Avaliação da nitração de proteínas na deficiência mitocondrial

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Livramento, Jomênica de Bortoli [UNIFESP]
Orientador(a): Tengan, Célia Harumi [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300001j19z
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/11600/65092
Resumo: O óxido nítrico apresenta um importante papel na regulação de processos mitocondriais, porém quando combinado com os radicais livres produzidos em excesso, pode levar à formação de peroxinitrito, um dos compostos químicos mais prejudiciais derivados da reação entre radicais livres. A formação de peroxinitrito pode provocar a nitração de proteínas e contribuir para um estresse nitrativo que, por sua vez, pode alterar a função e a estrutura de proteínas. Em estudos anteriores, foi observado que fibras musculares de pacientes com doenças mitocondriais apresentavam aumento da atividade da óxido nítrico sintase e que células com mutações no DNA mitocondrial (mtDNA), apresentavam níveis elevados de óxido nítrico intra e extracelular. Com a presença aumentada do óxido nítrico, ponderamos que existe a possibilidade de que ocorra o estresse nitrativo e possível nitração de proteínas em células que apresentam alteração no mtDNA. O presente projeto tem por objetivo avaliar qual a relação da nitração de proteínas com a deficiência mitocondrial. Os objetivos específicos são: (a) avaliar se a presença da nitração de proteínas nas fibras musculares de pacientes com doença mitocondrial está correlacionada com características genéticas, clínicas e laboratoriais; (b) avaliar se a utilização de antioxidante é capaz de reduzir a nitração de proteínas em células com deficiências mitocondriais; (c) avaliar se a redução de nitração de proteínas em células com deficiência mitocondrial levaria a uma melhora na respiração celular. Foram utilizadas amostras de músculo de pacientes com doença mitocondrial e células cíbridas derivadas de osteosarcoma com as mutações m.3243A>G, m.8344A>G e contendo deleção do mtDNA (~7,2kb), em homoplasmia. As amostras de músculo foram analisadas após histoquímica para enzimas mitocondriais e imuno-histoquímica para proteínas nitradas. As análises em células cíbridas consistiram em: (a) quantificação do óxido nítrico intracelular; (b) imuno-citoquímica para nitrotirosina; e (c) avaliação do efeito do tratamento com o antioxidante N-acetilcisteína (NAC) sobre a nitração de proteínas e respiração celular. Nosso estudo demonstrou que proteínas nitradas foram mais frequentes nas amostras de pacientes com alterações em genes que codificam o tRNA. A nitração no sarcolema ocorreu predominantemente nos pacientes com maior proporção de fibras com proliferação mitocondrial. Demonstramos também que as células com alterações mitocondriais apresentavam níveis elevados de nitração de proteína quando comparadas ao controle 143B (linhagem sem alteração mitocondrial). O antioxidante NAC foi eficaz em reduzir a presença de nitração de proteínas nas três linhagens avaliadas. Esta redução ocorreu com decremento da produção de radicais superóxido e do NO intracelular nas linhagens m.3243 A>G e m>8344 A>G), porém, não observamos alterações da respiração celular após o tratamento com NAC. A partir da análise dos resultados obtidos neste estudo, podemos concluir que, a nitração de proteínas foi mais frequente nos pacientes com mutações no gene do tRNA e, o tratamento com o antioxidante NAC foi capaz de reduzir a nitração de proteínas nas células com as mutações m.3243 A>G, m.8344 A>G e deleção, porém sem melhora na respiração celular.
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spelling http://lattes.cnpq.br/2316872015914830Livramento, Jomênica de Bortoli [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/6489804608109753Tengan, Célia Harumi [UNIFESP]São Paulo2022-08-05T17:54:36Z2022-08-05T17:54:36Z2022-07-08O óxido nítrico apresenta um importante papel na regulação de processos mitocondriais, porém quando combinado com os radicais livres produzidos em excesso, pode levar à formação de peroxinitrito, um dos compostos químicos mais prejudiciais derivados da reação entre radicais livres. A formação de peroxinitrito pode provocar a nitração de proteínas e contribuir para um estresse nitrativo que, por sua vez, pode alterar a função e a estrutura de proteínas. Em estudos anteriores, foi observado que fibras musculares de pacientes com doenças mitocondriais apresentavam aumento da atividade da óxido nítrico sintase e que células com mutações no DNA mitocondrial (mtDNA), apresentavam níveis elevados de óxido nítrico intra e extracelular. Com a presença aumentada do óxido nítrico, ponderamos que existe a possibilidade de que ocorra o estresse nitrativo e possível nitração de proteínas em células que apresentam alteração no mtDNA. O presente projeto tem por objetivo avaliar qual a relação da nitração de proteínas com a deficiência mitocondrial. Os objetivos específicos são: (a) avaliar se a presença da nitração de proteínas nas fibras musculares de pacientes com doença mitocondrial está correlacionada com características genéticas, clínicas e laboratoriais; (b) avaliar se a utilização de antioxidante é capaz de reduzir a nitração de proteínas em células com deficiências mitocondriais; (c) avaliar se a redução de nitração de proteínas em células com deficiência mitocondrial levaria a uma melhora na respiração celular. Foram utilizadas amostras de músculo de pacientes com doença mitocondrial e células cíbridas derivadas de osteosarcoma com as mutações m.3243A>G, m.8344A>G e contendo deleção do mtDNA (~7,2kb), em homoplasmia. As amostras de músculo foram analisadas após histoquímica para enzimas mitocondriais e imuno-histoquímica para proteínas nitradas. As análises em células cíbridas consistiram em: (a) quantificação do óxido nítrico intracelular; (b) imuno-citoquímica para nitrotirosina; e (c) avaliação do efeito do tratamento com o antioxidante N-acetilcisteína (NAC) sobre a nitração de proteínas e respiração celular. Nosso estudo demonstrou que proteínas nitradas foram mais frequentes nas amostras de pacientes com alterações em genes que codificam o tRNA. A nitração no sarcolema ocorreu predominantemente nos pacientes com maior proporção de fibras com proliferação mitocondrial. Demonstramos também que as células com alterações mitocondriais apresentavam níveis elevados de nitração de proteína quando comparadas ao controle 143B (linhagem sem alteração mitocondrial). O antioxidante NAC foi eficaz em reduzir a presença de nitração de proteínas nas três linhagens avaliadas. Esta redução ocorreu com decremento da produção de radicais superóxido e do NO intracelular nas linhagens m.3243 A>G e m>8344 A>G), porém, não observamos alterações da respiração celular após o tratamento com NAC. A partir da análise dos resultados obtidos neste estudo, podemos concluir que, a nitração de proteínas foi mais frequente nos pacientes com mutações no gene do tRNA e, o tratamento com o antioxidante NAC foi capaz de reduzir a nitração de proteínas nas células com as mutações m.3243 A>G, m.8344 A>G e deleção, porém sem melhora na respiração celular.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)136 f.https://hdl.handle.net/11600/65092ark:/48912/001300001j19zporUniversidade Federal de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/openAccessNitração de proteínaMitocôndriaDNA mitocondrialÓxido nítricoAvaliação da nitração de proteínas na deficiência mitocondrialinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPEscola Paulista de Medicina (EPM)Neurologia - NeurociênciasORIGINALJomênica de Bortoli Livramento - Tese Doutorado.pdfJomênica de Bortoli Livramento - Tese Doutorado.pdfapplication/pdf5095194https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ea27c5e7-0250-48c0-af67-f0137334d293/downloadbd16c31a00a633722fbf891638a0e9e7MD57LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-85826https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/ea989251-bef3-4b84-84cc-96a3a9d86200/download4871882a87823391af2d37153bfec3f2MD58TEXTJomênica de Bortoli Livramento - Tese Doutorado.pdf.txtJomênica de Bortoli Livramento - Tese Doutorado.pdf.txtExtracted texttext/plain104454https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/6e70c8f3-faf5-45cc-ba56-54ca21204c5e/download624cb8034f135505f3bc18db24bbdc1cMD514THUMBNAILJomênica de Bortoli Livramento - Tese Doutorado.pdf.jpgJomênica de Bortoli Livramento - Tese Doutorado.pdf.jpgGenerated 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Mitocôndria
DNA mitocondrial
Óxido nítrico
topic Nitração de proteína
Mitocôndria
DNA mitocondrial
Óxido nítrico
description O óxido nítrico apresenta um importante papel na regulação de processos mitocondriais, porém quando combinado com os radicais livres produzidos em excesso, pode levar à formação de peroxinitrito, um dos compostos químicos mais prejudiciais derivados da reação entre radicais livres. A formação de peroxinitrito pode provocar a nitração de proteínas e contribuir para um estresse nitrativo que, por sua vez, pode alterar a função e a estrutura de proteínas. Em estudos anteriores, foi observado que fibras musculares de pacientes com doenças mitocondriais apresentavam aumento da atividade da óxido nítrico sintase e que células com mutações no DNA mitocondrial (mtDNA), apresentavam níveis elevados de óxido nítrico intra e extracelular. Com a presença aumentada do óxido nítrico, ponderamos que existe a possibilidade de que ocorra o estresse nitrativo e possível nitração de proteínas em células que apresentam alteração no mtDNA. O presente projeto tem por objetivo avaliar qual a relação da nitração de proteínas com a deficiência mitocondrial. Os objetivos específicos são: (a) avaliar se a presença da nitração de proteínas nas fibras musculares de pacientes com doença mitocondrial está correlacionada com características genéticas, clínicas e laboratoriais; (b) avaliar se a utilização de antioxidante é capaz de reduzir a nitração de proteínas em células com deficiências mitocondriais; (c) avaliar se a redução de nitração de proteínas em células com deficiência mitocondrial levaria a uma melhora na respiração celular. Foram utilizadas amostras de músculo de pacientes com doença mitocondrial e células cíbridas derivadas de osteosarcoma com as mutações m.3243A>G, m.8344A>G e contendo deleção do mtDNA (~7,2kb), em homoplasmia. As amostras de músculo foram analisadas após histoquímica para enzimas mitocondriais e imuno-histoquímica para proteínas nitradas. As análises em células cíbridas consistiram em: (a) quantificação do óxido nítrico intracelular; (b) imuno-citoquímica para nitrotirosina; e (c) avaliação do efeito do tratamento com o antioxidante N-acetilcisteína (NAC) sobre a nitração de proteínas e respiração celular. Nosso estudo demonstrou que proteínas nitradas foram mais frequentes nas amostras de pacientes com alterações em genes que codificam o tRNA. A nitração no sarcolema ocorreu predominantemente nos pacientes com maior proporção de fibras com proliferação mitocondrial. Demonstramos também que as células com alterações mitocondriais apresentavam níveis elevados de nitração de proteína quando comparadas ao controle 143B (linhagem sem alteração mitocondrial). O antioxidante NAC foi eficaz em reduzir a presença de nitração de proteínas nas três linhagens avaliadas. Esta redução ocorreu com decremento da produção de radicais superóxido e do NO intracelular nas linhagens m.3243 A>G e m>8344 A>G), porém, não observamos alterações da respiração celular após o tratamento com NAC. A partir da análise dos resultados obtidos neste estudo, podemos concluir que, a nitração de proteínas foi mais frequente nos pacientes com mutações no gene do tRNA e, o tratamento com o antioxidante NAC foi capaz de reduzir a nitração de proteínas nas células com as mutações m.3243 A>G, m.8344 A>G e deleção, porém sem melhora na respiração celular.
publishDate 2022
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