Papel da medula espinal no controle da atividade vasomotora simpática na hipertensão renovascular
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/11600/63635 |
Resumo: | Estudos anteriores sugerem que alterações angiotensinérgicas e glutamatérgicas espinais contribuem para a manutenção da simpatoexcitação na hipertensão arterial. Contudo, ainda não está totalmente elucidado a função dos núcleos supraespinais na manutenção dessas alterações. Ademais, pouco se sabe sobre a participação dos neurotransmissores espinais inibitórios na hipertensão, bem como seu envolvimento no controle da atividade pré-ganglionar simpática. O presente trabalho buscou avaliar a participação da região rostroventrolateral do bulbo (RVLM) na manutenção da atividade angiotensinérgica espinal envolvida no controle da atividade do nervo simpático renal e esplâncnico (ANSr e ANSe, respectivamente) no modelo de hipertensão renovascular (2 rins, 1 clipe; 2R-1C), bem como descrever os efeitos deflagrados pelo antagonismo da neurotransmissão do ácido gama-aminobutírico (GABA) espinal sobre tais parâmetros. A hipertensão renovascular foi induzida por meio da inserção de um clipe de prata ao redor da artéria renal esquerda. Após seis semanas, os animais foram anestesiados e um cateter (PE-10) preenchido com losartana ou bicuculina foi inserido no espaço subaracnóideo espinal através da membrana atlanto-occipital, tendo a sua ponta posicionada na altura T10-11. Por meio de estereotaxia, a RVLM foi acessada e micropipetas de vidro foram cuidadosamente posicionadas nessa região para deflagração de uma ativação simpática induzida pelo glutamato. A administração intratecal de losartana foi capaz de atenuar a simpatoexcitação renal evocada pela ativação da RVLM apenas nos animais 2R-1C. Além disso, observamos que o antagonismo GABAérgico espinal evocou uma resposta simpatoexcitatória e pressora mais intensa nos ratos 2R-1C; interessantemente, tal achado foi mitigado pela prévia injeção intratecal de losartana. Tais resultados indicam que projeções espinais oriundas da RVLM participam direta e/ou indiretamente no controle das funções angiotensinérgicas espinais envolvidas na manutenção da atividade pré-ganglionar simpática no modelo renovascular. Ademais, nossos dados indicam que a circuitaria espinal dos animais 2R-1C expressam uma hiperresponsividade GABAérgica; a significância funcional deste fenômeno precisa ser melhor investigada, contudo, é possível que essa característica atenue um estado simpatoexcitatório ainda mais elevado no modelo 2R-1C. |
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Papel da medula espinal no controle da atividade vasomotora simpática na hipertensão renovascularSistema nervoso simpáticoHipertensão renovascularMedula espinalAngiotensina IIGABAIntratecalEstudos anteriores sugerem que alterações angiotensinérgicas e glutamatérgicas espinais contribuem para a manutenção da simpatoexcitação na hipertensão arterial. Contudo, ainda não está totalmente elucidado a função dos núcleos supraespinais na manutenção dessas alterações. Ademais, pouco se sabe sobre a participação dos neurotransmissores espinais inibitórios na hipertensão, bem como seu envolvimento no controle da atividade pré-ganglionar simpática. O presente trabalho buscou avaliar a participação da região rostroventrolateral do bulbo (RVLM) na manutenção da atividade angiotensinérgica espinal envolvida no controle da atividade do nervo simpático renal e esplâncnico (ANSr e ANSe, respectivamente) no modelo de hipertensão renovascular (2 rins, 1 clipe; 2R-1C), bem como descrever os efeitos deflagrados pelo antagonismo da neurotransmissão do ácido gama-aminobutírico (GABA) espinal sobre tais parâmetros. A hipertensão renovascular foi induzida por meio da inserção de um clipe de prata ao redor da artéria renal esquerda. Após seis semanas, os animais foram anestesiados e um cateter (PE-10) preenchido com losartana ou bicuculina foi inserido no espaço subaracnóideo espinal através da membrana atlanto-occipital, tendo a sua ponta posicionada na altura T10-11. Por meio de estereotaxia, a RVLM foi acessada e micropipetas de vidro foram cuidadosamente posicionadas nessa região para deflagração de uma ativação simpática induzida pelo glutamato. A administração intratecal de losartana foi capaz de atenuar a simpatoexcitação renal evocada pela ativação da RVLM apenas nos animais 2R-1C. Além disso, observamos que o antagonismo GABAérgico espinal evocou uma resposta simpatoexcitatória e pressora mais intensa nos ratos 2R-1C; interessantemente, tal achado foi mitigado pela prévia injeção intratecal de losartana. Tais resultados indicam que projeções espinais oriundas da RVLM participam direta e/ou indiretamente no controle das funções angiotensinérgicas espinais envolvidas na manutenção da atividade pré-ganglionar simpática no modelo renovascular. Ademais, nossos dados indicam que a circuitaria espinal dos animais 2R-1C expressam uma hiperresponsividade GABAérgica; a significância funcional deste fenômeno precisa ser melhor investigada, contudo, é possível que essa característica atenue um estado simpatoexcitatório ainda mais elevado no modelo 2R-1C.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)18/01898-4Universidade Federal de São PauloCampos Junior, Ruy Ribeiro de [UNIFESP]Nishi, Erika Emy [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/7541161319820480http://lattes.cnpq.br/2520398649906832http://lattes.cnpq.br/3824577896468410Milanez, Maycon Igor de Oliveira [UNIFESP]2022-03-28T12:23:11Z2022-03-28T12:23:11Z2021info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion88 f.application/pdfhttps://hdl.handle.net/11600/63635ark:/48912/001300002gdzmporinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2024-07-26T20:17:50Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/63635Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-26T20:17:50Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Estudos anteriores sugerem que alterações angiotensinérgicas e glutamatérgicas espinais contribuem para a manutenção da simpatoexcitação na hipertensão arterial. Contudo, ainda não está totalmente elucidado a função dos núcleos supraespinais na manutenção dessas alterações. Ademais, pouco se sabe sobre a participação dos neurotransmissores espinais inibitórios na hipertensão, bem como seu envolvimento no controle da atividade pré-ganglionar simpática. O presente trabalho buscou avaliar a participação da região rostroventrolateral do bulbo (RVLM) na manutenção da atividade angiotensinérgica espinal envolvida no controle da atividade do nervo simpático renal e esplâncnico (ANSr e ANSe, respectivamente) no modelo de hipertensão renovascular (2 rins, 1 clipe; 2R-1C), bem como descrever os efeitos deflagrados pelo antagonismo da neurotransmissão do ácido gama-aminobutírico (GABA) espinal sobre tais parâmetros. A hipertensão renovascular foi induzida por meio da inserção de um clipe de prata ao redor da artéria renal esquerda. Após seis semanas, os animais foram anestesiados e um cateter (PE-10) preenchido com losartana ou bicuculina foi inserido no espaço subaracnóideo espinal através da membrana atlanto-occipital, tendo a sua ponta posicionada na altura T10-11. Por meio de estereotaxia, a RVLM foi acessada e micropipetas de vidro foram cuidadosamente posicionadas nessa região para deflagração de uma ativação simpática induzida pelo glutamato. A administração intratecal de losartana foi capaz de atenuar a simpatoexcitação renal evocada pela ativação da RVLM apenas nos animais 2R-1C. Além disso, observamos que o antagonismo GABAérgico espinal evocou uma resposta simpatoexcitatória e pressora mais intensa nos ratos 2R-1C; interessantemente, tal achado foi mitigado pela prévia injeção intratecal de losartana. Tais resultados indicam que projeções espinais oriundas da RVLM participam direta e/ou indiretamente no controle das funções angiotensinérgicas espinais envolvidas na manutenção da atividade pré-ganglionar simpática no modelo renovascular. Ademais, nossos dados indicam que a circuitaria espinal dos animais 2R-1C expressam uma hiperresponsividade GABAérgica; a significância funcional deste fenômeno precisa ser melhor investigada, contudo, é possível que essa característica atenue um estado simpatoexcitatório ainda mais elevado no modelo 2R-1C. |
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