Aspiração esfenoidal no diagnóstico e tratamento da rinossinusite em pacientes de unidade de terapia intensiva: uma opção segura

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2009
Autor(a) principal: Vieira, Fernando Mirage Jardim [UNIFESP]
Orientador(a): Gregório, Luiz Carlos [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000021dvk
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/8983
Resumo: Introdução: Pacientes internados em unidades de terapia intensiva esão expostos a diversos fatores de risco para desenvolvimento de sinusopatia infecciosa, como a presença de cateteres nasais, sondas de intubação nasotraqueal, ausência de fluxo aéreo nasal (intubação oro-traqueal e traqueostomia), além do decúbito prolongado e alterações da fisiologia nasosinusal decorrente de patologias sistêmicas. A incidência de sinusite nestes pacientes chega 83%, corresponde à terceira causa mais frequente de febre em unidade de terapia intensiva e aumenta em quase 4 vezes a chance desses pacientes desenvolverem pneumonia. A abordagem diagnóstica e terapêutica é diversa daquela aplicada em pacientes habituais, necessitando normal mente uma postura mais agressiva da equipe médica. A punção de seios paranasais é importante tanto no diagnóstico quanta no tratamento destas infecções. Atualmente pratica-se apenas punção do seio maxilar, deixando-se de tratar 0 seio esfenoidal, sede frequente de processos infecciosos. Objetivo: Avaliar a segurança do procedimento de punção esfenoidal para 0 diagnóstico e tratamento de sinusite em pacientes de unidade de terapia intensiva. Método: Foram incluídos pacientes internados nas unidades de terapia intensiva do Hospital São Paulo apresentando febre e sinusopatia infecciosa diagnosticada por tomografia computadorizada e endoscopia nasal. Foi realizada punção dos seios afetados através do meato inferior no caso dos maxilares e pelo recesso esfenoetmoidal no caso de seios esfenoidais. Foi analisada a ocorrência de complicações relacionadas aos procedimentos. Resultados: Foram incluídos 29 pacientes que cumpriram os critérios de inclusão com sinusopatia infecciosa. 27 (93, 1%) pacientes apresentaram acometimento do seio esfenoidal, 24 (82,7%) do seio maxilar, 21 (72,4%) das células etmoidais e 13 (44,8%) do seio frontal. Foram realizadas 47 punções esfenoidais e 39 punções maxilares. Não ocorreu sangramento significativo em nenhum caso, ou qualquer outra complicação decorrente do procedimento em si ou da sedação realizada. Conclusão: A punção esfenoidal é um procedimento que pode ser realizado em pacientes de unidade de terapia intensiva sob sedação à beira do leito e complementa 0 tratamento da rinossinusite infecciosa através de punção e lavagem dos seios paranasais.
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A punção de seios paranasais é importante tanto no diagnóstico quanta no tratamento destas infecções. Atualmente pratica-se apenas punção do seio maxilar, deixando-se de tratar 0 seio esfenoidal, sede frequente de processos infecciosos. Objetivo: Avaliar a segurança do procedimento de punção esfenoidal para 0 diagnóstico e tratamento de sinusite em pacientes de unidade de terapia intensiva. Método: Foram incluídos pacientes internados nas unidades de terapia intensiva do Hospital São Paulo apresentando febre e sinusopatia infecciosa diagnosticada por tomografia computadorizada e endoscopia nasal. Foi realizada punção dos seios afetados através do meato inferior no caso dos maxilares e pelo recesso esfenoetmoidal no caso de seios esfenoidais. Foi analisada a ocorrência de complicações relacionadas aos procedimentos. Resultados: Foram incluídos 29 pacientes que cumpriram os critérios de inclusão com sinusopatia infecciosa. 27 (93, 1%) pacientes apresentaram acometimento do seio esfenoidal, 24 (82,7%) do seio maxilar, 21 (72,4%) das células etmoidais e 13 (44,8%) do seio frontal. Foram realizadas 47 punções esfenoidais e 39 punções maxilares. Não ocorreu sangramento significativo em nenhum caso, ou qualquer outra complicação decorrente do procedimento em si ou da sedação realizada. Conclusão: A punção esfenoidal é um procedimento que pode ser realizado em pacientes de unidade de terapia intensiva sob sedação à beira do leito e complementa 0 tratamento da rinossinusite infecciosa através de punção e lavagem dos seios paranasais.Background: Critically ill patients attending to intensive care units are exposed to many risk factors to the development of infectious rhinossinusitis. Nasogastric tubes, mechanical ventilation and prolonged supine position are some of these risk factors. The incidence of infectious rhinosinusitis can be as high as 83%, represents the third most frequent infection site on ICU and raises the chances of development of ventilator-associated pneumonia. Diagnostic and therapeutic approach must be different from those in the ordinary patient, frequently requiring a more aggressive posture from the attending medical crew. Antral puncture plays a central role on the diagnosis and treatment of these patients. Actually, only maxilar sinuses are submitted to this procedure, not including the sphenoidal sinuses, frequent site of infectious processes. Objectives: To evaluate the safety of the sphenoidal puncture for the diagnosis and treatment of nosocomial sinusitis in critically ill patients. Method: Patients attending on intensive care units with endoscopic and radiologic diagnostic of infectious rhinossinusitis were included on this study. Maxillary punction was performed trought the inferior meatus, sphenoidal puncture was performed by endoscopic visibilization of the sphenoetmoidal recess. We observed possible complications related to the procedure. Results: Were included 29 patients respecting the inclusion criteria for nosocomial rhinossinusitis. 27 patients (93.1%) presented sphenoidal sinusitis, 24 (82.7%) presented maxillary sinusitis, 21 (72.4%) etmoidal sinusitis and 13 (44.8%) presented frontal sinusitis. 47 sphenoidal and 39 maxillary punctures were performed. No major bleeding or any other complications were recorded. Conclusion: The sphenoidal puncture is a procedure possible to be performed on the bedside in an intensive care unit and might complement the paranasal puncture in cases of rhinossinusitis.TEDEBV UNIFESP: Teses e dissertações32 p.VIEIRA, Fernando Mirage Jardim. Aspiração esfenoidal no diagnóstico e tratamento da rinossinusite em pacientes de unidade de terapia intensiva: uma opção segura. 2009. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2009.Publico-018.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/8983ark:/48912/0013000021dvkporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessSinusite/diagnósticoSeio esfenoidalUnidades de terapia intensivaSinusitis/diagnosisSphenoid sinusIntensive care unitsAspiração esfenoidal no diagnóstico e tratamento da rinossinusite em pacientes de unidade de terapia intensiva: uma opção seguraSphenoidal aspiration for diagnosis and treatment of intensive care unit rhinosinusitis: a safe optioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Otorrinolaringologia) - EPMORIGINALPublico-018.pdfPublico-018.pdfapplication/pdf418135https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/933bc939-3dff-4aec-9096-472a246c0ac0/download99e21a0ca964dfa0b2c69ba1f6465ef7MD51TEXTPublico-018.pdf.txtPublico-018.pdf.txtExtracted texttext/plain48360https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/f7388b23-d5d2-417b-a3c8-5787cbb7a1f3/download6054f60401a5ea3a0df98664287c37ebMD53THUMBNAILPublico-018.pdf.jpgPublico-018.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3133https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/c912e9e6-eb2d-411c-9515-ab01fe870d73/downloadf1b62d76fb5b294fdf9565e018e528f4MD5411600/89832024-08-05 12:01:21.338oai:repositorio.unifesp.br:11600/8983https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-05T12:01:21Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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