Prevalência e fatores de risco associados à sibilância em lactentes no primeiro ano de vida em Belém - Pará - Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Prestes, Elaine Xavier [UNIFESP]
Orientador(a): Solé, Dirceu [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9970
Resumo: Objetivo: determinar a prevalência e fatores de risco para sibilância, sibilância recorrente e asma em lactentes de Belém, Pará, Brasil. Métodos: estudo transversal que utilizou o questionário escrito do Estudio Internacional de Sibilancias en Lactentes (EISL) para pais de lactentes de 12 a 15 meses, nas Unidades Básicas de Saúde de Belém, por ocasião de vacinação, entre maio e agosto de 2006. Utilizou-se o Teste t de Student ou Mann-Whitney para variáveis contínuas e teste Qui-quadrado para as categóricas, estimação da razão de chances (RC), com intervalo de confiança de 95%, e ajuste de modelo de regressão logística para avaliar fatores de risco com nível de significância de 5%. Resultados: participaram do estudo 3.024 crianças. A prevalência de sibilância foi 46,1%, de sibilância recorrente 21,9% e asma 10,1%. Os fatores de risco para sibilância no primeiro ano de vida foram: ter infecções de vias aéreas; ser exposto ao fumo na gestação; ser do gênero masculino; ter história familiar de asma, rinite e dermatite atópica; ter tido o primeiro resfriado antes dos cinco meses de idade; ter dermatite atópica; morar em local com poluição atmosférica. Ter o esquema de vacinação atualizado e maior número de pessoas em casa foi identificado como fator de proteção. Os fatores de risco para sibilância recorrente foram: gênero masculino, infecção de vias aéreas, infecção de vias aéreas antes dos cinco meses de idade, ser da raça negra, exposição à poluição atmosférica, história familiar de asma e rinite, dermatite atópica pessoal. Ter o calendário vacinal atualizado e ter seis meses de idade ou mais na primeira infecção foram fatores de proteção. Os fatores de risco para asma foram: ter mais de três episódios de infecções de vias aéreas; ser exposto ao fumo na gestação; ter história familiar de asma; morar em local com poluição atmosférica. Conclusão: a prevalência de sibilância, sibilância recorrente e asma em lactentes de Belém são elevadas e os fatores de risco associados a elas apontam para fatores genéticos, exposição a infecções de vias aéreas, fumo e poluição do ar. A educação dos pais em relação à sibilância e a capacitação de pediatras poderão diminuir a morbidade da doença sibilante e os custos com serviços de saúde.
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spelling http://lattes.cnpq.br/8188258243306974Prestes, Elaine Xavier [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/9544850259277515Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Solé, Dirceu [UNIFESP]São Paulo2015-07-22T20:50:38Z2015-07-22T20:50:38Z2011-01-26Objetivo: determinar a prevalência e fatores de risco para sibilância, sibilância recorrente e asma em lactentes de Belém, Pará, Brasil. Métodos: estudo transversal que utilizou o questionário escrito do Estudio Internacional de Sibilancias en Lactentes (EISL) para pais de lactentes de 12 a 15 meses, nas Unidades Básicas de Saúde de Belém, por ocasião de vacinação, entre maio e agosto de 2006. Utilizou-se o Teste t de Student ou Mann-Whitney para variáveis contínuas e teste Qui-quadrado para as categóricas, estimação da razão de chances (RC), com intervalo de confiança de 95%, e ajuste de modelo de regressão logística para avaliar fatores de risco com nível de significância de 5%. Resultados: participaram do estudo 3.024 crianças. A prevalência de sibilância foi 46,1%, de sibilância recorrente 21,9% e asma 10,1%. Os fatores de risco para sibilância no primeiro ano de vida foram: ter infecções de vias aéreas; ser exposto ao fumo na gestação; ser do gênero masculino; ter história familiar de asma, rinite e dermatite atópica; ter tido o primeiro resfriado antes dos cinco meses de idade; ter dermatite atópica; morar em local com poluição atmosférica. Ter o esquema de vacinação atualizado e maior número de pessoas em casa foi identificado como fator de proteção. Os fatores de risco para sibilância recorrente foram: gênero masculino, infecção de vias aéreas, infecção de vias aéreas antes dos cinco meses de idade, ser da raça negra, exposição à poluição atmosférica, história familiar de asma e rinite, dermatite atópica pessoal. Ter o calendário vacinal atualizado e ter seis meses de idade ou mais na primeira infecção foram fatores de proteção. Os fatores de risco para asma foram: ter mais de três episódios de infecções de vias aéreas; ser exposto ao fumo na gestação; ter história familiar de asma; morar em local com poluição atmosférica. Conclusão: a prevalência de sibilância, sibilância recorrente e asma em lactentes de Belém são elevadas e os fatores de risco associados a elas apontam para fatores genéticos, exposição a infecções de vias aéreas, fumo e poluição do ar. A educação dos pais em relação à sibilância e a capacitação de pediatras poderão diminuir a morbidade da doença sibilante e os custos com serviços de saúde. Objective: To identify the prevalence and risk factors for wheezing, recurrent wheezing and asthma in infants from Belém, Pará, Brazil. Methods: A crosssectional study that used the written questionnaire Estudio International de Sibilancias en Lactentes (EISL) for parents of infants 12 to 15 month­old, at the Health Centers of Belém at the time of vaccination between May and August 2006. We used the Student t test for continuous variables and Chi­square test for categorical variables, estimation of Odds ratio (OR) with a 95% confidence interval and adjustment of logistic regression model to evaluate risk factors with a significance level of 5 % were done. Results: 3024 children participated in the study. The wheezing prevalence was 46.1%, recurrent wheezing 21.9% and asthma 10.1%. Risk factors for wheezing in the first year of life were: respiratory infections, exposure to smoking during pregnancy, being male, having a family history of asthma, rhinitis and atopic dermatitis, age at first cold and have atopic dermatitis, live in a place with air pollution. Having the vaccination schedule complete and more people at home was identified as a factor unto protection. Risk factors associated with recurrent wheezing were male sex, respiratory infections, especially under five months­old, rhinitis and asthma in the family, atopic dermatitis, living in a polluted area, and black race. Immunization schedule complete and respiratory infections after six months­old were protective factor. Conclusion: The risk factors for wheezing in infants suggest genetic factors, exposure to respiratory infections, smoking and air pollution. The education of parents in relation to wheezing may decrease morbidity. Risk factors for asthma in the first year of life were: more than three respiratory infections, exposure to smoking during pregnancy, having a family history of asthma, live in a place with air pollution. Conclusion: The risk factors for wheezing and asthma in infants suggest genetic factors as history of asthma family, exposure to respiratory infections, smoking and air pollution. The education of parents and pediatrics in relation to wheezing may decrease morbidity.BV UNIFESP: Teses e dissertações112 f.PRESTES, Elaine Xavier. Prevalência e fatores de risco associados à sibilância em lactentes no primeiro ano de vida em Belém - Pará - Brasil. 2011. 112 f. Tese (Doutorado em Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2011.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9970ark:/48912/001300002pxkwporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessAleitamento maternoFatores de riscoLactentePrevalênciaVirosesSons respiratoriosBreast feedingRisk factorsInfantPrevalenceVirus diseasesRespiratory soundsPrevalência e fatores de risco associados à sibilância em lactentes no primeiro ano de vida em Belém - Pará - BrasilPrevalence and risk factors for wheezing in the first year of lifein Belém, Pará, Brazilinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Pediatria e Ciências Aplicadas à Pediatria - EPMORIGINALTese_Elaine Xavier Ptrestes.pdfapplication/pdf928200https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/2e15b198-d741-4a78-a578-a69cb280f297/downloadba716551886a35c65a96963ea4802f83MD55TEXTRetido-12464.pdf.txtRetido-12464.pdf.txtExtracted texttext/plain102520https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/019619c9-b588-4df2-85f8-9e685fb16d46/download5c150c1d1efc2472acdb01418c3cc798MD53THUMBNAILRetido-12464.pdf.jpgRetido-12464.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2859https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/6817f880-4b8a-4680-8518-80894326b2c4/download884efb120d92812ea42e76e79eb06d19MD5411600/99702025-07-25 11:09:14.016oai:repositorio.unifesp.br:11600/9970https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-07-25T11:09:14Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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