Percepção, memória e reação emocional de pacientes com esclerose múltipla

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Fuso, Simone Freitas [UNIFESP]
Orientador(a): Bueno, Orlando Francisco Amodeo [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/001300002bv2w
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9922
Resumo: A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica inflamatória, auto-imune, que causa multilesões no sistema nervoso central (SNC). Tais lesões podem resultar em déficits cognitivos, principalmente de memória explícita episódica. Por outro lado, é relatada uma alta prevalência de distúrbios emocionais na EM. Sabe-se que o processamento de uma informação emocional envolve o funcionamento de diversas regiões do SNC. No entanto, poucos estudos investigaram o processamento da emoção na EM. Desse modo, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a percepção, a memória e a reação de pacientes com EM diante de estímulos com carga afetiva e diante de estímulos neutros. Para tanto, foram apresentadas 20 figuras desagradáveis que suscitam alto alerta e 20 figuras neutras do International Affective Picture System a 21 voluntários portadores de EM e a 21 indivíduos saudáveis. Foi realizada a tarefa de percepção subjetiva das figuras, concomitante ao registro de medidas fisiológicas de condutância da pele e de freqüência cardíaca, seguidos das tarefas de recordação livre e de memória de reconhecimento. Os resultados mostraram que os pacientes com EM apresentaram percepção emocional adequada. Quanto à memória, foi observado que os pacientes recordaram um número menor de figuras que o grupo controle e não apresentaram um incremento de recordação para as figuras desagradáveis. Todavia, recordaram as figuras que suscitam alto alerta em maior proporção, comparadas às figuras neutras. No que se refere às medidas de memória de reconhecimento, os pacientes não apresentaram prejuízo, embora o tempo de reação tenha sido maior para as figuras emocionais. Quanto à reação emocional, foi observada uma semelhante variação média de condutância da pele entre os grupos. Referente à freqüência cardíaca, os pacientes apresentaram uma bradicardia semelhante diante de figuras desagradáveis e de figuras neutras, ao contrário do grupo controle que apresentou maior bradicardia diante daquelas. Além disso, foi constatada uma falha na habituação das respostas fisiológicas diante de estímulos emocionais, se comparadas às respostas diante das figuras iniciais e das figuras finais do teste. Os resultados indicaram que mecanismos automáticos ativados pelo alerta e mediados pelo funcionamento da amígdala estão preservados na EM, enquanto há comprometimento no processamento da valência afetiva dos estímulos, que envolve processos cognitivos corticais. Dessa forma, conclui-se que, embora a percepção subjetiva esteja preservada na EM, a recordação livre de estímulos desagradáveis está prejudicada, assim como a reação emocional em face deles. Sugere-se que o prejuízo no processamento de conteúdos emocionais possa tornar os pacientes com EM mais suscetíveis a distúrbios afetivos e de humor, que, somados aos déficits cognitivos, influenciam fundamentalmente na qualidade de vida dos pacientes supracitados.
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Para tanto, foram apresentadas 20 figuras desagradáveis que suscitam alto alerta e 20 figuras neutras do International Affective Picture System a 21 voluntários portadores de EM e a 21 indivíduos saudáveis. Foi realizada a tarefa de percepção subjetiva das figuras, concomitante ao registro de medidas fisiológicas de condutância da pele e de freqüência cardíaca, seguidos das tarefas de recordação livre e de memória de reconhecimento. Os resultados mostraram que os pacientes com EM apresentaram percepção emocional adequada. Quanto à memória, foi observado que os pacientes recordaram um número menor de figuras que o grupo controle e não apresentaram um incremento de recordação para as figuras desagradáveis. Todavia, recordaram as figuras que suscitam alto alerta em maior proporção, comparadas às figuras neutras. No que se refere às medidas de memória de reconhecimento, os pacientes não apresentaram prejuízo, embora o tempo de reação tenha sido maior para as figuras emocionais. Quanto à reação emocional, foi observada uma semelhante variação média de condutância da pele entre os grupos. Referente à freqüência cardíaca, os pacientes apresentaram uma bradicardia semelhante diante de figuras desagradáveis e de figuras neutras, ao contrário do grupo controle que apresentou maior bradicardia diante daquelas. Além disso, foi constatada uma falha na habituação das respostas fisiológicas diante de estímulos emocionais, se comparadas às respostas diante das figuras iniciais e das figuras finais do teste. Os resultados indicaram que mecanismos automáticos ativados pelo alerta e mediados pelo funcionamento da amígdala estão preservados na EM, enquanto há comprometimento no processamento da valência afetiva dos estímulos, que envolve processos cognitivos corticais. Dessa forma, conclui-se que, embora a percepção subjetiva esteja preservada na EM, a recordação livre de estímulos desagradáveis está prejudicada, assim como a reação emocional em face deles. Sugere-se que o prejuízo no processamento de conteúdos emocionais possa tornar os pacientes com EM mais suscetíveis a distúrbios afetivos e de humor, que, somados aos déficits cognitivos, influenciam fundamentalmente na qualidade de vida dos pacientes supracitados.Multiple sclerosis (MS) is a chronic inflammatory and autoimmune disease that causes multilesions in the central nervous system (CNS). These lesions may result in cognitive deficits, mainly in the explicit episodic memory. On the other hand, a high prevalence of emotional disorder in MS has been reported. It is widely known that the emotional information processing involves the functioning of many regions of the CNS. However, few studies investigated the processing of emotion in MS. In this way, the aim of this study was to evaluate the perception, the memory and the reaction of MS patients in the presence of affective charge and neutral stimuli. Within this scope, 20 high arousal unpleasant figures and 20 neutral figures from the International Affective Picture System were presented to both 21 volunteers (MS patients) and 21 healthy individuals. A subjective perception task of the pictures was performed and the physiologic measures of skin conductance and heart rate were recorded, which were followed by the free recall and recognition memory tasks. The results adduced that MS patients display an appropriate emotional perception. Concerning memory, it was observed that the patients recalled a lower number of figures than the control group and did not display an increment in recalling the unpleasant figures. Nevertheless, they recalled better the high arousal figures than the neutral figures. With reference to the recognition memory, the patients did not suffer any impairment, although they have reacted slower to the emotional figures. In terms of emotional reaction, it was perceived a similar average variation in the skin conductance between those two groups. Referring to the heart rate, the patients displayed a similar bradycardia in the presence of the unpleasant and neutral figures, in contrast to the control group, which displayed a greater bradycardia in the presence of the former figures. Moreover, it was noticed an habituation failure in the physiological responses in the presence of the emotional stimuli, in comparison with the responses to the initial and final figures compiled by the test. The results suggested that the automatic mechanisms, activated by the arousal and mediated by the functioning of the amygdala, are preserved in MS, while there is a damage seen in the processing of the affective valence of the stimuli, involving the cognitive and cortical processes. Therefore, it is concluded that, despite the fact that the subjective perception is preserved in MS, the free recall of the unpleasant figures remains impaired, as well as the emotional reaction in their presence. Finally, it is suggested that the impairment that affects the processing of the emotional stimuli may make the MS patients more susceptible to both affective and mood disturbance and, in addition to cognitive deficits, influences the quality of life of these patients.TEDEBV UNIFESP: Teses e dissertações110 p.FUSO, Simone Freitas. Percepção, memória e reação emocional de pacientes com esclerose múltipla. 2008. Tese (Doutorado) - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2008.Publico-9922.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/9922ark:/48912/001300002bv2wporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessEmoçõesMemóriaPercepçãoPsicofisiologiaEsclerose múltiplaPercepção, memória e reação emocional de pacientes com esclerose múltiplaEmotional perception, memory and reaction in multiple sclerosis patientsinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Psicobiologia - EPMORIGINALPublico-9922.pdfPublico-9922.pdfapplication/pdf1413989https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/c709c070-417e-4514-9a1b-2c1b6ae3f476/downloadb10e0b5f80e9a37d9062b7e3d682c127MD51TEXTRetido-TESE%20SIMONE%20FREITAS%20FUSO.pdf.txtRetido-TESE%20SIMONE%20FREITAS%20FUSO.pdf.txtExtracted texttext/plain212534https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/1e959705-091a-4274-8a20-d30cccb9c80b/download1ccda240c0288e85fb55e740edb63b2aMD52Publico-9922.pdf.txtPublico-9922.pdf.txtExtracted texttext/plain103497https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/3506a281-b0ad-4276-bfa0-9cb65cdc202c/downloadd0dcf1479d6d6014721a8a5d2a5c7e3bMD54THUMBNAILPublico-9922.pdf.jpgPublico-9922.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3024https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/f53372c7-d38b-4baf-9b31-33701dd3e722/downloadfe73941c1b79b41a7130d89b7ce047c5MD5511600/99222024-08-05 13:53:12.39oai:repositorio.unifesp.br:11600/9922https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-08-05T13:53:12Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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