Disfunção sexual, aborto, diversidade sexual, comportamento sexual de risco e crime em uma amostra de usuários de drogas não injetáveis
| Ano de defesa: | 2016 |
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Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
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Resumo: | Objetivo: avaliar a prevalência de comportamentos sexuais de risco, aborto, disfunções sexuais, crimes e fatores associados em uma amostra de usuários de álcool e outras drogas não injetáveis internados em uma unidade especializada para tratamento da dependência química. Material e Métodos: trata-se de um estudo de corte transversal, utilizando-se um instrumento estruturado, aplicado em admissões consecutivas, contendo dados sociodemográficos, características relativas ao comportamento sexual e escalas para avaliar a presença de sintomas de disfunção sexual, nível de dependência de substâncias psicoativas, impulsividade, screening de dependência de sexo. Resultados: uma amostra de 616 pacientes, dos quais 82,5% são homens, 51,9% solteiros, 54,5% brancos, 71,4% têm renda familiar de 1 até 3 salários mínimos, 47,3% têm menos de 8 anos de estudo, em 49,4% o crack foi a droga de escolha. A disfunção sexual foi comum tanto em homens (37,2%) quanto em mulheres (34,2%), com taxas semelhantes de prevalência em ambos os sexos. Quanto maior o nível de dependência de substâncias psicoativas, maior as chances de apresentar disfunção sexual. Especialmente, o nível elevado de dependência de nicotina esteve associado à disfunção sexual em mulheres usuárias de substâncias psicoativas, aumentando em cerca de duas vezes as chances de disfunção sexual. Nas amostras de mulheres, não houve diferenças estatísticas entre as prevalências de disfunção sexual investigada através de uma escala padronizada e uma única pergunta direta sobre dificuldade/disfunção sexual. Entre os homens, a ejaculação precoce (53,2%) foi a disfunção sexual mais comum, sendo que 89,8% daqueles quem têm queixas sexuais nunca buscaram ajuda médica para tal disfunção. Vários comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade, como troca de sexo por drogas, sexo com profissional de sexo e múltiplas parcerias sexuais, estiveram associados com o nível de dependência de substâncias psicoativas, aumentando as chances de comportamento sexual de risco. O álcool e a cocaína foram as drogas de escolha que estiveram mais associadas a comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade, e não o crack, como se esperava inicialmente encontrar neste estudo. Metade da amostra de usuários de crack tende a não usar preservativo, especialmente os homens. Os três principais motivos relatados para o não uso de preservativo foram o fato de ter parceria sexual fixa, crenças de diminuir a sensibilidade e muito excitado para colocar o preservativo. Em ambos os sexos, o não uso de preservativo esteve associado com níveis mais severos de dependência de substâncias. Nesta amostra, o histórico de crime (32%) esteve associadocomvários comportamentossexuaise àgravidade dadependência de substâncias psicoativas. A prevalência de aborto induzido nesta amostra foi de 26,8% e esteve associada significativamente com níveis de dependência de substâncias psicoativas e com comportamentos sexuais de risco. O uso de tabaco está positivamente associado à orientação sexual (p=000,27). Ainda 23,9% foram triados como possíveis dependentes de sexo. Conclusões: dependentes de substâncias psicoativas têm variados comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade sexual e prevalências de disfunção sexual e crimes relacionados ao nível de dependência e aos problemas com álcool e outras drogas. |
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http://lattes.cnpq.br/4152477223577402Reis, Alessandra Elena Diehl Branco dos [UNIFESP]http://lattes.cnpq.br/7763913558278214Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Laranjeira, Ronaldo Ramos [UNIFESP]São Paulo2018-07-30T11:45:07Z2018-07-30T11:45:07Z2016-12-08Objetivo: avaliar a prevalência de comportamentos sexuais de risco, aborto, disfunções sexuais, crimes e fatores associados em uma amostra de usuários de álcool e outras drogas não injetáveis internados em uma unidade especializada para tratamento da dependência química. Material e Métodos: trata-se de um estudo de corte transversal, utilizando-se um instrumento estruturado, aplicado em admissões consecutivas, contendo dados sociodemográficos, características relativas ao comportamento sexual e escalas para avaliar a presença de sintomas de disfunção sexual, nível de dependência de substâncias psicoativas, impulsividade, screening de dependência de sexo. Resultados: uma amostra de 616 pacientes, dos quais 82,5% são homens, 51,9% solteiros, 54,5% brancos, 71,4% têm renda familiar de 1 até 3 salários mínimos, 47,3% têm menos de 8 anos de estudo, em 49,4% o crack foi a droga de escolha. A disfunção sexual foi comum tanto em homens (37,2%) quanto em mulheres (34,2%), com taxas semelhantes de prevalência em ambos os sexos. Quanto maior o nível de dependência de substâncias psicoativas, maior as chances de apresentar disfunção sexual. Especialmente, o nível elevado de dependência de nicotina esteve associado à disfunção sexual em mulheres usuárias de substâncias psicoativas, aumentando em cerca de duas vezes as chances de disfunção sexual. Nas amostras de mulheres, não houve diferenças estatísticas entre as prevalências de disfunção sexual investigada através de uma escala padronizada e uma única pergunta direta sobre dificuldade/disfunção sexual. Entre os homens, a ejaculação precoce (53,2%) foi a disfunção sexual mais comum, sendo que 89,8% daqueles quem têm queixas sexuais nunca buscaram ajuda médica para tal disfunção. Vários comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade, como troca de sexo por drogas, sexo com profissional de sexo e múltiplas parcerias sexuais, estiveram associados com o nível de dependência de substâncias psicoativas, aumentando as chances de comportamento sexual de risco. O álcool e a cocaína foram as drogas de escolha que estiveram mais associadas a comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade, e não o crack, como se esperava inicialmente encontrar neste estudo. Metade da amostra de usuários de crack tende a não usar preservativo, especialmente os homens. Os três principais motivos relatados para o não uso de preservativo foram o fato de ter parceria sexual fixa, crenças de diminuir a sensibilidade e muito excitado para colocar o preservativo. Em ambos os sexos, o não uso de preservativo esteve associado com níveis mais severos de dependência de substâncias. Nesta amostra, o histórico de crime (32%) esteve associadocomvários comportamentossexuaise àgravidade dadependência de substâncias psicoativas. A prevalência de aborto induzido nesta amostra foi de 26,8% e esteve associada significativamente com níveis de dependência de substâncias psicoativas e com comportamentos sexuais de risco. O uso de tabaco está positivamente associado à orientação sexual (p=000,27). Ainda 23,9% foram triados como possíveis dependentes de sexo. Conclusões: dependentes de substâncias psicoativas têm variados comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade sexual e prevalências de disfunção sexual e crimes relacionados ao nível de dependência e aos problemas com álcool e outras drogas.Objective: To evaluate the prevalence of sexual risky behaviors, abortion, sexual dysfunction, crime and associated factors in a sample of alcohol and non-injected drugs users admitted to a specialized unit for treatment of chemical dependence. Material and Methods: this was a cross-sectional study, using a structured instrument applied in consecutive admissions, containing sociodemographic data, characteristics related to sexual behavior and scales to assess the presence of sexual dysfunction symptoms, level of dependence of psychoactive substances, impulsivity, and screening of sex addiction. Results: a sample of 616 patients, 82.5% men, 51.9% were single, 54.5% white, in 71.4% the family monthly income is 1 to 3 minimum wages, 47.3% have less than 8 years of schooling, in 49.4% crack was the drug of choice. Sexual dysfunction was common in both men (37.2%) and women (34.2%) with similar prevalence rates betwen both sexes. Higher levels of psychoactive dependence made it more common to have sexual dysfunctions. Especially, high level of nicotine dependence was associated with sexual dysfunction in women who use psychoactive substances, increasing by about 2 times the odds of sexual dysfunctions. In women, there were no statistical differences between the prevalence of sexual dysfunction investigated using a standardized scale and a single direct question about difficulties / dysfunctions. Among men, premature ejaculation (53.2%) was the most common sexual dysfunction and 89.8% of those who have sexual complaints never sought medical help. Many sexual behaviors of high vulnerability, such as exchanging sex for drugs, sex with prostitutes, and multiple sexual partners were associated with the level of psychoactive substance dependence, increasing the chances of sexual risky behavior. Alcohol and cocaine were the drugs of choice that were more associated with sexual behaviors of high vulnerability and not crack, as initially expected in the present study. Half of crack users tend not to use condoms, especially men. The three main reasons reported for not using condoms were the fact of having a stable partner, belief in the decrease of sensitivity and being too excited to put on a condom. In both sexes, no condom use was associated with more severe levels of dependence on substances. In this sample, crime history (32%) was associated with several sexual behaviors and severity of psychoactive substances. The prevalence of induced abortion in this 339 sample was 26.8% and was significantly associated with dependence levels of psychoactive substances and sexual risk behavior. The tabacco use is positively associated to sexual orientation. Although 23.9% were screenined as possible sex dependents.Conclusion: Psychoactive substance dependents have various sexual behaviors of vulnerability and high prevalence of sexual dysfunction and crimes related to level of dependence and problems with alcohol and other drugs.Dados abertos - Sucupira - Teses e dissertações (2013 a 2016)https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.jsf?popup=true&id_trabalho=3658375REIS, Alessandra Elena Diehl Branco dos. Disfunção sexual, aborto, diversidade sexual, comportamento sexual de risco e crime em uma amostra de usuários de drogas não injetáveis. 2016. Tese (Doutorado em Psiquiatria e Psicologia Médica) - Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), São Paulo, 2016.1. ALESSANDRA DIEHL TESE DOUTORADO UNIFESP 2016 - PDF A.pdfhttp://repositorio.unifesp.br/handle/11600/47779ark:/48912/001300002x87dporUniversidade Federal de São Paulo (UNIFESP)Comportamento sexualPreservativoDisfunção sexualCrimeUsuários de drogasSexual behaviorSexual dysfunctionPreservativesDisfunção sexual, aborto, diversidade sexual, comportamento sexual de risco e crime em uma amostra de usuários de drogas não injetáveisSexual dysfunction, abortion, sexual diversity, sexual risk behavior and crime in a sample of noninjecting drug usersinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da UNIFESPinstname:Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)instacron:UNIFESPSão Paulo, Escola Paulista de Medicina (EPM)Psiquiatria e Psicologia MédicaCiências da saúdeMedicinaORIGINAL1. ALESSANDRA DIEHL TESE DOUTORADO UNIFESP 2016 - PDF A.pdfapplication/pdf4324122https://repositorio.unifesp.br/bitstreams/3b34f8d5-54e5-40da-8d56-fe8492e5fe3d/downloadf6e7f52f9cff5e27a5529a769e2a17f3MD5111600/477792024-10-23 17:59:49.558oai:repositorio.unifesp.br:11600/47779https://repositorio.unifesp.brRepositório InstitucionalPUBhttp://www.repositorio.unifesp.br/oai/requestbiblioteca.csp@unifesp.bropendoar:34652024-10-23T17:59:49Repositório Institucional da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)false |
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Objetivo: avaliar a prevalência de comportamentos sexuais de risco, aborto, disfunções sexuais, crimes e fatores associados em uma amostra de usuários de álcool e outras drogas não injetáveis internados em uma unidade especializada para tratamento da dependência química. Material e Métodos: trata-se de um estudo de corte transversal, utilizando-se um instrumento estruturado, aplicado em admissões consecutivas, contendo dados sociodemográficos, características relativas ao comportamento sexual e escalas para avaliar a presença de sintomas de disfunção sexual, nível de dependência de substâncias psicoativas, impulsividade, screening de dependência de sexo. Resultados: uma amostra de 616 pacientes, dos quais 82,5% são homens, 51,9% solteiros, 54,5% brancos, 71,4% têm renda familiar de 1 até 3 salários mínimos, 47,3% têm menos de 8 anos de estudo, em 49,4% o crack foi a droga de escolha. A disfunção sexual foi comum tanto em homens (37,2%) quanto em mulheres (34,2%), com taxas semelhantes de prevalência em ambos os sexos. Quanto maior o nível de dependência de substâncias psicoativas, maior as chances de apresentar disfunção sexual. Especialmente, o nível elevado de dependência de nicotina esteve associado à disfunção sexual em mulheres usuárias de substâncias psicoativas, aumentando em cerca de duas vezes as chances de disfunção sexual. Nas amostras de mulheres, não houve diferenças estatísticas entre as prevalências de disfunção sexual investigada através de uma escala padronizada e uma única pergunta direta sobre dificuldade/disfunção sexual. Entre os homens, a ejaculação precoce (53,2%) foi a disfunção sexual mais comum, sendo que 89,8% daqueles quem têm queixas sexuais nunca buscaram ajuda médica para tal disfunção. Vários comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade, como troca de sexo por drogas, sexo com profissional de sexo e múltiplas parcerias sexuais, estiveram associados com o nível de dependência de substâncias psicoativas, aumentando as chances de comportamento sexual de risco. O álcool e a cocaína foram as drogas de escolha que estiveram mais associadas a comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade, e não o crack, como se esperava inicialmente encontrar neste estudo. Metade da amostra de usuários de crack tende a não usar preservativo, especialmente os homens. Os três principais motivos relatados para o não uso de preservativo foram o fato de ter parceria sexual fixa, crenças de diminuir a sensibilidade e muito excitado para colocar o preservativo. Em ambos os sexos, o não uso de preservativo esteve associado com níveis mais severos de dependência de substâncias. Nesta amostra, o histórico de crime (32%) esteve associadocomvários comportamentossexuaise àgravidade dadependência de substâncias psicoativas. A prevalência de aborto induzido nesta amostra foi de 26,8% e esteve associada significativamente com níveis de dependência de substâncias psicoativas e com comportamentos sexuais de risco. O uso de tabaco está positivamente associado à orientação sexual (p=000,27). Ainda 23,9% foram triados como possíveis dependentes de sexo. Conclusões: dependentes de substâncias psicoativas têm variados comportamentos sexuais de alta vulnerabilidade sexual e prevalências de disfunção sexual e crimes relacionados ao nível de dependência e aos problemas com álcool e outras drogas. |
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