Fusão intraespecífica de vacúolos parasitóforos de Leishmania

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Real, Fernando Roberto Oliveira [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000022d6b
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21558
Resumo: Protozoários do gênero Leishmania são parasitas intracelulares que alternam entre formas evolutivas: promastigota e amastigota. No interior de células hospedeiras, majoritariamente fagócitos mononucleares, o parasita se aloja em fagossomos chamados Vacúolos Parasitóforos (VPs), os quais rapidamente adquirem composição e função semelhantes as dos fagolisossomos. Vacúolos de L. (L.) amazonensis crescem em tamanho, podem abrigar um grande número de amastigotas e fundir-se com vesículas contendo colóides ou partículas de levedo morto. Apesar da fusão entre VPs de L. (L.) amazonensis ter sido detectada anteriormente por cinemicrografias, ainda não foram reportados estudos quantitativos sobre a fusão intra ou interespecífica dos VPs de Leishmania. Examinamos a cinética de fusão intraespecífica entre VPs de L. (L.) amazonensis em macrófagos murinos derivados de medula óssea, infectados com amastigotas de L. (L.) amazonensis extraídas de lesão em camundongo suscetível. Após 48 horas de desenvolvimento e maturação dos VPs receptores, os macrófagos foram reinfectados com uma segunda população de parasitas transfectados com GFP ou marcados com carboxifluoresceína diacetato succinimidil este r para a apropriada distinção entre os parasitas da primeira e da segunda infecção. A microscopia de fluorescência das culturas revelou que 2 horas após a reinfecção 3 por cento dos parasitas fluorescentes internalizados pelos macrófagos foram encontrados no interior dos VPs pre-estabelecidos contendo amastigotas não-fluorescentes. Apesar dos vacúolos reinfectados (contendo ambos parasitas marcados e não-marcados) inicialmente compreenderem apenas 2 por cento do número total de VPs , após 24 e 48 horas de reinfecção essa porcentagem atinge aproximadamente 25 por cento. Este aumento é devido provavelmente à fusão entre VPs, já que a análise revelou diminuição no número de vacúolos contendo apenas parasitas não-marcados (receptores), no número de vacúolos contendo apenas parasitas marcados (doadores), e aumento no número de vacúolos contendo ambos (reinfectados). Além disso, foi mostrado que não há prejuízo na multiplicação dos parasitas. Nosso estudo, então, documenta fusão substancial de VPs abrigando amastigotas de L. (L.) amazonensis.
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(L.) amazonensis em macrófagos murinos derivados de medula óssea, infectados com amastigotas de L. (L.) amazonensis extraídas de lesão em camundongo suscetível. Após 48 horas de desenvolvimento e maturação dos VPs receptores, os macrófagos foram reinfectados com uma segunda população de parasitas transfectados com GFP ou marcados com carboxifluoresceína diacetato succinimidil este r para a apropriada distinção entre os parasitas da primeira e da segunda infecção. A microscopia de fluorescência das culturas revelou que 2 horas após a reinfecção 3 por cento dos parasitas fluorescentes internalizados pelos macrófagos foram encontrados no interior dos VPs pre-estabelecidos contendo amastigotas não-fluorescentes. Apesar dos vacúolos reinfectados (contendo ambos parasitas marcados e não-marcados) inicialmente compreenderem apenas 2 por cento do número total de VPs , após 24 e 48 horas de reinfecção essa porcentagem atinge aproximadamente 25 por cento. Este aumento é devido provavelmente à fusão entre VPs, já que a análise revelou diminuição no número de vacúolos contendo apenas parasitas não-marcados (receptores), no número de vacúolos contendo apenas parasitas marcados (doadores), e aumento no número de vacúolos contendo ambos (reinfectados). Além disso, foi mostrado que não há prejuízo na multiplicação dos parasitas. Nosso estudo, então, documenta fusão substancial de VPs abrigando amastigotas de L. (L.) amazonensis. Protozoa of the genus Leishmania are intracellular parasites which alternate between two different developmental forms: promastigote and amastigote. Within their mononuclear phagocyte host cells, the parasites are lodged in phagosomes called Parasitophorous Vacuoles (PVs) which rapidly acquire compositional and functional features of phagolysosomes. L. (L.) amazonensis' PVs grow markedly in size, can shelter large numbers of amastigotes, and fuse with vesicles containing colloids or killed yeast particles. Although fusion between L. (L.) amazonensis PVs was earlier detected by time-lapse cinemicrography, quantitative studies of intra or interspecific fusion between Leishmania PVs have not been reported. We examined the kinetics of intraspecific fusion between L. (L.) amazonensis vacuoles in bone marrow-derived macrophages infected with lesion-derived L. (L.) amazonensis amastigotes. After 48 hours to allow for development and maturation of recipient PVs, macrophages were reinfected with a second batch of amastigotes transfected with GFP or preloaded with carboxyfluorescein diacetate succinimidyl ester so that parasites from the first and second infections could be distinguished. Fluorescence microscopy of the cultures revealed that 2 hours after reinfection 3% of the fluorescent parasites taken up by the macrophages were found within previously established PVs containing non-fluorescent amastigotes. Whereas reinfected vacuoles (containing both labeled and unlabeled parasites) initially comprised 2% of the total number of PVs, their numbers increased with time, reaching about 25% at 24 and 48h post-reinfection. This increase was most likely due to PV fusion as analysis revealed a decrease in the number of vacuoles containing either unlabeled or labeled parasites and increased numbers of vacuoles containing both. It was also shown that the numbers of labeled amastigotes increased with time. Our studies thus document substantial fusion can take place between incoming and pre-existing PVs that shelter amastigotes of L. (L.) amazonensis.BV UNIFESP: Teses e dissertaçõesConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Rabinovitch, Michel Pinkus [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/4624315455972614http://lattes.cnpq.br/2132758343815875Real, Fernando Roberto Oliveira [UNIFESP]2015-12-06T23:44:47Z2015-12-06T23:44:47Z2007info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion60 f.application/pdfREAL, Fernando Roberto Oliveira. Fusão intraespecífica de vacúolos parasitóforos de leishmania. 2007. 60 f. Dissertação (Mestrado em Microbiologia e imunologia) - Escola Paulista de Medicina (EPM), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2007http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/21558ark:/48912/0013000022d6bporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-09-04T16:38:04Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/21558Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-09-04T16:38:04Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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