Avaliação do Gasto Energético em Indivíduos com Síndrome Pós- Poliomielite (SPP): Através do Questionário de Atividade Física Habitual de Baecke

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Pereira, Roberto Dias Batista [UNIFESP]
Orientador(a): Silva, Helga Cristina Almeida da [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002619z
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9087
Resumo: A Síndrome Pós-Poliomielite (SPP) é um efeito tardio da poliomielite, sendo classificada como neuronopatia motora, em virtude dos quadros clínicos e histológicos estarem intimamente relacionados com disfunção dos neurônios motores inferiores. Novos sintomas ou piora dos sintomas residuais, principalmente a nova fraqueza, fadiga muscular, nova atrofia, dor muscular, dor articular e intolerância ao frio, ocorrem de 30 a 50 anos após a poliomielite aguda. As causas desses novos sintomas permanecem desconhecidas, entretanto, parecem estar relacionados com uma disfunção da unidade motora pela deterioração axonal periférica e da junção neuromuscular. Dentre as várias causas, a mais aceita é o “overuse” (sobrecarga ou supertreinamento). Não há um consenso em relação à realização de atividade física ou a inatividade quanto ao aparecimento dos novos sintomas. Por este motivo, este trabalho vem contribuir para o conhecimento do perfil do gasto energético em indivíduos com história de poliomielite paralítica prévia, apresentando ou não sintomas de SPP, sendo avaliado o histórico de suas atividades físicas habituais (AFH) pelo questionário de Baecke. Dos 410 pacientes matriculados no Setor de Investigação de Doenças Neuromusculares da UNIFESP/EPM, foram selecionados, para esse estudo, 28 pacientes com seqüela de poliomielite (SP), 52 com SPP e outros 36 indivíduos fazendo parte do grupo controle (GC), totalizando 116 indivíduos avaliados. Os pacientes com SPP apresentaram em sua história tendência de aumento de suas AFH dos 10 aos 20 anos de idade (AV1), em comparação aos sequelados de pólio e ao grupo controle. Já no período dos 21 aos 30 anos (AV2) há um aumento significativo de suas atividades físicas ocupacionais (AFO), em relação ao grupo SP (SP=2.500 e SPP= 3.000; Teste de Kruskal-Wallis, p<0,035), e o AFO-AV2 apresentou correlação com a idade do início da SPP (Pearson, r = - 0,2796, p<0,0447). Maior presença de fadiga (SPP=92,3%; SP=42,9% e GC=7% - Teste de Kruskal-Wallis, p<0,0001), menor qualidade de vida (domínios Físico e Psicológico, Teste de Anova, p<0,0001; Meio Ambiente, Teste de Kruskal-Wallis, p=0,0312) e menor índice de AFH no Escore Total (ET: SPP=9.625; SP=11.130 e GC=11.000, Teste de Kruskal-Wallis, p<0,0001) do grupo SPP em relação aos outros, mostra seu estado atual da doença. Foi notado que a presença ou não de fadiga não influencia o aparecimento da SPP. Observou-se aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) na população com SPP em relação ao grupo SP nas categorias de adequado e sobrepeso (p=0,0165; teste de Qui-quadrado), e que é um fator agravante para estes. Concluímos com este trabalho que pacientes com SPP apresentam uma entidade nosológica com características próprias, destacando-se: histórico de maior gasto energético durante a vida, sobretudo na atividade física ocupacional, dos 21 aos 30 anos de idade, sugerindo ser esta década crítica para o desenvolvimento desta enfermidade; presença de um estado clínico atual diferenciado em relação aos grupos Seqüela de Pólio (SP) e Controle (GC), com uma maior freqüência de fadiga, menores escores nas Atividades Físicas Habituais e, conseqüentemente, uma pior qualidade de vida; maior tendência à sobrepeso, que pode ser um fator agravante para o desenvolvimento ou intensificação destas limitações, mas não sendo possível identificar se o IMC elevado diminuiu a capacidade física para as AFH, ou se o estado clínico atual promoveu um aumento do IMC; quanto mais tardia a pólio aguda, pior a recuperação funcional, menor potencialidade de engajamento em atividades físicas mais intensas, maior risco de desenvolvimento de SPP. O desenvolvimento mais freqüente de SPP em pacientes com pólio aguda mais tardia indica que a unidade motora sobrevivente apresenta processo de reinervação (plasticidade) mais instável, sendo mais vulnerável aos processos que levam ou ao envelhecimento celular ou a processo degenerativo.
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spelling Pereira, Roberto Dias Batista [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Silva, Helga Cristina Almeida da [UNIFESP]2015-07-22T20:49:35Z2015-07-22T20:49:35Z2009-09-30A Síndrome Pós-Poliomielite (SPP) é um efeito tardio da poliomielite, sendo classificada como neuronopatia motora, em virtude dos quadros clínicos e histológicos estarem intimamente relacionados com disfunção dos neurônios motores inferiores. Novos sintomas ou piora dos sintomas residuais, principalmente a nova fraqueza, fadiga muscular, nova atrofia, dor muscular, dor articular e intolerância ao frio, ocorrem de 30 a 50 anos após a poliomielite aguda. As causas desses novos sintomas permanecem desconhecidas, entretanto, parecem estar relacionados com uma disfunção da unidade motora pela deterioração axonal periférica e da junção neuromuscular. Dentre as várias causas, a mais aceita é o “overuse” (sobrecarga ou supertreinamento). Não há um consenso em relação à realização de atividade física ou a inatividade quanto ao aparecimento dos novos sintomas. Por este motivo, este trabalho vem contribuir para o conhecimento do perfil do gasto energético em indivíduos com história de poliomielite paralítica prévia, apresentando ou não sintomas de SPP, sendo avaliado o histórico de suas atividades físicas habituais (AFH) pelo questionário de Baecke. Dos 410 pacientes matriculados no Setor de Investigação de Doenças Neuromusculares da UNIFESP/EPM, foram selecionados, para esse estudo, 28 pacientes com seqüela de poliomielite (SP), 52 com SPP e outros 36 indivíduos fazendo parte do grupo controle (GC), totalizando 116 indivíduos avaliados. Os pacientes com SPP apresentaram em sua história tendência de aumento de suas AFH dos 10 aos 20 anos de idade (AV1), em comparação aos sequelados de pólio e ao grupo controle. Já no período dos 21 aos 30 anos (AV2) há um aumento significativo de suas atividades físicas ocupacionais (AFO), em relação ao grupo SP (SP=2.500 e SPP= 3.000; Teste de Kruskal-Wallis, p<0,035), e o AFO-AV2 apresentou correlação com a idade do início da SPP (Pearson, r = - 0,2796, p<0,0447). Maior presença de fadiga (SPP=92,3%; SP=42,9% e GC=7% - Teste de Kruskal-Wallis, p<0,0001), menor qualidade de vida (domínios Físico e Psicológico, Teste de Anova, p<0,0001; Meio Ambiente, Teste de Kruskal-Wallis, p=0,0312) e menor índice de AFH no Escore Total (ET: SPP=9.625; SP=11.130 e GC=11.000, Teste de Kruskal-Wallis, p<0,0001) do grupo SPP em relação aos outros, mostra seu estado atual da doença. Foi notado que a presença ou não de fadiga não influencia o aparecimento da SPP. Observou-se aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) na população com SPP em relação ao grupo SP nas categorias de adequado e sobrepeso (p=0,0165; teste de Qui-quadrado), e que é um fator agravante para estes. Concluímos com este trabalho que pacientes com SPP apresentam uma entidade nosológica com características próprias, destacando-se: histórico de maior gasto energético durante a vida, sobretudo na atividade física ocupacional, dos 21 aos 30 anos de idade, sugerindo ser esta década crítica para o desenvolvimento desta enfermidade; presença de um estado clínico atual diferenciado em relação aos grupos Seqüela de Pólio (SP) e Controle (GC), com uma maior freqüência de fadiga, menores escores nas Atividades Físicas Habituais e, conseqüentemente, uma pior qualidade de vida; maior tendência à sobrepeso, que pode ser um fator agravante para o desenvolvimento ou intensificação destas limitações, mas não sendo possível identificar se o IMC elevado diminuiu a capacidade física para as AFH, ou se o estado clínico atual promoveu um aumento do IMC; quanto mais tardia a pólio aguda, pior a recuperação funcional, menor potencialidade de engajamento em atividades físicas mais intensas, maior risco de desenvolvimento de SPP. O desenvolvimento mais freqüente de SPP em pacientes com pólio aguda mais tardia indica que a unidade motora sobrevivente apresenta processo de reinervação (plasticidade) mais instável, sendo mais vulnerável aos processos que levam ou ao envelhecimento celular ou a processo degenerativo.The Post-Polio Syndrome (PPS) is a late effect of polio, being classified as motor neuropathy, because of the clinical and histological features are closely related to dysfunction of lower motor neurons. New symptoms or worsening of residual symptoms, especially the new weakness, muscle fatigue, new atrophy, muscle pain, joint pain and intolerance to cold, develop 30 to 50 years after acute poliomyelitis. The causes of these new symptoms remain unknown, however, seem to be related to a dysfunction of the motor unit by axonal damage and peripheral neuromuscular junction. Among the various causes, the most accepted is the "overuse" (overload or supertraining). There is no consensus on the implementation of physical activity or inactivity on the appearance of new symptoms. Therefore, this work will contribute to the knowledge of the profile of energy expenditure in individuals with a history of prior paralytic polio, presenting or not symptoms of PPS, and assessed the history of their Habitual Physical Activity (HPA) for the Baecke questionnaire. Of the 410 patients enrolled in the Sector of Investigation of Neuromuscular Diseases, UNIFESP / EPM, 28 patients with poliomyelitis sequelae (PS), 52 with PPS and other 36 individuals as part of the control group (CG), totaling 116 individuals assessed, were selected for this study. Patients with PPS in their history had tended to increase their HPA between 10 to 20 years of age (AV1), compared to the sequelae of polio and the control group. Already in the period of 21 to 30 years (AV2) there was a significant increase in their Occupational Physical Activity (OPA) in relation to the PS group (PS=2500 and PPS=3000, Kruskal-Wallis test, p <0.035), and the OPA-AV2 showed correlation with age of onset of PPS (Pearson, r = - 0.2796, p <0.0447). Increased presence of fatigue (PPS=92.3%, PS=42.9% and CG=7% - Kruskal- Wallis test, p <0.0001), lower quality of life (physical and psychological domains, Anova Test , p <0.0001; Environment domain, Kruskal-Wallis test, p = 0.0312) and lowest total score (TS) of HPA (TS: PPS=9625; PS=11130 and CG= 11000, test of Kruskal-Wallis , p <0.0001) of the PPS group for the other, shows their current state of the disease. It was noted that the presence or absence of fatigue did not influence the appearance of the PPS. There was increase in Body Mass Índex (BMI) in the population with PPS and PS in the categories of appropriate and overweight (p=0.0165, chi-square test), which is an aggravating factor for them. This work concluded that patients with PPS have a nosological entity with its own characteristics, such as: history of higher energy expenditure during the life, especially in occupational physical activity, from 21 to 30 years of age, suggesting that the critical decade for the development of this disease; presence of the differential current clinical status in relation to polio sequelae (PS) and Control (CG) groups, with a higher frequency of fatigue, lower scores on HPA and, consequently, a poorer quality of life; increased tendency to overweight, which can be an aggravating factor for the development or intensification of these limitations, but it is not possible to identify whether it was the high BMI that decreased physical capacity for HPA, or if was the current clinical state that promoted an increase in BMI; the later the acute polio, worse functional recovery, lower potential for engagement in physical activities more intensive, higher risk of developing PPS. The development of SPP more frequent in patients with acute polio later indicates that the surviving motor unit reinnervation process presents (plasticity) more unstable, more vulnerable to processes that lead to aging or cellular or a degenerative process.TEDEBV UNIFESP: Teses e dissertações106 p.PEREIRA, Roberto Dias Batista. Avaliação do Gasto Energético em Indivíduos com Síndrome Pós- Poliomielite (SPP): Através do Questionário de Atividade Física Habitual de Baecke. 2009. 106 f. Dissertação (Mestrado em Ciências) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2009.Publico-00372.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9087ark:/48912/001300002619zporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessAtividade físicaExercícioGasto energéticoSíndrome pós-poliomielitePoliomieliteMetabolismo energéticoAtividade motoraAvaliação do Gasto Energético em Indivíduos com Síndrome Pós- Poliomielite (SPP): Através do Questionário de Atividade Física Habitual de BaeckeAssessment of Energy Expenditure in Individuals with Post-Polio Syndrome (PPS): Through Baecke Questionnaire of Habitual Physical Activityinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Neurologia/Neurociências - EPMORIGINALPublico-00372.pdfPublico-00372.pdfapplication/pdf1589349https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/a55877a7-0b0b-4e01-a4fb-4c65d7fafc20/download2f670fc9fd5e65951187de65071291efMD51TEXTPublico-00372.pdf.txtPublico-00372.pdf.txtExtracted texttext/plain102945https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/b4bd2027-3498-4922-9330-edcae90ae9cd/downloada43658c77af0e47d68adde32c3f2cfb6MD53THUMBNAILPublico-00372.pdf.jpgPublico-00372.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2968https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/0a787030-430c-43e8-9348-881265a5770b/download406fa1ae4846e01096f6f4851fa04138MD5411600/90872024-07-29 07:14:44.759oai:repositorio.unifesp.br:11600/9087https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-29T07:14:44Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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description A Síndrome Pós-Poliomielite (SPP) é um efeito tardio da poliomielite, sendo classificada como neuronopatia motora, em virtude dos quadros clínicos e histológicos estarem intimamente relacionados com disfunção dos neurônios motores inferiores. Novos sintomas ou piora dos sintomas residuais, principalmente a nova fraqueza, fadiga muscular, nova atrofia, dor muscular, dor articular e intolerância ao frio, ocorrem de 30 a 50 anos após a poliomielite aguda. As causas desses novos sintomas permanecem desconhecidas, entretanto, parecem estar relacionados com uma disfunção da unidade motora pela deterioração axonal periférica e da junção neuromuscular. Dentre as várias causas, a mais aceita é o “overuse” (sobrecarga ou supertreinamento). Não há um consenso em relação à realização de atividade física ou a inatividade quanto ao aparecimento dos novos sintomas. Por este motivo, este trabalho vem contribuir para o conhecimento do perfil do gasto energético em indivíduos com história de poliomielite paralítica prévia, apresentando ou não sintomas de SPP, sendo avaliado o histórico de suas atividades físicas habituais (AFH) pelo questionário de Baecke. Dos 410 pacientes matriculados no Setor de Investigação de Doenças Neuromusculares da UNIFESP/EPM, foram selecionados, para esse estudo, 28 pacientes com seqüela de poliomielite (SP), 52 com SPP e outros 36 indivíduos fazendo parte do grupo controle (GC), totalizando 116 indivíduos avaliados. Os pacientes com SPP apresentaram em sua história tendência de aumento de suas AFH dos 10 aos 20 anos de idade (AV1), em comparação aos sequelados de pólio e ao grupo controle. Já no período dos 21 aos 30 anos (AV2) há um aumento significativo de suas atividades físicas ocupacionais (AFO), em relação ao grupo SP (SP=2.500 e SPP= 3.000; Teste de Kruskal-Wallis, p<0,035), e o AFO-AV2 apresentou correlação com a idade do início da SPP (Pearson, r = - 0,2796, p<0,0447). Maior presença de fadiga (SPP=92,3%; SP=42,9% e GC=7% - Teste de Kruskal-Wallis, p<0,0001), menor qualidade de vida (domínios Físico e Psicológico, Teste de Anova, p<0,0001; Meio Ambiente, Teste de Kruskal-Wallis, p=0,0312) e menor índice de AFH no Escore Total (ET: SPP=9.625; SP=11.130 e GC=11.000, Teste de Kruskal-Wallis, p<0,0001) do grupo SPP em relação aos outros, mostra seu estado atual da doença. Foi notado que a presença ou não de fadiga não influencia o aparecimento da SPP. Observou-se aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) na população com SPP em relação ao grupo SP nas categorias de adequado e sobrepeso (p=0,0165; teste de Qui-quadrado), e que é um fator agravante para estes. Concluímos com este trabalho que pacientes com SPP apresentam uma entidade nosológica com características próprias, destacando-se: histórico de maior gasto energético durante a vida, sobretudo na atividade física ocupacional, dos 21 aos 30 anos de idade, sugerindo ser esta década crítica para o desenvolvimento desta enfermidade; presença de um estado clínico atual diferenciado em relação aos grupos Seqüela de Pólio (SP) e Controle (GC), com uma maior freqüência de fadiga, menores escores nas Atividades Físicas Habituais e, conseqüentemente, uma pior qualidade de vida; maior tendência à sobrepeso, que pode ser um fator agravante para o desenvolvimento ou intensificação destas limitações, mas não sendo possível identificar se o IMC elevado diminuiu a capacidade física para as AFH, ou se o estado clínico atual promoveu um aumento do IMC; quanto mais tardia a pólio aguda, pior a recuperação funcional, menor potencialidade de engajamento em atividades físicas mais intensas, maior risco de desenvolvimento de SPP. O desenvolvimento mais freqüente de SPP em pacientes com pólio aguda mais tardia indica que a unidade motora sobrevivente apresenta processo de reinervação (plasticidade) mais instável, sendo mais vulnerável aos processos que levam ou ao envelhecimento celular ou a processo degenerativo.
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