Características do doador falecido associadas a pior evolução do transplante renal ao final de seis meses

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Baptista, Ana Paula Maia [UNIFESP]
Orientador(a): Pestana, Jose Osmar Medina [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000021nzj
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/23068
Resumo: O objetvo deste estudo foi identificar as caracteristicas dos doadores falecidos associadas a presenca de funcao tardia do enxerto (FTE) e a clearance de creatinina inadequado apos seis meses de transplante. Foram avaliados 787 doadores falecidos e 1298 receptores de primeiro transplante renal, com idade acima de 18 anos, transplantados entre 1998 e 2008. A media de idade dos doadores foi de 40 anos; eram de maioria masculina (55%), de etnia nao negra (72%), nao hipertensos (74%) e nao diabeticos (97%). A principal causa de morte encefalica foi acidente vascular encefalico (54,9%), seguido por traumatismo cranioencefalico (40%). O tempo medio de isquemia fria foi de 23 horas; a creatinina final media foi de 1,5 mg/d. Houve associacao com significancia estatistica entre FTE e hipertensao, idade do doador, tempo de isquemia fria (TIF) e creatinina final. Ocorreu aumento progressivo no risco de desenvolvimento de FTE a partir de faixas etarias maiores que 30 anos (OR 1.67 para a faixa de 31 a 40 anos, OR 2.09 para 41 e 50, OR 1.68 para 51 a 60 e OR 1.70 para idade superior a 61 anos, p<0,05) e a partir de TIF maior do que 24 horas (risco de FTE 56% maior para TIF entre 25 e 36 horas e 5 vezes maior para TIF maior que 36 horas, p<0,001). O risco de FTE foi 2 vezes maior quando creatinina final foi superior a 1,5 mg/dl (p<0,001). Genero feminino, hipertensao, morte encefalica por causa vascular, maior TIF e faixa etaria do doador superior a 40 anos associaram-se com clearance de creatinina inadequado. Hipertensao aumentou risco de clearance inadequado em 82% (OR 1,82), e TIF acima de 36 horas, em 99% (OR 1,99). A cada acrescimo de 10 anos na idade do doador a partir dos 40 anos, houve aumento progressivo no risco de clearance inadequado (OR 1,84; 2,77 e 3,84 para idade superior a 60 anos, p<0,001). Os resultados mostram que idade do doador maior que 40 anos, tempo de isquemia fria prolongado, presenca de hipertensao e creatinina final superior a 1,5 mg/dl associaram-se a maior risco de FTE e clearance inadequado. Intensificacao das terapias de manutencao do doador falecido, visando aumentar o debito urinario e reduzir creatinina serica e medidas para reducao do TIF devem diminuir a incidencia de FTE e melhorar a funcao do enxerto apos seis meses
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