O impacto da incontinência urinária na sexualidade feminina

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Felippe, Mariana Rhein [UNIFESP]
Orientador(a): Almeida, Fernando Gonçalves de [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001q8zm
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46826
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3366607
Resumo: Objetivo: Determinar o impacto da Incontinência Urinária (IU) sobre a sexualidade feminina. Métodos: Foram avaliadas 243 mulheres incontinentes no ambulatório de Disfunção Miccional Feminina do setor de Urologia do Hospital São Paulo (HSP) e 113 mulheres assintomáticas nos ambulatórios de Hipertensão e Oftalmologia da mesma instituição. As mulheres com IU foram avaliadas por meio de questionários validados, ICIQ -SF (International Consultationon Incontinence Questionnaire - Short Form), OAB-q (Overactive Bladder- questionnaire), WHOOQol (World health organization for quality of life), QS-F (Quociente de sexualidade- Versão Feminina), avaliação clínica e física, e teste do absorvente. Nas mulheres assintomáticas foram aplicados apenas os questionários. Resultados: Foram incluídas 356 mulheres com média de idade de 56,9 ±10,9 anos, sendo 243 mulheres com IU (grupo IU) e 113 mulheres assintomáticas (grupo controle - GC). No grupo IU, 129 pacientes (52,2%) relataram serem inativas sexualmente. A presença de IU demonstrou ser um fator de risco isolado para a abstinência sexual nessas mulheres. Nas mulheres sexualmente ativas, apesar dos dois grupos apresentarem a mesma frequência sexual (p=0,675), todos os dados sobre sexualidade foram significantemente pior no grupo IU. Mulheres IU apresentam um escore do QS-F significantemente menor (58,02 -73,35 p<0,001) e uma maior prevalência de disfunção sexual (52%, p<0,001). Mulheres com IU apresentaram qualidade de vida geral inferior às mulheres assintomáticas. Das mulheres com IU 46% relatam perder urina durante o coito e 49% afirmam que a IU interfere de forma negativa em sua vida sexual. Mulheres com perda urinária mais grave tiveram escores significativamente piores no QS-F. Apesar da proporção maior de pacientes com sintomas mistos (68%), não houve relação entre o tipo de sintoma (IUE, BH, IUM) e a presença de disfunção sexual. (p=0,251). Conclusão: Mulheres com incontinência urinária apresentam maior chance de abandonar a vida sexual e as que permanecem sexualmente ativas tem um prejuízo global da função sexual.
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Nas mulheres assintomáticas foram aplicados apenas os questionários. Resultados: Foram incluídas 356 mulheres com média de idade de 56,9 ±10,9 anos, sendo 243 mulheres com IU (grupo IU) e 113 mulheres assintomáticas (grupo controle - GC). No grupo IU, 129 pacientes (52,2%) relataram serem inativas sexualmente. A presença de IU demonstrou ser um fator de risco isolado para a abstinência sexual nessas mulheres. Nas mulheres sexualmente ativas, apesar dos dois grupos apresentarem a mesma frequência sexual (p=0,675), todos os dados sobre sexualidade foram significantemente pior no grupo IU. Mulheres IU apresentam um escore do QS-F significantemente menor (58,02 -73,35 p<0,001) e uma maior prevalência de disfunção sexual (52%, p<0,001). Mulheres com IU apresentaram qualidade de vida geral inferior às mulheres assintomáticas. Das mulheres com IU 46% relatam perder urina durante o coito e 49% afirmam que a IU interfere de forma negativa em sua vida sexual. Mulheres com perda urinária mais grave tiveram escores significativamente piores no QS-F. Apesar da proporção maior de pacientes com sintomas mistos (68%), não houve relação entre o tipo de sintoma (IUE, BH, IUM) e a presença de disfunção sexual. (p=0,251). Conclusão: Mulheres com incontinência urinária apresentam maior chance de abandonar a vida sexual e as que permanecem sexualmente ativas tem um prejuízo global da função sexual. Objective: To determine the impact of urinary incontinence (UI) on female sexuality. Methods: From August, 2011 to September, 2012 incontinent women were evaluated in the Women's Voiding dysfunction clinic of the Hospital São Paulo Urology sector (HSP) and asymptomatic women in the outpatient hypertension and Ophthalmology of the same institution. Women with UI were evaluated using validated questionnaires ICIQ -SF (International Consultationon Incontinence Questionnaire - Short Form), OAB-q (Overactive Bladder- questionnaire), WHOOQol (World health organization for quality of life), QS-F (Quotient sexuality- Female Version), clinical and physical evaluation, and pad test. The asymptomatic women were applied only questionnaires. Results: 356 women with an average of 56.9±10.9 years were inclued, 243 women with urinary incontinence (UI group) and 113 asymptomatic women (control group - CG). In the UI group, 129 patients (52.2%) reported being sexually inactive. The presence of UI has proven to be an independent risk factor for sexual abstinence in those women. In sexually active women, although both groups had the same sexual frequency (p=0.675), all data on sexuality were significantly worse in the IU group. Urinary Incontinent women have a QS-F significantly lower score (58.02 -73.35 p <0.001) and a higher prevalence of sexual dysfunction (52%, p <0.001). Women with UI showed overall quality of life lower than the asymptomatic women. 46% of women with UI reported losing urine during intercourse and 49% state that the UI interfers negatively in their sexual life. Women with more severe urinary incontinence had significantly worse scores on the QS-F. Despite the higher proportion of patients with mixed symptoms (68%), there wasn't any relationship between the type of symptom (SUI, BH, IUM) and the presence of sexual dysfunction. (P = 0.251). Conclusion: Women with urinary incontinence have a higher chance of leaving the sex life and the ones who remain sexually active have a global damage on sexual function.53 f.FELIPPE, Mariana Rhein. O impacto da incontinência urinária na sexualidade feminina. 2015. 53 f. Dissertação (Mestrado em Urologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/46826https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3366607ark:/48912/001300001q8zmporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessSexualidadeIncontinência urinária femininaDisfunção miccionalDisfunções sexuais fisiológicasQualidade de vidaFemale urinary incontinenceVoding dysfunctionSexual dysfunctionSexualityQuality of lifeO impacto da incontinência urinária na sexualidade femininainfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Urologia)Ciências da saúdeMedicinaORIGINALDissertação_Mariana Rhein Felippe.pdfapplication/pdf881503https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b68cae34-bf7b-422f-9ac8-5b3c609aea02/download94f1cd5fbce656e85173494c1119c51aMD5111600/468262025-06-12 08:59:04.079oai:repositorio.unifesp.br:11600/46826https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-06-12T08:59:04Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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