Metanálise seguida de comparação indireta de tratamentos e modelo de custo-efetividade comparando embolização da artéria uterina e os métodos cirúrgicos para o tratamento de leiomiomas uterinos sintomáticos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Fonseca, Marcelo Cunio Machado [UNIFESP]
Orientador(a): Girão, Manoel João Batista Castello [UNIFESP]
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47170
https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3169264
Resumo: Objetivo: Leiomiomas uterinos sintomáticos (LUS) impactam a saúde, qualidade de vida e a capacidade de trabalho. A cirurgia ainda é a principal intervenção terapêutica. Avaliamos os benefícios e os riscos da embolização das artérias uterinas (EAU) e sua custo-efetividade em relação às intervenções cirúrgicas no sistema de saúde público brasileiro (SUS). Métodos: Realizou-se uma busca sistemática de ensaios clínicos randomizados de EAU versus qualquer intervenção cirúrgica para LUS. Foi realizada uma metanálise comparando desfechos relacionados ao procedimento, à efetividade, à falência ovariana (FO) e às experiências das pacientes. Para comparar os procedimentos cirúrgicos realizamos uma comparação indireta de tratamentos ancorada nos resultados das comparações diretas com uma intervenção controle comum, UAE. Para avaliar a custo-efetividade da EAU versus os procedimentos cirúrgicos construímos, sob a perspectiva do SUS, um modelo de decisão simulando, por 5 anos, uma coorte com LUS que recebeu inicialmente EAU ou histerectomia ou miomectomia ou oclusão laparoscópica das artérias uterinas (OLAU). Dados de eficácia são da metanálise e de utilização dos recursos são do SUS. O custo incremental estimado para cada ano adicional de vida ajustado pela qualidade (QALY) e para cada intervenção evitada foi calculado e apresentado como uma razão de custoefetividade incremental. Resultados: Identificamos 10 ensaios clínicos randomizados relevantes. O tempo de internação, recuperação e a necessidade de transfusões é menor na EAU. A EAU têm maior número de complicações menores e reintervenções até dois anos após o procedimento. A FO e as experiências das pacientes não diferiu entre EAU e procedimentos cirúrgicos. Na comparação indireta de tratamentos a OLAU apresenta desvantagem em relação à histerectomia e miomectomia quanto a necessidade de reintervenção até dois anos após o procedimento e a necessidade de reintervenção pela persistência dos sintomas; por outro lado, apresenta menor tempo de internação do que elas. Comparada à histerectomia, OLAU apresenta mais reintervenções, após dois anos e até cinco anos e menor resolução da menorragia no primeiro e segundo anos depois do procedimento inicial. A histerectomia e miomectomia são equivalentes em relação a todos os desfechos estudados. Na análise custo-efetividade, a EAU em comparação à histerectomia e miomectomia não é custoefetiva, mas é custo-efetiva em comparação com OLAU em relação ao número de procedimentos evitados, mas não de QALYs. Conclusão: As experiências das pacientes e a FO parecem ser semelhantes entre os procedimentos cirúrgicos e EAU, enquanto a EAU oferece vantagem quanto a menor permanência hospitalar, tempo de recuperação e necessidade de transfusões. Por outro lado, a EAU tem uma maior taxa de complicações menores e uma maior probabilidade de demandar uma intervenção cirúrgica no prazo de dois anos do procedimento inicial. Comparada às outras cirurgias estudadas a LOUA parece apresentar um aumento da taxa de persistência dos sintomas que leva a um aumento da probabilidade de demandar procedimento cirúrgico, principalmente dentro de dois anos após a intervenção inicial. A histerectomia e miomectomia são equivalentes em relação a todos os desfechos estudados embora a histerectomia não poupe o útero. A EAU não é custo-efetiva em relação à histerectomia e miomectomia no SUS.
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Para comparar os procedimentos cirúrgicos realizamos uma comparação indireta de tratamentos ancorada nos resultados das comparações diretas com uma intervenção controle comum, UAE. Para avaliar a custo-efetividade da EAU versus os procedimentos cirúrgicos construímos, sob a perspectiva do SUS, um modelo de decisão simulando, por 5 anos, uma coorte com LUS que recebeu inicialmente EAU ou histerectomia ou miomectomia ou oclusão laparoscópica das artérias uterinas (OLAU). Dados de eficácia são da metanálise e de utilização dos recursos são do SUS. O custo incremental estimado para cada ano adicional de vida ajustado pela qualidade (QALY) e para cada intervenção evitada foi calculado e apresentado como uma razão de custoefetividade incremental. Resultados: Identificamos 10 ensaios clínicos randomizados relevantes. O tempo de internação, recuperação e a necessidade de transfusões é menor na EAU. A EAU têm maior número de complicações menores e reintervenções até dois anos após o procedimento. A FO e as experiências das pacientes não diferiu entre EAU e procedimentos cirúrgicos. Na comparação indireta de tratamentos a OLAU apresenta desvantagem em relação à histerectomia e miomectomia quanto a necessidade de reintervenção até dois anos após o procedimento e a necessidade de reintervenção pela persistência dos sintomas; por outro lado, apresenta menor tempo de internação do que elas. Comparada à histerectomia, OLAU apresenta mais reintervenções, após dois anos e até cinco anos e menor resolução da menorragia no primeiro e segundo anos depois do procedimento inicial. A histerectomia e miomectomia são equivalentes em relação a todos os desfechos estudados. Na análise custo-efetividade, a EAU em comparação à histerectomia e miomectomia não é custoefetiva, mas é custo-efetiva em comparação com OLAU em relação ao número de procedimentos evitados, mas não de QALYs. Conclusão: As experiências das pacientes e a FO parecem ser semelhantes entre os procedimentos cirúrgicos e EAU, enquanto a EAU oferece vantagem quanto a menor permanência hospitalar, tempo de recuperação e necessidade de transfusões. Por outro lado, a EAU tem uma maior taxa de complicações menores e uma maior probabilidade de demandar uma intervenção cirúrgica no prazo de dois anos do procedimento inicial. Comparada às outras cirurgias estudadas a LOUA parece apresentar um aumento da taxa de persistência dos sintomas que leva a um aumento da probabilidade de demandar procedimento cirúrgico, principalmente dentro de dois anos após a intervenção inicial. A histerectomia e miomectomia são equivalentes em relação a todos os desfechos estudados embora a histerectomia não poupe o útero. A EAU não é custo-efetiva em relação à histerectomia e miomectomia no SUS. Objectives: Symptomatic uterine leiomyomas (SUL) impacts health, quality of life, and the working ability. Surgery is still the main therapeutic intervention. This study assessed the benefits and risks of uterine artery embolization (UAE) and its costeffectiveness in relation to the surgical interventions in the Brazilian healthcare system (SUS). Methods: We conducted a systematic search for randomised controlled trials of UAE versus any surgical therapy for SUL. We performed a meta-analysis comparing procedural, effectiveness, ovarian failure and patient experience outcomes. To compare the surgical procedures an indirect treatment comparison was performed anchored on the results of direct comparisons with a common control intervention, UAE. To evaluate the relative cost-effectiveness of UAE versus surgical procedures, a decision model simulating a SUL cohort receiving initially UAE or hysterectomy or myomectomy or laparoscopic occlusion of the uterine arteries (LOUA) was constructed from a SUS perspective over 5 years. We used effectiveness data from our meta-analysis and SUS data on resource use. The incremental cost expected for each additional quality adjusted life-year (QALY) gained and each avoided intervention was calculated and presented as the incremental cost-effectiveness ratio. Results: We identified 10 relevant RCTs for the meta-analysis. Length of hospital stay, recovery and the need for transfusions is lower in UAE. UAE have higher number of minor complications and reinterventions until two years after the procedure. Ovarian failure and patients? experiences did not differ between UAE and surgical procedures. In the indirect treatment comparison LOUA presents disadvantage compared to hysterectomy and myomectomy concerning the need for re-intervention within two years after the procedure and the need for re-intervention due to the persistence of symptoms; on the other hand it presents shorter hospital stay than them. Compared to hysterectomy, LOUA presents more re-interventions after two years and up to five years and lower resolution of menorrhagia after the first and second years of the initial procedure. Hysterectomy and myomectomy are equivalent in relation to the all studied outcomes. In the cost-effectiveness analysis, UAE compared to hysterectomy and myomectomy, was not a cost effective alternative, however, UAE is a cost-effective alternative compared to LOUA regarding the number of procedure avoided, but not QALYs. 176 Conclusion: Patients? experiences and ovarian failure appear to be similar among UAE and surgical procedures, whilst UAE offers an advantage with regards to a shorter hospital length of stay, a quicker recovery time and less need for transfusions. Conversely, UAE has a higher rate of minor complications and an increased likelihood of requiring surgical intervention within two years of the initial procedure. Concerning the other studied surgeries LOUA seems to present an increased rate of persistence of symptoms leading to an increased likelihood of requiring surgical procedure, mainly within two years after the initial intervention. Hysterectomy and myomectomy are equivalent in relation to the all studied outcomes although hysterectomy is not a uterus sparing procedure. UAE is not a cost-effective option in relation to hysterectomy and myomectomy in SUS.270 f.FONSECA, Marcelo Cunio Machado. Metanálise seguida de comparação indireta de tratamentos e modelo de custo-efetividade comparando embolização da artéria uterina e os métodos cirúrgicos para o tratamento de leiomiomas uterinos sintomáticos. 2015. 270 f. Tese (Doutorado em Ginecologia) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2015.https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47170https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3169264ark:/48912/001300002sc5qporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)info:eu-repo/semantics/openAccessLeiomiomaAnálise de custo-eficiênciaMetanáliseEmbolização da artéria uterinaHisterectomiaMiomectomia uterinaLeiomyomaUterine artery embolizationHysterectomyMyomectomy uterineCost-efficiency analysisMetanáliseMetanálise seguida de comparação indireta de tratamentos e modelo de custo-efetividade comparando embolização da artéria uterina e os métodos cirúrgicos para o tratamento de leiomiomas uterinos sintomáticosMeta-analysis followed by indirect treatment comparison and cost-effectiveness model comparing uterine artery embolization and surgical methods for the treatment of symptomatic uterine leiomyomasinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Medicina (Ginecologia)Ciências da saúdeMedicinaORIGINALTese_Marcelo Cunio Machado Fonseca.pdfapplication/pdf6385989https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/bef278d0-5e9c-4e8f-8273-8ba07412e0b4/downloada80327a20f810a868105ff91516d759eMD54TEXTMARCELO CUNIO MACHADO FONSECA.pdf.txtMARCELO CUNIO MACHADO FONSECA.pdf.txtExtracted texttext/plain102978https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/7758de17-6608-45ee-9407-e6bda2327a76/downloadfa842f2c9b66dfbba8d36275be2fa550MD52THUMBNAILMARCELO CUNIO MACHADO FONSECA.pdf.jpgMARCELO CUNIO MACHADO FONSECA.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2965https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/faf804ea-0d1f-42e9-86c0-29d0c5f5d435/download0d6d6af736013bcc3776a5eca54cf068MD5311600/471702025-05-26 11:53:36.18oai:repositorio.unifesp.br:11600/47170https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652025-05-26T11:53:36Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false
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