Motivograma psicoambiental: fundamentação teórica e validação empírica de um instrumento para o estudo das motivações em atitudes pró-meio ambiente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Pimentel, Anna Karolina Osório [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/48912/0013000026trh
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/62015
Resumo: Muito se tem estudado a respeito da importância da percepção ambiental e da representação social em trabalhos que objetivam entender a relação estabelecida entre ser humano e natureza, com o intuito de propor projetos de educação ambiental mais efetivos. Todavia, esses estudos também vêm demonstrando que existem muitas variáveis envolvidas quando se pensa na maneira como nos relacionamos com a natureza, sendo inegável, por exemplo, como diversos trabalhos já comprovam, que a forma como percebemos e representamos o meio ambiente vai muito além do que é captado por nosso aparato fisiológico, pois também atribuímos sentido e valor ao que é captado por meio de categorias construídas a partir de uma complexa relação entre aspectos históricos, sociais, culturais e psicológicos. Este último, o psicológico, traz também, em seu bojo, um questionamento: o que nos motivaria realmente a ter atitudes e ações em prol do meio ambiente, a despeito dos nossos hábitos de consumo e escolhas cotidianas? Dentro dessa perspectiva, o objetivo deste estudo foi adaptar e validar um instrumento de pesquisa a partir da teoria das necessidades de Maslow para a avaliação das motivações presentes em atitudes em prol ou não do meio ambiente. O estudo partiu do seguinte pressuposto inicial: que indivíduos com uma percepção/representação ambiental menos ingênua ou utilitarista, bem como um discurso pró ambiente, deveriam, a princípio, apresentar maior predisposição a uma relação menos antropocêntrica em relação ao meio ambiente, contemplando uma maior responsabilidade socioambiental. Contudo, as atitudes, ações e comportamentos poderão se mostrar contraditórios em relação ao discurso pró ambiente, caso necessidades humanas básicas teorizadas por Maslow não estejam sendo atendidas. Esta pesquisa teve caráter empírico exploratório, de base qualitativa e quantitativa, sendo que o referencial teórico adotado foi a corrente da psicologia humanística a partir dos estudos de Maslow. Participaram desse estudo 134 indivíduos, com idade predominante entre 23 e 27 anos, que estavam cursando ou já tinham concluído o ensino superior. Para a coleta de dados foi empregado um questionário estruturado, com a adaptação de um motivograma derivado da teoria da pesquisa de necessidades pessoais de Abraham Maslow, de forma a incluir questões que buscassem avaliar, além das motivações, também a percepção/representação ambiental e as atitudes, ações e comportamentos de consumo adotados no dia a dia. Os resultados revelaram um grupo com visão predominantemente antropocêntrica e naturalista e com significativa valorização das necessidades de segurança. Conclui-se que o motivograma psicoambiental permitirá identificar e compreender como o atendimento ou não das necessidades básicas do ser humano influencia no comprometimento e prática de ações em prol do meio ambiente, contribuindo para aperfeiçoar estratégias de educação ambiental.
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