Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Souza, Fernanda Alves de [UNIFESP]
Orientador(a): Philippov , Renata [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001k70f
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/71324
Resumo: Nesta dissertação denominada Crês em sonhos? O fantástico e onírico em Machado de Assis, buscamos trazer uma face do autor ainda pouco estudada se comparada com os estudos dos romances (embora haja estudos pontuais sobre o tema). Em razão disso, o objetivo desta pesquisa busca compreender a construção da narrativa fantástica com foco no onírico, observando como o autor utiliza o sonho como o local de possibilidade dos acontecimentos insólitos. A pesquisa investiga o percurso criativo de alguns contos do autor, que leva o leitor a uma atmosfera de incertezas entre o real e o irreal, criando o suspense na narrativa. Sendo assim, selecionamos cinco contos como corpus para este estudo: "Uma Excursão Milagrosa" (1866), "O Capitão Mendonça"(1870), "A Chinela Turca" (1875),"Entre Santos"(1886), "Um Sonho e Outro Sonho"(1892). Tal escolha se justifica porque neles se apresentam narrativas que possuem como eixo principal o uso do onírico para instaurar o fantástico. Em termos teóricos, recorremos a Filipe Furtado (1980), Remo Ceserani (2006), David Roas (2014) e Rosalba Campra (2008), que, em geral, compreendem o fantástico como uma das possibilidades de desafiar a lógica, a razão e a realidade cotidiana do leitor. Adotamos ainda estudos sobre o medo, como os de H.P. Lovecraft (1927), buscando entender o efeito do suspense na narrativa. Além disso, trabalhamos com os escritos sobre o mundo onírico de Carl Gustav Jung (1946), Freud (1902), Flávio Kothe (1980), Roger Caillois (1978) e os conceitos sobre imaginação e imaginário de Gaston Bachelard (1960) e Gilbert Durand (1993). A partir do prisma metodológico analítico-interpretativo, podemos afirmar que o autor utiliza o clima de suspense para seduzir o leitor a acreditar no universo insólito que está sendo narrado por meio do sonho, deixando-o, muitas vezes, com uma sensação de ambiguidade em relação aos acontecimentos sobrenaturais e/ou irreais. Além disso, em nossa hipótese de leitura, os contos machadianos trazem elementos do inconsciente coletivo que indicam a manifestação de medos e inseguranças do sujeito social do período oitocentista. Em suma, analisamos de forma crítica como as experiências vivenciadas pelas personagens protagonistas podem ser interpretadas como frutos de seus temores e aflições.
id UFSP_953cb3e0c36b98fb6841d609473d4f73
oai_identifier_str oai:repositorio.unifesp.br:11600/71324
network_acronym_str UFSP
network_name_str Repositório Institucional da UNIFESP
repository_id_str
spelling http://lattes.cnpq.br/9950264048329182Souza, Fernanda Alves de [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/4141165022553171Philippov , Renata [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - EFLCH2024-07-02T18:35:26Z2024-07-02T18:35:26Z2024-02-23Nesta dissertação denominada Crês em sonhos? O fantástico e onírico em Machado de Assis, buscamos trazer uma face do autor ainda pouco estudada se comparada com os estudos dos romances (embora haja estudos pontuais sobre o tema). Em razão disso, o objetivo desta pesquisa busca compreender a construção da narrativa fantástica com foco no onírico, observando como o autor utiliza o sonho como o local de possibilidade dos acontecimentos insólitos. A pesquisa investiga o percurso criativo de alguns contos do autor, que leva o leitor a uma atmosfera de incertezas entre o real e o irreal, criando o suspense na narrativa. Sendo assim, selecionamos cinco contos como corpus para este estudo: "Uma Excursão Milagrosa" (1866), "O Capitão Mendonça"(1870), "A Chinela Turca" (1875),"Entre Santos"(1886), "Um Sonho e Outro Sonho"(1892). Tal escolha se justifica porque neles se apresentam narrativas que possuem como eixo principal o uso do onírico para instaurar o fantástico. Em termos teóricos, recorremos a Filipe Furtado (1980), Remo Ceserani (2006), David Roas (2014) e Rosalba Campra (2008), que, em geral, compreendem o fantástico como uma das possibilidades de desafiar a lógica, a razão e a realidade cotidiana do leitor. Adotamos ainda estudos sobre o medo, como os de H.P. Lovecraft (1927), buscando entender o efeito do suspense na narrativa. Além disso, trabalhamos com os escritos sobre o mundo onírico de Carl Gustav Jung (1946), Freud (1902), Flávio Kothe (1980), Roger Caillois (1978) e os conceitos sobre imaginação e imaginário de Gaston Bachelard (1960) e Gilbert Durand (1993). A partir do prisma metodológico analítico-interpretativo, podemos afirmar que o autor utiliza o clima de suspense para seduzir o leitor a acreditar no universo insólito que está sendo narrado por meio do sonho, deixando-o, muitas vezes, com uma sensação de ambiguidade em relação aos acontecimentos sobrenaturais e/ou irreais. Além disso, em nossa hipótese de leitura, os contos machadianos trazem elementos do inconsciente coletivo que indicam a manifestação de medos e inseguranças do sujeito social do período oitocentista. Em suma, analisamos de forma crítica como as experiências vivenciadas pelas personagens protagonistas podem ser interpretadas como frutos de seus temores e aflições.In this thesis entitled Do You Believe in Dreams? The Fantastic and the Oneiric in Machado de Assis, we seek to bring forth an aspect of the author that has been relatively understudied when compared to the analysis of his novels (although there are occasional studies on the subject). Therefore, the objective of this research is to comprehend the construction of the fantastic narrative with a focus on the oneiric, observing how the author uses dreams as a space of possibility for extraordinary events. The study investigates the creative path of some of the author's short stories, which lead the reader into an atmosphere of uncertainty between the real and the supernatural or unreal. Consequently, we have selected five short stories as corpora for this study: "Uma Excursão Milagrosa" (1866), "O Capitão Mendonça"(1870), "A Chinela Turca" (1875),"Entre Santos"(1886), and "Um Sonho e Outro Sonho"(1892). This choice is justified because these narratives present the use of the oneiric as their main axis for establishing the fantastic. In theoretical terms, we have referred to Filipe Furtado (1980), Remo Ceserani (2004), David Roas (2014), and Rosalba Campra (2008), who, in general, understand the fantastic as one of the possibilities for challenging logic, reason, and the reader’s everyday reality. We have also adopted studies on fear, such as those by H.P. Lovecraft (1927), in order to understand the effect of suspense in the narrative. Furthermore, we have worked with the writings on the oneiric world by Carl Gustav Jung (1946), Freud (1902), Flávio Kothe (1980), Roger Caillois (1978) as well as the concepts of imagination and the imaginary by Gaston Bachelard (1960) and Gilbert Durand (1964). From an analytical-interpretative methodological perspective, we can affirm that the author employs a climate of suspense to entice the reader to believe in the extraordinary universe that is being narrated through dreams, often leaving them with a sense of ambiguity regarding supernatural and/or unreal events. Moreover, in our reading hypothesis, Machado's short stories bring elements of the collective unconscious that indicate the manifestation of fears and uncertainties of the social subject during the nineteenth century. In summary, we critically analyze how the experiences lived by the protagonists can be interpreted as the results of their fears and anxieties.renata.philippov@unifesp.br109 f.https://hdl.handle.net/11600/71324ark:/48912/001300001k70fporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessMachado de AssisLiteratura FantásticaSonhosContosCrês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de AssisDo You Believe in Dreams? The Fantastic and the Oneiric in Machado de Assisinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH)LetrasEstudos LiteráriosLiteratura e autonomia: questões de estética e éticaLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-85679https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/59ac3af1-0660-40dc-a361-3fcd47249089/download859ba7aac438f424e54bd364c2aecf3cMD53TEXTCrês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis.pdf.txtCrês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis.pdf.txtExtracted texttext/plain103097https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/bc6482f9-5c75-4cd8-b2f9-a67c57e98f17/download3a74242a616798f1431c6cc9397361ebMD57THUMBNAILCrês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis.pdf.jpgCrês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2658https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/251b5447-0a6c-4f11-9b01-bb4e027c8c3c/downloadad8b6a168caa4f16974dad7ecb03af61MD58ORIGINALCrês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis.pdfCrês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis.pdfapplication/pdf865036https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/308b375b-14a5-4e3c-a688-acf6787345c3/downloadcee5ee68e8d733e07827c99d27d39eb7MD5411600/713242024-08-14 01:44:13.968oai:repositorio.unifesp.br:11600/71324https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-14T01:44:13Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)falseClRFUk1PUyBFIENPTkRJw4fDlUVTIFBBUkEgTyBMSUNFTkNJQU1FTlRPIERPIEFSUVVJVkFNRU5UTywgUkVQUk9EVcOHw4NPIEUgRElWVUxHQcOHw4NPIFDDmkJMSUNBIERFIENPTlRFw5pETyBOTyBSRVBPU0lUw5NSSU8gSU5TVElUVUNJT05BTCBVTklGRVNQIDxicj48YnI+CgoxLiBEZWNsYXJvLW1lIHJlc3BvbnPDoXZlbCBwZWxvIHRyYWJhbGhvICBlL291IHVzdcOhcmlvLWRlcG9zaXRhbnRlIG5vIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIFVOSUZFU1AsYXNzZWd1cm8gbm8gcHJlc2VudGUgYXRvIHF1ZSBzb3UgdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgYXV0b3JhaXMgcGF0cmltb25pYWlzIGUvb3UgZGlyZWl0b3MgY29uZXhvcyByZWZlcmVudGVzIMOgIHRvdGFsaWRhZGUgZGEgT2JyYSBvcmEgZGVwb3NpdGFkYSBlbSBmb3JtYXRvIGRpZ2l0YWwsIGJlbSBjb21vIGRlIHNldXMgY29tcG9uZW50ZXMgbWVub3JlcywgZW0gc2UgdHJhdGFuZG8gZGUgb2JyYSBjb2xldGl2YSwgY29uZm9ybWUgbyBwcmVjZWl0dWFkbyBwZWxhIExlaSA5LjYxMC85OCBlL291IExlaSA5LjYwOS85OC4gTsOjbyBzZW5kbyBlc3RlIG8gY2FzbywgYXNzZWd1cm8gdGVyIG9idGlkbyBkaXJldGFtZW50ZSBkb3MgZGV2aWRvcyB0aXR1bGFyZXMgYXV0b3JpemHDp8OjbyBwcsOpdmlhIGUgZXhwcmVzc2EgcGFyYSBvIGRlcMOzc2l0byBlIHBhcmEgYSBkaXZ1bGdhw6fDo28gZGEgT2JyYSwgYWJyYW5nZW5kbyB0b2RvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBlIGNvbmV4b3MgYWZldGFkb3MgcGVsYSBhc3NpbmF0dXJhIGRvIHByZXNlbnRlIHRlcm1vIGRlIGxpY2VuY2lhbWVudG8sIGRlIG1vZG8gYSBlZmV0aXZhbWVudGUgaXNlbnRhciBhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFPDo28gUGF1bG8gKFVOSUZFU1ApIGUgc2V1cyBmdW5jaW9uw6FyaW9zIGRlIHF1YWxxdWVyIHJlc3BvbnNhYmlsaWRhZGUgcGVsbyB1c28gbsOjby1hdXRvcml6YWRvIGRvIG1hdGVyaWFsIGRlcG9zaXRhZG8sIHNlamEgZW0gdmluY3VsYcOnw6NvIGFvIFJlcG9zaXTDs3JpbyBJbnN0aXR1Y2lvbmFsIFVOSUZFU1AsIHNlamEgZW0gdmluY3VsYcOnw6NvIGEgcXVhaXNxdWVyIHNlcnZpw6dvcyBkZSBidXNjYSBlIGRlIGRpc3RyaWJ1acOnw6NvIGRlIGNvbnRlw7pkbyBxdWUgZmHDp2FtIHVzbyBkYXMgaW50ZXJmYWNlcyBlIGVzcGHDp28gZGUgYXJtYXplbmFtZW50byBwcm92aWRlbmNpYWRvcyBwZWxhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFPDo28gUGF1bG8gKFVOSUZFU1ApIHBvciBtZWlvIGRlIHNldXMgc2lzdGVtYXMgaW5mb3JtYXRpemFkb3MuCgoyLiBBIGNvbmNvcmTDom5jaWEgY29tIGVzdGEgbGljZW7Dp2EgdGVtIGNvbW8gY29uc2VxdcOqbmNpYSBhIHRyYW5zZmVyw6puY2lhLCBhIHTDrXR1bG8gbsOjby1leGNsdXNpdm8gZSBuw6NvLW9uZXJvc28sIGlzZW50YSBkbyBwYWdhbWVudG8gZGUgcm95YWx0aWVzIG91IHF1YWxxdWVyIG91dHJhIGNvbnRyYXByZXN0YcOnw6NvLCBwZWN1bmnDoXJpYSBvdSBuw6NvLCDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBTw6NvIFBhdWxvIChVTklGRVNQKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXJtYXplbmFyIGRpZ2l0YWxtZW50ZSwgZGUgcmVwcm9kdXppciBlIGRlIGRpc3RyaWJ1aXIgbmFjaW9uYWwgZSBpbnRlcm5hY2lvbmFsbWVudGUgYSBPYnJhLCBpbmNsdWluZG8tc2UgbyBzZXUgcmVzdW1vL2Fic3RyYWN0LCBwb3IgbWVpb3MgZWxldHLDtG5pY29zIGFvIHDDumJsaWNvIGVtIGdlcmFsLCBlbSByZWdpbWUgZGUgYWNlc3NvIGFiZXJ0by4KCjMuIEEgcHJlc2VudGUgbGljZW7Dp2EgdGFtYsOpbSBhYnJhbmdlLCBub3MgbWVzbW9zIHRlcm1vcyBlc3RhYmVsZWNpZG9zIG5vIGl0ZW0gMiwgc3VwcmEsIHF1YWxxdWVyIGRpcmVpdG8gZGUgY29tdW5pY2HDp8OjbyBhbyBww7pibGljbyBjYWLDrXZlbCBlbSByZWxhw6fDo28gw6AgT2JyYSBvcmEgZGVwb3NpdGFkYSwgaW5jbHVpbmRvLXNlIG9zIHVzb3MgcmVmZXJlbnRlcyDDoCByZXByZXNlbnRhw6fDo28gcMO6YmxpY2EgZS9vdSBleGVjdcOnw6NvIHDDumJsaWNhLCBiZW0gY29tbyBxdWFscXVlciBvdXRyYSBtb2RhbGlkYWRlIGRlIGNvbXVuaWNhw6fDo28gYW8gcMO6YmxpY28gcXVlIGV4aXN0YSBvdSB2ZW5oYSBhIGV4aXN0aXIsIG5vcyB0ZXJtb3MgZG8gYXJ0aWdvIDY4IGUgc2VndWludGVzIGRhIExlaSA5LjYxMC85OCwgbmEgZXh0ZW5zw6NvIHF1ZSBmb3IgYXBsaWPDoXZlbCBhb3Mgc2VydmnDp29zIHByZXN0YWRvcyBhbyBww7pibGljbyBwZWxhIFVuaXZlcnNpZGFkZSBGZWRlcmFsIGRlIFPDo28gUGF1bG8gKFVOSUZFU1ApLgoKNC4gRXN0YSBsaWNlbsOnYSBhYnJhbmdlLCBhaW5kYSwgbm9zIG1lc21vcyB0ZXJtb3MgZXN0YWJlbGVjaWRvcyBubyBpdGVtIDIsIHN1cHJhLCB0b2RvcyBvcyBkaXJlaXRvcyBjb25leG9zIGRlIGFydGlzdGFzIGludMOpcnByZXRlcyBvdSBleGVjdXRhbnRlcywgcHJvZHV0b3JlcyBmb25vZ3LDoWZpY29zIG91IGVtcHJlc2FzIGRlIHJhZGlvZGlmdXPDo28gcXVlIGV2ZW50dWFsbWVudGUgc2VqYW0gYXBsaWPDoXZlaXMgZW0gcmVsYcOnw6NvIMOgIG9icmEgZGVwb3NpdGFkYSwgZW0gY29uZm9ybWlkYWRlIGNvbSBvIHJlZ2ltZSBmaXhhZG8gbm8gVMOtdHVsbyBWIGRhIExlaSA5LjYxMC85OC4KCjUuIFNlIGEgT2JyYSBkZXBvc2l0YWRhIGZvaSBvdSDDqSBvYmpldG8gZGUgZmluYW5jaWFtZW50byBwb3IgaW5zdGl0dWnDp8O1ZXMgZGUgZm9tZW50byDDoCBwZXNxdWlzYSBvdSBxdWFscXVlciBvdXRyYSBzZW1lbGhhbnRlLCB2b2PDqiBvdSBvIHRpdHVsYXIgYXNzZWd1cmEgcXVlIGN1bXByaXUgdG9kYXMgYXMgb2JyaWdhw6fDtWVzIHF1ZSBsaGUgZm9yYW0gaW1wb3N0YXMgcGVsYSBpbnN0aXR1acOnw6NvIGZpbmFuY2lhZG9yYSBlbSByYXrDo28gZG8gZmluYW5jaWFtZW50bywgZSBxdWUgbsOjbyBlc3TDoSBjb250cmFyaWFuZG8gcXVhbHF1ZXIgZGlzcG9zacOnw6NvIGNvbnRyYXR1YWwgcmVmZXJlbnRlIMOgIHB1YmxpY2HDp8OjbyBkbyBjb250ZcO6ZG8gb3JhIHN1Ym1ldGlkbyBhbyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBVTklGRVNQLgogCjYuIEF1dG9yaXphIGEgVW5pdmVyc2lkYWRlIEZlZGVyYWwgZGUgU8OjbyBQYXVsbyBhIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGEgb2JyYSBubyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBVTklGRVNQIGRlIGZvcm1hIGdyYXR1aXRhLCBkZSBhY29yZG8gY29tIGEgbGljZW7Dp2EgcMO6YmxpY2EgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9uczogQXRyaWJ1acOnw6NvLVNlbSBEZXJpdmHDp8O1ZXMtU2VtIERlcml2YWRvcyA0LjAgSW50ZXJuYWNpb25hbCAoQ0MgQlktTkMtTkQpLCBwZXJtaXRpbmRvIHNldSBsaXZyZSBhY2Vzc28sIHVzbyBlIGNvbXBhcnRpbGhhbWVudG8sIGRlc2RlIHF1ZSBjaXRhZGEgYSBmb250ZS4gQSBvYnJhIGNvbnRpbnVhIHByb3RlZ2lkYSBwb3IgRGlyZWl0b3MgQXV0b3JhaXMgZS9vdSBwb3Igb3V0cmFzIGxlaXMgYXBsaWPDoXZlaXMuIFF1YWxxdWVyIHVzbyBkYSBvYnJhLCBxdWUgbsOjbyBvIGF1dG9yaXphZG8gc29iIGVzdGEgbGljZW7Dp2Egb3UgcGVsYSBsZWdpc2xhw6fDo28gYXV0b3JhbCwgw6kgcHJvaWJpZG8uICAKCjcuIEF0ZXN0YSBxdWUgYSBPYnJhIHN1Ym1ldGlkYSBuw6NvIGNvbnTDqW0gcXVhbHF1ZXIgaW5mb3JtYcOnw6NvIGNvbmZpZGVuY2lhbCBzdWEgb3UgZGUgdGVyY2Vpcm9zLgoKOC4gQXRlc3RhIHF1ZSBvIHRyYWJhbGhvIHN1Ym1ldGlkbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIGZvaSBlbGFib3JhZG8gcmVzcGVpdGFuZG8gb3MgcHJpbmPDrXBpb3MgZGEgbW9yYWwgZSBkYSDDqXRpY2EgZSBuw6NvIHZpb2xvdSBxdWFscXVlciBkaXJlaXRvIGRlIHByb3ByaWVkYWRlIGludGVsZWN0dWFsLCBzb2IgcGVuYSBkZSByZXNwb25kZXIgY2l2aWwsIGNyaW1pbmFsLCDDqXRpY2EgZSBwcm9maXNzaW9uYWxtZW50ZSBwb3IgbWV1cyBhdG9zOwoKOS4gQXRlc3RhIHF1ZSBhIHZlcnPDo28gZG8gdHJhYmFsaG8gcHJlc2VudGUgbm8gYXJxdWl2byBzdWJtZXRpZG8gw6kgYSB2ZXJzw6NvIGRlZmluaXRpdmEgcXVlIGluY2x1aSBhcyBhbHRlcmHDp8O1ZXMgZGVjb3JyZW50ZXMgZGEgZGVmZXNhLCBzb2xpY2l0YWRhcyBwZWxhIGJhbmNhLCBzZSBob3V2ZSBhbGd1bWEsIG91IHNvbGljaXRhZGFzIHBvciBwYXJ0ZSBkZSBvcmllbnRhw6fDo28gZG9jZW50ZSByZXNwb25zw6F2ZWw7CgoxMC4gQ29uY2VkZSDDoCBVbml2ZXJzaWRhZGUgRmVkZXJhbCBkZSBTw6NvIFBhdWxvIChVTklGRVNQKSBvIGRpcmVpdG8gbsOjbyBleGNsdXNpdm8gZGUgcmVhbGl6YXIgcXVhaXNxdWVyIGFsdGVyYcOnw7VlcyBuYSBtw61kaWEgb3Ugbm8gZm9ybWF0byBkbyBhcnF1aXZvIHBhcmEgcHJvcMOzc2l0b3MgZGUgcHJlc2VydmHDp8OjbyBkaWdpdGFsLCBkZSBhY2Vzc2liaWxpZGFkZSBlIGRlIG1lbGhvciBpZGVudGlmaWNhw6fDo28gZG8gdHJhYmFsaG8gc3VibWV0aWRvLCBkZXNkZSBxdWUgbsOjbyBzZWphIGFsdGVyYWRvIHNldSBjb250ZcO6ZG8gaW50ZWxlY3R1YWwuCgpBbyBjb25jbHVpciBhcyBldGFwYXMgZG8gcHJvY2Vzc28gZGUgc3VibWlzc8OjbyBkZSBhcnF1aXZvcyBubyBSZXBvc2l0w7NyaW8gSW5zdGl0dWNpb25hbCBVTklGRVNQLCBhdGVzdG8gcXVlIGxpIGUgY29uY29yZGVpIGludGVncmFsbWVudGUgY29tIG9zIHRlcm1vcyBhY2ltYSBkZWxpbWl0YWRvcywgc2VtIGZhemVyIHF1YWxxdWVyIHJlc2VydmEgZSBub3ZhbWVudGUgY29uZmlybWFuZG8gcXVlIGN1bXBybyBvcyByZXF1aXNpdG9zIGluZGljYWRvcyBub3MgaXRlbnMgbWVuY2lvbmFkb3MgYW50ZXJpb3JtZW50ZS4KCkhhdmVuZG8gcXVhbHF1ZXIgZGlzY29yZMOibmNpYSBlbSByZWxhw6fDo28gYSBwcmVzZW50ZSBsaWNlbsOnYSBvdSBuw6NvIHNlIHZlcmlmaWNhbmRvIG8gZXhpZ2lkbyBub3MgaXRlbnMgYW50ZXJpb3Jlcywgdm9jw6ogZGV2ZSBpbnRlcnJvbXBlciBpbWVkaWF0YW1lbnRlIG8gcHJvY2Vzc28gZGUgc3VibWlzc8Ojby4gQSBjb250aW51aWRhZGUgZG8gcHJvY2Vzc28gZXF1aXZhbGUgw6AgY29uY29yZMOibmNpYSBlIMOgIGFzc2luYXR1cmEgZGVzdGUgZG9jdW1lbnRvLCBjb20gdG9kYXMgYXMgY29uc2VxdcOqbmNpYXMgbmVsZSBwcmV2aXN0YXMsIHN1amVpdGFuZG8tc2UgbyBzaWduYXTDoXJpbyBhIHNhbsOnw7VlcyBjaXZpcyBlIGNyaW1pbmFpcyBjYXNvIG7Do28gc2VqYSB0aXR1bGFyIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXRyaW1vbmlhaXMgZS9vdSBjb25leG9zIGFwbGljw6F2ZWlzIMOgIE9icmEgZGVwb3NpdGFkYSBkdXJhbnRlIGVzdGUgcHJvY2Vzc28sIG91IGNhc28gbsOjbyB0ZW5oYSBvYnRpZG8gcHLDqXZpYSBlIGV4cHJlc3NhIGF1dG9yaXphw6fDo28gZG8gdGl0dWxhciBwYXJhIG8gZGVww7NzaXRvIGUgdG9kb3Mgb3MgdXNvcyBkYSBPYnJhIGVudm9sdmlkb3MuCgpTZSB0aXZlciBxdWFscXVlciBkw7p2aWRhIHF1YW50byBhb3MgdGVybW9zIGRlIGxpY2VuY2lhbWVudG8gZSBxdWFudG8gYW8gcHJvY2Vzc28gZGUgc3VibWlzc8OjbywgZW50cmUgZW0gY29udGF0byBjb20gYSBiaWJsaW90ZWNhIGRvIHNldSBjYW1wdXMgKGNvbnN1bHRlIGVtOiBodHRwczovL2JpYmxpb3RlY2FzLnVuaWZlc3AuYnIvYmlibGlvdGVjYXMtZGEtcmVkZSkuIAoK
dc.title.none.fl_str_mv Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis
dc.title.alternative.none.fl_str_mv Do You Believe in Dreams? The Fantastic and the Oneiric in Machado de Assis
title Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis
spellingShingle Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis
Souza, Fernanda Alves de [UNIFESP]
Machado de Assis
Literatura Fantástica
Sonhos
Contos
title_short Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis
title_full Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis
title_fullStr Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis
title_full_unstemmed Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis
title_sort Crês em sonhos? O fantástico e o onírico em Machado de Assis
author Souza, Fernanda Alves de [UNIFESP]
author_facet Souza, Fernanda Alves de [UNIFESP]
author_role author
dc.contributor.advisorLattes.none.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/9950264048329182
dc.contributor.authorLattes.none.fl_str_mv http://lattes.cnpq.br/4141165022553171
dc.contributor.author.fl_str_mv Souza, Fernanda Alves de [UNIFESP]
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Philippov , Renata [UNIFESP]
contributor_str_mv Philippov , Renata [UNIFESP]
dc.subject.por.fl_str_mv Machado de Assis
Literatura Fantástica
Sonhos
Contos
topic Machado de Assis
Literatura Fantástica
Sonhos
Contos
description Nesta dissertação denominada Crês em sonhos? O fantástico e onírico em Machado de Assis, buscamos trazer uma face do autor ainda pouco estudada se comparada com os estudos dos romances (embora haja estudos pontuais sobre o tema). Em razão disso, o objetivo desta pesquisa busca compreender a construção da narrativa fantástica com foco no onírico, observando como o autor utiliza o sonho como o local de possibilidade dos acontecimentos insólitos. A pesquisa investiga o percurso criativo de alguns contos do autor, que leva o leitor a uma atmosfera de incertezas entre o real e o irreal, criando o suspense na narrativa. Sendo assim, selecionamos cinco contos como corpus para este estudo: "Uma Excursão Milagrosa" (1866), "O Capitão Mendonça"(1870), "A Chinela Turca" (1875),"Entre Santos"(1886), "Um Sonho e Outro Sonho"(1892). Tal escolha se justifica porque neles se apresentam narrativas que possuem como eixo principal o uso do onírico para instaurar o fantástico. Em termos teóricos, recorremos a Filipe Furtado (1980), Remo Ceserani (2006), David Roas (2014) e Rosalba Campra (2008), que, em geral, compreendem o fantástico como uma das possibilidades de desafiar a lógica, a razão e a realidade cotidiana do leitor. Adotamos ainda estudos sobre o medo, como os de H.P. Lovecraft (1927), buscando entender o efeito do suspense na narrativa. Além disso, trabalhamos com os escritos sobre o mundo onírico de Carl Gustav Jung (1946), Freud (1902), Flávio Kothe (1980), Roger Caillois (1978) e os conceitos sobre imaginação e imaginário de Gaston Bachelard (1960) e Gilbert Durand (1993). A partir do prisma metodológico analítico-interpretativo, podemos afirmar que o autor utiliza o clima de suspense para seduzir o leitor a acreditar no universo insólito que está sendo narrado por meio do sonho, deixando-o, muitas vezes, com uma sensação de ambiguidade em relação aos acontecimentos sobrenaturais e/ou irreais. Além disso, em nossa hipótese de leitura, os contos machadianos trazem elementos do inconsciente coletivo que indicam a manifestação de medos e inseguranças do sujeito social do período oitocentista. Em suma, analisamos de forma crítica como as experiências vivenciadas pelas personagens protagonistas podem ser interpretadas como frutos de seus temores e aflições.
publishDate 2024
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2024-07-02T18:35:26Z
dc.date.available.fl_str_mv 2024-07-02T18:35:26Z
dc.date.issued.fl_str_mv 2024-02-23
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://hdl.handle.net/11600/71324
dc.identifier.dark.fl_str_mv ark:/48912/001300001k70f
url https://hdl.handle.net/11600/71324
identifier_str_mv ark:/48912/001300001k70f
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 109 f.
dc.coverage.spatial.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas - EFLCH
dc.publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo
publisher.none.fl_str_mv Universidade Federal de São Paulo
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UNIFESP
instname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron:UNIFESP
instname_str Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
instacron_str UNIFESP
institution UNIFESP
reponame_str Repositório Institucional da UNIFESP
collection Repositório Institucional da UNIFESP
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/59ac3af1-0660-40dc-a361-3fcd47249089/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/bc6482f9-5c75-4cd8-b2f9-a67c57e98f17/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/251b5447-0a6c-4f11-9b01-bb4e027c8c3c/download
https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/308b375b-14a5-4e3c-a688-acf6787345c3/download
bitstream.checksum.fl_str_mv 859ba7aac438f424e54bd364c2aecf3c
3a74242a616798f1431c6cc9397361eb
ad8b6a168caa4f16974dad7ecb03af61
cee5ee68e8d733e07827c99d27d39eb7
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
repository.mail.fl_str_mv biblioteca.csp@unifesp.br
_version_ 1865648669116596224