Novas tecnologias para avaliação retiniana: da análise humana ao uso de inteligência artificial
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69394 |
Resumo: | Objetivo: Avaliar o desempenho da inteligência humana, aqui representada por avaliadores independentes, na análise de imagens provenientes de modalidades de imagem recentes (Heidelberg Spectralis High Magnification Module [HMM] e angiografia por tomografia de coerência óptica [OCTA]), avaliar dois algoritmos de inteligência artificial (IA) para segmentação e aperfeiçoamento de imagens de tomografia de coerência óptica (OCT) e OCTA e revisar a literatura atual no que tange à utilização de IA para análise de imagens e em estratégias de inclusão de indivíduos em estudos clínicos em retina. Métodos: Avaliadores independentes realizaram contagem manual de fotorreceptores em imagens obtidas com HMM. Em outro estudo, avaliadores independentes analisaram parâmetros morfológicos em imagens de OCTA contendo neovascularizações maculares (do inglês, MNV). Em ambos os estudos, a reprodutibilidade dos métodos foi avaliada por meio de coeficientes de correlação intraclasse (ICC). Nos estudos de IA: (1) modelo de transfer learning para segmentação de fluido intrarretiniano em imagens de OCTs foi avaliado, e coeficientes Dice foram obtidos na comparação com avaliadores independentes; e (2) modelo de pseudoaveraging foi comparado com estratégia de averaging para melhora da qualidade e redução de artefatos em imagens de OCTAs en face. Resultados: Os índices de repetitividade e reprodutibilidade do método de contagem manual de fotorreceptores em imagens obtidas com HMM variaram entre ICC = 0,22 (0–0,71, para o parâmetro interavaliadores, e ICC = 0,84 (0,57–0,95), para o parâmetro intra-avaliador. As densidades de células obtidas foram comparáveis aos valores da literatura. No estudo que avaliou imagens de MNV em OCTA, todos os resultados de ICC interavaliadores estiveram em faixas de concordância pobre ou moderada. Nos estudos de IA, o modelo transferido entre instituições foi treinado em 400 imagens tomográficas adicionais na instituição receptora, e sua performance foi equivalente à dos avaliadores independentes em identificar fluido intrarretiniano, já que não houve diferença estatisticamente significativa entre os coeficientes Dice. No outro estudo, o modelo de deep learning (DL) para aperfeiçoamento de imagens de OCTA através de pseudoaveraging apresentou performance superior ao método averaging na maioria dos parâmetros avaliados. Conclusão: Segmentação de imagens e classificação morfológica de lesões em retina por avaliadores independentes estão sujeitas à subjetividade, gerando baixos índices de reprodutibilidade interavaliadores. Modelos de deep learning podem ser utilizados como ferramenta para análise e melhora de imagens, com resultados equivalentes ou superiores aos de avaliadores e aos métodos automatizados que não envolvem IA. |
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Novas tecnologias para avaliação retiniana: da análise humana ao uso de inteligência artificialNew technologies for retinal assessment: from the analysis by human graders to the use of artificial intelligenceRetinaTomografia de coerência ópticaAngiografia por tomografia de coerência ópticaInteligência artificialObjetivo: Avaliar o desempenho da inteligência humana, aqui representada por avaliadores independentes, na análise de imagens provenientes de modalidades de imagem recentes (Heidelberg Spectralis High Magnification Module [HMM] e angiografia por tomografia de coerência óptica [OCTA]), avaliar dois algoritmos de inteligência artificial (IA) para segmentação e aperfeiçoamento de imagens de tomografia de coerência óptica (OCT) e OCTA e revisar a literatura atual no que tange à utilização de IA para análise de imagens e em estratégias de inclusão de indivíduos em estudos clínicos em retina. Métodos: Avaliadores independentes realizaram contagem manual de fotorreceptores em imagens obtidas com HMM. Em outro estudo, avaliadores independentes analisaram parâmetros morfológicos em imagens de OCTA contendo neovascularizações maculares (do inglês, MNV). Em ambos os estudos, a reprodutibilidade dos métodos foi avaliada por meio de coeficientes de correlação intraclasse (ICC). Nos estudos de IA: (1) modelo de transfer learning para segmentação de fluido intrarretiniano em imagens de OCTs foi avaliado, e coeficientes Dice foram obtidos na comparação com avaliadores independentes; e (2) modelo de pseudoaveraging foi comparado com estratégia de averaging para melhora da qualidade e redução de artefatos em imagens de OCTAs en face. Resultados: Os índices de repetitividade e reprodutibilidade do método de contagem manual de fotorreceptores em imagens obtidas com HMM variaram entre ICC = 0,22 (0–0,71, para o parâmetro interavaliadores, e ICC = 0,84 (0,57–0,95), para o parâmetro intra-avaliador. As densidades de células obtidas foram comparáveis aos valores da literatura. No estudo que avaliou imagens de MNV em OCTA, todos os resultados de ICC interavaliadores estiveram em faixas de concordância pobre ou moderada. Nos estudos de IA, o modelo transferido entre instituições foi treinado em 400 imagens tomográficas adicionais na instituição receptora, e sua performance foi equivalente à dos avaliadores independentes em identificar fluido intrarretiniano, já que não houve diferença estatisticamente significativa entre os coeficientes Dice. No outro estudo, o modelo de deep learning (DL) para aperfeiçoamento de imagens de OCTA através de pseudoaveraging apresentou performance superior ao método averaging na maioria dos parâmetros avaliados. Conclusão: Segmentação de imagens e classificação morfológica de lesões em retina por avaliadores independentes estão sujeitas à subjetividade, gerando baixos índices de reprodutibilidade interavaliadores. Modelos de deep learning podem ser utilizados como ferramenta para análise e melhora de imagens, com resultados equivalentes ou superiores aos de avaliadores e aos métodos automatizados que não envolvem IA.Purpose: To assess the performance and agreement between human graders on the analysis of images obtained with two new imaging modalities (Heidelberg Spectralis High Magnification Module [HMM], and optical coherence tomography angiography [OCTA]) and to evaluate two artificial intelligence (AI) models for OCT imaging segmentation and en face OCTA imaging enhancing. In addition, to perform a review of the literature in AI and its applications in clinical trials. Methods: In the first study, human graders performed manual counts of photoreceptors on HMM images. In another study, human graders assessed qualitative parameters (morphology) of choroidal neovascularization (CNV) on OCTA images. In both studies, intraclass correlation coefficients (ICC) were used to analyze the reproducibility of the methods. In the artificial intelligence studies, (1) a transfer learning model for intraretinal fluid segmentation on OCTs was assessed, and Dice coefficients were obtained in a performance comparison between the AI model and human graders. (2) a pseudoaveraging model was compared with an averaging strategy for OCTA imaging enhancement. Results: The repeatability and reproducibility of the manual counting method on HMM images ranged between ICC = 0.22 (0–0.71) for the intergrader parameter and ICC = 0.84 (0.57–0.95) for the intragrader parameter. Cell densities were comparable to results found in the literature. In the second study, which evaluated CNV images obtained with OCTAs, all the intergrader ICCs were either classified as having poor or moderate agreement. In the AI studies, the model that was transferred between institutions was trained on 400 additional OCT scans at the receiving site, and its performance was similar to human graders in identifying intraretinal fluid. In the last study, the deep learning (DL) pseudoaveraging model showed better performance in comparison to the averaging method in most of the parameters that were analyzed. Conclusion: Manual methods for image segmentation and qualitative classification have some degree of subjectivity and may yield low reproducibility results. Deep learning methods can be a valuable tool for imaging analysis and enhancement, with comparable or superior results to those obtained by human graders and other non-AI automated methods.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)88887.369769/2019-00Universidade Federal de São PauloRegatieri, Caio Vinícius Saito [UNIFESP]Malerbi, Fernando Korn [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/8724599579159084http://lattes.cnpq.br/3274977342997227http://lattes.cnpq.br/2346628944052737Mendonça, Luísa Salles de Moura[UNIFESP]2023-10-25T17:55:10Z2023-10-25T17:55:10Z2023-08-31info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion127 f.application/pdfhttps://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69394ark:/48912/001300002877bporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2024-08-13T07:14:37Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/69394Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-13T07:14:37Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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