitamina D foi maior no grupo sepse. Os pacientes que melhoraram de classificação da vitamina D tiveram também melhora no escore Avaliação Sequencial de Disfunção Orgânica no D7 (p= 0,013). Conclui-se que a prevalência de deficiência de vitamina D foi elevada em pacientes críticos, tanto sépticos como não sépticos. Os pacientes sépticos apresentaram melhora mais acentuada dos níveis de vitamina D no sétimo dia em comparação com os pacientes não sépticos. Pacientes críticos que melhoraram sua deficiência de vitamina D apresentaram maior redução da intensidade de disfunção orgânica.
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Foi realizado dosagem sérica de vitamina D no momento da inclusão (D0) e no sétimo dia (D7). Os pacientes sépticos e não sépticos foram categorizados de acordo com a melhora ou não dos valores da vitamina D. Consideramos como deficiência grave de vitamina D valores abaixo de 10 ng/mL, como deficiência valores entre 10 e 20 ng/mL, insuficiência se entre 20 e 30 ng/mL e valores suficientes quando os níveis estivessem maior ou igual 30 ng/mL. Também foram avaliados dados clínicos e laboratoriais para determinação do escore Avaliação Sequencial de Disfunção Orgânica no D0 e D7 e sua variação. Consideramos significantes resultados com p <0,05. Foram incluídos 51 pacientes, sendo 26 sépticos e 25 controles. A prevalência de hipovitaminose D foi de 98%, sem diferença significativa entre os sépticos e controles. Não houve correlação significativa entre a vitamina D no D0 e o escore Avaliação Sequencial de Disfunção Orgânica no D0 ou com sua variação após 7 dias. Também não houve correlação entre a variação da vitamina D e a variação desse escore, tantoquando analisada a população em geral como apenas os sépticos. Os níveis basais de vitamina D se correlacionaram fracamente com os níveis de magnésio do D0 (r= 0,387). A melhora dos níveis de vitamina D foi maior no grupo sepse. Os pacientes que melhoraram de classificação da vitamina D tiveram também melhora no escore Avaliação Sequencial de Disfunção Orgânica no D7 (p= 0,013). Conclui-se que a prevalência de deficiência de vitamina D foi elevada em pacientes críticos, tanto sépticos como não sépticos. Os pacientes sépticos apresentaram melhora mais acentuada dos níveis de vitamina D no sétimo dia em comparação com os pacientes não sépticos. Pacientes críticos que melhoraram sua deficiência de vitamina D apresentaram maior redução da intensidade de disfunção orgânica. Vitamin D is important to the immunomodulation and regulation of inflammatory response. Nevertheless, vitamin D deficiency is rarely taken into account in critically ill patients and its relation with worse outcomes is uncertain. We aimed to assess the baseline serum levels of vitamin D and its variation after the first 7days in septic and non- septic patients and to correlate them with the degree of organ dysfunction both at inclusion and after the first seven days. This was a prospective, observational study in critically ill patients greater than or equal to 18 years-old with severe sepsis or septic shock. We also included a control group paired by age and degree of organ dysfunction.. We determined serum vitamin D levels at baseline (D0) and after the seventh day (D7). Septic and non-septic patients were categorized according to the improvement of vitamin D levels. We consider severe deficiency values below 10 ng/mL, deficiency values between 10 and 20 ng/mL, insufficiency values between 20 and 30 ng/mL and sufficiency if they were greater than or equal to 30 ng/mL. We also assess clinical and laboratory data to determine the Sequential Organ Failure Assessment score on D0 and D7 and its variation. We considered significant results at p < 0.05. We included 51 patients, 26 with sepsis and 25 controls. The prevalence of hypovitaminosis D was 98%, with no significant difference between septic and non-septic patients. There was no significant correlation between vitamin D at D0 and the Sequential Organ Failure Assessment score at D0 or its variation after 7 days. There was no correlation between the variation of vitamin D and the variation of organ dysfunction, neither in general population nor in septic patients. The baseline levels of vitamin D weakly correlated with D0 magnesium levels (r = 0.387). The improvement in vitamin D levels was higher in the sepsis group. Patients who improved classification of vitamin D also had improved the Sequential Organ Failure Assessment score at D7 (p = 0.013). In conclusion, the prevalence of vitamin D deficiency was high in critically ill patients, both septic and non-septic ones. Septic patients had a greater improvement in their vitamin D levels after 7th days as compared with the non-septic patients. Those critically ill patients who improved from their vitamin D deficiency also had a greater reduction in the intensity of organ dysfunction after 7 days. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Machado, Flavia Ribeiro [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/1160079071166685http://lattes.cnpq.br/3609814833657227Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Alves, Fernanda Sampaio [UNIFESP]2018-07-27T15:50:32Z2018-07-27T15:50:32Z2015-06-30info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion84 f.application/pdfhttps://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3775706ALVES, Fernanda Sampaio. Concentrações séricas de vitamina d e disfunção orgânica em pacientes com sepse grave e choque séptico. 2015. 84 f. Dissertação (Mestrado em Medicina Translacional) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46595ark:/48912/00130000212zkporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-05-29T14:38:47Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/46595Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-05-29T14:38:47Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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