Mensuração da adesão aos medicamentos imunossupressores em pacientes do pós-transplante cardíaco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Poltronieri, Nadja Van Geen [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000026zdn
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5666944
http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50503
Resumo: Introdução e Objetivos:Evidencia-se que além de ser universal a dificuldade dos pacientes em aderir ao tratamento, outros fatores interferem, como o profissional de saúde, o tratamento, a patologia e o paciente. A não adesão é hoje reconhecida como um fator determinante para o aumento da morbidade e mortalidade, redução da qualidade de vida, aumento dos custos médicos e excesso da utilização dos serviços de saúde. Em Transplantados, este estudo teve como objetivos a de mensurar a adesão medicamentosa nos pacientes pós-transplante cardíaco medianteo uso da Escala Basel Para Avaliação de Aderência a Medicamentos Imunossupressores (BAASIS)®, identificar as comorbidades prevalentes e a sobrevida. Metodologia:O método estudado foi de coorte histórica de abordagem quantitativa, realizado no ambulatório de transplante cardíaco do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). A população foi composta pelos pacientes submetidos a transplante no período de 2009 a 2016, totalizando 60 casos. A coleta de dados foi realizada, seja por meio de análise do instrumento BAASIS ou, pela escala analógica visual (VAS). Resultados:A mensuração da adesão utilizando as variáveis da pesquisa nos mostrou que com a aplicação do instrumento BAASIS, 53,3% dos pacientes aderiram à medicação, o grupo de não adesão foi de 25% que relatou atraso de até 2 horas do prescrito, porém, sem interrupção dos remédios. Embora os valores de adesão do VAS foram maiores ao do instrumento BAASIS (93,3% vs 83,3%), ambos valores não foram significativamente diferentes entre eles (p=0,950). As comorbidades estudadas foram hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemias (DLP) e insuficiência renal crônica. Observou-se que HAS e DLP permaneceram com resultados similares; 38,3% e 30% no pré-transplante e 48,3% e 30% no período pós-transplante. A sobrevida dos pacientes obteve como média 7 anos (85,1meses) pós-transplante, independente do grupo com adesão e sem adesão.Considerações finais: Diante da complexidade do tratamento ao transplante cardíaco, com possíveis eventos adversos e comorbidades, podemos de fato considerar a extrema importância à adesão medicamentosa no pós-transplante e mensurá-las para que todo trabalho empenhado pelos profissionais envolvidos, familiares destes receptores e principalmente do próprio paciente, em questão, não seja em vão. Nisto consiste o trabalho de vários profissionais e estudos sobre adesão para que mostremos sua importância e relevância no resultado final que é a sobrevida destes pacientes com qualidade e sem complicações ou as controláveis com tratamento.
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Em Transplantados, este estudo teve como objetivos a de mensurar a adesão medicamentosa nos pacientes pós-transplante cardíaco medianteo uso da Escala Basel Para Avaliação de Aderência a Medicamentos Imunossupressores (BAASIS)®, identificar as comorbidades prevalentes e a sobrevida. Metodologia:O método estudado foi de coorte histórica de abordagem quantitativa, realizado no ambulatório de transplante cardíaco do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (IDPC). A população foi composta pelos pacientes submetidos a transplante no período de 2009 a 2016, totalizando 60 casos. A coleta de dados foi realizada, seja por meio de análise do instrumento BAASIS ou, pela escala analógica visual (VAS). Resultados:A mensuração da adesão utilizando as variáveis da pesquisa nos mostrou que com a aplicação do instrumento BAASIS, 53,3% dos pacientes aderiram à medicação, o grupo de não adesão foi de 25% que relatou atraso de até 2 horas do prescrito, porém, sem interrupção dos remédios. Embora os valores de adesão do VAS foram maiores ao do instrumento BAASIS (93,3% vs 83,3%), ambos valores não foram significativamente diferentes entre eles (p=0,950). As comorbidades estudadas foram hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemias (DLP) e insuficiência renal crônica. Observou-se que HAS e DLP permaneceram com resultados similares; 38,3% e 30% no pré-transplante e 48,3% e 30% no período pós-transplante. A sobrevida dos pacientes obteve como média 7 anos (85,1meses) pós-transplante, independente do grupo com adesão e sem adesão.Considerações finais: Diante da complexidade do tratamento ao transplante cardíaco, com possíveis eventos adversos e comorbidades, podemos de fato considerar a extrema importância à adesão medicamentosa no pós-transplante e mensurá-las para que todo trabalho empenhado pelos profissionais envolvidos, familiares destes receptores e principalmente do próprio paciente, em questão, não seja em vão. Nisto consiste o trabalho de vários profissionais e estudos sobre adesão para que mostremos sua importância e relevância no resultado final que é a sobrevida destes pacientes com qualidade e sem complicações ou as controláveis com tratamento.ntroduction and Objectives: It is evident that in addition to being universal the difficulty of patients to adhere to treatment, other factors interfere, such as the health professional, the treatment, the pathology and the patient. Nonadherence is now recognized as a determinant factor for increased morbidity and mortality, reduced quality of life, increased medical costs and overuse of health services. In Transplanted patients, this study aimed to measure drug adherence in post-transplant patients using the Basel Assessment of Adherence to Immunosuppressive Medications (BAASIS) ®, to identify prevalent comorbidities and survival. Methodology: The method studied was a historical cohort of quantitative approach, performed at the cardiac transplant outpatient clinic of the Dante Pazzanese Institute of Cardiology (IDPC). The population was composed ofpatients submitted to transplantation in the period from 2009 to 2016, totaling 60 cases. Data collection was performed, either through analysis of the BAASIS instrument or through the visual analogue scale (VAS). Results: Adherence measurement using the variables of the research showed that with the application of the BAASIS instrument, 53.3% of the patients adhered to the medication, the non-adherence group was 25% who reported delay of up to 2 hours of the prescribed one, however, without interruption of the medications. Although VAS compliance values were higher than those of the BAASIS instrument (93.3% vs 83.3%), both values were not significantly different between them (p = 0.950). The comorbidities studied were systemic arterial hypertension (SAH), diabetes mellitus (DM), dyslipidemia (DLP) and chronic renal failure. It was observed that SAH and DLP remained with similar results; 38.3% and 30% in the pre-transplant and 48.3% and 30% in the post-transplantation period. Patient survival averaged 7 years (85.1 months) post-transplant, independent of the adherent and non-adherent group. Conclusions: In view of the cardiac transplantation drug treatment complexity, with possible adverse events and comorbidities, we can in fact consider the extreme importance of post-transplant drug adherence and measure them so that all the work involved by the professionals involved, specially of the patient himself, in question, is not in vain. This is the work of several professionals and studies on adherence so that we show its importance and relevance in the final result that is the survival of these patients with quality and without complications or those controllable with treatment.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2017)Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Roza, Bartira de Aguiar [UNIFESP]Moreira, Rita Simone Lopes [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/9682287639705372http://lattes.cnpq.br/9255434835123749http://lattes.cnpq.br/4188804767803899Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Poltronieri, Nadja Van Geen [UNIFESP]2019-06-19T14:58:00Z2019-06-19T14:58:00Z2017-12-20info:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersion96 f.application/pdfhttps://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=5666944POLTRONIÉRI, Nadja Van Geen. Mensuração da adesão aos medicamentos imunossupressores em pacientes do pós-transplante cardíaco. 2017. [98] f. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) - Escola Paulista de Enfermagem (EPE), Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2017.http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/50503ark:/48912/0013000026zdnporSão Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESP2025-04-16T08:18:08Zoai:repositorio.unifesp.br:11600/50503Repositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-04-16T08:18:08Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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