Incidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionais
| Ano de defesa: | 2009 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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| Link de acesso: | http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9735 |
Resumo: | Objetivo: Estudar a incidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionais como a satisfação e o estresse com o programa de treinamento. Método: Todos os médicos residentes de primeiro ano de um hospital universitário (N=166) foram convidados a participar neste estudo prospectivo longitudinal (T1= primeira semana e T2= oitavo mês do treinamento). Foram aplicados o Inventário de Depressão de Beck (BDI, utilizando o ponto de corte para depressão provável maior ou igual a 16) e um questionário sobre as características ocupacionais, desenvolvido para este estudo e que aborda aspectos de estresse profissional; relação entre colegas, com docentes, e pacientes; e satisfação com o treinamento. Resultados: 111 residentes participaram do estudo (67% da população), com uma média de idade de 25 anos; 50,5% eram mulheres e 61,3% de especialidades clínicas. Nenhum deles pontuou para sintomas depressivos em T1, e 10 pontuaram em T2, com um aumento do valor da mediana do BDI de 2 para 5 (p<0.01, o que significa incidência de sintomas depressivos de 9%). A pontuação do BDI em T2 foi correlacionada com a satisfação do treinamento, dificuldades com os pacientes, relações estressantes e tipo de especialidade. Quanto maior o escore do BDI em T2, menor foi o escore de satisfação com o treinamento (p<0,01, para satisfação global com o treinamento, quantidade de tempo livre, hábitos de saúde e o próprio desempenho); maior a dificuldade em lidar com os pacientes; e também mais alto o estresse nos relacionamentos com os colegas (p<0,01). Em T2, fazer especialidade cirúrgica associouse a uma maior incidência de sintomas depressivos quando comparado com especialidade clínica (p<0,05). Não foi encontrada correlação (p>0.05) entre o escore do BDI e a satisfação com o ambiente de aprendizagem, relacionamentos estressantes com os professores ou com equipe de enfermagem, tempo dedicado à assistência de pacientes críticos, número de horas de plantão noturno ou comunicação de más notícias. Conclusão: Os médicos residentes de primeiro ano que apresentaram sintomatologia depressiva ao longo do treinamento foram os mais afetados pelo relacionamento com os colegas. Esta conclusão, assim como a não interferência de relações estressantes com os professores ou por suas dificuldades em lidar com pacientes críticos, permite o levantamento de uma nova hipótese, de que a dificuldade de relacionamento entre os residentes seja uma medida aproximada (proxy) dos sentimentos competitivos entre eles. |
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Pires, Daniela Betinassi Parro [UNIFESP]Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Nogueira-Martins, Luiz Antonio [UNIFESP]2015-07-22T20:50:21Z2015-07-22T20:50:21Z2009-07-29Objetivo: Estudar a incidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionais como a satisfação e o estresse com o programa de treinamento. Método: Todos os médicos residentes de primeiro ano de um hospital universitário (N=166) foram convidados a participar neste estudo prospectivo longitudinal (T1= primeira semana e T2= oitavo mês do treinamento). Foram aplicados o Inventário de Depressão de Beck (BDI, utilizando o ponto de corte para depressão provável maior ou igual a 16) e um questionário sobre as características ocupacionais, desenvolvido para este estudo e que aborda aspectos de estresse profissional; relação entre colegas, com docentes, e pacientes; e satisfação com o treinamento. Resultados: 111 residentes participaram do estudo (67% da população), com uma média de idade de 25 anos; 50,5% eram mulheres e 61,3% de especialidades clínicas. Nenhum deles pontuou para sintomas depressivos em T1, e 10 pontuaram em T2, com um aumento do valor da mediana do BDI de 2 para 5 (p<0.01, o que significa incidência de sintomas depressivos de 9%). A pontuação do BDI em T2 foi correlacionada com a satisfação do treinamento, dificuldades com os pacientes, relações estressantes e tipo de especialidade. Quanto maior o escore do BDI em T2, menor foi o escore de satisfação com o treinamento (p<0,01, para satisfação global com o treinamento, quantidade de tempo livre, hábitos de saúde e o próprio desempenho); maior a dificuldade em lidar com os pacientes; e também mais alto o estresse nos relacionamentos com os colegas (p<0,01). Em T2, fazer especialidade cirúrgica associouse a uma maior incidência de sintomas depressivos quando comparado com especialidade clínica (p<0,05). Não foi encontrada correlação (p>0.05) entre o escore do BDI e a satisfação com o ambiente de aprendizagem, relacionamentos estressantes com os professores ou com equipe de enfermagem, tempo dedicado à assistência de pacientes críticos, número de horas de plantão noturno ou comunicação de más notícias. Conclusão: Os médicos residentes de primeiro ano que apresentaram sintomatologia depressiva ao longo do treinamento foram os mais afetados pelo relacionamento com os colegas. Esta conclusão, assim como a não interferência de relações estressantes com os professores ou por suas dificuldades em lidar com pacientes críticos, permite o levantamento de uma nova hipótese, de que a dificuldade de relacionamento entre os residentes seja uma medida aproximada (proxy) dos sentimentos competitivos entre eles.Objective: To study the depression symptoms f incidence of interns and its correlation with occupational characteristics, such as satisfaction/stress about their training program. Method: All interns from 2006 in a teaching hospital (N=166) were invited to participate in this prospective longitudinal study (T1= 1st week, and T2= 8th month of training). They answered the Beck Depression Inventory (BDI) and an occupational characteristics questionnaire. Results: 111 interns participated of the study (67% of the population), with median age of 25; 50.5% were female; 61.3% from clinical specialties. None of them scored for depression symptoms (BDI score.16) at T1, and 10 did at T2, with an increase (p<0.01) of the BDI median value from 2 to 5 (depressive symptoms f incidence of 9%). The BDI score at T2 was correlated with training satisfaction, difficulty with patients, and stressful relationships. The higher was the BDI score at T2, the lower was the satisfaction score with the training (p<0.01), specifically about satisfaction with the whole training, leisure time amount, health habits, and own performance; and the higher was the stress with colleagues f relationships. It was not found any correlations (p>0.05) among interns f BDI score and satisfaction with learning environment, stressful relationship with professors or nursing team, time spent with critically ill patients, giving bad news and number of hours on nightshifts. Conclusion: The interns were more affected by their relationship with colleagues than professors or by their difficulties in dealing with critically ill patients, what can be a proxy of the competitive feelings among them.TEDEBV UNIFESP: Teses e dissertações68 f.PIRES, Daniela Betinassi Parro. Incidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionais. 2009. 68 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2009.Publico-00214.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9735ark:/48912/001300001w22qporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessResidência médicaCompetiçãoEstresse ocupacionalSintomas depressivosDepressãoInternato e residênciaEsgotamento profissionalOccupational distressDepression symptomsInternship and residencyCompetitivenessDepressionBurnout, professionalIncidência de sintomas depressivos em médicos residentes de primeiro ano e sua relação com características ocupacionaisDepression symptoms’ incidence of interns and its correlation with occupational characteristicsinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Psiquiatria e Psicologia Médica - EPMORIGINALPublico-00214.pdfPublico-00214.pdfapplication/pdf435508https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/24402523-cf77-4511-ab87-ccd095f8a2a4/download0faa121260fc2b9941231173ca478973MD51TEXTPublico-00214.pdf.txtPublico-00214.pdf.txtExtracted texttext/plain102058https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/e28c6638-b4b8-474b-a687-9f0b96c1e1ec/download3cc4ac47df1b1227586cef6a1926d64fMD53THUMBNAILPublico-00214.pdf.jpgPublico-00214.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2921https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/5d3db2fd-47bf-425d-aa6b-0f0040b0a99f/downloaded54756bd276aad990d55388442bb761MD5411600/97352024-07-29 06:40:30.876oai:repositorio.unifesp.br:11600/9735https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-07-29T06:40:30Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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