Inguinotomia transversa versus longitudinal para abordagem da artéria femoral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Camara, Marcus Vinicius Canteras Raposo Da [UNIFESP]
Orientador(a): Cacione, Daniel Guimaraes [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001kbzk
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9962461
https://hdl.handle.net/11600/64659
Resumo: Contexto: O acesso aos vasos femorais é necessário em uma ampla gama de cirurgias vasculares, incluindo tratamento de doença tromboembólica, enxertos arteriais, reparo endovascular do aneurisma da aorta abdominal, reparo endovascular do aneurisma de aorta torácica e implante de válvula aórtica transcateter. A técnica cirúrgica utilizada pode ser um fator predisponente para complicações pós-operatórias. Este foi o foco desta revisão sistemática: comparar a inguinotomia transversa versus inguinotomia longitudinal (técnica clássica) para acessar a artéria femoral. Objetivo: Avaliar a efetividade e segurança da inguinotomia transversa em comparação com a inguinotomia longitudinal para acesso a artéria femoral em procedimentos cirúrgicos endovasculares e cirurgias abertas. Métodos: A equipe de pesquisa bibliográfica da Cochrane Vascular Trials procurou as bases de dados Cochrane Vascular Specialisted Register, CENTRAL, MEDLINE, Embase, CINAHL e AMED e a Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos da Organização Mundial da Saúde e os registros ClinicalTrials.gov (última busca em abril de 2020). Os autores da revisão buscaram registros de ensaios na base de dados IBECS (última busca em maio de 2020). Os critérios de seleção foram incluir ensaios clínicos randomizados e ensaios clínicos quasi-randomizados que compararam inguinotomia transversa e longitudinal. Dois autores da revisão selecionaram independentemente os estudos, avaliando risco de viés, extração e análise de dados, além de classificarem a certeza das evidências de acordo com o GRADE. Resultados: Incluímos uma Randomized Controlled Trial e um Ensaio Clínico Quase-randomizado nesta revisão. Os dois estudos incluídos tiveram um total combinado de 237 participantes (283 inguinotomias). A metanálise dos dois estudos produziu evidência de baixa certeza de que a incisão inguinal transversa acarreta menor risco de infecção da ferida cirúrgica no período de 10 a 28 dias no pós-operatório (RR 0,25, IC 95% 0,08 a 0,76, 283 incisões inguinais, dois estudos). Houve baixa heterogeneidade entre os estudos. Reduzimos a certeza da evidência de infecção de ferida cirúrgica em um nível devido a sérias limitações no projeto (alto risco de viés em domínios críticos). O intervalo de confiança para a infecção da ferida operatória é relativamente amplo, indicando que é baixa a certeza da estimativa do efeito. Não foi observada diferença clara entre as duas técnicas cirúrgicas para demais complicações linfáticas avaliadas: linfocele (RR 0,46, IC 95% 0,20 a 1,02; 116 inguinotomias; um estudo) e linforréia (RR 2,77, IC 95% 0,92 a 8,34; 116 inguinotomias; um estudo). Reduzimos a certeza da evidência para complicações linfáticas em um nível devido a sérias limitações no desenho (alto risco de viés em domínios críticos) e em outros dois níveis devido à imprecisão (pequeno número de participantes e apenas um estudo incluído). Conclusões: Encontramos nesta revisão evidências de baixa qualidade de que a incisão inguinal transversa resulta em menos infecções da ferida cirúrgica em comparação com a incisão longitudinal. Não foi observada diferença clara entre as duas técnicas cirúrgicas para demais desfechos avaliados (linfocele e linforréia). Outros desfechos não foram avaliados. As limitações desta revisão são: pequeno tamanho da amostra, curto período de acompanhamento clínico e alto risco de viés em domínios críticos. Por esse motivo, a aplicabilidade dos resultados é limitada.
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spelling DoutoradoCamara, Marcus Vinicius Canteras Raposo Da [UNIFESP]Universidade Federal de São PauloCacione, Daniel Guimaraes [UNIFESP]2022-07-21T17:42:37Z2022-07-21T17:42:37Z2020-12-18Contexto: O acesso aos vasos femorais é necessário em uma ampla gama de cirurgias vasculares, incluindo tratamento de doença tromboembólica, enxertos arteriais, reparo endovascular do aneurisma da aorta abdominal, reparo endovascular do aneurisma de aorta torácica e implante de válvula aórtica transcateter. A técnica cirúrgica utilizada pode ser um fator predisponente para complicações pós-operatórias. Este foi o foco desta revisão sistemática: comparar a inguinotomia transversa versus inguinotomia longitudinal (técnica clássica) para acessar a artéria femoral. Objetivo: Avaliar a efetividade e segurança da inguinotomia transversa em comparação com a inguinotomia longitudinal para acesso a artéria femoral em procedimentos cirúrgicos endovasculares e cirurgias abertas. Métodos: A equipe de pesquisa bibliográfica da Cochrane Vascular Trials procurou as bases de dados Cochrane Vascular Specialisted Register, CENTRAL, MEDLINE, Embase, CINAHL e AMED e a Plataforma Internacional de Registro de Ensaios Clínicos da Organização Mundial da Saúde e os registros ClinicalTrials.gov (última busca em abril de 2020). Os autores da revisão buscaram registros de ensaios na base de dados IBECS (última busca em maio de 2020). Os critérios de seleção foram incluir ensaios clínicos randomizados e ensaios clínicos quasi-randomizados que compararam inguinotomia transversa e longitudinal. Dois autores da revisão selecionaram independentemente os estudos, avaliando risco de viés, extração e análise de dados, além de classificarem a certeza das evidências de acordo com o GRADE. Resultados: Incluímos uma Randomized Controlled Trial e um Ensaio Clínico Quase-randomizado nesta revisão. 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Reduzimos a certeza da evidência para complicações linfáticas em um nível devido a sérias limitações no desenho (alto risco de viés em domínios críticos) e em outros dois níveis devido à imprecisão (pequeno número de participantes e apenas um estudo incluído). Conclusões: Encontramos nesta revisão evidências de baixa qualidade de que a incisão inguinal transversa resulta em menos infecções da ferida cirúrgica em comparação com a incisão longitudinal. Não foi observada diferença clara entre as duas técnicas cirúrgicas para demais desfechos avaliados (linfocele e linforréia). Outros desfechos não foram avaliados. As limitações desta revisão são: pequeno tamanho da amostra, curto período de acompanhamento clínico e alto risco de viés em domínios críticos. Por esse motivo, a aplicabilidade dos resultados é limitada.Background: Access to the femoral vessels is necessary for a wide range of vascular procedures, including treatment of thromboembolic disease, arterial grafts, endovascular repair of abdominal aortic aneurysm, thoracic endovascular aneurysm repair and transcatheter aortic valve implantation. The surgical technique used to access the femoral artery may be a factor in the occurrence of postoperative complications; this will be the focus of our review. We will compare the transverse surgical technique—a cut made parallel to the groin crease—versus the vertical groin incision surgical technique—classic technique: a surgical cut made across the groin crease—to access the femoral artery, in an attempt to determine which technique has the lower rate of complications, is safer and is more effective. Objectives: To evaluate the efficacy and safety of transverse groin incision compared with vertical groin incision for accessing the femoral artery in endovascular surgical procedures and open surgery. Search methods: The Cochrane Vascular Information Specialist searched the Cochrane Vascular Specialised Register, CENTRAL, MEDLINE, Embase, CINAHL and AMED databases, and the World Health Organization (WHO) International Clinical Trials Registry Platform and ClinicalTrials.gov to 17 February 2020. The review authors searched the IBECS database to 26 March 2020 and reference lists of relevant studies/papers. Selection criteria: We included randomized controlled trials and quasi-randomized trials that compare transverse and vertical groin incision, during either endovascular or open surgery procedures. Data collection and analysis: Two review authors independently selected the studies, assessed risk of bias, extracted data, performed data analysis and graded the certainty of evidence according to GRADE. Main results: We included one Randomized Controlled Trial and one randomized controlled trials and quasi-randomized in this review. These two studies had a combined total of 237 participants (283 groins). Infection of the surgical wound was the only outcome that was similar in both studies, and that could therefore be submitted to a combined analysis. Meta-analysis of the two studies showed low-certainty evidence that transverse groin incision resulted in a lower risk of surgical wound infection in the 10- to 28-day period following surgery (risk ratio [RR] 0.25, 95% confidence interval [CI] 0.08 to 0.76; 2 studies; 283 groin incisions). There was low heterogeneity between the studies. We downgraded the certainty of the evidence for surgical wound infection by one level due to serious limitations in the design (there was a high risk of bias in critical domains). The confidence interval for surgical wound infection is relatively wide, further indicating that the certainty of the effect estimate is low. This is likely due to the small number of studies and participants. We observed no evidence of a difference between the two surgical techniques for the other evaluated primary outcome 'lymphatic complications': lymphocele (RR 0.46, 95% CI 0.20 to 1.02; one study; 116 groins); and lymphorrhea (RR 2.77, 95% CI 0.92 to 8.34; one study; 116 groins). We downgraded the certainty of evidence for lymphatic complications by one level due to serious limitations in the design (there was a high risk of bias in critical domains); and by two further levels because of imprecision (small number of participants and only one study included). High-quality studies are needed to enable a comparison of the two surgical techniques with respect to other outcomes, such as infection of the vascular graft (endoprosthesis/prosthesis), prolonged hospitalization, reoperative surgery, death, neurological deficit (e.g. paresthesia), amputation, graft patency, and postoperative pain. Conclusion: In this systematic review, we found low-certainty evidence that performing transverse groin incision to access the femoral artery resulted in fewer surgical wound infections compared with performing vertical groin incision. We observed no evidence of a difference between the two surgical techniques for the other evaluated outcomes (lymphocele and lymphorrhea). Other outcomes were not evaluated in these studies. Limitations of this systematic review are, however, the small sample size, short clinical follow-up period and high risk of bias in critical domains. For this reason, the applicability of the results is limited.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2020)112 p.https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=9962461MARCUS VINICIUS CANTERAS RAPOSO DA CAMARA.pdfhttps://hdl.handle.net/11600/64659ark:/48912/001300001kbzkporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessIncisão Inguinal Transversa Versus Longitudinal Para Acesso A Artéria FemoralTécnica CirúrgicaRevisão SistemáticaMetanáliseTransverse Versus Longitudinal Inguinal Incision For Access To The Femoral ArterySurgical TechniqueSystematic ReviewMeta-AnalysisInguinotomia transversa versus longitudinal para abordagem da artéria femoralinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Saúde Baseada em EvidênciasSaúde Baseada Em EvidênciasMetodologia E Realização De Revisões Sistemáticas De Terapêuticas Em SaúdeORIGINALMARCUS VINICIUS CANTERAS RAPOSO DA CAMARA.pdfMARCUS VINICIUS CANTERAS RAPOSO DA CAMARA.pdfapplication/pdf3123711https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/7ef4b4e8-299f-4b5c-bf4f-949a7c3d1aed/download98f6afa0a8aba7435110fe598ed9516aMD51TEXTMARCUS VINICIUS CANTERAS RAPOSO DA CAMARA.pdf.txtMARCUS VINICIUS CANTERAS RAPOSO DA CAMARA.pdf.txtExtracted texttext/plain102873https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/86bcf53d-3525-4184-a2ed-a1f5e4ef1c06/download613ad631fb651c5bc54b0f0b99b773b8MD57THUMBNAILMARCUS VINICIUS CANTERAS RAPOSO DA CAMARA.pdf.jpgMARCUS VINICIUS CANTERAS RAPOSO DA CAMARA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2593https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ff88a542-6cb4-4f91-90ed-634b26409c72/downloadd42d456a4741312e755801e1874faeb6MD5811600/646592024-07-27 01:38:36.789oai:repositorio.unifesp.br:11600/64659https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-27T01:38:36Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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