Análise do impacto de um protocolo com estratégias multimodais do programa Patient Blood Management em relação ao desfecho terapia transfusional alogênica e morbimortalidade em cirurgia cardíaca

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Santos, Antonio Alceu dos [UNIFESP]
Orientador(a): Céspedes, Isabel Cristina [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001hw66
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/72608
Resumo: Introdução: A terapia transfusional alogênica com concentrado de hemácias (CH), plasma fresco congelado (PFC) e concentrado de plaquetas (CP) tem resultado em maior morbimortalidade e custos hospitalares. Além disso, o sangue alogênico é um recurso limitado e está escasso no mundo. Implementar protocolos para gerenciar e conservar o sangue do próprio paciente baseados nos princípios do programa Patient Blood Management (PBM) poderá reduzir transfusões de sangue e melhorar desfechos clínicos em cirurgia de revascularização miocárdica (CRM). Objetivo: Analisar se a implementação de um protocolo com estratégias multimodais de conservação de sangue autólogo do programa PBM tem impacto em relação ao desfecho terapia transfusional alogênica (geral e específica) e morbimortalidade após CRM. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva. Um total de 3.564 pacientes submetidos à CRM isolada e eletiva foram estratificados em grupo pré-protocolo (n=2.150 pacientes) e grupo pós-protocolo (n=1.414 pacientes). Durante 18 meses, mediante reuniões semanais de educação médica multidisciplinar sobre a prática transfusional com as equipes responsáveis pelas CRMs, foi elaborado e implementado um protocolo com foco em otimizar a hematopoiese e o estado de coagulação, otimizar a hemostasia, minimizar perda de sangue e otimizar a tolerância fisiológica do paciente à anemia. Resultados: Na comparação entre os grupos, a implementação do protocolo associou-se à redução significativa do percentual de pacientes submetidos à transfusão geral (global) de hemocomponentes alogênicos (p < 0,001) e às transfusões específicas por CH (p < 0,001), PFC (p < 0,001) e CP (p = 0,001), incluindo politransfusões > 2 unidades de CH no grupo pós-protocolo (p < 0,001). Observou-se desfecho significativo na redução na mortalidade (4,5% vs 3,1%, p = 0,042) e infecção profunda da ferida esternal (p < 0,001), porém não houve diferença estatística em relação infarto agudo do miocárdico (IAM), acidente vascular cerebral (ACV), insuficiência renal (IR), tempo de ventilação mecânica (VM) e permanência na unidade de terapia intensiva no grupo pós-protocolo. Adicionalmente foram realizadas análises de associação direta entre transfusão de sangue e morbidade e variáveis associadas diretamente à mortalidade. Assim, terapia com sangue alogênico mostrou-se associada com aumento significativo de IAM, AVC, IR, fibrilação atrial, VM prolongada (> 48 horas), pneumonia (p < 0,001) e a um risco quatro vezes maior de óbito (odds ratio [OR] =3,97; p < 0,001) e esta chance maior de mortalidade com CH (OR =3,63), PFC (OR =5,69) e CP (OR =6,45) ocorreu de maneira dose-dependente. Mesmo em pacientes de baixo risco de morte (EuroSCORE ≤ 2 e idade ≤ 60 anos) observou-se maior taxa de óbitos após transfusão geral de hemocomponentes (p < 0,001) e transfusão específica por CH (p < 0,001), PFC (p = 0,003) e CP (p = 0,024). Conclusão: A implementação de um protocolo contendo estratégias do programa PBM para o diagnóstico e tratamento eficaz de anemias e coagulopatias, minimizar perda de sangue (hemostasia meticulosa e estratégias de autotransfusão) e otimizar a tolerância fisiológica do paciente à anemia, resultou em impacto positivo por reduzir significativamente a taxa de transfusão de sangue alogênico geral e específica dos hemocomponentes (CH, PFC, CP) e por melhorar desfechos clínicos ao reduzir a taxa de infecção e de mortalidade em pacientes submetidos à CRM. Além disso, observou-se que as transfusões de sangue alogênico (geral ou específica) estão associadas com maior morbimortalidade após CRM.
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Objetivo: Analisar se a implementação de um protocolo com estratégias multimodais de conservação de sangue autólogo do programa PBM tem impacto em relação ao desfecho terapia transfusional alogênica (geral e específica) e morbimortalidade após CRM. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva. Um total de 3.564 pacientes submetidos à CRM isolada e eletiva foram estratificados em grupo pré-protocolo (n=2.150 pacientes) e grupo pós-protocolo (n=1.414 pacientes). Durante 18 meses, mediante reuniões semanais de educação médica multidisciplinar sobre a prática transfusional com as equipes responsáveis pelas CRMs, foi elaborado e implementado um protocolo com foco em otimizar a hematopoiese e o estado de coagulação, otimizar a hemostasia, minimizar perda de sangue e otimizar a tolerância fisiológica do paciente à anemia. Resultados: Na comparação entre os grupos, a implementação do protocolo associou-se à redução significativa do percentual de pacientes submetidos à transfusão geral (global) de hemocomponentes alogênicos (p < 0,001) e às transfusões específicas por CH (p < 0,001), PFC (p < 0,001) e CP (p = 0,001), incluindo politransfusões > 2 unidades de CH no grupo pós-protocolo (p < 0,001). Observou-se desfecho significativo na redução na mortalidade (4,5% vs 3,1%, p = 0,042) e infecção profunda da ferida esternal (p < 0,001), porém não houve diferença estatística em relação infarto agudo do miocárdico (IAM), acidente vascular cerebral (ACV), insuficiência renal (IR), tempo de ventilação mecânica (VM) e permanência na unidade de terapia intensiva no grupo pós-protocolo. Adicionalmente foram realizadas análises de associação direta entre transfusão de sangue e morbidade e variáveis associadas diretamente à mortalidade. Assim, terapia com sangue alogênico mostrou-se associada com aumento significativo de IAM, AVC, IR, fibrilação atrial, VM prolongada (> 48 horas), pneumonia (p < 0,001) e a um risco quatro vezes maior de óbito (odds ratio [OR] =3,97; p < 0,001) e esta chance maior de mortalidade com CH (OR =3,63), PFC (OR =5,69) e CP (OR =6,45) ocorreu de maneira dose-dependente. Mesmo em pacientes de baixo risco de morte (EuroSCORE ≤ 2 e idade ≤ 60 anos) observou-se maior taxa de óbitos após transfusão geral de hemocomponentes (p < 0,001) e transfusão específica por CH (p < 0,001), PFC (p = 0,003) e CP (p = 0,024). Conclusão: A implementação de um protocolo contendo estratégias do programa PBM para o diagnóstico e tratamento eficaz de anemias e coagulopatias, minimizar perda de sangue (hemostasia meticulosa e estratégias de autotransfusão) e otimizar a tolerância fisiológica do paciente à anemia, resultou em impacto positivo por reduzir significativamente a taxa de transfusão de sangue alogênico geral e específica dos hemocomponentes (CH, PFC, CP) e por melhorar desfechos clínicos ao reduzir a taxa de infecção e de mortalidade em pacientes submetidos à CRM. Além disso, observou-se que as transfusões de sangue alogênico (geral ou específica) estão associadas com maior morbimortalidade após CRM.isabel.cespedes@unifesp.br87 f.SANTOS, Antonio Alceu dos. Análise do impacto de um protocolo com estratégias multimodais do programa Patient Blood Management em relação ao desfecho terapia transfusional alogênica e morbimortalidade em cirurgia cardíaca. 2024. 87 f. Tese (Doutorado em Hematologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2024.https://hdl.handle.net/11600/72608ark:/48912/001300001hw66porUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessEstratégias de conservação de sangueTransfusão de sangueCirurgia cardíacaRevascularização miocárdicaComplicações pós-operatóriasAnálise do impacto de um protocolo com estratégias multimodais do programa Patient Blood Management em relação ao desfecho terapia transfusional alogênica e morbimortalidade em cirurgia cardíacaAnalysis of the impact of a protocol with multimodal strategies of the Patient Blood Management program in relation to the outcome of allogeneic transfusion therapy and morbidity and mortality in cardiac surgery.info:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Hematologia)Área de hematologia, cardiologia e cirurgia cardíacaImplementação nos hospitais de estratégias clínicas e cirúrgicas para conservação do sangue autólogo e reduzir transfusões de sangue alogênico e melhorar desfechos clínicos, principalmente reduzir a morbimortalidade.ORIGINALTese_Antonio Alceu dos Santos.pdfTese_Antonio Alceu dos Santos.pdfapplication/pdf1391701https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/4c12327c-83fc-4d26-bc45-971c279779d2/download1ce70fcfaeb95e7476341d979c2e3fd4MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-86456https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/2bbbe770-fa0b-40c2-be05-0daa8d35d470/download79881d6dea480587c66312d1102a8942MD52TEXTTese_Antonio Alceu dos Santos.pdf.txtTese_Antonio Alceu dos Santos.pdf.txtExtracted texttext/plain117748https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/08a69388-0151-47bd-bee4-aac7d0d86072/download284b1b4d97badd3a3365d05878a6b040MD54THUMBNAILTese_Antonio Alceu dos Santos.pdf.jpgTese_Antonio Alceu 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Santos, Antonio Alceu dos [UNIFESP]
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description Introdução: A terapia transfusional alogênica com concentrado de hemácias (CH), plasma fresco congelado (PFC) e concentrado de plaquetas (CP) tem resultado em maior morbimortalidade e custos hospitalares. Além disso, o sangue alogênico é um recurso limitado e está escasso no mundo. Implementar protocolos para gerenciar e conservar o sangue do próprio paciente baseados nos princípios do programa Patient Blood Management (PBM) poderá reduzir transfusões de sangue e melhorar desfechos clínicos em cirurgia de revascularização miocárdica (CRM). Objetivo: Analisar se a implementação de um protocolo com estratégias multimodais de conservação de sangue autólogo do programa PBM tem impacto em relação ao desfecho terapia transfusional alogênica (geral e específica) e morbimortalidade após CRM. Métodos: Estudo de coorte retrospectiva. Um total de 3.564 pacientes submetidos à CRM isolada e eletiva foram estratificados em grupo pré-protocolo (n=2.150 pacientes) e grupo pós-protocolo (n=1.414 pacientes). Durante 18 meses, mediante reuniões semanais de educação médica multidisciplinar sobre a prática transfusional com as equipes responsáveis pelas CRMs, foi elaborado e implementado um protocolo com foco em otimizar a hematopoiese e o estado de coagulação, otimizar a hemostasia, minimizar perda de sangue e otimizar a tolerância fisiológica do paciente à anemia. Resultados: Na comparação entre os grupos, a implementação do protocolo associou-se à redução significativa do percentual de pacientes submetidos à transfusão geral (global) de hemocomponentes alogênicos (p < 0,001) e às transfusões específicas por CH (p < 0,001), PFC (p < 0,001) e CP (p = 0,001), incluindo politransfusões > 2 unidades de CH no grupo pós-protocolo (p < 0,001). Observou-se desfecho significativo na redução na mortalidade (4,5% vs 3,1%, p = 0,042) e infecção profunda da ferida esternal (p < 0,001), porém não houve diferença estatística em relação infarto agudo do miocárdico (IAM), acidente vascular cerebral (ACV), insuficiência renal (IR), tempo de ventilação mecânica (VM) e permanência na unidade de terapia intensiva no grupo pós-protocolo. Adicionalmente foram realizadas análises de associação direta entre transfusão de sangue e morbidade e variáveis associadas diretamente à mortalidade. Assim, terapia com sangue alogênico mostrou-se associada com aumento significativo de IAM, AVC, IR, fibrilação atrial, VM prolongada (> 48 horas), pneumonia (p < 0,001) e a um risco quatro vezes maior de óbito (odds ratio [OR] =3,97; p < 0,001) e esta chance maior de mortalidade com CH (OR =3,63), PFC (OR =5,69) e CP (OR =6,45) ocorreu de maneira dose-dependente. Mesmo em pacientes de baixo risco de morte (EuroSCORE ≤ 2 e idade ≤ 60 anos) observou-se maior taxa de óbitos após transfusão geral de hemocomponentes (p < 0,001) e transfusão específica por CH (p < 0,001), PFC (p = 0,003) e CP (p = 0,024). Conclusão: A implementação de um protocolo contendo estratégias do programa PBM para o diagnóstico e tratamento eficaz de anemias e coagulopatias, minimizar perda de sangue (hemostasia meticulosa e estratégias de autotransfusão) e otimizar a tolerância fisiológica do paciente à anemia, resultou em impacto positivo por reduzir significativamente a taxa de transfusão de sangue alogênico geral e específica dos hemocomponentes (CH, PFC, CP) e por melhorar desfechos clínicos ao reduzir a taxa de infecção e de mortalidade em pacientes submetidos à CRM. Além disso, observou-se que as transfusões de sangue alogênico (geral ou específica) estão associadas com maior morbimortalidade após CRM.
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